Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
14
Mai 13

A Câmara de Beja, a convite da Segurança Social, vai integrar o CLDS+.  “Os CLDS+ têm o objectivo de contribuir para o aumento da empregabilidade, para um combate articulado contra a pobreza crítica, em especial garantindo uma maior protecção às crianças, aos jovens e aos idosos, fornecendo instrumentos adequados nas respostas às calamidades, sempre tendo em mente a aposta num superior desenvolvimento local e especial atenção na concretização de medidas que promovam a inclusão activa das  pessoas com deficiência e incapacidade”, lê-se na portaria publicada em Diário da República.

Durante dois anos vão ser desenvolvidas acções mais aprofundadas, revelou (http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=807) Jorge Pulido Valente. O presidente da Câmara de Beja considera que o Contrato Local vai reforçar o trabalho feito pela rede social e pelo gabinete de desenvolvimento social.

25
Mar 13

publicado por Zé LG às 08:46
16
Mar 13

Há dias, no funeral de um amigo comum, perguntei a um amigo que não via há tempos:

- Então como vai isso?

- Vai indo, mais ou menos, respondeu-me ele, embora deixando perceber que as coisas não estavam bem.

- Mais ou menos quer dizer que não estás bem, disse eu.

- Problemas, deixou escapar...

- Estás doente, perguntei-lhe?

- Nem só a doença é um problema, respondeu...

Depois lá me contou que, depois de dezenas de ano de trabalho, tinha sido despedido num processo de despedimento colectivo, resultante do encerramento da empresa onde trabalhava.

- E agora, aos 60 anos e com a situação como está, o que vou fazer, perguntou?

Infelizmente, não é o único nem um caso raro. É este o final de uma vida de trabalho que o governo oferece a cada vez mais portugueses. E depois ainda dizem que somos todos responsáveis pela situação a que Portugal chegou... Que culpa teve este homem? Não trabalhou uma vida inteira? Não cumpriu com todos os seus deveres?

04
Mar 13

publicado por Zé LG às 08:45
17
Nov 12

O desemprego, num ano, aumentou 32,2% no Alentejo, passando de 24 473 para 32 358 inscritos nos Centros de Emprego da Região. Os números foram revelados pelo IEFP. Segundo este Instituto, a nível nacional, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 22,5% em outubro em termos homólogos e 1,7% face ao mês anterior, para 695.000 desempregados. 

 

Como em tudo o mais, são as regiões mais debilitadas as que mais sofrem com a crise. Este dado do desemprego é apenas mais um que vem confirmar isso: aumentou 32,2% no último ano no Alentejo, enquanto a média nacional desse aumento foi de 22,5%.

Também aqui estão a acentuar as desigualdades e a atingir mais os mais frágeis. A continuar assim, conseguem mesmo transformar “isto” num deserto.

publicado por Zé LG às 00:23
03
Nov 12

Quando o actual governo rouba o 13º e o 14º mês aos reformados e à função pública;

  • rouba mais de um salário aos trabalhadores do privado;
  • destrói o SNS;
  • destrói a escola pública e a universidade pública;
  • promove o desemprego;
  • promove a redução da remuneração do trabalho ou
  • promove a fome e a miséria,

viola a Constituição da República Portuguesa e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, torna-se num criminoso em actividade.

Recorde-se que, tanto a Constituição da República Portuguesa como a Declaração Universal dos Direitos Humanos tornam a justiça explícita na forma de lei. É dessa forma que se mantém a paz entre os cidadãos já que aquilo que está acordado permite uma vida justa e digna para todos.

Este governo, ao submeter os mais débeis aos mais fortes, eliminou a justiça e deixou unicamente a lei. Como consequência, fez com que grande parte da população deixasse de ter lugar.

Por outras palavras, isto significa que o governo violou e viola a Constituição da República Portuguesa e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou seja, o governo quebrou a paz social. Isto legitima a acção de todos os cidadãos que agora têm o dever de preservar a paz e o bem-estar proclamados nestes documentos.

Por estas razões, e ao abrigo do Artigo 21º da Constituição da República Portuguesa, o MSE, Movimento Sem Emprego, e aqueles que estão a ser vitimas das acções criminosas deste governo reservam para si e para todos os cidadãos o direito à desobediência civil como forma de resistência dos que estão a ser atirados para a valeta por este governo.

