O próximo mandato...
... vai ser muito complexo e difícil, pelo menos nos primeiros anos, porque:- A situação política-económica internacional não vai melhorar, prevendo-se a continuação do aumento do petrólio;
- O III QCA está no fim, restando muito pouco dinheiro para financiamento de projectos;
- Não se sabe quando o próximo QCA disponibilizará dinheiro nem para que projectos;
- Os apoios financeiros do Estado às autarquias locais deverão ser mais limitados;
- O acesso ao crédito será condicionado, quer por decisão do governo quer pelo nível de endividamento das autarquias locais;
- Os encargos com a manutenção, conservação e exploração das infra-estruturas e equipamentos, entretanto construídos, exigirão um cada vez maior esforço financeiro das autarquias;
- O crescente nível de exigência quanto à qualidade dos serviços prestados pelas autarquias locais vai exigir um maior esforço financeiro por parte delas.
Estes são apenas alguns dos traços que caracterizarão o próximo mandato.
A situação deveria aconselhar a um maior cuidado na elaboração dos programas eleitorais, de forma a que estes constituíssem compromissos de quem os apresenta com as populações e não apenas listagens de boas intenções ou de promessas que nunca foram avaliadas e não serão cumpridas.
Se não houver esse cuidado, daqui a quatro anos, vão-se registar das mais baixas taxas de execução de sempre nos programas eleitorais que agora vão ser distribuidos.
