Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
20
Fev 18

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A FENAREG – Federação Nacional de Regantes alerta que este ano “haverá fortes restrições em quase todas as obras de rega” e frisa que “a maioria não terá água”, lembrando que “após quatro anos consecutivos de precipitação inferior à média, as reservas de água situam-se agora nos 36%”.

Isto significa para a FENAREG que mais de 50% das áreas irrigáveis não vão poder ser regadas em 2018, que os agricultores são os primeiros a ser afetados pela seca e que terão que adaptar as culturas e as áreas cultivadas à água disponível. Acrescenta que redução de colheitas e menores rentabilidades são efeitos da seca prolongada e que acabam transferidos à indústria agroalimentar e à economia rural.

Para a FENAREG a seca vai provocar em 2018, um prejuízo direto estimado de mais de 1,1 mil milhões de euros no saldo da balança comercial e por tudo isto pede “urgentes medidas compensatórias aos agricultores pelo agrupamento de custos com a rega.”

Para a FENAREG o Programa Nacional de Regadios, cujo arranque foi assinalado pelo ministro da Agricultura no passado dia 2, é “mais um progresso na adaptação às alterações climáticas” e refere, igualmente, que “como aposta na competitividade da agricultura, também a PAC pós 2020 deve assegurar a continuidade dos investimentos em regadio para melhor resiliência aos períodos de seca.”

publicado por Zé LG às 00:14
02
Fev 18

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O debate, que vai decorrer entre as 10.30 e as 17.00 horas, está dividido em dois painéis “As consequências da seca na região, medidas e instrumentos de salvaguarda e prevenção” e “O sistema de gestão da água-políticas existentes, políticas necessárias”.

publicado por Zé LG às 00:13
02
Jan 18

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A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reuniu com Capoulas Santos, a quem apresentaram matérias relacionadas com a seca e o regadio.

Rui Garrido, presidente da FAABA, frisou que ficou combinado com o ministro da Agricultura monitorizar o que se vai passando com as culturas de sequeiro e deixada a nota de preocupação com as questões do abeberamento do gado, em 2018 e da falta de água nas barragens que se faz sentir.

As questões do regadio também foram abordadas tendo sido discutido, entre outras matérias, o preço da água do Alqueva, tendo sido deixado o pedido de não pagar a taxa de recursos hídricos de 2017, tendo em atenção o aumento das despesas que os agricultores vão ter este ano.

publicado por Zé LG às 13:58
07
Dez 17

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A Direcção Regional do Alentejo (DRA) do PCP lamenta “a postura de alguns eleitos do PS que, na busca de hegemonização do poder, ignoram a lei e não olham a meios para atingir os seus fins”, responsabiliza os eleitos socialistas pela “situação de impasse na eleição de órgãos” e acusa-os da prática de “uma cultura de poder pelo poder, diminuindo a matriz de diversidade e pluralidade que existe no Poder Local”.

O PCP diz que Alqueva “não tem condições para resolver todos os problemas existentes no Alentejo” e que a região “precisa é de uma verdadeira política de desenvolvimento, assente no aproveitamento dos recursos e potencialidades existentes”.

 

O PCP mostra-se preocupado com os efeitos da seca na agricultura e no abastecimento à população numa parte substancial da região e refere que há medidas de caráter estrutural que urgem ser implementadas para que se possa fazer face a este tipo de flagelo.

publicado por Zé LG às 08:47
09
Out 17

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No último dia do mês de Setembro e comparativamente ao último dia do mês anterior (Agosto) verificou-se uma descida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

De acordo com o Boletim de Armazenamento das Albufeiras, publicado pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), das 60 albufeiras monitorizadas, 3 apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 23 disponibilidades inferiores a 40% do volume total.

Na Bacia do Guadiana, 4 barragens estavam entre os 50 e os 80% e 5 abaixo dos 50% da sua reserva máxima de água. Alqueva estava a 71,2%.

