Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
16
Mai 13

A Europa
Dizer que os países que constituem a Europa poucos traços têm em comum é desconhecer as nossas origens e percurso civilizacional. A Grande Europa é inevitável de acontecer, somos da mesma família, e a familia não se escolhe. Assistimos é às dores de crescimento, não só da Europa, mas de toda a Civilização. Está a doer, vai doer ainda mais, mas estou certo que iremos subir mais um degrau neste longo caminho para as estrelas.

Os Chineses
Dizia-me o meu pai que um dia os chineses também vão querer carro, casa, segurança social e férias e, quando isso acontecer (já está a acontecer), as vantagens concorrenciais da China desaparecerão. Essas vantagens até poderiam nunca ter existido se o ocidente exigisse lá na China o que exige por cá. Mas o capitalismo selvagem em que vivemos não liga a isso. Só cá é que as crianças têm de ser protegidas, só cá é que os trabalhadores têm dignidade.

Vamos com calma, não se esqueçam que temos filhos e netos, devemos-lhe a esperança!

 

Arnaldo a 10 de Maio de 2013 às 14:01, in: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2434608.html#comentarios

publicado por Zé LG às 00:20
23
Abr 13

 

Embaixadores de todo o mundo reúnem-se na Ovibeja, no dia de abertura do evento.

A acção partiu da iniciativa do ex-adido agrícola da Embaixada da Holanda, Carel Heringa.

Os embaixadores que vão marcar presença na Ovibeja vêm de Espanha, Japão, Itália, Angola, Bélgica, Tunísia, Estados Unidos da América, Roménia, Holanda, Bulgária, numa comitiva que junta cerca de 30 participantes que inclui também conselheiros agrícolas, adidos políticos, económicos, comerciais e ainda agricultores.

publicado por Zé LG às 18:37
08
Abr 13

O Governo deve reduzir os impostos já este ano, defende o economista João Ferreira do Amaral, membro do Conselho Económico e Social (CES), que afasta novos cortes nas pensões ou aumentos nas propinas e taxas moderadoras.

Apologista da saída de Portugal do euro, considera que o buraco orçamental, provocado pelo chumbo do Tribunal Constitucional, poderia ser facilmente preenchido se a economia voltasse a crescer e, para isso, é preciso diminuir a carga fiscal.

“Eu acho que o erro é todo de concepção destes programas e aí culpo inteiramente a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional”, afirma.
O economista admite ainda que “o Governo está fragilizado” e avisa que assim não vai conseguir avançar com as medidas que propõe de novos cortes no Estado social.

Considera que não resta outra saída ao Executivo senão pedir mais tempo à “troika” e, depois de estabilizada a situação na zona euro, Portugal deverá sair da moeda única.

João Ferreira do Amaral, autor do livro “Porque devemos sair do euro”, que vai ser apresentado esta terça-feira, garante ainda que Portugal nunca vai recuperar enquanto estiver no euro.

01
Abr 13

Angola, através duma das empresas de Isabel dos Santos e a China, através da empresa que adquiriu recentemente parte do capital da EDP, estão interessadas em construir um entreposto comercial em Beja, aproveitando o Aeroporto de Beja para a exportação dos seus produtos para a Península Ibérica e, eventualmente, outros países europeus e também importação de alguns produtos de que precisam.

Este assunto terá sido tratado ao mais alto nível com Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, que mantém relações privilegiadas com as autoridades daqueles países, estando a decorrer negociações com a ANA.

Esta será a explicação da notícia publicada Há semanas aqui e aqui.

01
Abr 13

Na Roménia 40% da população vive com severas carências e dificuldades.

Em Espanha três milhões de espanhóis têm de receber apoio alimentar das mais diversas ONG.

Em Portugal temos 18% da população vivendo abaixo do limiar da pobreza, mas 43% da população corre um sério risco de nela tombar.

Nos EUA, em 1980, os 1% mais ricos detinham 10% da riqueza nacional. Agora controlam 20%!

A nível planetário, em 20 anos, os 1% mais ricos aumentaram em 60% o seu rendimento.

Na China, os 10% mais ricos controlam 60% da riqueza nacional.

Na Áustria, os 5% mais ricos controlam 50% da riqueza, e os 50% mais pobres apenas 4%.

Na alemanha, a desigualdade subiu ainda mais entre 1998 e 2008. Os 50% mais pobres , que detinham 4% do rendimento nacional, estão agora reduzidos a 1%. Os 10% mais ricos, que detinham 45%, possuem agora 53% da riqueza nacional.

Em 2010 calcula-se que a fuga para paraísos fiscais por parte de grandes fortunas individuais atingiu o montante astronómico de 32 biliões de dólares (mais do que a soma do PIB conjunto dos EUA e do Japão). Em 2011, as operações da "banca sombra", uma rede de instituições que realiza operações bancárias sem se sujeitar à regulação estadual, totalizou 67 biliões de dólares , ou seja 111% do PIB planetário desse ano.

 

Estes dados foram retirados do ensaio "A pobre Europa dos pobres", de Viriato Soromeno-Marques, publicado na Visão de 21 de Março de 2013.

