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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Hiperactividade” em debate em Alvito

Realiza-se, esta noite pelas 21.00 horas, uma sessão de esclarecimento sobre “Hiperactividade” , na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Alvito.

Uma equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital Espírito Santo de Évora, representada por Hélder Gonçalves, Susana Gomes, Catarina Diamantino e Rosário Correia, foi convidada com o objectivo de esclarecer o público em geral, mas em especial pais, professores e educadores.

Portugal 2 - 1 México

Portugal venceu bem com golos de Maniche e de Simão, este de grande penalidade.

O jogo foi bonito. Portugal dominou muito e jogou bem nos últimos 30 minutos da 1ª parte, altura em que marcou os golos. No restante dominou, quase sempre, o México, mesmo depois de reduzido a 10 jogadores.

Não gosto de ver Portugal a defender.

Feira de S. João de Évora

A Feira de S. João de Évora, realiza-se de 23 de Junho a 2 de Julho e tem, este ano, como mote o 20º aniversário da classificação do centro histórico de Évora como Património da Humanidade pela UNESCO.

Integra a feira tradicional, o parque de diversões e o pavilhão da Feira do Empreendedor, mostras institucionais e de gastronomia, exposições de artes plásticas, actividades desportivas. A juventude terá um espaço dedicado às suas actividades, em que sobressaem os desportos radicais e um mural com 62 m lineares, onde um grupo de 5 jovens “grafiters”, entre os quais um de Évora, irá tentar bater o recorde nacional de pintura de um mural em graffiti. S@bores.com.valores será um espaço destinado a valorizar e divulgar os saberes tradicionais, enquanto factor promotor do desenvolvimento local e económico da região.Um tributo aos Queen, por artistas de bandas locais, Kátia Guerreiro, Boss AC, Orquestra de Balalaicas de Helsínquia, Jorge Palma e os fadistas Lourdes Sá, Franklin do Carmo e Rui Lopes, são alguns dos espectáculos agendados.

Marca Alentejo

A OVIBEJA é o maior acontecimento que se realiza, regular e anualmente, no Alentejo.

Ela é a imagem do que é o Alentejo, do que são e como agem e interagem os alentejanos. Mas é também a imagem do que pode ser o Alentejo, do que podem e devem fazer os alentejanos para termos um Alentejo diferente, mais moderno e melhor.

A OVIBEJA sempre se afirmou como uma iniciativa de futuro, contra as acomodações, irreverente e incómoda para os poderes, sem se submeter a eles, mesmo quando tal parece ou alguns tentam que aconteça.

Esta independência, que lhe tem criado entraves e dificuldades, tem-lhe granjeado o respeito de todos e é, seguramente, uma das suas principais marcas identidárias.

Espaço onde todos os que “vêm por bem” podem participar e expor e promover os seus projectos, serviços e produtos, a OVIBEJA é a resultante dos vários interesses em presença, feita de equilíbrios dinâmicos.

Ela é de todos os que nela se envolvem e participam e a consideram importante para a região. A região e os seus agentes perceberam isso e os alentejanos consideraram-na sua. Foi isso que levou os vários poderes a participarem nela e a darem-lhe todo o apoio possível.

O que vence e que ganha projecção pelo que faz acaba por gerar desconfianças, ciúmes e invejas. Foi nisso que também aconteceu com a OVIBEJA.

Por isso, os que se deixam dominar por esses sentimentos fazem tudo para a ignorar, a porem em causa e a prejudicarem das mais diversas formas.

É por isso que a atitude de algumas entidades mudou nos últimos anos. Em vez de apoiarem a Feira do Alentejo, como sempre fizeram, algumas passaram a participar nela como simples expositores. E alguns, com responsabilidades públicas, em vez de nela se envolverem activamente passaram a apontar-lhe defeitos em público em vez de a discutirem com a organização.

Apesar disso não conseguem “tapar o sol com a peneira”, não conseguem esconder o que a OVIBEJA é de facto: O maior acontecimento que se realiza, regular e anualmente, no Alentejo.

Faço aqui estas reflexões relacionadas com a OVIBEJA porque me parece que elas estão também relacionadas com a nossa forma de estar e agir tradicional, que é responsável por algum do nosso atraso.

Temos dificuldade em pensar em grande, em admitir que há projectos “impossíveis” que se podem realizar se trabalharmos em conjunto e conseguirmos criar as condições necessárias para os viabilizar.

Convivemos mal com o sucesso de alguém. Optamos por lhe apontar defeitos em vez de tentarmos descobrir “a chave” do êxito.

Nem sempre conseguimos materializar o sentido da apropriação colectiva dos empreendimentos, entender estes como nossos em vez de meus, teus ou deles.

Temos dificuldades em compreender a necessidade e importância da cooperação, continuando a não enxergar que o individualismo inviabiliza muitos projectos, empreendimentos e negócios.

Para termos um Alentejo e um futuro melhores temos de ser capazes de mudar. Não podemos continuar a agir da mesma maneira.

Temos de ter objectivos mais ambiciosos, mais ousados, mais inovadores. Temos de ter maior capacidade de compreender os casos de sucesso e com eles aprendermos como se pode fazer para realizar o que nos parece impossível. Temos de praticar mais a arte da parceria, através de maior colaboração e cooperação entre os que prosseguem os mesmos objectivos.

Podemos ganhar mais com os outros do que contra eles. Se não nos soubermos superar a nós próprios, se não soubermos encontrar os nossos parceiros e com eles colaborarmos e cooperarmos, empenhada e interessadamente, não passaremos da “cepa torta”.

Precisamos de definir objectivos e avançar com projectos capazes de nos mobilizar, em que nos empenhemos e trabalhemos com todos os que queiram contribuir para o seu sucesso.

Temos de abandonar o espírito de quinta ou de quintal.

Lanço aqui um desafio aos decisores alentejanos.

A imagem que cada vez mais gente tem do Alentejo é positiva, pese embora os seus inúmeros problemas. O Alentejo está na moda. São cada vez mais os que o identificam com qualidade - qualidade de muitos dos seus produtos, qualidade de vida.

Então porque não aproveitar esta onda e lançar a marca Alentejo para promover a região e os seus produtos?

Em vez de se andar a promover o Norte Alentejano, Évora, a Planície Dourada e o Litoral Alentejano porque não se promove o Alentejo? Lá fora e cá dentro.

Em vez de se andar a promover o vinho ou o azeite ou qualquer outro produto desta ou daquela zona, desta ou daquela herdade, deste ou daquele produtor, porque não se promovem os vinhos, os azeites e outros produtos com a marca Alentejo e a identificação da zona, da herdade ou do produtor em segundo plano?

Esta é a via para a promoção eficaz de muitos dos nossos produtos. A maioria das  produções, por maiores que sejam, não têm dimensão suficiente para a internacionalização, para ganharem mercados, designadamente os das economias emergentes da China, da Índia e de outros países e continentes.

O desafio está aí. É altura dos políticos e empresários do Alentejo mostrarem se estão à sua altura ou se vamos continuar na “cepa torta”.

 

Texto escrito em 28 de Maio de 2006 e publicado na revista Mais Alentejo nº 63, publicada em Junho.  

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  • Anónimo

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