Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
18
Mai 13

ÚLTIMA HORA: Após analisar as condições climatéricas adversas que se fazem sentir em Beja, o local do evento foi transferido do Castelo para o Karas Club.

21
Abr 13

Apesar de afirmar, sem qualquer problema, provavelmente porque está a fazer afirmações em anonimato, que esta direcção é devassa e laxista gostaria imenso de perceber os argumentos para tal afirmação!
Imagino que deverá ser porque já poupámos alguns milhares de euros a renegociar: segurança, higiene e saúde no trabalho, seguros... Porque abrimos as portas da instituição a empresários e entidades da comunidade. Porque recebemos e somos recebidos em vários locais públicos, porque estamos a tentar encontrar um caminho claro e seguro para encaminharmos o CPCBeja. Provavelmente porque estamos a tentar incentivar funcionários e pais a participarem nas actividades diárias da instituição, porque estamos a tentar cumprir com os compromissos que não foram cumpridos e estamos tentando pagar a dívida que nos deixaram, porque publicamos todos os financiamentos que nos são atribuídos... Provavelmente porque estamos a tentar ser justos para todos e estamos a tentar cobrar equipamento ao preço de custo (e não o dobro do preço), porque estamos a tentar que as regras sejam iguais para todos (sabe por acaso quanto paga alguém em mão-de-obra na oficina do CPCBeja? Quanto pagava? Será que todos pagavam o mesmo?).
Gostaria de poder conversar consigo pessoalmente e se sócio, de lhe justificar o trabalho que esta Direcção tem desenvolvido ao longo destes 3 meses. Não ouça tanto, confirme mais...
Quanto ao concurso tudo foi claro e transparente, coisa que muitas outras vezes não acontecia. O equipamento da horta de todos, conhecia? Pois eu não, nunca vi tal equipamento, no entanto o assunto está a ser tratado, provavelmente não da forma que o Sr. ou Sra. desejaria, mas da forma mais justa e correcta para esta direcção! O processo disciplinar... esse assunto parece-me interno, não lhe parece? Sabe quantos foram realizados nos últimos anos? Sabe? Pois era se calhar importante também lhe darem essas informações pois este não foi o primeiro... Mais uma vez lhe digo confirme mais, ouça menos...

Francisca Guerreiro, a 21 de Abril de 2013 às 15:36, aqui.

25
Fev 13

Dezasseis crianças saíram ontem de um infantário de Évora. Foram retiradas pelos pais após estes descobrirem que as crianças, a mais velha com três anos, não eram convenientemente alimentadas.

Até ontem os pais pagaram 300 euros por mês para manterem os filhos nesta creche situada numa das mais novas zonas da cidade, junto a uma das saídas de Évora. A creche não tem cozinha própria. Os almoços eram fornecidos através de catering por uma empresa de Évora.

Uma mãe terá desconfiado que algo se passava porque sempre que ia buscar o filho via os meninos com um copo na mão cheio de cereais. Esta desconfiança ficou reforçada quando o dono da empresa de catering terá dito algures que para aquela creche todos os dias levava 5-cinco-5 refeições indicadas para crianças.

Combinados, alguns pais foram à creche no dia seguinte e ficaram chocados com a situação que encontraram: as cinco refeições eram divididas pelas 16 crianças.

A educadora terá sido "apertada" confirmando toda a história. Ao que parece, frequentemente era misturada água na sopa para aumentar a dose e a comida, dividida, todos os dias saía pouca. Parece que era visível que os meninos tinham fome! De tal forma que a educadora e a auxiliar se viram na obrigação de comprarem cereais para diariamente matarem a fome das crianças.

As duas funcionárias - auxiliar e educadora - estavam com vários meses de ordenados em atraso nesta creche que, repito, cobra 300 euros por cada criança.

As crianças saíram da creche e no dia seguinte foram todas integradas numa instituição da cidade ligada à igreja que não só recebeu as crianças como contratou de imediato a mesma educadora e a mesma auxiliar para tomarem conta dos meninos.

Esta história é verdadeira. Passou-se esta semana em Évora.

