Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
30
Abr 13

 

A União de Sindicatos do Distrito de Beja assinala o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, uma data onde é dado relevo à luta dos trabalhadores e do povo contra o empobrecimento e contra a destruição dos direitos constitucionais.

Na cidade de Beja realiza-se, a partir das 10.00 horas, nas Portas de Mértola, uma concentração seguida de um desfile a pé que tem como destino a Casa da Cultura para onde estão previstas algumas intervenções sindicais.

Nas barragens da Rocha, no concelho de Ourique, do Roxo, concelho de Aljustrel e do Enxoé, concelho de Serpa as iniciativas começam à hora do almoço e incluem animação cultural e musical e intervenções sindicais.

27
Mar 13

Cerca de 50 idosos, reformados, aposentados e pensionistas concentraram-se ontem, em plenário, junto à Segurança Social, em Beja, onde aprovaram, por unanimidade, uma moção sobre reivindicações imediatas. 

De acordo com o documento os reformados querem “aumento do valor de todas as pensões de reforma (...), restituição dos subsídios de férias e de Natal retirados (...), alteração do indexante dos apoios sociais e a revisão do regime de acesso às prestações sociais não contributivas (...)”. Os idosos exigem ainda a “garantia a todas as pessoas de um médico e um enfermeiro de família, revogação do regime de taxas moderadoras(...) e a reposição da concessão de desconto de 50% para idosos em todos os tipos de transporte colectivos”.

Da Segurança Social ninguém esteve disponível para receber esta moção.

Esta acção inseriu-se no âmbito as Semana de Luta da Inter-Reformados e conta com a participação do MURPI (Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos), União dos Sindicatos do Distrito de Beja e CGTP-IN.

publicado por Zé LG às 00:37
08
Mar 13

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada.

publicado por Zé LG às 12:37
08
Mar 13

27
Fev 13

No próximo sábado, dia 2 de Março, pelas 16 horas, Évora adere à manifestação nacional, que se realiza em mais de 40 cidades de todo o país sob o lema "Que se Lixe a Troika!| O Povo é quem mais ordena". 

Na rua vamos dizer, a uma só voz, que estamos contra a austeridade, o corte dos direitos sociais, o corte nos salários e nas reformas. Que estamos contra o desemprego que não cessa de crescer. Que estamos contra a fome e a miséria e contra os que nos querem representar, desligados dos problemas reais d@s portugues@s. Vamos para a rua dizer que estamos pela vida, pela educação, pela saúde para todos, por uma sociedade autogerida por quem produz toda a riqueza. Por um país sem exploração nem opressão.
Já chega! Basta! Outro mundo é possível.Contamos contigo!

 

Concentração às 16 horas na Praça do Giraldo, em Évora. 

Manifestação: 17 H - Praça do Giraldo/Largo Camões/ Templo Romano/Rua 5 de Outubro
Assembleia Popular c/ microfone aberto: 18H - Praça do Giraldo
Grândola Vila Morena, a muitas vozes, 18,30H, Praça do Giraldo

26
Fev 13

Os trabalhadores da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, foram ontem à Assembleia Municipal de Beja, para perguntar ao presidente da Câmara, qual a sua posição sobre a integração dos trabalhadores no quadro da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo.

Pulido Valente respondeu aos trabalhadores, que o ouviram de pé, afirmando que estranhava a forma como a situação se estava a passar e que esta tinha outros fins que não quis classificar, considerando que este é um assunto demasiado importante para ser tratado da forma que está a ser tratado, em que se tenta explorar do ponto de vista politico/partidário uma situação que não tem nada desses contornos.

 

Os trabalhadores da Ambaal negam categoricamente a acusação, deixando claro que o que os move, nesta e noutras tentativas de esclarecimento, é perceber por que se arrasta continuamente a necessária tomada de decisão que garantiria o posto de trabalho de mais de 40 pessoas.

Recordam, igualmente, que, de momento, a Ambaal é a única associação de municípios do País que ainda não resolveu a questão da integração dos seus trabalhadores, tendo em conta o processo de extinção em curso.

