Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
24
Mar 13

O Museu Regional de Beja tem um novo espaço de exposições temporárias, situado na Rua dos Infantes nº12, inaugurado com a abertura da exposição “Marcas do Território-Testemunhos do Património do Baixo Alentejo”.

José Carlos Oliveira, director do Museu de Beja, afirmou que este novo espaço fazia parte de um projecto muito mais alargado, ainda do anterior executivo camarário, que previa também a recuperação do Museu no âmbito do QREN e que, por várias vicissitudes, só avançou a parte do projecto relativa à aquisição do edifício e a recuperação e adaptação do mesmo a galeria de exposições.

publicado por Zé LG às 00:37
22
Mar 13

publicado por Zé LG às 22:09
06
Nov 12



publicado por Zé LG às 19:44
03
Out 12

Se percebi bem, o presidente da Câmara de Beja, na entrevista que deu à Rádio Pax, na segunda-feira, levantou finalmente o véu sobre a utilização que pretende dar ao edifício inteligente, cujas obras se encontram interrompidas há meses, na Praça da República. Nem mais nem menos do que um museu, com diversas valências.

Não questionando a bondade e o interesse da proposta, que não conheço para além do que ouvi, questiono a oportunidade e a compatibilidade com os outros museus da cidade. Numa altura de crise em que falta dinheiro para quase tudo, incluindo para os museus existentes - quer para o seu funcionamento, quer para a sua manutenção e melhoria dos edifícios em que estão instalados -, a Câmara de Beja vai criar um novo museu?!

Parece-me uma questão demasiado importante, pelas suas várias implicações, que deverá merecer um amplo debate público. É para esse debate que os desafio, incluindo o executivo da Câmara de Beja que deverá esclarecer bem a proposta agora divulgada. 

07
Ago 12

José Baguinho, do “Manifesto em Defesa do Museu Regional de Beja”, avançou com as novidades que este movimento está a preparar, para o início do próximo mês de Setembro, e que têm como objectivo defender a manutenção deste património. “Os contactos continuam e está a ser preparada a edição de um boletim, para o início de Setembro, onde vão constar os nomes dos cerca de 600 subscritores do Manifesto. Voltar a insistir na marcação de reuniões com entidades regionais, assim como nacionais e realizar, em Outubro, uma acção em defesa do Museu são as actividades que estamos a desenvolver”.

José Baguinho assegurou, igualmente, que o «Manifesto» vai fazer tudo no sentido de levar os responsáveis a entenderem, apesar dos problemas financeiros que o País atravessa, que são necessárias medidas de excepção para a salvaguarda do Museu Regional de Beja”, recordando que a “Câmara de Beja continua a insistir na transferência mensal, em 2012, de 4700 euros, contrariando o montante estipulado no Orçamento e Plano de Actividades aprovados em Assembleia Distrital”.

25
Jul 12

Copiado daqui.

publicado por Zé LG às 23:37
03
Jun 12

publicado por Zé LG às 15:51
15
Mai 12

Vereadores da CDU consideram situação do Núcleo Visigótico uma vergonha.

 

Pulido Valente acusa CDU de usar Museu como “arma de arremesso político”.

 

Independentemente de como possa ser classificada - "uma vergonha" ou "arma de arremesso político" - a verdade é que a situação do Núcleo Museológico de Santo Amaro não prestigia Beja e muito menos Beja Capital. Se, parece, que todos estão de acordo com a necessidade de intervir para resolver o problema, então talvez seja tempo de resolver mesmo o problema.

Chamo a atenção dos mais distraídos para a clareza de posições assumidas pelas duas rádios de Beja. A forma como são dadas estas notícias não podia ser mais clara.

publicado por Zé LG às 09:00
03
Mai 12

Como alvitrei aqui, realizou-se esta tarde uma Manifestação de Apoio ao Museu Regional de Beja, que reuniu centenas de pessoas.

O Manifesto subscrito por cerca de 60 individualidades tem sido muito procurado por outras pessoas interessadas em subscrevê-lo, tendo sido já largamente ultrapassado aquele número.

É importante para Beja que tanta gente se mobilize para apoiar este importante património da (e para a) Cidade e da Região.