Os pais destas crianças ficaram muito descansadas porque os seus filhos estão agora noutra creche em segurança e não quiseram tornar pública esta história através da comunicação social alegadamente por MEDO. Repito M-E-D-O!!!

Fiquei sem saber se terão apresentado queixa na Segurança Social ou na ASAE ou noutro sítio qualquer, ou se também tiveram MEDO!

Não terão estes pais pensado que foram contratar para tomar conta dos filhos duas pessoas que passaram meses a negligenciar a vida as crianças sem falarem com os pais e denunciarem uma patroa-creche que nem sequer lhes pagava os ordenados. Terá sido MEDO?

Os pais que esta semana tiveram MEDO de denunciar publicamente esta situação não terão pensado que na próxima semana mais 16 crianças, a troco de 300 euros mensais, podem entrar naquela creche e começar a sofrer o mesmo que os seus filhos já passaram e, eventualmente, os donos da creche voltarem a ficar com o dinheiro e nem sequer pagarem aos funcionários.

Tudo isto por MEDO!!! M-E-D-O!!!

Eu, jornalista e pai de filhos, senti-me esta semana comovido com a história dos meninos. Amplamente chocado com o silêncio dos pais!

Publicada por Paulo Nobre às 22:36, aqui.

 

 

Obrigado Paulo Nobre, por teres feito o que competia aos pais daquelas crianças!

Mas a questão que se pôe é a de saber se uma situação destas fica assim, sem que as autoridades competentes. Será que vivemos em plena impunidade, pelo menos alguns?

21
Fev 13

16
Dez 12

Saí de casa para ir a uma das grandes superfícies comprar umas roupas, aproveitando os descontos publicitados.

Quando cheguei e vi o parque de estacionamento cheio comecei a arrepender-me da decisão de ir às compras. Mas uma vez que estava ali decidi entrar, mas já com pouca convicção. Entrei, dei uma volta e quase já não olhei para as coisas e saí.

Resolvi dar mais uma volta pelas outras secções. Em cada uma que entrei pareceu-me estar mais gente do que na anterior.

Rapidamente voltei a casa, pensando na experiência. E concluí que naturalmente rejeito o consumismo e não gosto de ajuntamentos / multidões.

É evidente que a maioria das pessoas vai às compras nestas alturas, porque é quando tem oportunidade e na procura de preços mais baixos, que lhes permita comprar o que noutras condições não pode.

Mas será que, mesmo assim, não se compra muita coisa só por comprar? Já não falo do essencial, mesmo do que não o sendo se gosta de ter ou de oferecer porque tem alguma utilidade. Não se compra muita coisa por comprar, para arrumar e não usar ou deitar fora numa próxima arrumação?

Se em vez destes rituais, nestas épocas pré-determinadas, comprássemos apenas quando temos necessidade ou, mesmo, nos dá prazer ter ou oferecer não pouparíamos um bocado e não evitaríamos o desperdício?

Talvez um dos aspectos positivos da austeridade que nos estão a impor seja o refreamento desta febre consumista. Talvez ela nos ajude a fazer uma mais adequada avaliação das necessidades e dos valores. Talvez passemos a valorizar mais o ser do que o ter, o que não deixará de ser uma ironia deste destino que nos estão a determinar…

publicado por Zé LG às 16:50
17
Set 12

O Pimpolho iniciou, esta manhã, uma nova e importante etapa da sua vida - iniciou as aulas do primeiro ano do primeiro ciclo, depois da recepção e das apresentações dos professores e outros técnicos e auxiliares de educação, na sexta-feira.

São dias de algum nervosismo e ansiedade pela forma como ele reage e se adapta a esta nova etapa. Hoje, disseram-nos que esteve bem. Esperemos que, mais uma vez, nos surpreenda pela positiva.

