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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Faltam 6...

... comentários para os 1 000 e 34 alvitres para os 500.

Os 466 alvitres escritos em menos de ano e meio (desde 14 de Janeiro de 2004) tiveram, até agora, 994 comentários, ocupando 83% da quota disponível do alvitrando.

26 artigos (6% do total) tiveram 340 comentários, ou seja, 1/3 do total.

Os artigos mais comentados foram:
"E se debatêssemos mais..." (34) - junho 20, 2005
"Simões entra na corrida" (32) - junho 14, 2005
"inacreditável" (21) - dezembro 28, 2004
"APROFUNDAR A DEMOCRACIA NO PCP" (20) - novembro 28, 2004
" Nova farmácia" (19) - março 3, 2005

Não tenho registo das visitas, porque não sei como se instala um contador.

Informação ou propaganda

A informação nas autarquias é simultâneamente um dever - da autarquia de informar das suas actividades - e um direito - das populações de serem informadas do que a autarquia faz.

Há, no entanto, quem tenha uma visão oportunista deste dever/direito. No início do mandato corta nas despesas com informação para depois, quando se aproximam as eleições, abrir os cordões à bolsa para "informar" as populações do que vai fazer no futuro.

É isto que explica a colocação de painéis a anunciar obras que nem sequer projecto ainda têm. Isto não é informação! É propaganda!

SONHO TORNADO REALIDADE

fresco.jpg
Quis o destino que Alvito se cruzasse pelo caminho de Catarina Vilaça de Sousa. Foi durante uma visita pontual a esta vila, num fim-de-semana que se previa de lazer, que a jovem historiadora de arte se deparou com todo um vasto e rico espólio de pinturas murais espalhados pelas igrejas do concelho. O fascínio deu lugar a um trabalho de investigação científica, que por sua vez deu azo àquilo que é hoje conhecido como o projecto Rota do Fresco. Um sonho que se tornou realidade, primeiro apenas em Alvito, depois em todos os cinco concelhos que compõem a Amcal.
Um projecto cujo nome foi gizado a pensar no marketing – associando a ideia de fresco por oposição ao calor que se sente no Alentejo – e que segundo Catarina Vilaça de Sousa assenta num paradigma de "revitalização patrimonial", no qual se pretende ir além dos circuitos turísticos, de modo a "voltar a dar vida a um conjunto de outras valências". "Utilizamos ao máximo a ferramenta turística para servir esses propósitos de desenvolvimento sustentado. É um projecto extremamente amplo e muito abrangente nos objectivos que pretende atingir e também por isso complexo de levar a cabo", vinca a coordenadora da Rota do Fresco.
A sensibilização da população local é outro dos "pontos de honra" do trabalho desenvolvido no âmbito do projecto, com todas as intervenções a serem realizadas "de portas abertas", por forma a que a população local possa assistir aos trabalhos e assim "evitar que se façam intervenções menos cuidadas, motivadas pela curiosidade e que a cal permite tanto".
O espólio da Rota do Fresco abrange 45 exemplares, sendo que apenas 18 integram os vários circuitos que a compõem. Uma opção que a coordenadora justifica pela necessidade de renovação constante do produto a apresentar aos visitantes, já que uma mesma pintura "renasce várias vezes", mediante o trabalho constante de investigação científica que é realizado. "Em vez de procurarmos esgotar os edifícios em muitas rotas, o que fazemos é pensar que sempre que queremos renovar temos um grande repositório doutras igrejas a mostrar", sustenta.
Um património que desde 2001 já foi visitado por 4000 interessados, na sua maioria provenientes da área da Grande Lisboa e do Centro do País, mas que segundo Catarina Vilaça de Sousa parece merecer poucos apoios por partes das instituições governamentais, apesar da obra feita no âmbito da Rota do Fresco.
"Vamos para a terceira intervenção em três anos e desafio qualquer projecto a mostrar tanto trabalho quanto o nosso. Três intervenções em três anos, todos com recurso a mecenas, penso que somos os únicos do País a poder dizer isso. E isso devia ser incentivado", assevera, embora realce o importante apoio prestado pela Região de Turismo Planície Dourada, que na sua opinião "tem sido um braço direito fortíssimo do projecto" ao longo dos anos.
Os recursos necessários acabam por vir da Amcal e do bolso de mecenas que são cativados pelo projecto. Um trabalho de persuasão que Catarina Vilaça de Sousa vinca ser de difícil concretização, mas que tem vingado pela "excelência" e "grande qualidade" da Rota do Fresco. "[Este projecto] É um bocadinho o exemplo de que é possível trabalhar a um nível de excelência aqui no Alentejo".
Relativamente ao futuro da Rota do Fresco, a coordenadora revela existirem duas ambições. Uma primeira passa pelo alargamento do projecto a algumas casas senhoriais, para se mostrar a diferença entre a pintura mural de cariz religioso e "uma pintura apenas com propósitos decorativos". Outro alvo que Catarina Vilaça de Sousa gostaria de concretizar era o de garantir a continuidade do projecto além de si. "Eu estou agora cá, mas posso não estar amanhã e o melhor trabalho, o mais importante, é sensibilizar as pessoas de cá. É a única forma de garantir que, independentemente de quem esteja à frente do projecto, aquele continue amanhã", conclui.
in DA