Quem diz não perceber o que se está a passar em Portugal, na Europa e no mundo tem aqui a explicação. Estes números mostram bem como a ganância levada ao extremo pelos principais usurpadores da riqueza produzida, com a subserviência dos governos por si apadrinhados, está a desmantelar o Estado social, considerado por eles como o inimigo a abater. Vamos ver até onde os Povos aguentam continuar a ser explorados desta forma tão violenta e ignóbil...

08
Mar 13

Chávez e o triunfo contra a pobreza

Corrupção, violência, pobreza e uma gritante desigualdade social. Nos anos 90, esta era a Venezuela politicamente falida que Hugo Chávez veio conquistar nas urnas e mudar ao longo de mais uma década. Extensos programas sociais suportados pelo petróleo e pelas nacionalizações resultaram numa diminuição drástica da pobreza, e esse será o principal legado do líder socialista.

Segundo o Banco Mundial, 62% dos venezuelanos viviam abaixo do limiar de pobreza em 2003. Em 2011, 31% dos venezuelanos eram pobres. No mesmo período, a riqueza per capita subiu de 3.257 dólares para 10.809. A riqueza nacional, o PIB, quase quadruplicou de 82 mil milhões de euros em 2003 para os 316 mil milhões em 2011.

No Índice de Desenvolvimento Humano, compilado pelas Nações Unidas e que agrega indicadores económicos, sociais, educacionais e sanitários, a Venezuela apresentava no ano 2000 um valor de 0.656. Até 2011, subiu para 0.735. É agora o 73.º país mais desenvolvido do mundo, à frente de nações como o Brasil ou a Turquia.

06
Jan 13


 

07
Dez 12

publicado por Zé LG às 00:15
14
Nov 12

05
Nov 12

13
Out 12

12
Out 12

Ao fim de mais de dois anos de austeridade na Europa, com várias previsões de crescimento revistas em baixa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou mais um mea culpa, algo que já se começa a tornar hábito na instituição.
Numa caixa intitulada "Estaremos a subestimar os multiplicadores orçamentais de curto prazo?", os responsáveis do Fundo tentam perceber porque é que as suas previsões (e também as de outras instituições) para a evolução das economias têm vindo a falhar durante esta crise.
E a conclusão a que chegam é impressionante. Enquanto que nos modelos de projecção usados, se estimava que, por cada euro de cortes de despesa pública ou de agravamento de impostos se perdia 0,5 euros no PIB, a realidade mostrava que esse impacto (os chamados multiplicadores) é muito maior. Afinal, desde que começou a Grande Recessão, em 2008, o que os dados económicos mostram é que por cada euro de austeridade, o PIB está a perder um valor que se situa no intervalo entre 0,9 e 1,7 euros.

Veja aqui toda a notícia.

 

Esta notícia daria vontade de rir – pela “incompetência” técnica reconhecida pelo FMI -, se as consequências não fossem dramáticas para as principais vítimas (desempregados, pequenos empresários, reformados, …) das políticas seguidas e para os povos e países que lhes caíram nas mãos.

08
Out 12

O herói da resistência grega à ocupação nazi divulga uma declaração por ocasião da visita à Grécia da chanceler Angela Merkel em que recorda a suspensão de pagamentos da dívida alemã em 1953 e alerta para o crescimento da extrema-direita no seu país.

O nosso povo não esqueceu e não deve esquecer. Hoje, não pede vingança, mas sim justiça. Desejamos que os alemães também não tenham esquecido. Porque os povos que não recordam a sua memória histórica estão condenados a repetir os mesmos erros. E parece que Angela Merkel conduz o seu país, e inclusive a parte mais sensível do povo, a juventude, por esse caminho escorregadio, já que ao dirigir-se aos jovens do seu partido não duvidou em dizer que “a ajuda à Grécia deve estar ligada aos deveres da Grécia”. E sobre os deveres da Alemanha?

Esperávamos que a chanceler tivesse dado mostras de uma atitude análoga à dos aliados em relação à Alemanha quando, em 1953, a suspensão dos pagamentos da dívida e a ajuda económica que lhe ofereceram contribuíram para o desenvolvimento e a reconstrução da Alemanha. A Grécia de então não esteve ausente daquele esforço.

20
Set 12

No fim do ano passado escreveu um artigo onde afirmava que a Grécia estava a ser atacada por assassinos económicos. Acha que Portugal está na mesma situação?
Sim, absolutamente, tal como aconteceu com a Islândia, a Irlanda, a Itália ou a Grécia. Estas técnicas já se revelaram eficazes no terceiro mundo, em países da América Latina, de África e zonas da Ásia, e agora estão a ser usadas com êxito contra países como Portugal.

