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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O difícil exercício da autoridade

Zé LG, 18.05.10

Definir com clareza o que é a autoridade e o que separa o seu exercício do autoritarismo ou da violência nem sempre é tarefa fácil.

Se esta é uma afirmação, porventura, pouco polémica quando feita na generalidade, torna-se, certamente, mais polémica quando os seus objectos são crianças.

Neste último caso existem correntes que se afirmam absolutamente contra uma qualquer atitude do adulto mais áspera, seja ela uma nalgada ou mesmo uma repreensão em voz mais exaltada, o que me parece francamente exagerado, para não dizer errado.

A educação dos filhos, principalmente quando são crianças, exige autoridade por parte dos educadores e, principalmente, dos pais e o exercício da autoridade pode implicar a utilização de meios menos simpáticos se a tal obrigar a personalidade dos educandos.

Vem tudo isto a propósito de uma experiência pessoal, que quero partilhar convosco, para que, se o desejarem, podermos debater o tema.

Fui muito influenciado pela década de sessenta do século passado, extremamente rica e complexa, que ainda hoje tem reflexos evidentes nos nossos comportamentos e nas nossas sociedades. Tenho um filho de quase quatro anos, quando já podia ter netos mais velhos. Tudo isto convida-me a uma relação com ele de maior tolerância, amizade e companheirismo, que julgo compreensível mas que torna o exercício da autoridade mais difícil.

Muitas vezes, ainda, vou deitá-lo, como sempre fiz, ficando algum tempo a abaná-lo na cama. É uma tarefa que se tem vindo a tornar de mais difícil gestão, porque muitas vezes ele “faz render o peixe” para que eu continue com ele e demora a deixar-se dormir. Tento todas as formas que me ocorrem para que sossegue e adormeça mais rapidamente, mas quase todas elas “caem em saco roto”.

Entretanto, como ainda há pouco aconteceu, depois de esgotar a minha capacidade de “convencê-lo” a adormecer zanguei-me e dei-lhe uma nalgada. Não mais se mexeu, sossegou e adormeceu de imediato.

Escusado será dizer o quanto esta atitude me dói… Será isto, como alguns defendem, um acto de violência infantil ou apenas mais uma forma de exercer a autoridade necessária a uma boa educação, como entendo?

Vá, batam à vontade, porque certamente me dói menos que a nalgada que dei ao JA.

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