Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
22
Abr 13

publicado por Zé LG às 12:45
08
Abr 13

O Governo deve reduzir os impostos já este ano, defende o economista João Ferreira do Amaral, membro do Conselho Económico e Social (CES), que afasta novos cortes nas pensões ou aumentos nas propinas e taxas moderadoras.

Apologista da saída de Portugal do euro, considera que o buraco orçamental, provocado pelo chumbo do Tribunal Constitucional, poderia ser facilmente preenchido se a economia voltasse a crescer e, para isso, é preciso diminuir a carga fiscal.

“Eu acho que o erro é todo de concepção destes programas e aí culpo inteiramente a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional”, afirma.
O economista admite ainda que “o Governo está fragilizado” e avisa que assim não vai conseguir avançar com as medidas que propõe de novos cortes no Estado social.

Considera que não resta outra saída ao Executivo senão pedir mais tempo à “troika” e, depois de estabilizada a situação na zona euro, Portugal deverá sair da moeda única.

João Ferreira do Amaral, autor do livro “Porque devemos sair do euro”, que vai ser apresentado esta terça-feira, garante ainda que Portugal nunca vai recuperar enquanto estiver no euro.

26
Nov 12

Apresentado pelo Executivo Municipal como “um espaço de diálogo organizado entre os representantes do poder local e os representantes da sociedade civil”, o Conselho Económico e Social tem hoje uma reunião, no Monte da Diabrória, para a qual foram  convidados cerca de 20 conselheiros.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, afirma que vão estar em cima da mesa matérias como o estado do concelho, a avaliação dos últimos 3 anos de mandato autárquico, as prioridades das empresas municipais, as Grandes Opções do Plano para 2013 e os impactos negativos da reprovação do PAEL – Programa de Apoio à Economia Local, pela Assembleia Municipal.

12
Out 12

Ao fim de mais de dois anos de austeridade na Europa, com várias previsões de crescimento revistas em baixa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou mais um mea culpa, algo que já se começa a tornar hábito na instituição.
Numa caixa intitulada "Estaremos a subestimar os multiplicadores orçamentais de curto prazo?", os responsáveis do Fundo tentam perceber porque é que as suas previsões (e também as de outras instituições) para a evolução das economias têm vindo a falhar durante esta crise.
E a conclusão a que chegam é impressionante. Enquanto que nos modelos de projecção usados, se estimava que, por cada euro de cortes de despesa pública ou de agravamento de impostos se perdia 0,5 euros no PIB, a realidade mostrava que esse impacto (os chamados multiplicadores) é muito maior. Afinal, desde que começou a Grande Recessão, em 2008, o que os dados económicos mostram é que por cada euro de austeridade, o PIB está a perder um valor que se situa no intervalo entre 0,9 e 1,7 euros.

Veja aqui toda a notícia.

 

Esta notícia daria vontade de rir – pela “incompetência” técnica reconhecida pelo FMI -, se as consequências não fossem dramáticas para as principais vítimas (desempregados, pequenos empresários, reformados, …) das políticas seguidas e para os povos e países que lhes caíram nas mãos.

09
Out 12

Em entrevista concedida à Rádio Pax, Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, apontou a “aceleração económica”, para criar “mais empresas, mais riqueza e mais postos de trabalho” no concelho, a “coesão social” e a “qualidade de vida” como prioridades para 2012.

 

Vamos agora ver como é que tais prioridades são traduzidas no Plano de Actividades e no Orçamento e concretizadas no terreno.

publicado por Zé LG às 08:55
29
Ago 12

Ver PROGRAMA.

17
Jun 12

14
Jun 12

A empresa canadiana Colt Resources,

que desenvolve prospeções de ouro

no Alentejo,

revelou hoje que os resultados

das perfurações

na Boa-Fé, no concelho de Évora,

evidenciam “graus impressionantes”

daquele metal precioso,

“perto da superfície”.

 

publicado por Zé LG às 19:51
01
Jun 12

A loja da Cooperativa de Consumo Popular (COOP) Castrense, em Castro Verde, está encerrada de hoje até quarta-feira, 6, dia em que às 21h00 se realiza uma Assembleia-Geral extraordinária para definir o futuro da instituição. A direcção da COOP Castrense justifica o encerramento da loja com "razões de carácter operacional", esperando a sua reabertura "no mais curto espaço de tempo".

Fundada em Abril de 1976, a COOP Castrense tem actualmente cerca de 2.300 cooperantes e perto de duas dezenas de trabalhadores e enfrenta actualmente uma situação económica débil, depois de ter registado uma quebra nas vendas a rondar os 10-15%.

24
Mar 12

Mão amiga e sempre atenta fez-me chegar um power point denunciando diversas estratégias de manipulação no qual se regista o seguinte receituário como um dos pontos estratégicos: «Criar uma crise económica para que o povo aceite como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos».

