Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
10
Abr 17

Não me parece útil a personalização da crítica mas, na verdade, as capacidades de comunicação de João Rocha foram uma menos valia na discussão.

De qualquer modo, mais importante que isso, para mim, foi a conclusão da diminuta força de lobbying político da região em grande parte devida à desunião das diferentes forças políticas e dos seus agentes locais.

Estou em Beja parcialmente e há muito pouco tempo mas essa constatação tem sido das piores coisas que por aqui encontrei. Uma região extensa, com baixa densidade populacional e de acessos muito difíceis tem sempre muito mais dificuldade em se fazer ouvir, se a isso juntarmos a presença de um caciquismo local poderoso e um precário exercício de cidadania a tendência é piorar. Iniciar e manter querelas de pequena política não é um meio razoável e eficaz para melhorar o estado das coisas. E ó se Beja - cidade e distrito - merece e precisa.

PS: Gosto desta terra, gosto das gentes desta terra que tão bem me têm tratado.

Ana Matos Pires a 9 de Abril de 2017 às 13:11, AQUI.

publicado por Zé LG às 12:41
30
Jul 16

Quem tenha estado sem acompanhar as notícias nas duas últimas semanas e tenha voltado a lê-las ou a ouvi-las terá ficado, no mínimo, confuso e perplexo, ao ouvir o PR afirmar que “a crise política evaporou-se”. Mais confuso e perplexo terá ficado ainda ao perceber que esta afirmação foi feita na sequência das audiências com os partidos políticos representados na AR, porque, se o PR decidiu ouvir os partidos, é porque havia alguma coisa de muito grave. Mas o próprio PR fez aquela afirmação, acrescentando que “a crise política evaporou-se” da mesma forma que surgiu, como se fosse um balão.

Esta é politiquice, através da qual os “actores” políticos dramatizam uma situação, atribuindo responsabilidades uns aos outros, para depois, de se verificar que não houve drama, todos tentarem tirar dividendos, argumentando que se não fossem eles teria mesmo sido um drama…

Nesta “peça” agora encenada e representada o que é que, de facto, mudou na vida das pessoas? Eu sei que me podem responder que muito teria mudado se tivessem sido aplicadas sanções a Portugal. Mas também sei que, se não fosse a politiquice e se todos se tivessem realmente empenhado em defender o país em vez de manobrarem para sair vencedores do joguinho, não teria havido “crise política”…

Este é mais um contributo que os “actores” políticos dão para afastarem as pessoas da política.

publicado por Zé LG às 00:12
26
Jul 16

CARTAZ TTIP - Beja.jpg

Amanhã, dia 27, uma delegação de Os Verdes que, inclui o deputado José Luís Ferreira, reúne com a Associação para a Defesa do Património Cultura de Beja, em Beja, a convite desta, para debater temas como o abandono quanto aos transportes ferroviários e a desertificação da região, entre outros.

No mesmo dia, Os Verdes organizam, também em Beja, pelas 21.30h, um debate sobre o TTIP – Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento e os perigos que representa para o nosso país, a realizar na Pracinha (Praça da República, Beja) e no qual marcará presença o deputado ecologista.

 

publicado por Zé LG às 21:42
22
Abr 16

ng6282168.jpgHoje, sexta-feira, dia 22, a Grande Feira do Sul recebe as visitas:

- do primeiro-ministro António Costa e da presidente do CDS, Assunção Cristas, às 11h30;

- do presidente do PSD, Passos Coelho, às 18h00;

- do secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, 18h30. 

 

No sábado, é a vez do Presidente da Repúlica, Marcelo Rebelo de Sousa visitar a 33ª OVIBEJA, onde, às 15h30, presta homenagem a Castro e Brito.

No domingo estará na Ovibeja, pelas 17 horas, a líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

publicado por Zé LG às 09:09
20
Abr 16

São vários os governantes e lideres partidários já com presença confirmada na 33ª Ovibeja.

O Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, participa na cerimónia de inauguração do certame na quinta-feira. Sexta-feira está na Ovibeja Jerónimo de Sousa, líder do PCP.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visita o certame no sábado. Domingo está na grande-feira do sul o Primeiro-ministro, António Costa.

publicado por Zé LG às 08:55
23
Mar 16

A Saúde é o assunto mais político que há! O que é negativo não é esse facto, mas o modo como as disputas entre clientelas partidárias ávidas de poder se realizam. Não seria negativo se os confrontos fossem de ideias, e não de ambições. É como se fosse um pequeno País.

Anónimo a 22 de Março de 2016 às 08:33

 

É verdade. Não é por acaso que este tema atinge elevadas taxas de participação neste blogue. Mas o teor da maioria dos comentários demonstra que se foge de aprofundar razões, alimentando emoções com algo de futebolístico...

Anónimo a 22 de Março de 2016 às 08:49

 

AQUI.

publicado por Zé LG às 00:25
01
Fev 16

Como é que o líder paramentar do maior partido (PSD) que sustentou um governo que teve todos os seus orçamentos chumbados pelo Tribunal Constitucional pode afirmar que o país precisa de "um Governo competente", que dê "resposta urgente" que permita "superar este coro unânime de reações negativas às suas previsões" e que "possa tranquilizar o país e a comunidade internacional". Que credibilidade tem Luís Montenegro, que tudo fez para justificar as inconstitucionalidades do governo da direita?
Posição bem diferente tem o actual governo, que admite cedências na negociação com a Comissão Europeia, que se tem mostrado intransigente, mas nada que coloque em causa os compromissos com a esquerda nem “nada que permita que as pessoas digam que o Governo foi posto na ordem por Bruxelas ou que não conseguiu virar a página da austeridade“.
O que distingue a posição do governo anterior do actual é o que distingue “o bom aluno”, marrão e que repete o que os professores ensinam e o aluno que questiona e confronta os professores com as suas dúvidas. É o que distingue um governo submisso aos interesses da União Europeia (aos que nela mandam) e um governo patriota que se esforça por defender os interesses do seu país.

publicado por Zé LG às 21:53
25
Jan 16

Sem pretender fazer futurologia nem sequer análise científica, para que não me encontro habilitado, deixo aqui algumas apreciações sobre os eventuais impactos dos resultados das eleições presidenciais que ontem se realizaram.

Para além de Marcelo Rebelo de Sousa, o eleito Presidente da República, António Costa poderá ser quem mais ganhou com estes resultados. Primeiro, porque viu implodir a oposição interna no PS, em resultado da desastrosa campanha e ainda piores resultdos de Maria de Belém, cujo único mérito, para a área que representava, foi impedir a segunda volta. Segundo, porque terá MRS "peado" face às repetidas declarações de tudo fazer para assegurar a estabilidade e a manutenção do governo até ao fim da legislatura.

Pedro Passos Coelho, que se viu obrigado a recomendar o voto em MRS, depois de  ter tentado afastá-lo da corrida classificando-o de cata-vento, poderá ser o líder partidário a sofrer as piores consequências da eleição de MRS. Primeiro, porque este não se esquecerá do que ele lhe fez, criando melhores condições para que surjam outros candidatos à liderança do PSD. E, em segundo lugar, pelo compromisso que MRS assumiu de tudo fazer para manter a estabilidade política e o governo.

Marisa Matias ganhou maior notoriedade, afirmou-se como um(a) dos principais líderes políticos, quer no BE quer no país e contribuiu para a consolidação do BE como terceiro partido e com margem de progressão. O BE soube aproveitar da melhor maneira a divisão do eleitorado do PS e a inviabilização de uma candidatura apoiada pelas esquerdas, provocadas pela candidatura extemporânia de Maria de Belém. O BE, se não entrar em euforias e conseguir evitar alguns dos piores erros dos partidos mais antigos, poderá vir a ser um caso sério no panorama político-patidário.

