Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Geração à Rasca – a nossa culpa"

Transcrevo aqui, por sugestão do Manuel António Domingues, o príncipio e o fim de um texto oportuno e pertinente de Mia Couto sobre a geração à rasca, que pode ser lido na íntegra aqui, de onde o retirei:

 

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.



Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

 

ESCLARECIMENTO: Segundo comentário aqui deixado, de Miguel Sampaio, "o Mia já refutou a autoria do texto." Assim sendo, peço desculpa a Mia Couto pelo lapso que involuntariamente cometi.

Independentemente da sua autoria, a oportunidade e pertinência do texto mantém-se.

 

NOVO ESCLARECIMENTO; Como informou num comentário este texto foi publicado pela sua autora no seu blogue Assobio Rebelde.

9 comentários

Comentar post

Comentários recentes

  • Anónimo

    A polémica interna já estalou.

  • anónimo

    e porque não vem a publico a solução encontrada pe...

  • Anónimo

    Até os valores são quase os mesmos. 41 mil no 25 d...

  • Anónimo

    Panelinha em Castro Verde ?

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.