Esperemos que as autoridades responsáveis sejam capazes de interpretar estes sinais e intervenham a tempo de evitar o encerramento do Museu, mais que não seja, pelo impacto depressivo que a situação provoca.

publicado por Zé LG às 20:27
02
Mai 12

Há mais de uma semana que está a circular um “Manifesto em defesa do Museu Regional de Beja”, um documento que já conta com mais de 60 subscritores. José Baguinho, um dos subscritores, identificou algumas das individualidades que já assinaram este documento, referindo os nomes “dos historiadores António Borges Coelho, Cláudio Torres e Santiago Macias, do artista plástico António Inverno, o escritor Urbano Tavares Rodrigues, o professor Vítor Serrão e Carreira Marques, que foi presidente da autarquia Bejense”. Acrescentou que “já estão mais 20 individualidades interessadas em subscrever o manifesto”.

Para amanhã, está marcada, para as 18.00 horas, uma concentração em defesa do Museu Regional de Beja que “tem como objectivos dar visibilidade ao manifesto, angariar mais subscritores e acima de tudo, tornar pública as dificuldades que este monumento da cidade está a enfrentar”.

Ler Manifesto em: http://www.facebook.com/home.php#!/events/340194776047413/

Ver subscritores: http://bejayarrabaldes.blogspot.pt/2012/05/museu-regional-de-beja-3-maio-2012.html

publicado por Zé LG às 13:52
11
Mar 12

publicado por Zé LG às 18:18
06
Mar 12

Exmo. Sr. Dr. Jorge Pulido Valente,
As notícias recentes que deram conta da vontade da Câmara Municipal de Beja de reduzir o seu contributo financeiro para o orçamento do Museu Regional de Beja (ou Museu Rainha Dona Leonor) – e que, na prática, o inviabilizam – entristecem quem conhece aquele espaço museológico e com ele cooperou na última década.
Numa pesquisa rápida, verifico que o espólio ali guardado já foi útil à revista que dirijo em quase um dezena de ocasiões. Em Beja, concentram-se importantes núcleos romanos e islâmicos que testemunham o papel importante da cidade ao longo dos séculos. Ali está exposto também o único núcleo visigótico do país, tema de uma reportagem em Abril de 2008. Vagueando pelas colecções, detemo-nos facilmente no resultado de trabalhos prolíferos de pioneiros como Leite Vasconcelos, Abel Viana ou Estácio da Veiga. Cada um dos 15 mil visitantes anuais do Museu tem aliás dois roteiros possíveis: o dos artefactos, que conta um pouco da história da ocupação humana em Portugal; e o dos pioneiros da arqueologia, que testemunha a evolução da prática desta disciplina no último século.

Creia-me desejoso de continuar a explorar a lista de ajustes directos do município em busca de soluções que possam poupar o Museu Regional de Beja. Custar-me-ia muito que o Museu fosse encerrado mais de um século depois da sua fundação... Sobretudo quando o actual presidente da autarquia é licenciado em História.

Com os melhores cumprimentos,
Gonçalo Pereira Director da National Geographic - Portugal

In Diário do Alentejo de 2 de Março de 2012 (pode ser lida na íntegra aqui, em comentário de Jorge Feio).

04
Mar 12

Para além dos salários em atraso, verifica-se, hoje em dia uma quase total paralisia das actividades do museu (em particular do seu sector educativo, que vinha fazendo um trabalho meritório), para além da degradação do interior e do exterior do edifício. Em contradição, afinal, com a recentíssima adesão, ainda não há um ano, à Rede Portuguesa de Museus, como reconhecimento da sua actividade.

Pessoalmente, sempre achei que a solução deve ser encontrada na região, ao contrário de quem defendia a “entrega” do museu ao IPM (Instituto Português dos Museus). Para além de, ultimamente, se colocar em cima da mesa a solução contrária (entregar museus nacionais às autarquias) essa hipótese demonstraria a incapacidade (fossem quais fossem as razões) de gerirmos o que é nosso.