Jerónimo de Sousa, com os piores resultados de sempre devido à inflexibilidade de estratégia e táctica política manifestada pelo PCP, poderá ver a sua continuidade como secretário-geral posta em causa no próximo Congresso. E o PCP, a continuar na mesma linha, dificilmente recuperará os bons resultados (em função do contexto) alcançados nas últimas eleições autárquicas, europeias e legislativas. 

O CDS tudo irá fazer para cobrar de MRS a "recomendação desinteressada e empenhada" no voto na sua candidatura, aproveitando igualmente o afastamento de Portas para ultrapassar dificuldades de relacionamento pessoais.

Sampaio da Nóvoa, que fez uma campanha notável, saindo do (quase) anonimato para um resultado altamente meritório, sem apoios partidários, fez discurso exemplar na noite das eleições e constituiu-se numa importante "reserva da nação", podendo voltar à cena política pela porta grande se e quando quiser.

Uma última palavra para a situação financeira crítica em que algumas candidaturas poderão ficar, uma vez que apenas três - as que consegiram mais de 5% dos votos -, poderão contar com a subvenção estatal. E, neste aspecto, realço a candidatura de Edgar Silva, uma das que mais investiu e que nada irá receber, o que não deixará de gerar uma dificuldade acrescida no PCP na digestão dos resultados obtidos, por todas as consecuências que daí resultarão.

publicado por Zé LG às 22:31
03
Dez 15

A Assembleia Municipal de Moura reuniu em sessão extraordinária para discutir um pedido de empréstimo à banca apresentado pela Câmara no valor de um milhão e 185 mil euros.
O empréstimo foi chumbado pelas bancadas do PS e PSD naquele órgão. A Comissão Concelhia de Moura do PCP acusa a oposição de “bloquear” os projectos da Câmara Municipal.
De acordo com os comunistas, o empréstimo destinava-se, entre outros projectos, à compra de equipamento para os Bombeiros Voluntários, à requalificação do Bairro do Carmo, apoio à habitação social, arranjo de acessos e renovação do parque de máquinas do município.
A Concelhia do PCP diz que os interesses da população saem seriamente prejudicadas com este chumbo, uma vez que o empréstimo permitiria executar as intervenções mais rapidamente.

publicado por Zé LG às 00:39
27
Nov 15

1008867.jpegOntem, com a tomada de posse do governo de António Costa, que, pela primeira vez, conta com o apoio de uma maioria parlamentar constituída pelos deputados do PS, BE, PCP e PEV, formalizada em acordos bilaterais do PS com os restantes partidos, iniciou-se um tempo novo. Pela primeira vez o PS conta com os apoios dos partidos à sua esquerda, pondo fim à exclusão destes partidos de soluções governativas. De forma clara, como nunca antes, António Costa integrou o PS numa alternativa política, em vez das estafadas alternâncias.
É quase certo que o estado actual do país se vai revelar bastante pior do que tem sido apresentado. A situação que Portugal atravessa não aconselha a que se alimentem muitas expectativas quanto ao futuro próximo. Mas ter-se derrubado um muro que muitos apresentavam como intransponível é um bom começo para o aprofundamento da democracia e de uma verdadeira alternativa à direita e às suas políticas.
A direita ficou em estado de choque, muitos dos seus representantes mais proeminentes, a começar pelo PR e passando pelo primeiro-ministro e outros membros do governo, deputados, comentadores, etc., têm feito afirmações próprias de quem perdeu o controlo da situação. Hoje, são eles que aparecem a defender o que atribuíam ao PCP, ao BE e ao PEV: uma política de terra queimada, quanto pior melhor, estarem contra todas as políticas, medidas e propostas do novo governo e da maioria que o sustenta. Hoje, são os partidos da direita que se assumem com partidos de protesto. E Cavaco Silva acompanha-os.
Começou de facto um tempo novo.

publicado por Zé LG às 08:51
12
Nov 15

O quadro político-institucional resultante das eleições legislativas teve a virtude de trazer a política de volta. Até os debates políticos já conseguiram sobrepor-se aos debates sobre futebol... Esta é sem dúvida uma grande vitória da democracia.