Chega de esfolar os 99% mais pobres para que o 1% mais rico mantenha os seus privilégios.

publicado por Zé LG às 09:52
18
Out 12

Concelho de Beja somava 2 mil 252 desempregados em Setembro  

Beja: Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados apoia mais de 2 mil pessoas

 

E agora é de quem? É da pesada herança da CDU.... E assim vamos tentando passar ao lado da realidade. O desenvolvimento regional e o crescimento económico não acontecem enquanto não existirem políticas nacionais que os promovam, designadamente através de um Programa Nacional de Desenvolvimento Regional, de investimento público em áreas estratégicas e de apoio às pequenas e médias empresas.

O papel das autarquias deve ser principalmente facilitador e de criação um clima favorável à instalação e desenvolvimento de empresas, amigo das empresas.

07
Out 12


Ainda no final do discurso de Cavaco Silva, uma mulher, que se encontrava no fundo da sala, começou a protestar dizendo que lhe faltava dinheiro, medicamentos, assistência social e que queria falar com algumas das entidades presentes. A mulher de 57 anos dizia-se desesperada com a sua situação de pensionista com 227 euros por mês e que já estaria na miséria completa senão fosse o filho. "As pessoas têm de começar a gritar, as pessoas têm de começar a falar. Tudo isto é um disparate, com esta gente aqui cheia de dinheiro", gritava quando a segurança a tentava por fora da sala. 

Aos jornalistas, depois, diria que era alentejana e que estava desempregada. http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=592755&tm=8&layout=123&visual=61




05
Out 12

07
Ago 12

Em Junho a taxa de desemprego subiu para os 15,4% - o nível mais alto de sempre. Meio milhão de desempregados já não tem acesso ao subsídio de desemprego e, se nada for feito, as novas regras vão tornar o quadro mais negro - os subsídios vão ser pagos durante menos tempo e os montantes serão menores. É neste contexto que o governo tem a sórdida iniciativa de anunciar que um desempregado pode acumular parte da prestação do subsídio de desemprego com trabalhos a tempo completo, que paguem abaixo do subsídio de desemprego recebido. Diz o governo que: "é um apoio financeiro para os desempregados que recebem subsídio de desemprego e que voluntariamente aceitem ofertas de emprego, a tempo completo, com um salário (bruto) inferior ao valor do subsídio que recebem." É urgente desconstruir a propaganda deste governo – não há aqui qualquer apoio financeiro. O que se pretende é usar parte do salário que os trabalhadores descontaram para a Segurança Social para pagar parte do salário do seu novo emprego. Isto é inaceitável. Se o desempregado passa a trabalhar em horário completo deixa de ser desempregado e passa a trabalhador no activo - logo tem que ter um contrato de trabalho e receber a totalidade do salário a que tem direito pago pela nova entidade empregadora – e não pelo estado. O MSE repudia e combaterá mais esta medida que acentua descaradamente a precaridade e desresponsabiliza as empresas dos seus deveres para com os trabalhadores.

25
Jul 12

Ponte de  Sor, um dos concelhos do Alto Alentejo, onde o desemprego mais tem crescido nos últimos tempos, foi escolhido pela USNA para a realização quarta-feira de uma jornada de desassossego em defesa dos direitos dos trabalhadores e por mais emprego, que envolverá reuniões e contatos nos locais de trabalho das principais empresas e serviços, e ações de rua com a população..

O dirigente da USNA, José Janela, defende a introdução de alterações á nova legislação laboral que entra em vigor a 1 de agosto, nomeadamente ao nível da proteção do emprego e flexibilidade.

02
Jul 12

A verdade é uma coisa simples: a vida não é formatável pela troika. A esperança também não. A vontade de viver também não.

Há uma outra coisa, igualmente simples, que os financeiros e os especialistas no cash-flow e nos mercados ainda não se deram conta: a malta nova (muito em especial essa) está a ficar farta disto. Os desempregados também. Os que são explorados com salários indignos também.