25
Fev 13

Dezasseis crianças saíram ontem de um infantário de Évora. Foram retiradas pelos pais após estes descobrirem que as crianças, a mais velha com três anos, não eram convenientemente alimentadas.

Até ontem os pais pagaram 300 euros por mês para manterem os filhos nesta creche situada numa das mais novas zonas da cidade, junto a uma das saídas de Évora. A creche não tem cozinha própria. Os almoços eram fornecidos através de catering por uma empresa de Évora.

Uma mãe terá desconfiado que algo se passava porque sempre que ia buscar o filho via os meninos com um copo na mão cheio de cereais. Esta desconfiança ficou reforçada quando o dono da empresa de catering terá dito algures que para aquela creche todos os dias levava 5-cinco-5 refeições indicadas para crianças.

Combinados, alguns pais foram à creche no dia seguinte e ficaram chocados com a situação que encontraram: as cinco refeições eram divididas pelas 16 crianças.

A educadora terá sido "apertada" confirmando toda a história. Ao que parece, frequentemente era misturada água na sopa para aumentar a dose e a comida, dividida, todos os dias saía pouca. Parece que era visível que os meninos tinham fome! De tal forma que a educadora e a auxiliar se viram na obrigação de comprarem cereais para diariamente matarem a fome das crianças.

As duas funcionárias - auxiliar e educadora - estavam com vários meses de ordenados em atraso nesta creche que, repito, cobra 300 euros por cada criança.

As crianças saíram da creche e no dia seguinte foram todas integradas numa instituição da cidade ligada à igreja que não só recebeu as crianças como contratou de imediato a mesma educadora e a mesma auxiliar para tomarem conta dos meninos.

Esta história é verdadeira. Passou-se esta semana em Évora.

Os pais destas crianças ficaram muito descansadas porque os seus filhos estão agora noutra creche em segurança e não quiseram tornar pública esta história através da comunicação social alegadamente por MEDO. Repito M-E-D-O!!!

Fiquei sem saber se terão apresentado queixa na Segurança Social ou na ASAE ou noutro sítio qualquer, ou se também tiveram MEDO!

Não terão estes pais pensado que foram contratar para tomar conta dos filhos duas pessoas que passaram meses a negligenciar a vida as crianças sem falarem com os pais e denunciarem uma patroa-creche que nem sequer lhes pagava os ordenados. Terá sido MEDO?

Os pais que esta semana tiveram MEDO de denunciar publicamente esta situação não terão pensado que na próxima semana mais 16 crianças, a troco de 300 euros mensais, podem entrar naquela creche e começar a sofrer o mesmo que os seus filhos já passaram e, eventualmente, os donos da creche voltarem a ficar com o dinheiro e nem sequer pagarem aos funcionários.

Tudo isto por MEDO!!! M-E-D-O!!!

Eu, jornalista e pai de filhos, senti-me esta semana comovido com a história dos meninos. Amplamente chocado com o silêncio dos pais!

Publicada por Paulo Nobre às 22:36, aqui.

 

 

Obrigado Paulo Nobre, por teres feito o que competia aos pais daquelas crianças!

Mas a questão que se pôe é a de saber se uma situação destas fica assim, sem que as autoridades competentes. Será que vivemos em plena impunidade, pelo menos alguns?

31
Ago 12

O Tribunal decidiu que a Câmara de Ferreira do Alentejo tem de repor a entrega de água potável aos moradores do concelho que não têm acesso a este bem, e que se viram privados do mesmo, por decisão da autarquia. Determina igualmente, o pagamento de uma multa, diária, por cada dia de atraso no incumprimento desta decisão.

Este é o resultado da providência cautelar interposta por Paulo Conde, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos, que entretanto foi alvo de recurso por parte da autarquia ferreirense e que conhece agora a decisão final sobre esta matéria.

 

O que leva a Câmara de Ferreira do Alentejo a insistir em negar água potável a quem assegurava esse bem essencial, até decidir arbitrariamente cortar o seu fornecimento?

