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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Ideologia precisa-se!

Os partidos (uns mais do que outros) têm vindo progressivamente a transformar-se em entidades gestoras de interesses. Desprezaram ou desvalorizaram a ideologia e passaram a afirmar-se pelas, maiores ou menores, organização, disciplina e capacidade de fazer promessas, deter o poder e gerir interesses.

Esta lógica do pragmatismo elevado a ideologia da não ideologia tem servido bem a direita, para quem a clarificação ideológica é fonte de divisões e redutora da sua influência.

A esquerda – que pretende a libertação do Homem e a consequente transformação da sociedade –, tem vindo a ser fortemente penalizada pela sub estimação da importância da ideologia enquanto factor de mobilização e enquadramento, designadamente das novas gerações, agora mais qualificadas do que nunca e, por natureza, generosas.

Estas, sentindo dificuldades em utilizar os partidos como instrumentos eficazes para essa acção libertadora e transformadora, têm vindo a experimentar outras formas de agir e manifestar o seu descontentamento e a sua indignação com a forma como os poderes instalados lhes estão a matar os sonhos e as possibilidades de uma vida melhor.

Os partidos políticos de esquerda ou são capazes de se regenerarem e recuperarem a ideologia, com todos os aperfeiçoamentos entretanto introduzidos, que os torne mais atractivos, enquadradores e mobilizadores de mais amplos sectores, principalmente dos jovens, ou correm o sério risco de continuarem a ser, cada vez mais, vistos como “os outros”, “iguais aos outros” e a definhar e a tornarem-se dispensáveis por, cada vez mais, gente que quer intervir activamente e ser senhora do devir colectivo.  

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