Esta situação foi gerada por uma circunstância nova. Nunca em 40 anos de democracia foi possível criar uma alternativa - ainda por cima, à esquerda -, parlamentar maioritária à força política que ganhou as eleições com maioria relativa, ou seja, sem maioria da AR. Foi isto que aconteceu desta vez e pela primeira vez.

A direita, conservadora por natureza, não tem sido capaz de lidar com esta nova realidade. A alternativa criada à esquerda tem o apoio maioritário da AR, o que a direita, que ganhou a eleições, não conseguiu e, por isso, não conseguiu fazer passar o seu programa de governo. É este o elemento básico da democracia - governa quem tem o apoio da maioria dos deputados na AR.

O PR empossou um governo sem o apoio maioritário da AR e que, por isso, viu o seu programa rejeitado. Porque não há-de dar posse a um governo que tem o apoio da maioria da AR e a garantia de que não vai ter o seu programa chumbado? Afinal qual é  a solução governativa que oferece (maior) estabilidade? Afinal o que leva o PR, que sempre disse defender a estabilidade, a demorar a dar posse a um governo que, nas actuais circunstâncias, é o único que oferece estabilidade?

A direita nunca admitiu que o PS se entendesse com os partidos à sua esquerda, embora António Costa sempre tenha considerado essa possibilidade, quando foi eleito secretário-geral do PS, na campanha eleitoral, no rescaldo das eleições. Nem mesmo depois de "encarregado" pelo PR de criar uma maioria parlamentar que sustentasse um governo estável fez alguma coisa por isso. Continuou a ignorar os avisos de António Costa esperando que o PS ficasse na bancada a assistir ao prosseguimento da sua política, que a levou a perder 700 mil votos e a maioria absoluta confortável que tinha.

A direita bem pode espernear, bem pode invocar fantasmas, bem pode invocar ou inventar tradições e regras democráticas que a Constituição e a democracia não contemplam que nada disso lhe traz de volta os 700 mil votos e a maioria que perdeu nas urnas. Só o PR, que sempre comportou como padrinho da coligação de direita, a pode manter no governo em gestão, contra a democracia, a Constituição e a estabilidade necessária que tantas vezes tem dito defender. Se tal se verificar, será ele o único responsável por tudo o que vier a acontecer no e ao país, que ninguém conseguirá, nesta altura, prever o que possa ser.

publicado por Zé LG às 22:23
11
Nov 15

naom_545371320b8a0.jpgA moção de rejeição apresentada pelo PS foi aprovada com 123 votos a favor do PS, BE, PCP, PEV e PAN e 107 contra. A decisão implica a demissão do executivo PSD/CDS-PP.
Com este resultado o governo de Passos Coelho mantém-se no poder mas com um governo de gestão, dado que o seu programa não foi aceite no Parlamento.
"Antes da apreciação do seu programa pela Assembleia da República, ou após a sua demissão, o Governo limitar-se-á à prática dos atos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos", determina a Constituição.
A Lei Fundamental diz ainda que "em caso de demissão do Governo, o primeiro-ministro do Governo cessante é exonerado na data da nomeação e posse do novo primeiro-ministro".
Por outro lado, com a demissão do Governo o processo regressa, assim, às mãos do Presidente da República não existindo nenhum prazo estipulado na Constituição para que efetue novas diligências.

publicado por Zé LG às 00:25
09
Nov 15

O debate do programa do governo minoritário do PSD e CDS parece-se com um velório. Nele o que tem sido discutido é a herança do governo anterior e o futuro governo do PS, com apoio parlamentar do BE, do PCP e do PEV. Ou seja, exactamente aquilo que se discute nos velórios: a herança do defunto e o que dela vai ser feito pelos herdeiros. E para que a semelhança seja ainda maior, até se dizem umas graçolas para desanuviar o momento.

