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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

UM PARTIDO PARA O NOSSO TEMPO*

Os partidos, como organização de homens livres que devem ser, devem fazer tudo para que os seus militantes libertem as suas potencialidades pessoais, sem constrangimentos nem condicionamentos que não os impostos pelas suas consciências, procurando integrar essas potencialidades individuais no colectivo partidário.
É preciso assumir que a Direcção não é infalível, que também erra e que, quando isso acontece, leva o Partido a errar. Nestes casos, é preciso tirar as devidas ilações, para que as responsabilidades não acabem solteiras.
Nem sempre as maiorias têm razão. Mas têm legitimidade para exercer o poder. As minorias não podem exercer o poder, mas podem ter razão. Por isso vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos, mesmo que não consigamos logo convencer os outros. Se tivermos razão o tempo acabará por impô-la.
Devemos questionar e reflectir sobre os assuntos que consideramos pertinentes e oportunos, procurando envolver outros nessas reflexões. Reflectir e debater os assuntos que nos inquietam, procurando compreender o mundo em que vivemos e a sociedade que integramos, para melhor podermos agir e intervir na sua transformação.
É preciso fazer política, intervindo na sociedade, em todos os campos, e não apenas dentro do Partido, convencendo os já convencidos. O que interessa ao Partido tem interesse para a sociedade e para o povo de que emerge. Numa sociedade da informação, para além da reflexão, do pensamento e das ideias, para podermos intervir com eficácia temos de comunicar. Para isso temos de fazer circular a informação o mais possível.
Não foi isto que aconteceu na fase polémica de preparação do Congresso. Os problemas surgidos no seio do CC e, mesmo da Comissão Política, não nos chegaram através do funcionamento do Partido.
Há ainda quem não entenda, ou não queira entender, que o Partido, em democracia, não pode funcionar como funcionava no tempo da ditadura. Se nesses tempos, o Partido tinha de ter uma estrutura de combate, com uma disciplina rápida e alguma limitação da liberdade individual e da democracia interna para poder sobreviver, hoje tem de ter uma profunda democracia interna.
Foram lançadas suspeitas sobre alguns militantes, dizendo-se que pretendiam descaracterizar o Partido, encaminhando-o para a social-democracia, que pretendem governar as suas vidas e ter um lugar no governo ou na administração, pela mão do PS.
Quem são os militantes que pretendem descaracterizar ou, mesmo, destruir o Partido? Se as suspeitas têm razão de ser, deviam ser identificados. Quem lançou tais suspeitas? Se não passam disso – suspeitas, deviam ser identificados. Se estes foram, como parece terem sido, os principais responsáveis pela criação de um mau ambiente no Partido, recheado de suspeições, do envenenamento do debate e de crispações entre camaradas, deviam disso ser responsabilizados.
Carlos Carvalhas disse que devem ser rejeitadas tanto as acusações de quererem descaracterizar e social democratizar o Partido, como as de pretenderem um desvio sectário e obreirista. Dos que foram acusados do primeiro desvio alguns afastaram-se ou foram afastados. Os segundos não.
A unidade, não nasce de geração espontânea nem pode ser construída mantendo-se suspeições e acusações não esclarecidas. O Congresso devia ser esclarecido e tirar as devidas consequências do esclarecimento que fosse prestado ou da sua ausência. O Congresso deveria ser clarificador, não o tendo sido.
Ao Partido não fazem falta apenas os que cá ficam ou cá estão, como alguns afirmam. Fazem falta os que cá estão, alguns que saíram e muitos outros que ainda cá não estão, principalmente jovens.
O objectivo do novo impulso não foi, certamente, reforçar o centralismo e o funcionalismo, como quem diz "poucos mas bons", mas, pelo contrário, pretendeu-se abrir mais o Partido à sociedade, aumentar a democracia interna e a responsabilidade individual.
É esse processo que deve ser retomado.

*Texto elaborado com base numa intervenção preparada para o último Congresso, realizado há quatro anos, que mantém actualidade





A ÁGUA DA ALBUFEIRA DE ALVITO


A água da albufeira de Alvito só é utilizada para abastecimento às populações dos concelhos de Alvito (apenas quando absolutamente necessário), Cuba, Vidigueira, Portel e Viana do Alentejo, para além de reforço do perímetro de rega de Odivelas.
Depois de construídos os canais de ligação às albufeiras de Alqueva, a montante, e de Pisões (em concurso), Roxo e das Barras (em projecto) passará a servir também para irrigação dos respectivos perímetros de rega.
Há anos que o Ministério do Ambiente fez o levantamento das fontes poluidoras da Albufeira – explorações pecuárias (intensivas e em extensivo), actividades agrícolas, caça e pesca e esgotos domésticos de povoações do concelho de Portel. Entretanto não exerceu, até hoje, o seu poder/dever de fiscalização, permitindo que todas elas sejam praticadas.
O Município de Portel, um dos principais utilizadores da água para consumo, continua sem tratar os esgotos das suas povoações e sem exercer qualquer fiscalização (por falta de autoridade moral?) sobre as restantes fontes poluidoras, maioritariamente em actividade no seu território.
É certo que aguarda a aprovação de financiamento para um projecto intermunicipal em que as estações de tratamento se incluem, mas será que, passados tantos anos, aquela Câmara Municipal não poderia/deveria ter definido outras prioridades? Não será urgente o tratamento dos esgotos que vão para a Albufeira que abastece de água as suas (e outras) populações

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