Será esta a melhor forma de manter Ferreira Sustentável ?

29
Ago 12

A Comissão de Utentes da Saúde e Outros Serviços Públicos do Concelho de Serpa agendou para a próxima sexta-feira, pelas 18 horas, na Praça da República daquela cidade, uma concentração para contestar o encerramento do serviço de urgência no Hospital de S. Paulo e exigir a instalação do Serviço de Urgência Básico.
De acordo com a Comissão, “a política de saúde que tem vindo a ser executada tem dificultado cada vez mais o acesso da população do concelho aos serviços de saúde, nomeadamente o encerramento de serviços do Hospital de São Paulo, o aumento das taxas moderadoras e a redução dos transportes não urgentes”.

11
Jul 12

A Comissão Concelhia do PCP de Ferreira do Alentejo manifesta-se contra o corte de abastecimento de água às populações e a perda de direitos dos trabalhadores da Câmara, no que se refere ao transporte dos mesmos para o local de trabalho. Manuel Reis, vereador da Câmara de Ferreira, garante que estas declarações não correspondem à verdade, no que se refere à distribuição de água e que quem precisa, efectivamente deste serviço, continua a recebê-lo. Na questão do transporte referiu que devido à conjuntura actual, o mesmo foi cortado, mas a autarquia continua a garantir o transporte aos funcionários que não podem deslocar-se por meios próprios.

19
Jun 12

O MSE interpreta como provocatórias as declarações do Presidente da República na sequência da promulgação às alterações ao Código do Trabalho, que só trarão mais precariedade, exploração e desemprego. É absolutamente paradoxal que Cavaco Silva tenha promulgado estas alterações e exorte a que, “a partir de agora”, se “assegure” a estabilidade legislativa “com vista” à “recuperação” do investimento, criação de emprego e relançamento “sustentado” da economia. Como o próprio sabe, com estas alterações, nada do que diz vai acontecer. Se a ideia era atirar-nos areia para olhos... não resultou! Por isso no dia 30 estaremos na rua!


Verem: http://www.facebook.com/events/278059855623119/

16
Jun 12

Miguel Macedo afirmou que: “o memorando não tem como objectivo garantir crescimento e emprego”.

Uma demonstração clara de que o desemprego estrutural faz parte da política deste governo e da troika.


O MSE não aceita que trabalhadores no activo e desempregados continuem a ser mais sacrificados com políticas que levam a um retrocesso histórico em nome da manutenção de lucros de um sector minoritário da sociedade.


 

Por isso estaremos nas ruas no próximo dia 30!

publicado por Zé LG às 01:02
08
Jun 12

O Tribunal Constitucional (TC) vai ter de pronunciar-se novamente sobre a conformidade dos cortes nos salários dos trabalhadores da Administração Pública aplicados desde 2011, forçado por uma decisão até agora inédita do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, que proferiu dois acórdãos considerando inconstitucionais os artigos do Orçamento do Estado (OE) de 2011 que determinaram uma diminuição, entre 3,5% e 10%, das remunerações acima de 1.500 euros.

O TAF do Porto diz que as normas violam os princípios constitucionais da «igualdade», «proporcionalidade» e «protecção da confiança» e que «Sendo o défice orçamental um problema de todos e por todos gerado, a solução desse problema deve recair sobre todos os portugueses e não apenas sobre aqueles que exercem funções públicas».

 

Apoiado!