Ao mesmo tempo, deveríamos olhar para o que se passou mesmo ao nosso lado, aquando das autonomias regionais. O estado espanhol transferiu para as regiões museus, teatros, bibliotecas, criando uma importante rede de equipamentos culturais regionais, que podemos conhecer na Andaluzia ou na Estremadura. É claro que, sendo a desejável, não será, a curto prazo, a solução, dado que, mais uma vez, a regionalização foi “engavetada”.

Resta-nos, pois, a todos os que desejam preservar nas melhores condições o convento de Mariana Alcoforado (e a Igreja de Santo Amaro), com os legados únicos que albergam (pré-históricos, romanos, visigóticos, muçulmanos, ou dos séculos XV e XVI, entre outros), participar civicamente e lutar pelo nosso museu, de modo a recuperar a dignidade e a importância perdidas.

Porque Beja, a Região e o País merecem.

Trechos de um texto de José Filipe Murteira, publicado no seu Notas à Esquerda.

21
Fev 12

Foto da Exposição de Fotografias Antigas do Museu de Portimão.

publicado por Zé LG às 21:57
27
Jan 12

Marta Mestre,
32 anos, natural de Beja
Cursou História de Arte, na Universidade Nova de Lisboa e, mais tarde, especializou-se em Cultura e Comunicação/Museologia com um mestrado “Fico chocada com a ausência de visão para Beja”na Université d’Avignon et des Pays de Vaucluse, em França. Coordenou, entre 2005 e 2008, o Centro de Artes de Sines, dirigindo a programação do centro de exposições, auditório e serviço educativo. Tem igualmente trabalhado regularmente em projetos culturais e de curadoria, entre os quais “Cinema em Cartaz” (Faro Capital da Cultura, 2005, e Lisboa, 2007); Bienal de São Tomé e Príncipe (São Tomé, 2008); e “Terceira Metade”, para o MAM-Rio.


É portuguesa, e bejense, a atual curadora-assistente do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. À “cidade maravilhosa” Marta Mestre aportou com o objetivo de organizar uma programação sobre as trocas culturais contemporâneas no Atlântico Sul, e acabou por ser convidada pelo curador do MAM para integrar a sua equipa. “Não hesitei em ficar”, confessa, depois de um ano e meio a acompanhar de perto o trabalho dos artistas brasileiros de hoje, uma produção que rivaliza com o que se faz na Europa e nos EUA, mesmo se ainda há pouco tempo era tida como terceiro-mundista. Um país que atravessa anos de pujança económica, em contraste com o irmão europeu que parece ter já saído “de qualquer desenvolvimento possível”.
Como surgiu esta oportunidade de integrar a equipa do Museu de Arte Moderna desta grande metrópole brasileira?
Cheguei ao Rio de Janeiro com o objetivo de organizar uma programação sobre as trocas culturais contemporâneas no Atlântico Sul. Realizámos no MAM, com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil, iniciativas muito interessantes que reuniram pessoas de várias áreas: arte, design, curadoria, economia criativa, antropologia e literatura, etc. Acabei por receber um convite do curador do MAM para integrar a sua equipa e não hesitei em ficar.
Até ao momento, quais têm sido os grandes desafios desta tarefa?
Um dos principais desafios tem sido tomar conhecimento do trabalho dos artistas e instituições culturais brasileiras, que é muito diverso e extremamente rico.
Que época atravessa a criação artística no Brasil, nestes anos de pujança económica?
Nos últimos anos o valor de mercado dos artistas brasileiros duplicou ou mesmo triplicou. Existe uma expetativa muito forte na capacidade de afirmação da economia brasileira que influencia mercado, colecionadores e instituições internacionais a comprar. Aquilo que ainda há bem pouco tempo era visto como uma cultura exótica, periférica ou mesmo de “terceiro mundo” agora rivaliza com os EUA e a Europa.
Que vista tem sobre Portugal e o continente europeu desde a “cidade maravilhosa” e que principais contrastes encontra entre estas duas realidades?
Há coisas que são iguais em todo o lado, seja no Rio de Janeiro, seja em Beja. Há é uma diferença que afastará estas duas realidades para sempre. Nos próximos anos o Brasil vai consolidar-se como a potência económica que já demonstra ser, mesmo que continue a ter um conjunto de índices que afetam o seu desenvolvimento, e é talvez aqui que o seu modelo de desenvolvimento nos seja estranho. Mas se olharmos para a realidade das cidades portuguesas e do País, facilmente percebemos que já saímos de qualquer desenvolvimento possível. Cada vez que vou a Beja fico chocada com a ausência total de uma visão para a cidade.