Ora isto parece um retrato de corpo inteiro da chamada crise em Portugal. Com pequenas nuances: em Portugal o povo é mais atreito a aceitar os males que Deus, o governo ou o patrão classificam de necessários, como parte da canga que transporta aos ombros desde os tempos da ditadura, e que só em termos de folclore, e por curtíssimo lapso de tempo, arriou.

Os governos da democracia, que passam a vida a fustigar a herança dos «governos anteriores», deviam prestar uma sentida homenagem ao grande trabalho do «governo anterior» que foi o do Dinossauro Excelentíssimo ao domesticar o povo e submeter a opinião pública à tortura do sono. Para a grande maioria dos portugueses a sua política é o trabalho e a sua atitude na vida é transida de medo e repassada de cautelas.

Nos dias que correm basta ver e comparar como os gregos receberam a austeridade ou como os espanhóis se indignaram. Por cá baixa-se o tom de voz e muda-se rapidamente de conversa quando se fala dos sacrifícios, evita-se o contágio do activista que distribui panfletos, foge-se a sete pés do camarada de trabalho que não se cala e não se rende. Os que levantam a voz e mantêm direita a cerviz constituem uma minoria. A maioria é silenciosa. E no silêncio caberá alguma indignação mas acima de tudo muito medo.

«O medo vai ter tudo», insiste O'Neill e repito eu: «milagres // cortejos // frases corajosas // conferências várias // congressos muitos // óptimos empregos».

joaopaulo.guerra@ecomomico.pt

publicado por Zé LG às 00:11
07
Mar 12

 

«Portugal pagará em 2012, em juros, mais do que o efeito conjugado de todas as medidas de uma austeridade gravíssima neste ano. Nos dez anos seguintes, o compromisso de amortização da dívida, considerando apenas a hoje existente e nenhum outro empréstimo suplementar ou outra emissão de dívida, é de 134,5 biliões de euros – o que, em média, ultrapassará em muito o pagamento de 2012, chegando em alguns anos a ser o triplo. Esta dívida é impagável e não pode ser paga. Queremos por isso discutir estes factos e as propostas com os leitores. Queremos assim contribuir para a mobilização da indignação e das razões da democracia. Queremos construir a alternativas sólidas, realizáveis e consistentes. Nos tempos em que o capital se afasta da democracia, a política do socialismo é lutar por ela: a democracia responsável é a arma contra a dívidadura

 

Nota: Corrigi o nome que é Mariana e não Joana, como tinha escrito. Joana é a irmã gémea. Peço desculpa pelo lapso.

publicado por Zé LG às 01:10
18
Fev 12

Economista e antigo líder do PCP, Carlos Carvalhas defende que a dívida pública portuguesa «é impagável», e que mais tarde ou mais cedo terá de ser renegociada nos seus prazos e juros, e perdoada uma parte.
No entendimento de Carlos Carvalhas, renegociar a dívida significa prazos maiores para o seu pagamento e diminuição nas taxas de juro. «E naturalmente uma parte [da dívida] que não será paga para sairmos desta situação, e apostarmos no crescimento económico. Sem crescimento económico não haverá solução, nem para o défice, nem para a dívida, nem para o nosso país» sustentou.

Realçou ainda que hoje, o «dinheiro que sai em lucros e dividendos para o exterior já é superior a tudo aquilo que entra da União Europeia, nos diversos fundos», e isso sem ter em conta «os lucros que sairão no futuro» através da REN [Redes Eléctricas Nacionais], da EDP, e de outras empresas que também passarão para o setor privado.

07
Fev 12

Os governantes falam muito da necessidade de aumentar a produtividade, como se esse aumento fosse a chave para a resolução dos problemas que atravessamos. Este aumento pode ser importante, mas também pode contribuir pouco para a resolução dos principais problemas e até agravá-los, aumentando o desemprego, a concentração da riqueza e as desigualdades.

O que importa mais é criar mais postos de trabalho, produzir mais o que mais falta faz, e distribuir melhor a riqueza. Este é o caminho para o crescimento, o desenvolvimento e a justiça social.

Prosseguir o caminho, que tem vindo a ser seguido, do aumento do desemprego, da concentração da riqueza e do acentuar das desigualdades só contribui para a recessão económica e para a destruição do estado social.

Quantos menos trabalharem mais têm de contribuir para manter os que não trabalham, porque o não podem fazer, por incapacidade, porque ainda ou já não têm idade para trabalhar ou porque não conseguem arranjar trabalho.

O cerne do problema está neste último grupo. Para que serve aumentar a produtividade e o tempo de trabalho se continuar a crescer o número de desempregados, a não ser para aumentar os lucros de algumas grandes empresas e os dividendos escandalosos dos respectivos accionistas? O que mais importa é criar condições para que todos os que possam e queiram trabalhem e produzam, porque assim, para além de assegurar o crescimento económico e o progresso social, se evitam também problemas de saúde pública e se combatem eficazmente os défices.

