Centros Históricos
Ao contrário do que acontece na generalidade dos países da União Europeia, Portugal investe mais em habitação nova do que em reabilitação das casas antigas. Esta política leva ao crescimento desmesurado dos perímetros urbanos, com grandes custos ambientais, em infra-estruturas e na desertificação e degradação dos centros históricos.Esta política vai ter de ser alterada e o país vai ter de privilegiar o investimento na reabilitação urbana na remodelação das infra-estruturas e dos pavimentos degradados, na instalação de novas infra-estruturas, no arranjo de espaços urbanos e, principalmente, na recuperação ou reconstrução de prédios degradados.
Para que tal aconteça com sucesso e em tempo útil vai ser necessário a conjugação de esforços entre o Estado, as autarquias, as empresas de electricidade, comunicações, água, os cidadãos, os projectistas, os construtores, os fornecedores de materiais e equipamentos.
Vão ter de ser aprovadas políticas adequadas que incentivem e, nalguns casos obriguem, a que tal aconteça. As autarquias devem preparar programas com esse objectivo. Já alguns bons exemplos que devem ser aprofundados e generalizados.
Esperamos que as candidaturas autárquicas estejam atentas a esta necessidade e incluam nos seus programas eleitorais medidas que lhe deiem resposta.
