Fisco recebe ordens para estudar cortes nos benefícios fiscais dos casais com filhos deficientes (Portugal 2012)
Para se chegar aqui:
Esterilização forçada foi precursora da matança sistemática dos doentes mentais e deficientes (Alemanha 1939)
Publicada por Pedro Martins em “A Dita e o Balde”.
... na força das ideias e do poder das palavras para lhes abrir caminho para a sua materialização. E também na força da razão.
... e esperar que eles se concretizem. Para que tal aconteça é preciso trabalhar com empenho e persistência, mobilizar meios e pessoas, não desistir às primeiras dificuldades. Trata-se de um processo e não apenas de um acto. A não ser que eles passem pela lotaria... e mesmo neste caso raramente a sorte grande sai logo à primeira...
Copiado daqui.
Os meios de marketing anunciaram "“Évora é” (como sendo) uma campanha do Programa Acrópole XXI que visa informar e envolver o público na intervenção Acrópole XXI, para regenerar o centro histórico de Évora, através da aproximação emocional das pessoas à cidade e ao projecto”.
Depois, um pouco por toda a cidade, e especialmente junto a espaços mais nobres ou simbólicos, foram surgindo as mais diversas “assinaturas”: “évoraé sua”, “évoraé tanto e tão perto” ou “évoraé luz”. Surgiram em suportes afixados em emblemáticas fachadas, pinturas sobre placards de apoio a obras de requalificação ou impressas no chão das ruas e praças. Sobre as pedras cinzentas do chão apareceram letras brancas dizendo que Évora é doce ou outras mil coisas. Isto desde o Verão passado. Mas esta sexta-feira à noite, a cada frase branca espalhada no chão, foi acrescentada uma segunda mensagem, com o mesmo lettering, mas a cor de oiro. “Évora é dívida” e “Évora é bluff”, traduzindo-se numa intervenção discreta mas corrosiva.
Pergunta-se agora como classificar ou avaliar esta forma de participação no espaço público? Poderá alguém chamar a uma tal intervenção “vandalismo” ou outra qualquer forma de usurpação do espaço da cidade? Claro que não. Trata-se evidentemente de um exercício de participação social. Tão óbvia como antes o era a campanha "Évora é", que também se apropriou do espaço público, "borrando" ruas e degraus sem pedir autorização. Visto a outra luz, pode-se entender estas "inscrições" como se aproximando de uma forma de arte colaborativa. Anuncia uma guerra simbólica. É o reverso da medalha antes cunhada: a branco pelo poder das parcerias institucionais. A dourado pelo contra poder sem assinatura.
Que resposta poderão agora dar, os poderes a quem cabe a responsabilidade de cuidar do “espaço público”? Se foi tão fácil retirar os panos pintados (com a mesma mensagem) suspensos na semana passada nas grades de obra da Igreja do Salvador em plena Praça do Sertório, que legitimidade haverá agora para apagar as letras douradas?
Não parecendo legitimada qualquer resposta por parte dos poderes, uma não-resposta é a assumpção de uma derrota simbólica.
Está por saber até onde se estenderá esta guerra e que perdas e ganhos terá, embora - ó rídículo dos rídiculos - já se anuncia um desejo de "demanda" judicial por parte da empresa, que primeiro "borrou" as ruas, contra "terceiros" que apenas amplificaram o sentido do protesto de quem não vê as suas dívidas saldadas. E isto desde 2009.
Publicada por Carlos Júlio às 19:05, no A Cinco Tons
Embora as expectativas não sejam boas, desejo a todos os os que visitam o Alvitrando um Bom 2012!
No plano pessoal desejo a todos um ano com saúde, harmonia e rendimentos que lhes permitam ter uma vida digna.
Que não nos deixemos acomodar às inevitabilidades que a toda a hora nos impingem, que saibamos resistir aos retrocessos civilizacionais que nos estão a impor e que nos empenhemos na construção de uma sociedade mais progressista são os meus principais desejos, no plano comunitário.
Se conseguirmos isso, poderemos conseguir ter um Bom Ano, pelo menos, melhor do que com nos estão a ameaçar.
Nem sempre conseguimos debater ideias com respeito pelos outros e com elevação. Zé Miguel e Luís D’ Cunha dão aqui um bom exemplo de como isso pode ser feito. Neste caso serviu de tema a reflexão do BE sobre a derrota eleitoral e o futuro e a renegociação da dívida. Tem havido troca de argumentos e, como, quase sempre, acontece, à medida que vão aprofundando o debate mais vão estando de acordo. Porque, muitas vezes, o que mais nos separa e divide não é a substância mas a forma de como nos expressamos.