Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
03
Jan 10

que um grupo de patriotas militantes do PCP, se evadiu do Forte de Peniche, integrando, entre outros, Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Miguel (o sapateiro de Baleizão) e Francisco Martins Rodrigues (natural de Moura).

Álvaro Cunhal não mais voltaria a ser preso. Regressou a Portugal depois do 25 de Abril. Aqui o vemos, nesta extraordinária fotografia de Guy LeQuerrec, feita durante um comício em Pias e datada de 27 de Julho de 1974. No lado direito da imagem está António Pós-de-Mina, e dirigente local do PCP e pai do actual presidente da Câmara Municipal de Moura.

publicado por Zé LG às 17:42
Se não me engano, a fuga teve a colaboração dum GNR, que nutria uma certa empatia pelo PCP, tendo aliás recebido a vulga quantia de 150 contos na altura (o equivalente a 50 mil euros hoje), mas foi uma fuga com alguns erros cometidos, mas felizmente acabou por correr bem.
Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 00:13
Como o tempo passa depressa.
Quantas pessoas neste momento se interrogarão se os sacrifícios desses verdadeiros lutadores pelos interesses do colectivo teriam valido a pena?
Manuel António Domingos a 4 de Janeiro de 2010 às 14:34
Não acho que o tempo passe depressa. Mesmo para mim, que conto viver até aos 150 anos, acho que 50 anos são muito tempo. Para quem esteve preso, qualquer minuto, por melhor aproveitado que tenha siso (e alguns aproveitaram bem) foi, certamente, uma eternidade...
É claro que os sacrifícios valem a pena sempre que são passados com consciência da sua importância.
Zé LG a 4 de Janeiro de 2010 às 16:11
Curiosa a sua questao, pois faz alguns dias depois de ver o filme"Olga", (uma mulher judia , revolucionaria e membro do partido comunista, foi companheira de Luis Carlos Prestes e morreu nos campos de concentraçao) fiz a mesma pregunta. Como é possivel que tanta gente tenha sofrido e incluso morrido por uma causa e hoje parece que se esqueçe...ñ entendo.
Carla Narciso a 5 de Janeiro de 2010 às 02:39
Grandes Homens, raros, espécime raro. Actualmente para ombrear com estes Senhores só "pessoas" com ludgero escoval, grande pensador do sec. XXI e arredores, professor catedrático (em Luanda), consultor do governo (em Luanda), doutorando na "Oniversidade" da Cabeça Gorda.Beja perdeu uma grande cabeça e muita massa crítica (bosta de vaca)
Vejam só em: http://emigracao.pcp.pt/index.php?option=com_search&searchword=ndo
Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 22:41
E este http://www.portugaldemocratico.org/
Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 22:48
Hoje deveriamos comentar a limpeza das ruas da vila (refiro-me à freguesia de Vila Nova da Baronia). É uma vergonha ter-se uma iluminação esplenderosa (apesar de foleira, de mau gosto) nas ruas e tê-las lastimosamente sujas, com lixo caído no chão,ervas por colher. Sr Presidente, da Junta, da Câmara ou quem de direito por favor saiam à rua e olhem para a (falta de) limpeza das vilas. Vila Nova está suja.
Tide a 4 de Janeiro de 2010 às 22:55
Álvaro Cunhal merece um dos lugares de destaque na história politica portuguesa do sec. XX. Foi um lutador por uma maior justiça social, melhor distribuição da riqueza e por melhores direitos para os trabalhadores.
Arribando bandeira nestas premissas, viu no comunismo, o regime que melhor prosseguiria a conquista destes valores. Dedicou uma vida a essa luta e fez crescer nas fileiras do partido, milhares de dirigentes e simpatizantes que, á sua semelhança entregaram a vida a essa batalha.
Portanto, tem todo o valor e merece ser por nós recordado e rebuscados alguns dos seus pensamentos de enorme relevo para a implementação de uma politica económico-social mais justa.
No entanto, volvidos alguns anos, é legitimo pensar, não na interrogação de “ se valeram os sacrifícios…” – teoria MAD – É claro que valeram, mas antes, se valeram apenas pela acção meritória de luta, pois a liberdade tão apregoada é coisa com que AA e o PC nunca lidou bem.
A prova está á vista na dificuldade em assumir os crimes hediondos de uma URSS, na queda total do regime, mas sobretudo na disciplina interna que o PC sempre teve, poderosíssima arma que utilizava através dos controleiros e das votações de braço no ar. Camaradas com pensamentos mais abertos, foram sempre rejeitados e muitos deles apelidados de Reaças. A liberdade tinha um caminho … era aquele…
É claro que foi sempre este, o se não de AC. Sabemos hoje que a via por ele escolhida, o regime que lhe serviu de meta, não foram os melhores exemplos e fica hoje muito a desejar a administração comunista em todos os países onde o mesmo se instalou.
Ainda teve tempo, idade e força politica para iniciar a revolução mas agora, dentro do partido. Creio que ficou demasiado apegado á luta pelos ideais de sempre, esquecendo as mudanças que se operaram nesses anos da sua vida.
AC nunca conseguiu renovar o PC, até porque não queria, presumo, e escolheu CCarvalhas que continua igual ao molde, fazendo perder nas fileiras do PC, largas centenas de militantes e simpatizantes.
Mas a liberdade?! Ummm e hoje? Será que vale a pena um GS andar, em jeito de mais do mesmo, lutando pelos mesmos ideais, mas rejeitando e excluindo todos aqueles que apontam outros caminhos, aos quais nem lhes dá a hipótese, (a julgar pelas queixas aqui apresentadas), de os discutir em sede partidária? O fazer a diferença, a divergência de opiniões, as criticas á estrutura, em qualquer outro partido, é visível. No PC, continua tudo a pensar da mesma forma e a não se admitir a tão necessária remodelação.
AA, CC, GS, Estrutura e o défice democrático dentro PCP foram os grandes culpados do seu estado de letargia.
É pena, pois o regime democrático actual, precisa de uma nova esquerda, renovada e unida que aspire e possa ser governo e não eternamente oposição.
Se o PS e o PSD são irmãos gémeos e tendem cada vez mais a só se diferenciar pelas pessoas que os dirigem, resta a essa esquerda, (retirando ao PS todos aqueles que querem tirar o socialismo da gaveta, ao PC, os que ainda restam e ao BE todos os que acreditam na referida união e ainda tantos outros que apenas estão lá por terem sido desiludidos pelos primeiros), e ser uma solução de governo.
E o PC podia representá-los a todos e não representa! E dificilmente representará se continuar no mesmo rumo.
Todos estes homens e mulheres, sem compromisso com os meandros da “governo corrupção”, Lobbys e dedicados assertivamente pela implementação de uma nova politica socioeconómica, poderiam efectivamente ser o rosto de uma mudança … Assim, não vão lá! Valerá pois a sua luta?


Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 23:52
Mas o Ludgero vai lá
Anónimo a 5 de Janeiro de 2010 às 08:27
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