Enfim, são estas pequenas coisas do quotidiano doméstico que são as mais importantes para qualquer criança e para a sua família.

publicado por Zé LG às 23:30
11
Set 12

LG tem aqui tentado estimular o debate, sobretudo após os últimos desenvolvimentos, sobre que país e que tipo de sociedade é que iremos ter pela frente nos próximos anos.
Infelizmente, parece que estamos todos em estado de choque, e de tal forma, que ninguém parece ter vontade de opinar sobre o que quer que seja.
O que é compreensivel, dado estarmos todos a fazer contas à vida, sobre quais as estratégias e como é que vamos sobreviver a tão grandes e tão graves reduções nos proventos económicos das nossas famílias.
É contudo um dado aquirido, que desta vez e ao invés do que sucedeu na última vinda cá do FMI, as coisas não voltarão atrás. Ou seja, não iremos ter este apertão uns tempos, para depois voltarmos à situação e ao modus viventis das últimas décadas.
Desta vez e ao mesmo tempo, decorrem mudanças estruturais na sociedade, que aliás já vinham de trás, do governo Sócrates. E que ameaçam transformar de forma radical o modelo de funcionamento da mesma, ou seja toda a herança do 25 de Abril de 1974.
Não me parece que não se deva ajustar a sociedade aos novos tempos, por mais que até não concordemos com ela, como aliás até é o caso. Agora parece-me contudo ser do mais trivial bom senso, que as mudanças não devam ocorrer de forma muito repentina.
Pois não só raramente são implementadas de forma acertada, como sobretudo causam muita dor e sofrimento às populações, e de forma mais acentuada a quem tem responsabilidades familiares ou problemas graves no seio da mesma.
Comentário de Bandarra, deixado aqui, a 10 de Setembro de 2012 às 19:43
11
Set 12

 

05
Set 12

… quando faz sexo, porque pode ir parar à esquadra, como aconteceu a um casal que foi acusado de violar a lei do ruído.

publicado por Zé LG às 00:30
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31
Ago 12

A Casa das Aranhas publicou uma lista

(incompleta, só até à letra M)

de mais de 1400 nomes de pessoas

que pertencem ou pertenceram à Maçonaria, que está a gerar grande polémica nas redes sociais e também nalguns órgãos de comunicação social.

De entre esses nomes constam alguns alentejanos:

Capoulas Santos, Carlos Zorrinho, José Ernesto Oliveira, Moita Flores

(os com maior notoriedade).

E também uma loja alentejana:

Aurora Alentejana.

29
Ago 12

28
Ago 12

Beja recebe na próxima quinta-feira, dia 30 de Agosto, a partir das 10h00 e até às 18h00, nas Piscinas Municipais, o programa da RTP 1 – Verão Total, que será transmitido em direto a partir da cidade de Beja.
Joana Teles e Carlos Alberto Moniz apresentam o património e as potencialidades do concelho, desde os vinhos aos azeites dos produtores concelhios, sem esquecer os doces conventuais, os chocolates e artesanato local, entre muitas outras coisas. Haverá ainda espaço para os contos e alguns apontamentos musicais com grupos do concelho e da região.

publicado por Zé LG às 12:41
22
Ago 12

16
Ago 12

Faz hoje 6 anos, já 6 anos, que fui mastectomizada, por muito que esta palavra assuste, porque assusta sem duvida, sentia-me feliz por ir ser operada, saber que te ia perder, ia-me deixar feliz, por muita quimioterapia que tenha feito e tenha custado, ainda cá estavas e eu queria que te fosses embora. Ia perder contigo, a minha maminha, mas ia valer a pena, era o preço para continuar a minha vida.
Dia 10 de Agosto de 2006, mais uma data que me marcou...

Postado por Isa às 10:05 aqui.

publicado por Zé LG às 12:37
14
Ago 12

A propósito desta questão recebi, por e-mail, o texto que a seguir publico:

Uma belíssima aula de português que foi elaborada para acabar, de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.

A presidenta foi estudanta?

Existe a palavra: PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

07
Ago 12

Ponto prévio: São conhecidas as dificuldades financeiras que as autarquias locais enfrentam. Umas causadas principalmente pela crise, outras por políticas e cortes financeiros aplicados pelo governo e, outras ainda, por responsabilidades próprias das autarquias, consoante os casos.