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Mas também os debates que têm sido feitos para analisar o momento presente não ficam atrás daquele debate parlamentar. Os representantes dos partidos da direita e os comentadores ao seu serviço têm tido, de uma maneira geral, um comportamento e atitudes de que só não se irão arrepender no futuro os que não tenham dignidade, tal tem sido a irracionalidade das suas intervenções.
Não têm conseguido digerir a derrota nas urnas e muito menos a criação de uma alternativa à esquerda. E nem sequer se apercebem de que ao discutirem mais o futuro governo do que o seu, em funções, o assumem como passado e como um defunto.

publicado por Zé LG às 23:26
09
Nov 15

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Estes tês líderes partidários, sabendo interpretar o que os seus eleitorados lhes transmitiram, protagonizaram uma alteração profunda nas relações inter-partidárias, designadamente através de entendimentos que permitem viabilizar um governo do PS com maioria parlamentar constituída pelos três (mais o PEV) partidos.

Não será a maioria de esquerda tão desejada há tanto tempo por muitos de nós mas é seguramente um ponto de viragem na nossa vida política democrática, com consequências para a mais rápida melhoria das condições de vida da esmagadora naioria dos portugueses.

Ninguém deve esperar que todos os problemas com que Porugal se confronta e que afectam os portugueses se resolvam e em pouco tempo. Mas todos devemos exigir que esta viragem histórica na nossa democracia se consubstancie na sustentabilidade económica, na consolidação do estado social, em políticas de inclusão e de cobate às desigualdades.

É que disto seja possível que a direita tem medo. Mas se for possível, como espero, estes três lideres partidários ganharão o estatuto de estadistas e ficarão na História de Portugal.

publicado por Zé LG às 08:50
07
Nov 15

Primeiro, era a falta de legitimidade política. Depois, passou a ser a falta de respeito pela tradição. A seguir, foi a falta de acordo escrito. Agora, é a existência de vários acordos e a sua insuficiência para a estabilidade política de longo prazo.
E a seguir, irão inventar mais não sei quantas dúvidas para se tentarem convencer de que têm razão, até se habituarem à ideia de que perderam a maioria e de que finalmente foi possível aos partidos do centro esquerda chegarem a uma plataforma de entendimento que permite ao PS governar, sem que nenhum tenha sido obrigado a renunciar aos seus princípios.
Parece que tiveram uma crise de amnésia e se esqueceram que já se formaram outras maiorias a que não foram exigidos acordos escritos. Parece ignorarem que os acordos políticos, tal como os outros, duram enquanto as partes entenderem, independentemente de serem escritos ou não.
E exigem aos líderes destes partidos o que nunca exigiram aos seus. Quem não se lembra da decisão irrevogável revogada dois ou três dias depois?

publicado por Zé LG às 14:21
04
Nov 15

Não deixa de ser curioso que os que contestaram a sugestão para que o PR indigitasse António Costa, em vez de Passos Coelho, para formar governo, uma vez que havia uma maioria de deputados do PS, BE, PCP e PEV na AR disponível para viabilizar um governo do PS, apareçam agora a criticar aqueles partidos por ainda não terem formalizado um acordo entre si. 

Ou seja, os que não tiveram pressa em criar as condições mínimas de estabilidade governativa, mostram pressa em que os partidos que contestam o governo empossado pelo PR formalizem um acordo que deite abaixo o governo de Passos Coelho e mostre ao PR que deve indigitar António Costa para formar governo. 

E se o PR decidir manter o governo em gestão, mesmo que rejeitado pela maioria da AR? Para que serve o acordo dos partidos que o rejeitarem?

publicado por Zé LG às 23:53
24
Out 15

Não percebo a posição de tanta gente – quase toda de direita, vá-se lá saber porquê -, incluindo o PR, que deveria respeitar a Constituição e ser árbitro nas disputas partidárias, achar que partidos que são contra a NATO e os tratados europeus não podem integrar o governo. O que é que tal impede? A Constituição não é seguramente.
Qualquer governo de qualquer estado deve respeitar os tratados e acordos assinados. Mas isso não impede que esses governos e os partidos que os sustentam tudo façam para alterar esses tratados, acordos e outros compromissos externos, principalmente quando não são cumpridos por (quase) nenhum dos estados subscritores, como acontece relativamente ao défice, ou são incumpríveis, como acontece com a dívida.
Ver governantes, como Passos Coelho ou Paulo Portas, apadrinhados por Cavaco Silva, a assumir aquela posição, quando o seu governo não cumpre, por exemplo, este acordo, daria vontade de rir se não fosse tão grave e tão falho de honestidade intelectual. Comportam-se como virgens impolutas quando são na prática umas putas sabidas, com o devido respeito para estas.

