Um colega do Arquivo Histórico de Moura, Octávio Patrício, identificou, há tempos, um documento onde se faz referência expressa a uma mesquita na Mouraria. Pretexto para um texto conjunto com a equipa de arqueologia, com uma explicação sobre o tema e com uma proposta de localização do espaço religioso. O artigo que se segue foi publicado na edição de ontem de "A Planície" e que pode ler em: http://avenidadasaluquia34.blogspot.pt/2
Santiago Macias
A partir de hoje e até ao próximo domingo, a magia do Festival Islâmico anima as ruas do centro histórico de Mértola, naquele que é o maior evento do género no sul do país.
A herança islâmica de Mértola mistura-se com mercadores e artesãos oriundos da bacia do mediterrâneo, numa celebração cultural única
A VII edição do Festival continua a apostar no Souk – mercado de rua, que já está a funcionar desde as 10 horas, na música, nas exposições, nas conferências, no teatro e na gastronomia.
Veja o PROGRAMA em: http://www.cm-mertola.pt/images/stories/p
Bailias e folias, mercaderes e mesteirais, cavaleiros e peões, mouros, plebeus, damas e donzelas vão invadir de novo a Vila de Almodôvar!Nos próximos dias 3, 4 e 5 de maio, o Centro Histórico da Vila de Almodôvar transforma-se e recua no tempo para acolher aquele que é já um dos eventos mais queridos e esperados de toda a região – o IX Mercado Medieval de Almodôvar.
Organizado pela Câmara Municipal, o evento pretende ser uma viagem à Idade Média, mais propriamente a 1285, altura da doação da Carta de Foral à Vila de Almodôvar por D. Dinis. De entrada livre, proporcionará aos seus visitantes o contacto com personagens e a vivência de situações típicas da época, trazendo até ao presente gostos, cores, sons e danças do passado.
Veja PROGRAMA em: http://www.cm-almodovar.pt/
MESA REDONDA – O MEDITERRÂNEO ISLÂMICO E MEDIEVAL
BALANÇO E NOVAS PERSPECTIVAS
HOMENAGEM AO CLÁUDIO TORRES
Sexta-feira 19 de Abril de 2013
Anfiteatro 1 Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
MESA REDONDA - DESENVOLVIMENTO, PATRIMÓNIO E MUNDO RURAL
Sábado, 20 de Abril de 2013
Sede da Associação para a Defesa do Património de Mértola
10:00 Sessão de abertura.
Representantes da Câmara Municipal de Mértola (a confirmar), do Campo Arqueológico de Mértola e da Associação para a Defesa do Património de Mértola
Apresentação – Dr. Jorge Revez (ADPM)
10:30 Camilo Mortágua
11:00 Prof. Doutor Fernando de Oliveira Batista (ISA)
11:45 Prof. Doutor João Guerreiro. Magnífico Reitor da Universidade do Algarve
12:15 Dr. Ana Paula Amendoeira (ICOMOS)
12:45 Prof. Doutor Juan Zozaya Stabel-Hnasen (AEAM)
13:00 Encerramento – Prof. Doutora Conceição Lopes (CEAUCP-CAM)
A Secretaria de Estado da Cultura classificou como monumento de interesse público a Ermida de Nossa Senhora da Represa, localizada na EN 258, a 2 km de Vila Ruiva, no concelho de Cuba.
A Ermida de Nossa Senhora da Represa, antiga Ermida de São Caetano, foi um importante centro de peregrinação no século XVIII.
O monumento quinhentista tem um traçado manuelino. Ao longo dos anos a Ermida sofreu grandes remodelações. No seu interior são hoje visíveis valiosos painéis de azulejos, pinturas murais seiscentistas que revestem as abóbadas da nave e da capela-mor e um altar de azulejo da mesma época.
Na portaria publicada na última sexta-feira em Diário da República é também fixada a zona especial de protecção do monumento.
O Santuário de Nossa Senhora de Aires, em Viana do Alentejo, e o Terreiro da Batalha de Montes Claros, no concelho de Borba, foram classificados como monumentos nacionais.