Feito este ponto prévio, que desenvolverei em futuro alvitre, defendo que o Movimento Associativo e Popular deve ser uma das áreas menos afectadas pelas restrições financeiras. E isto porque são as associações populares que, em larga medida, ocupam os tempos livres das pessoas, quase sempre, de forma sadia e porque conseguem fazer mais com menos dinheiro, porque dispõem de um capital (quase) imensurável que é o voluntariado a que seus dirigentes e muitos outros sócios e amigos se dedicam.

Para além disso, restringir, quando não há outra solução, os apoios concedidos ao Movimento Associativo e Popular de forma cega e igual para todos, traduz-se, quase sempre, numa enorme injustiça, que prejudica mais quem mais faz e mais merece em favor de quem pouco ou nada precisa ou merece, pelos meios de que já dispõe ou por aquilo que faz.

É por este prisma que devem ser analisados e decididos os apoios a conceder pelas autarquias (e também por outros organismos do Estado) e não outros quaisquer, que em vez de apoiar, dentro das possibilidades existentes e com justiça, o Movimento Associativo e Popular, de forma a capitalizar o voluntariado e ocupar saudavelmente as pessoas, contribuam, pelo contrário, para desincentivar o voluntariado e fomentar a ociosidade de importantes camadas das populações, com as nefastas consequências daí decorrentes.

06
Ago 12

publicado por Zé LG às 23:02
30
Jul 12

Um jovem diplomata português, em diálogo com um colega mais velho:

– Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa História.
Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses, que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares ainda mais remotos, que deixaram uma língua e traços de cultura que até hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos dos mais pobres e atrasados da Europa Ocidental?

O embaixador sorriu:
– Mas, meu caro, você está muitíssimo enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.

– Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?

– Nós descendemos dos que ficaram cá ...

Recebido por e-mail.

publicado por Zé LG às 12:45
26
Jul 12

A freguesia de Selmes, que já pertenceu “ao termo de Beja” e ao concelho de Cuba e que se destaca pelas seis estações de via-sacra, nichos construídos em alvenaria, “únicos no concelho”, que “constituem os pontos de passagem da procissão do Senhor dos Passos”, tem vindo a ser despojada de pessoas que, sem emprego, partem à procura de melhores condições de vida. O encerramento da EB1, a concretizar-se, diz a população, agravará ainda mais a situação, votando a aldeia ao abandono, num momento em que depositam grandes esperanças no tão famigerado regadio.
Reportagem do Diário do Alentejo, com texto de Nélia Pedrosa e fotos José Ferrolho.

publicado por Zé LG às 00:36
25
Jul 12

Desde que foi lançada em 2007, a Avaaz se transformou num movimento global massivo, mobilizando-se por questões globais urgentes.

A Avaaz tem uma missão democrática simples: fechar a brecha entre o mundo em que vivemos e o mundo que queremos. A Avaaz mobiliza-se rapidamente para lidar com crises políticas, ambientais e sociais em qualquer lugar do mundo.

Apenas nos últimos 6 meses, lutamos e ajudamos a vencer batalhas importantes para salvar a Internet, criar a maior rede de reservas marítimas do mundo, proteger a floresta tropical brasileira, manter a forte pressão sobre a máfia da mídia de Rupert Murdoch, apoiar o movimento democrático sírio e muito, muito mais. Essas vitórias são fruto da legitimidade de um enorme clamor dos cidadãos por meio de telefonemas, mensagens e lobby cidadão, de um forte trabalho com parceiros e defensores de causas, e de poderosas ações de entrega de nossas vozes para a mídia e para os tomadores de decisão mais importantes...

O mundo está enfrentando crises maiores todos os dias, e estes desafios podem nos afastar uns dos outros ou nos aproximar como nunca antes. Ao escolher nos aproximarmos, estamos provando, em cada nação do mundo (clique aqui para ver um mapa de nossos membros ao redor do mundo), cada vez mais, o incrível poder da cooperação - transformando a forte comunidade de 15 milhões de pessoas da Avaaz em uma força global em ascenção em prol da esperança e mudança.

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Subscrevo. É claro que é doutor burra ruça, pois ...
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