Por tudo isto, é vergonhoso e ofensivo da dignidade das pessoas governantes falarem dos trabalhadores como se fossem preguiçosos e não quizessem trabalhar, como se existissem postos de trabalho para quem queira trabalhar. Governantes que assim actuam não são dignos de exercer os cargos que ocupam.

22
Jan 12

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago, in Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

publicado por Zé LG às 00:20
13
Jan 12

“The New Economics Foundation” organizou uma conferência em defesa de uma ideia totalmente revolucionária: em nome do bem-estar da população, da diminuição da pobreza, da redução do consumo, da diminuição das emissões de dióxido de carbono ninguém deveria trabalhar mais de 21 horas por semana.
Conforme os interesses da empresa e trabalhador, o trabalho poderia concentrar-se em três dias, ser feito em part-time (três horas por dia) ou até sazonalmente, no máximo de 1092 horas distribuídas ao longo do ano.
Para começar a transformação, “The New Economics Foundation” defende que se arranque com uma semana de trabalho de quatro dias. “Diminuindo a semana de trabalho para quatro dias poderemos criar uma melhor balança entre trabalho pago” e aquilo a que chamam “vital core economy”: família, amigos e vida comunitária. Seria um caminho de pequenos passos, até à grande revolução das 21 horas. O que obrigaria cada um de nós a “reclassificar” as relações entre tempo, dinheiro e consumo, e a sua verdadeira relação com aquilo que chamamos “bem-estar”.
Para os autores, estas ideias são “uma antecipação racional de um modo de vida com baixos gastos de emissões de carbono”, fundamental à sobrevivência a prazo. Trabalhar 21 horas por semana vai trazer “ganhos consideráveis, abrindo novas oportunidades para reduzir as desigualdades de rendimento e viver mais saudavelmente.
Leia todo o artigo em:

http://www.ionline.pt/portugal/agora-algo-radicalmente-diferente-melhor-trabalhar-so-21-horas

 

 

Trata-se de uma proposta provocatória, que, pela oportunidade, justifica um grande debate. Vamos a ele?

05
Dez 11

De acordo com o estudo "Divided We Stand: Why Inequality Keeps Rising", da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o fosso entre ricos e pobres atingiu o nível mais elevado dos últimos 30anos.

De acordo com vários indicadores, Portugal continua a ser um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido, em que os 20% mais ricos têm rendimentos seis vezes superiores (6,1) aos dos 20% mais pobres, revela a OCDE.

publicado por Zé LG às 17:43
05
Dez 11

Na sequência do ciclo de Seminários subordinados ao tema "História Económica e Social", o IPBeja informa que o próximo Seminário terá lugar no dia 5 de Dezembro, pelas 16 horas no auditório da Escola Superior de Educação, onde será debatido o tema "Portugal Democrático (as grandes transformações sociais, económicas e políticas)", e contará com a participação José Lopes Guerreiro nas abordagens de "O Poder Local" e "A Questão da Terra", respectivamente.
Fernando Caeiros, que estava previsto abordar "O Poder Local", não vai poder participar por motivos pessoais.
Poderá consultar aqui o cartaz dos Seminários.

02
Dez 11

Portugal é o único país europeu em recessão técnica, apresentando já quatro trimestres consecutivos em queda, segundo dados divulgados pelo Eurostat, que referem que o produto interno bruto (PIB) português desce desde o último trimestre de 2010 (-0,5 %), mantendo-se no primeiro (-0,6%) e segundo (-0,1%) trimestre deste ano. Para o terceiro trimestre de 2011 estima uma variação negativa de 0,4 % do PIB. Prevê ainda que Portugal vá registar uma recessão de 3 % do PIB em 2012.

publicado por Zé LG às 17:38
15
Out 11

Aproximar produtores e consumidores desafiando a qualidade e a economia local são os objectivos traçados pela HortAlegre, empresa que nasceu há menos de um mês, em Portalegre, e que aposta na distribuição de produtos locais porta-a-porta.

Gonçalo Gama, director comercial da empresa, congratulou-se com o facto de muitos produtores reconhecerem as mais-valias da HortAlegre e pretenderam associar-

se, adiantando que vão ser comercializados desde os produtos hortícolas e frutícolas até aos selvagens e de caça e pesca.

04
Out 11

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, garantiu em Bruxelas, que não tomará medidas de austeridade fiscal para fazer frente aos efeitos da crise económica e destacou que medidas recessivas só levam à «estagnação e ao desemprego».

Dilma Rousseff relembrou o período de dificuldades passado pelo Brasil nas décadas de 1980 e 1990 e criticou as medidas «extremamente recessivas» adoptadas na altura, que  só serviram para gerar estagnação e desemprego.

A Presidente considerou que «dificilmente» se consegue sair da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o nível de crescimento da economia e defendeu que «Os países devem agir para evitar que seus povos vivam o desemprego e perdas dos direitos sociais», acrescentando que o seu país tem conseguido aliar crescimento a distribuição de rendimentos.

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