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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

ALVITRANDO na Mais Alentejo

Na edição nº 52, agora publicada, da revista Mais Alentejo publiquei o seguinte texto:

“ALVITRANDO porquê? – Porque alvitrar significa que se dão alvíssaras e eu quero dar alvíssaras, isto é, agradecer a quem quiser dar notícias, a quem quiser comunicar, a quem quiser trocar ideias sobre temas gerais e, em especial, sobre o Alentejo e o poder local.
Pela minha parte, irei dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que, pela sua pertinência ou oportunidade, achar que devem ser divulgados por esta via, que hoje decidi abrir.”
Com este artigo, vencendo algumas barreiras relativas às novas tecnologias, iniciei, no dia 14 de Janeiro de 2004, o meu blog: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/.
Ao longo destes 15 meses escrevi cerca de 250 artigos, todos devidamente identificados, que mereceram mais de 600 comentários. Não sei quantos visitas teve o alvitrando porque não tem contador.
Nos primeiros meses escrevi pouco e porque não divulguei o Blog quase não houve comentários. A seguir ao último verão, passei a escrever mais, registei o alvitrando na lista de blogs do Sapo e os meus artigos passaram a ser bastante comentados, sobretudo os referentes a Alvito ou ao PCP.
A partir do início de Março, avancei um pouco mais no uso destas tecnologias, passando a incluir fotografias em muitos dos meus artigos, o que deixou o Blog mais leve e atractivo.
Quando o alvitrando fez um ano, escrevi:
“Embora reconhecesse a importância da informática e da Internet sentia muitas resistências a utilizá-las.
O hábito de vários anos de expressar as minhas ideias e opiniões na comunicação social contribuiu decisivamente para criar este espaço, com a ajuda decisiva da minha companheira, visto que os meus conhecimentos informáticos são rudimentares.
… Acho que valeu a pena. Tem sido uma experiência enriquecedora. Os comentários (nem sempre agradáveis, alguns mesmo violentos) para isso muito têm contribuído. A forma como as pessoas abordam as questões, como, algumas vezes, preferem discutir as pessoas às ideias, o sentido que dão às opiniões expressas,... é interessante e serve para reflectir melhor sobre muita coisa.
Espero conseguir melhorar os meus conhecimentos da blogosfera para poder melhorar o ALVITRANDO, mantendo-o como espaço livre de debate de ideias.”
Hoje, por maioria de razão, considero que a gestão do Blog tem sido uma experiência rica por me ajudar a compreender melhor a sociedade da informação, o comportamento das pessoas, principalmente quando podem utilizar um meio como a Internet, que lhes permite o anonimato, e o que pensam sobre mim.
Isso só tem sido possível porque tenho gerido o alvitrando democraticamente. Para comprovar isso basta dizer que apenas apaguei 3 ou 4 comentários que punham em causa o bom-nome de terceiros, com acusações bastante graves a coberto do anonimato. Deixei ficar todos os restantes, mesmo quando bastante desagradáveis.
Alguns desses comentários põem em causa a minha coerência política, pelo que resolvi escrever o seguinte texto sobre o assunto, sob o título “(in)coerências”
“Sempre achei que uma coisa que dificulta o diálogo e o relacionamento entre as pessoas é a dificuldade que muitas têm de se concentrarem no que está em causa em cada momento e de trazerem tudo "ao barulho".
Por isso, sempre me esforcei por, em cada momento, saber o que é essencial. Assim, se está em discussão o funcionamento do meu partido manifesto o que penso sobre ele, mesmo que não seja simpático ou correcto no entender doutros camaradas, mas se está em causa uma batalha eleitoral concentro-me na defesa das posições do meu partido e procuro mostrar o que têm de errado ou perigoso os outros. Para mim discordar e procurar alterar o que considero que não está bem no meu partido não significa que esteja contra ele, antes pelo contrário.
Se algum dia chegar à conclusão que este partido já não corresponde às minhas expectativas de mudança da sociedade abandoná-lo-ei.
Aos que insistem em dizer o que devo fazer, em catalogar-me e em pôr-me rótulos recordo que o meu caminho é o que eu escolho e não o que eles escolhem.”
A gestão dos Blogs do SAPO deu destaque ao alvitrando, na sua página de entrada, de 14 a 17 de Março. O destaque, depois da apresentação do blog, concluía com um convite: “Visite e participe neste Blog, à semelhança de outros Blogs cujos autores estão no Alentejo, a qualidade dos conteúdos é exemplar.
Não perca tempo, passe pelo Alentejo e alvitre no alvitrando.”
Se tivesse criado o alvitrando à procura de reconhecimento este destaque teria realizado esse objectivo.
O que me levou a criar e a manter um blog foi, com escrevi no artigo de apresentação, o interesse e o prazer da troca de informações e do debate de ideias, que considero fundamentais para o conhecimento.
Dando sequência à crónica da Maria João Oliveira, publicada na última edição da Mais Alentejo, com estas impressões sobre a minha experiência “bloguista”, procurei também corresponder ao desafio de alguns amigos para que escrevesse sobre outros temas para além da política pura e dura, com a certeza de que a esta voltarei.

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