19
Mai 12

19
Mai 12

O Bloco de Esquerda homenageia hoje Catarina Eufémia. O BE faz, ao final da tarde (19 horas), uma romagem ao cemitério de Baleizão com a presença do capitão de Abril, Mário Tomé. Segue-se uma homenagem a Catarina Eufémia e ao seu sobrinho, Manuel da Saudade, dinamizador da UCP “Terras de Catarina” e da Reforma Agrária em Baleizão.
A homenagem termina com um jantar convívio naquela localidade.

publicado por Zé LG às 09:18
02
Mai 12

"A distribuição actual dos recursos económicos condena a esmagadora maioria da população mundial à pobreza e ou à incerteza diárias, e deixa às gerações futuras uma herança marcada pelos riscos do meio ambiente. Tudo em beneficio de uns poucos. Reclamamos justiça social, não daremos um passo atrás na defesa dos nossos direitos. Os nossos representantes têm a obrigação de fazer face às nossas necessidades, devem ouvir-nos. Transformemos as ruas no maior megafone do mundo a 12 de Maio.
Porque somos os 99%.
Porque não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros.
Ocupemos as ruas a 12 de Maio"

 

CONVOCATÓRIA
Quarta-feira, dia 2 de Maio, pelas 18,30 horas, na Praça do Sertório, convidam-se todos os contestatários, indignados, revoltados, insubmissos, sonhadores e revolucionários para pensarmos em conjunto o que podemos, devemos e queremos fazer em Évora no dia 12 de Maio/Primavera Global. O tempo é de nos manifestarmos e ocuparmos o espaço público. As praças são nossas. Os Largos também. Mas não só!!

publicado por Zé LG às 17:36
24
Abr 12

A partir do próximo dia 26 de Abril quem não possuir serviços de televisão por subscrição, e se receber o sinal através de uma antena convencional, terá obrigatoriamente que mudar para a TDT – Televisão Digital Terrestre ou então deixará de ver televisão.

Quem ainda não tem equipamento, terá de adquirir o seu descodificador com a norma Mpeg 4 H.264 ou uma TV compatível com a TDT portuguesa e se necessário instalar uma nova antena para poder continuar a visualizar os quatro canais nacionais de sinal aberto.

 

É retirado um serviço a quem não tem dinheiro para comprar uma nova televisão ou o adaptador e a antena e o governo dá cobertura a isto e as oposições acomodam-se como se não se tratasse que aumentar as desigualdades entre quem tem e quem não tem dinheiro.

O mínimo que seria de exigir é que fosse entregue uma nova televisão ou o equipamento necessário a quem não tem possibilidades de os comprar. Mas isso seria esperar de mais de um governo e de um país que ignora a pobreza que atinge cada vez mais portugueses.

19
Mar 12

Saiba tudo sobre esta Greve Geral em: http://www.grevegeral.net/

08
Mar 12

07
Fev 12

Os governantes falam muito da necessidade de aumentar a produtividade, como se esse aumento fosse a chave para a resolução dos problemas que atravessamos. Este aumento pode ser importante, mas também pode contribuir pouco para a resolução dos principais problemas e até agravá-los, aumentando o desemprego, a concentração da riqueza e as desigualdades.

O que importa mais é criar mais postos de trabalho, produzir mais o que mais falta faz, e distribuir melhor a riqueza. Este é o caminho para o crescimento, o desenvolvimento e a justiça social.

Prosseguir o caminho, que tem vindo a ser seguido, do aumento do desemprego, da concentração da riqueza e do acentuar das desigualdades só contribui para a recessão económica e para a destruição do estado social.

Quantos menos trabalharem mais têm de contribuir para manter os que não trabalham, porque o não podem fazer, por incapacidade, porque ainda ou já não têm idade para trabalhar ou porque não conseguem arranjar trabalho.

O cerne do problema está neste último grupo. Para que serve aumentar a produtividade e o tempo de trabalho se continuar a crescer o número de desempregados, a não ser para aumentar os lucros de algumas grandes empresas e os dividendos escandalosos dos respectivos accionistas? O que mais importa é criar condições para que todos os que possam e queiram trabalhem e produzam, porque assim, para além de assegurar o crescimento económico e o progresso social, se evitam também problemas de saúde pública e se combatem eficazmente os défices.

Por tudo isto, é vergonhoso e ofensivo da dignidade das pessoas governantes falarem dos trabalhadores como se fossem preguiçosos e não quizessem trabalhar, como se existissem postos de trabalho para quem queira trabalhar. Governantes que assim actuam não são dignos de exercer os cargos que ocupam.

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