Leia aqui a perturbadora entrevista de John Perkins, que se chamou a si próprio assassino económico no livro “Confessions of an Economic Hit Man”, que se tornou bestseller do “New York Times”

publicado por Zé LG às 18:09
16
Set 12

Noite quente, mas não abafada. Rua da Caridade, sobre uma calçada portuguesa, de feitura recente. Com o edifício da Misericórdia de Olivença, com dois brasões portugueses (um deles "picado") e um brasão espanhol. Um "café" novo (o bar Picasso). Um estrado, luzes, amplificadores e microfones. 21:30, hora espanhola. Mesas e cadeiras cobrindo metade da longa rua. Muita gente de pé. Decididamente, expetativas excedidas. Uma assistência maior do que em qualquer outra destes eventos.
Noite de Fados. Como num preâmbulo , um membro da Associação autóctone "Além Guadiana" (que luta pela recuperação da Cultura, Língua, e História, locais) a grande impulsionadora do que vai acontecer. Depois, sobem ao palco os dois instrumentistas, Mário Carriço e Paulo Cachinho. Depois, a fadista Soraia Branco. De negro, apesar de o seu nome significar "raio de sol", e do deu apelido constituir também um contraste.
Soam a viola e a guitarra. E Soraia canta. E encanta. O público participa, batendo palmas, acompanhando refrões e estribilhos. É visível o entusiasmo, o prazer. Como dizia uma oliventina, era noite de "mergulhar nas raízes.
Até o Presidente da Câmara (o alcaide) vem dar uma curta espreitadela. Algumas das cadeiras, porque as do Bar eram insuficientes, pertenciam à edilidade. Mesmo assim, não chegaram.
A fadista, que já cantara em Olivença em 2010, acompanhada então por outros fadistas, está mais madura. E domina rapidamente a espetáculo. Um tanto surpreendida, talvez, no início, com tanta assistência, ela adapta-se e interage com o público. Até se cantam os "Parabéns a Você", pois uma espatadora fazia anos.
Pedem-lhe que cante, uma e outra vez. Soraia anuncia que vai terminar. Mas não era possível, e os fados seguem-se, entremeados por solos virtuosos que os instrumentistas, de tempos a tempos, oferecem.
A fadista está cansada, mas sente que o ambiente não lhe dá possibilidades de repousar tão cedo. Ela é uma artista, e sabe "medir o pulso" à audiência. Quase no fim, perto da meia-noite, pedem-lhe que cante "por uma lágrima". E ela fá-lo, com algum sofrimento, mas de forma brilhante.
O espetáculo termina. Todos estão felizes, artistas e público. Muito poucas pessoas se ausentaram antes do fim, apesar de o dia seguinte ser de trabalho.
Olivença, terra de mitos, sonhos, e sofrimento. Cada vez surpreendes mais quem te visita. As tuas reações são cada vez mais inesperadas. Será esse o teu fado?
Estremoz, 31-AGOSTO-2012
Carlos Eduardo da Cruz Luna

(recebido por e-mail)

publicado por Zé LG às 23:09
12
Set 12

"Não aumentaria os impostos num momento de recessão, não é uma boa ideia aumentá-los, exceto talvez em certas taxas desde que não tenham impacto sobre a procura", disse o diretor da divisão de estratégias de desenvolvimento da Agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), numa conferência de imprensa.

Heiner Flassbeck explicou que a redução dos impostos às empresas seria "a coisa mais estúpida", e que "os negócios não são determinados por impostos, mas pela procura", pelo que defendeu um corte de impostos às famílias já que esta medida "seria sim um grande benefício para as empresas e os governos".

Ler mais aqui.

11
Set 12

 

22
Ago 12

14
Ago 12

Copiado daqui.

publicado por Zé LG às 23:52
08
Ago 12

Três anos após o início da crise da dívida soberana na Zona Euro, os países que mais esforços fizeram para corrigir as suas finanças públicas foram precisamente os que mais cortes sofreram nos seus ratings e aqueles onde os juros da dívida pública mais subiram.

Quatro avaliações da troika positivas, imagem externa de ‘bom aluno’ e cumpridor de metas orçamentais não foram suficientes para fazer descer os juros da dívida do Estado abaixo dos 10% e evitar cortes de rating. O regresso aos mercados em Setembro de 2013 é pouco provável e um novo pacote financeiro da troika ou uma reestruturação de dívida são admitidas pelos investidores.

Esta é a conclusão de um estudo BNP Paribas publicado no final do mês passado. Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália, por esta ordem, foram os ‘campeões da austeridade’ entre 2009 e 2012. E o resultado foi um resgate da troika ou mais um passo a caminho de um intervenção externa. Antes da crise, Portugal tinha um rating igual a Espanha, Itália ou Bélgica, e hoje tem uma classificação semelhante a Angola ou Bangladesh.

O BNP adianta que os investidores consideram que, apesar de necessários, os esforços de equilíbrio das contas públicas não são credíveis em países onde a dívida pública é demasiado elevada para ser corrigida só pelo Governo. Grécia (160% do PIB), Itália (120%) e Portugal (110%) detêm as maiores dívidas públicas de toda a Zona Euro. Mais do que a austeridade, a solução da crise do euro passa sobretudo pela resolução do elevado endividamento de muitos Estados, onde só acções concertadas a nível europeu – eurobonds ou mutualização da dívida – poderão ser eficazes.

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