Carla Ferreira, in Diário do Alentejo, edição da semana passada.

publicado por Zé LG às 01:25
23
Jan 12

No próximo dia 28 de Janeiro, o Museu da Ruralidade, em Entradas, acolhe, a partir das 15h00, a apresentação do livro “O Rural Plural – Olhar o presente, imaginar o futuro”, uma publicação da editora 100Luz e o primeiro livro da colecção Territórios da Mudança sobre desenvolvimento local e o mote para uma conversa alargada que contará com as participações de Elisabete Figueiredo (Universidade de Aveiro), Fernando Oliveira Baptista (Instituto Superior de Agronomia de Lisboa), Teresa Pinto Correia (Universidade de Évora), Isabel Rodrigo (Instituto Superior de Agronomia de Lisboa), David Marques (Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local do Alentejo Sudoeste).
In: http://www.cm-castroverde.pt/cm_castroverde/noticias/detalhe.asp?id=888

27
Out 11

Dia 28 de Outubro – Concerto de Organo da Braccio, com Nuno Mendes (Violino) e Ana Paula Mendes (Orgão), pelas 21 horas, na Capela do Paço Ducal.

Dia 29 de Outubro – Visita temática sobre a faiança seiscentista de Lisboa nas colecções do Paço Ducal, coordenada pelo Dr. Celso Mangucci (Museu de Évora), pelas 11 horas.

As entradas para ambos os eventos são gratuitas.

publicado por Zé LG às 00:30
28
Set 11

O pagamento dos salários deste mês aos 15 funcionários da Assembleia Distrital de Beja está “em perigo” devido às dívidas de municípios, sobretudo do de Beja.
“O município de Beja é o maior contribuinte para o orçamento da assembleia e este ano ainda só pagou uma comparticipação”, a de “janeiro”, devendo um total de “128 mil euros”, disse António Sebastião, presidente da instituição.
A situação financeira da Assembleia Distrital está “brutalmente degradada” e, “se Beja não pagar qualquer contribuição este mês”, os salários de setembro dos funcionários, 13 do Museu Regional de Beja, gerido pela instituição, e dois administrativos da assembleia, estão “em perigo de não ser pagos”, alertou.

01
Set 11

O Cappas Insetozoo, museu vivo de insetos sociais, surgiu há 13 anos visando vários objetivos: a educação ecológica dos visitantes; a divulgação dos insetos sociais; a preservação de espécies em extinção; o proporcionar de material para investigadores; ou o resgate de conhecimentos antigos sobre os insetos sociais. E surgiu pela vontade de João Cappas e Sousa, estando hoje registado como centro de pesquisa de insetos sociais, algo "único no mundo". Colaborando frequentemente com universidades, o conhecimento autodidata do investigador não o fragiliza entre os académicos.

"Sempre de cabeça no chão e rabo no ar". É desta forma que o autodidata descreve os seus primeiros anos de vida, influenciado pela sua avó, que também gostava de abelhas. A oferta, por parte da mãe, de um livro sobre formigas incentivou João a fazer algo diferente. Nesse livro vinha descrito que a rainha passava cinco a seis meses sem comer, pondo ovos e alimentando a sua descendência. "Eu tomo pequeno-almoço, almoço, jantar. Se a rainha hibernasse, eu ainda percebia. Isso fazia-me confusão e tive que ver". Rapidamente arranja um frasco de café Tofina com terra com uma formiga fecundada e começa a observar. "Arranjei um diário e comecei a escrever. Dois meses depois vi a rainha a pôr um ovo. A minha mãe nem acreditou, por não ter máquinas, nem nada. Assim, aos oitos anos surgiu-me uma ideia: eu hei de fazer com que os outros vejam o que eu vejo". E desta forma nasceu o primeiro expositor, embrião e passo primeiro para a construção do insetozoo, para todos verem o que João sempre viu.

Conheça esta interessante história sobre este museu vivo lendo toda a reportagem no Diário do Alentejo.

28
Jul 11

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