Esta é também uma forma de prestar homenagem a Catarina Vilaça de Sousa por tudo o que tem feito por este projecto e por esta região. Bem Haja!

18 valores

Caro José Lopes Guerreiro,

Já terminámos o trabalho sobre o "Alvitrando". Também já está avaliado pelo
professor. Obtivemos classificação final de 18 valores. Não é só mérito
nosso nem do nosso trabalho. Muito deste "sucesso" tem a ver com o conteúdo
intrínseco do "Alvitrando". Resumindo, um blogue muito bom deu origem a um
trabalho muito bom...
Mais uma vez, obrigadíssimo por tudo

Tiago Damião
Diogo Guerra

Nota: Trata-se de um trabalho de fim de curso destes dois alunos do curso de Jornalismo do IPPortalegre. Agradeço as suas palavras amáveis, mas o mérito é só deles.


Combater o despovoamento

O principal problema com que se debate o Alentejo, em geral, e Alvito, em particular, é a desertificação, principalmente humana.

Combater o despovoamento é, por isso, o principal desafio que se coloca aos poderes políticos, designadamente aos novos eleitos locais.

Na década de noventa, em resultado da convergência de diversos factores, Alvito foi um dos sete concelhos alentejanos cuja população aumentou, interrompendo a tendência de décadas.

Nestes últimos anos tudo indica que o despovoamento do Concelho voltou a acentuar-se.

A estratégia seguida pela CDU assentava na valorização e promoção do património cultural, respeito e construção de um melhor ambiente e diversificação da base económica.

Qual a estratégia e que medidas devem ser tomadas para combater o despovoamento, fixar e atrair pessoas ao concelho?

Está lançado o debate. Aguardam-se contributos de quem se interessa pelo Concelho.

E se debatêssemos mais...

... as ideias e dissecássemos menos as pessoas?

Sempre que aqui expresso alguma ideia poucos ou nenhuns comentários são feitos.
Sempre que aqui refiro alguma pessoa os comentários chegam às dezenas, dissecando-a nem sempre da forma mais correcta.

Claro que as pessoas são importantes (sem pessoas não há ideias) mas as ideias são fundamentais para que o mundo (e o nosso cantinho) avance.

Centro de Saúde

Quando abre o novo Centro de Saúde de Alvito? - O presidente da Câmara diz que não é ele que determina a abertura por se trata de uma obra do Poder Central.

Que fez para que o Centro de Saúde já tivesse aberto? Onde está a sua capacidade de diálogo com o governo?

Recorde-se que o Centro de Saúde só foi construído depois de muitas pressões da Autarquia quando era de maioria CDU e está praticamente pronto há 3 anos.

O turismo nos municípios

A ANMP, com a colaboração da Universidade de Aveiro, está a realizar um estudo sobre a forma como o sector do turismo se encontra estruturado ao nível local e como os
municípios perspectivam a evolução do sector a médio e longo prazo.

O objectivo final deste trabalho é produzir um Guia Metodológico sobre o Turismo ao Nível Local, que servirá como instrumento de orientação para a definição e implementação de políticas locais de desenvolvimento turístico

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Comentários recentes

  • Anónimo

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    inteiramente de acordo e sem qualquer discussão!.....

  • Zé LG

    O título e este alvitre foram publicados não por s...

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