Os decretos foram aprovados ontem pelo Governo em Conselho de Ministros.
Situado a cerca de três quilómetros da vila de Viana do Alentejo, o santuário de Nossa Senhora de Aires, considerado o maior templo do sul do país, data de 1743.
O Terreiro da Batalha de Montes Claros situa-se na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Borba. Foi neste local que foi travada uma decisiva batalha na guerra da Restauração.
No âmbito deste colóquio, realiza-se, no sábado de manhã, uma Mesa-Redonda, sobre o tema “Municípios no Alentejo: Os Desafios do Futuro”, com a participação de: Alfredo Barroso (presidente da CM do Redondo), Armando Varela (presidente da CM de Sousel), Fernando Caeiros (ex-presidente da CM de Castro Verde) e Norberto Patinho (presidente da CM de Portel).
Ver PROGRAMA do Colóquio.
A nova temporada do programa, pretende olhar ainda mais para Portugal e dar a conhecer o que de melhor temo país.
A rubrica Roteiro apresenta uma breve reportagem sobre Cultura, Património, História, Gastronomia, Alojamento.
A gravação terá lugar no dia 23, amanhã, no período da manhã em Alvito e na freguesia de Vila Nova da Baronia, da parte da tarde.
Salvemos o nosso Património!
Chega de desleixo, negligência, falta de cuidado, indolência, moleza, abandono...
Manuel Barroso aqui.
Todos os achados mais relevantes, assim como o registo fotográfico e em vídeo desta fase da obra de Requalificação do Interior do Castelo de Alandroal serão, em fase posterior, reunidos num Centro Interpretativo do Castelo do Alandroal, um pequeno núcleo museológico dedicado à história deste imóvel classificado como monumento nacional e que será criado no interior do mesmo.
A intervenção agora em curso corresponde apenas à primeira fase de um plano da autarquia para a total recuperação e dinamização cultural, social e turística do castelo do Alandroal que passa, nas fases subsequentes, pela revitalização do restante espaço público (ainda propriedade privada), pela recuperação do “caminho de ronda”, acesso à torre de menagem e instalação do centro interpretativo.
De acordo com o cronista Fernão Lopes, das 31 cidades e vilas que aclamaram rei o Mestre de Avis, 15 situavam-se no Alentejo. De 98 povoações referidas como apoiantes de D. João I, 35 eram alentejanas. Serpa era uma delas.
Ver informação e programa aqui.
Se o conjunto de elementos parecia apontar para a presença de uma igreja associada a uma necrópole ainda nos custava a acreditar que pudéssemos estar em presença de um templo medieval. A moeda do séc. XIV no interior do altar ajudou a afastar dúvidas, os ceitis de D. Afonso V pertencentes aos enterramentos do exterior vieram dar solidez a uma hipótese que não sonharíamos à partida. Acabávamos de identificar a igreja de Santiago, referida na documentação medieval mas que estava, até à data, por localizar. É quase um milagre que, ante as sucessivas obras no castelo de Moura, concretizadas ao longo de vários séculos, tenha sobrevivido uma parte importante da cidade medieval.
Verdade se diga que, apesar das referências escritas, várias vezes duvidámos da existência da igreja de Santiago, ao ponto de pensarmos ser a alusão ao templo fruto de um qualquer equívoco. A localização é, contudo, perfeita: dentro do perímetro fortificado e junto à porta da alcáçova. Estamos perto, muito perto, do local da antiga mesquita de Moura. As sacralizações destas são, por norma, feitas através do nome de Santa Maria, mas os exemplos de locais de culto muçulmanos convertidos em igrejas de S. João, do Espírito Santo ou, até, de Santiago não faltam. Encontrar uma mesquita no meio dos restos dos enterramentos cristãos e numa área muito refeita após meados do século XIII seria ter uma sorte pouco comum. Provavelmente, não teremos essa fortuna.
A campanha está ganha e o modelo da ocupação medieval do castelo fica, a cada dia, mais claro. Esse é o dado essencial.
Trechos de um texto publicado por Santiago Macias em 12:34, no seu avenida da salúquia 34.