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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“A Crise” há 80 anos

Zé LG, 06.01.12

Vai uma apostinha? Ou uma adivinhazinha? Saberá o estimado leitor qual foi a primeira manchete do “Diário do Alentejo”? Não é fácil. Nem demasiadamente difícil. Já lá vão 80 anos, é certo, e bem se sabe como o tempo costuma varrer os recantos à memória. Mas existem certos temas, certos assuntos, certas fatalidades que atravessam a História de Portugal desde os tempos da formação da Nacionalidade. “A Crise”. Pois é: “A Crise”. A 1 de junho correm 80 anos sobre o nascimento do “Diário do Alentejo”, por iniciativa de Carlos Marques e edição de JJ Corôa. E então, como hoje, o País estava a receber de peito aberto a onda de choque provocada pela quebra na bolsa de Nova Iorque e pela chamada “Grande Depressão”. O “Diário do Alentejo” surge, então, em pleno maremoto financeiro e económico. O maior de todos os tempos, dizem os economistas, agora com mais dúvidas do que antes tinham. Mas surge o “Diário do Alentejo” com uma vitalidade e uma capacidade de ironizar a toda a prova. A primeira manchete do jornal, já o sabemos, foi “A Crise”. Que o editor fez ilustrar com um desenho de três meninas dondocas a perguntar umas às outras se os respetivos “papás” sempre tinham comprado um Packard. Que era assim a grande máquina automóvel da época. E também a mais cara. A mais luxuosa. Por medo da crise, o pai de uma das meninas não comprou o carro. Por medo da crise, o pai de outra adquiriu-o: “teve medo da crise de nervos da mamã”. São os de hoje, os mesmos tiques de ontem. E para quem tinha prometido, ainda na semana passada, abolir a palavra crise das páginas deste jornal, encontrou minhoca logo na primeira cavadela. Mas não poderíamos deixar de mencionar a “nossa” crise de há 80 anos. Foi assim que nasceu este jornal. E este é um ano de data redonda e bonita para o “Diário do Alentejo”. Estamos de parabéns e queremos festejar. Mesmo que não possamos oferecer a todos os nossos fiéis leitores um Packard, embora saibamos que o merecem. Um bom ano para todos, nos 80 anos que o “Diário do Alentejo” faz.
Editorial de Paulo Barriga na edição desta semana do Diário do Alentejo.

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