publicado por Zé LG às 10:15
22
Out 15

Cada um de nós pode ter a opinião que entender. Cada um de nós pode achar o que quiser acerca do que os votantes quiseram dizer quando votaram. E também acerca do que quiseram dizer os que não votaram ou votaram em branco ou nulo, quase tantos quantos os que votaram. Mas nenhum de nós pode alterar os resultados eleitorais. Cada um de nós pode achar o que muito bem entender acerca das maiorias que se devem formar e do governo que delas deve resultar. Mas agora, o tempo já não é dos eleitores, mas dos deputados que foram eleitos. São eles que, na Assembleia da República, têm de formar as maiorias necessárias para apoiar o governo.
E de acordo com a composição da Assembleia da República as maiorias que se podem formar têm de incluir o PS. Ou com o PSD e o CDS, a maior, ou com o BE e o PCP+PEV. Ora o PS já mostrou que não quer a primeira. Resta a segunda.
Estes são os factos. Todos podemos ter e expressar as nossas opiniões, voluntariamente ou sendo pagos para isso. Todos podemos dizer o que achamos que devia ou deve ser feito. Mas não podemos fugir aquela realidade, enquanto a posição do PS for a que tem divulgado António Costa.

publicado por Zé LG às 00:19
20
Out 15

PSD e CDS tiveram menos 31,5% de votos do que PS, BE E PCP-PEV. Estes 31% sobem para mais de 40%, se considerarmos as votações noutras candidaturas que se apresentaram contra a política de austeridade prosseguida pelo governo do PSD e CDS. Qual é a legitimidade política que estes partidos têm para prosseguir essa política? Esta é a questão política que deve ser colocada, ancorada nos votos expressos pelos eleitores. Porque na campanha eleitoral, para além de muitas diferenças, o que mais dividiu as forças políticas e os votantes foi a austeridade, os que a defenderam e os que a atacaram.
Esta é a realidade que deixou a direita em tal estado de choque que tem levado os seus defensores a proferirem os maiores dislates anti-democráticos.
Dar posse a um governo do PSD e CDS, se o PS tiver o apoio parlamentar do BE e do PCP para formar governo é que pode ser considerado um verdadeiro golpe de estado, parafraseando Manuela Ferreira Leite.

publicado por Zé LG às 08:43
15
Out 15

Este é o título de um artigo do Expresso, que me parece redutor e tendencioso, porque não considera, pelo menos, outros dois cenários, que acho que não devem ser excluídos já, que apresento de seguida, tentando seguir a metodologia de análise daquele semanário:


Cenário #5: governo PS e BE com apoio do PCP
Estabilidade (0 a 5): 3
Força Parlamentar (0 a 5): 4
A quem mais agradaria: eleitorado, PCP, BE e fação esquerda do PS, CGTP
A quem mais desagradaria: Cavaco Silva; PSD e CDS; fação direita do PS; banca, UGT, confederações patronais


Cenário #6: governo PS, BE e PCP
Estabilidade (0 a 5): 4
Força Parlamentar (0 a 5): 4
A quem mais agradaria: eleitorado, PCP, BE e fação esquerda do PS, CGTP
A quem mais desagradaria: Cavaco Silva; PSD e CDS; fação direita do PS; banca, UGT, confederações patronais

 

Este último será, a meu ver e de entre todos, o cenário que oferece mais estabilidade política e que acabaria por satisfazer mesmo muitos dos que agora se lhe opõem.

publicado por Zé LG às 08:49
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