Trecho do texto publicado por em 14:32 , no seu Avenida da Salúquia 34

30
Jun 12


Em Lisboa, no Porto, em Coimbra e em Braga realizou-se este sábado um protesto simultâneo do Movimento Sem Emprego, que se apresenta como o primeiro movimento de trabalhadores desempregados do País.
publicado por Zé LG às 23:58
19
Jun 12

O MSE interpreta como provocatórias as declarações do Presidente da República na sequência da promulgação às alterações ao Código do Trabalho, que só trarão mais precariedade, exploração e desemprego. É absolutamente paradoxal que Cavaco Silva tenha promulgado estas alterações e exorte a que, “a partir de agora”, se “assegure” a estabilidade legislativa “com vista” à “recuperação” do investimento, criação de emprego e relançamento “sustentado” da economia. Como o próprio sabe, com estas alterações, nada do que diz vai acontecer. Se a ideia era atirar-nos areia para olhos... não resultou! Por isso no dia 30 estaremos na rua!


Verem: http://www.facebook.com/events/278059855623119/

12
Jun 12

22
Mai 12

20
Abr 12

Portugal segue um caminho autodestrutivo: mais de um milhão de homens e mulheres estão sem emprego. Há cada vez menos emprego com direitos. Ao mesmo tempo reduzem-se as prestações sociais, dificulta-se o seu acesso e facilita-se a sua retirada.

O trabalhador desempregado está apto a trabalhar e quer trabalhar.

O trabalhador desempregado não quer esmola, quer emprego com direitos para si e para os seus concidadãos.

O trabalhador desempregado precisa de apoio social na procura de emprego, mas acima de tudo precisa de um emprego digno, estável, que cumpra os seus direitos constitucionais, para poder viver uma vida independente e contribuir, como os seus concidadãos, para o bem comum.

O Movimento Sem Emprego considera que um trabalhador desempregado não é um criminoso. Assim exige ainda, para além do presente nestes artigos:

1. O fim do tratamento discriminatório e punitivo do trabalhador desempregado:

- Fim do “termo de residência” enquanto tem direito às prestações sociais para as quais contribuiu;

- Fim da obrigação de aceitar situações incompatíveis com a procura de emprego ou melhoria de qualificações, como por exemplo o voluntariado, que não representa um verdadeiro emprego com os respectivos descontos para a segurança social;

- O trabalhador desempregado, enquanto cidadão digno, apto e empenhado em encontrar emprego exige o fim da discriminação e difamação a que é sujeito pela imprensa, comunicação social e comunicados governamentais.

2. Exigimos ainda a criminalização do trabalho precário, temporário, sub-emprego e trabalho sem direitos que exijam ao trabalhador desempregado, precário ou sub-empregado as responsabilidades e deveres de um trabalhador empregado.

O Movimento Sem Emprego é constituído por trabalhadores que alternam a sua condição entre o desemprego, o sub-emprego ou a precariedade. Estamos empenhados na união dos trabalhadores desempregados e no combate político de defesa dos seus direitos. O Movimento Sem Emprego pretende ainda dar apoio jurídico e denunciar situações de incumprimento, de injustiça, de criminalização e opressão dos trabalhadores desempregados.

 

Parte do Manifesto do Movimento Sem Emprego, que pode ler na íntegra em: http://www.movimentosememprego.info/content/manifesto-do-movimento-sem-emprego

25
Mar 12

Se há circunstância que nos tira o sono verdadeiramente são os números alarmantes do desemprego", garantiu Miguel Relvas.

publicado por Zé LG às 17:49
20
Mar 12

publicado por Zé LG às 22:12
06
Mar 12

O MSE - Movimento Sem Emprego

promove uma iniciativa hoje,

dia internacional dos Desempregados,

no centro de emprego do Conde Redondo,

com o objectivo de fazer uma inscrição simbólica,

mostrando que há muitos desempregados

que não estão contabilizados nas estatísticas oficiais,

e, paralelamente, divulgar o próximo plenário

(dia 15 de Março)

e mobilizar para uma coluna de desempregados

que irá participar na manifestação

da próxima greve geral (22 de Março).

publicado por Zé LG às 12:44
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LG, é isso e as festarolas...e a minha água cheira...
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Também concordo.
Concordo contigo.
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