Na Bacia do Sado as 10 albufeiras encontravam-se abaixo dos 50% da capacidade limite. O Roxo, que abastece Beja e Aljustrel, estava a 17,8% da sua capacidade limite.

Na Bacia do Mira uma barragem estava acima dos 80% e outra entre os 50 e os 80% do seu máximo.

publicado por Zé LG às 13:49
06
Set 17

logo.jpgA EPAL / AdVT (Águas do Vale do Tejo), juntamente com a Associação dos Beneficiários da Obra da Vigia e em articulação com o Município de Redondo, encontraram uma solução no sentido de minimizar os efeitos da seca sobre o sistema de abastecimento público que serve a região do Redondo.
A solução de engenharia encontrada foi concebida e executada com meios internos da EPAL/AdVT e compreende duas ligações e a utilização de uma conduta existente (da AdVT) de forma reversível, possibilitando a ligação da água proveniente da barragem do Alqueva diretamente à Estação Elevatória da Vigia, viabilizando o acesso a outra origem de água, de melhor qualidade e quantidade, solução que mereceu o imediato apoio da APA e demais entidades envolvidas.

publicado por Zé LG às 13:49
11
Jul 17

No final de Junho cerca de 80% do território português encontrava-se em seca severa ou extrema.

Nesta altura, das 60 barragens existentes em Portugal continental, há 18 que registam menos de metade do nível de água que conseguem armazenar, o que levou já o Governo a activar a Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Efeitos da Seca, criada há cerca de 1 mês.

O Alentejo é uma das regiões do país que mais está a preocupar o Governo, uma vez que pode chegar a Agosto sem água, uma situação idêntica à da região da Beira interior.

 

A EDIA garante que a reserva de água que hoje existe em Alqueva é suficiente para mais dois anos sem afluências significativas e capazes de responder às necessidades agrícolas e de abastecimento público na sua área de influência, tendo capacidade para satisfazer todas as necessidades de água para a agricultura na região equipada pelo sistema, 120 mil hectares actualmente, estando apenas limitado pela capacidade dos adutores às diferentes albufeiras, tal como acontece em qualquer sistema de distribuição de água.

Relembra que se alguma Associação que gere outras barragens receptoras de água de Alqueva necessita de 20, 30 ou 40 milhões de metros cúbicos, e se sabe que o sistema tem capacidade para debitar cerca de 7 milhões por mês, então esse volume de água terá de ser solicitado à EDIA vários meses antes.

publicado por Zé LG às 08:47
28
Jun 17

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A FAABA - Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, enviou ao Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, uma carta alertando para a necessidade de implementação de medidas imediatas, de modo a contrariar os impactos negativos da seca prolongada que já se estão a fazer sentir por todo o Alentejo. Os prejuízos ao nível das culturas de sequeiro, como os cereais, as oleaginosas, as pastagens e forragens e ao esgotamento das reservas hídricas, quer para abeberamento dos efectivos pecuários, quer para o regadio, são visíveis e muito preocupantes.

 

 

publicado por Zé LG às 15:01
10
Jun 17

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O Governo criou, na última 4ªfeira, a Comissão Interministerial de Acompanhamento da Seca, que o ministro da Agricultura, Capoulas Santos tinha anunciado durante a visita que fez à Ovibeja.
Esta nova comissão, segundo o ministério da Agricultura, será uma plataforma de articulação ao nível político que permita antecipar medidas no âmbito do combate aos efeitos da seca, fenómeno que afecta o país e a população a diversos níveis, mas que tem repercussões específicas no sector agrícola.
A Comissão Interministerial tem como tarefas principais a aprovação e o acompanhamento da implementação do Plano de Prevenção, Monitorização e Contingência para Situações de Seca e a definição de orientações de carácter político no âmbito do fenómeno climático adverso da seca.

publicado por Zé LG às 17:08
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