Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
05
Fev 18

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Doze directores de serviço do Hospital José Joaquim Fernandes em Beja divulgam hoje um manifesto em que expressam a sua preocupação pela situação de “absoluta carência de médicos” para fazer face às necessidades assistenciais da população nesta unidade de saúde.  “Está muito complicado”, desabafou ao PÚBLICO Ana Matos Pires, directora do serviço de psiquiatria, alertando para o “risco iminente” de colapso das urgências de pediatria e obstetrícia e para as “graves dificuldades” existentes nos serviços de anestesiologia, radiologia, cirurgia geral e ortopedia. “Faltam sobretudo médicos especialistas”, refere Ana Matos Pires, criticando a “não abertura de concursos para recém-especialistas em 2017”. Esta “grave lacuna” surge associada às “dificuldades acrescidas de atrair e manter novos clínicos nesta região”. 

O caminho a percorrer para minorar as carências que existem nos serviços de Saúde do Baixo Alentejo, passam por “uma discussão alargada” que ainda não foi possível concretizar. “Sem sugestões realistas e concretas os problemas não serão ultrapassados”, diz, alertando para necessidade de os discutir e tentar resolver.

publicado por Zé LG às 12:51
Fim à paz podre.Parece que resolveram mexer-se.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 12:54
Doze diretores de serviço acabaram com a tranquilidade dos utentes da ULSBA. Vão ser processados?
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 13:10
Porquê?
Os funcionários já podem dizer a verdade?
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 14:35
Por prejudicarem a imagem da empresa...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:00
O reboliço que vai hoje no sexto piso!...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:04
Mas este é um abaixo assinado caloroso para o CA.Juntam-se as vozes do poder à dos oprimidos.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:09
E por que diabo deveria ser um Manifesto diferente? Por que diabo as preocupações das chefias clínicas intermédias haverão de ser diferentes das do CA? Que raio de visão a preto e branco. É por estas e por outras semelhantes que esta terra só perde, a desunião e a picardia são a pedra de toque.
Porque este Manifesto refere-se a dois problemas nacionais.Os concursos nacionais de 2017 e a colocação de médicos no interior.O Ministério sabe muito bem do primeiro assunto em Que pontos está e porquê.O segundo tema o Sr.Ministro e seus colaboradores ,bem como outros Ministerios anteriores,estão fartos de saber o que querem descriminar positivamente , como e porquê.E por demais conhecido ,debatido e que interesses serve.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 19:53
Então qual é o objetivo por trás de lançar o alarme à população?
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:04
Qual será então o objectivo desta lapalissada, como muito bem qualificou um anónimo que para aqui alvitra?
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:58
Protagonismo nos órgãos de comunicação social nacionais.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 21:41
É isso e cuspir na sopa.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 21:53
Talvez o mesmo objectivo do exame psiquiátrico ao morto, pedido que segundo o Juiz Presidente, José Lucio,nunca existiu como refere o Notícias Lidador,na página do dia 5 de Fevereiro de 2018.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:08
Pois não... só foi perguntado se seria possível aferir as capacidades testamentárias de um morto com base nos dados clínicos anexos que nunca, mas mesmo nunca, teve um qq contacto com a psiquiatria nem com a neurologia - chama-se um "perícia especial" obviamente médico-psiquiátrica pq dirigida a um... serviço de Psiquiatria.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:33
Desista, quando tenho de pedir desculpa faço-o sem qualquer problema, não é o caso. Em relação à notícia do DN, com dados que não estão corretos, tanto quanto sei o direito ao contraditório já foi disponibilizado.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:38
Bora discutir Saúde no Baixo Alentejo? Ou isso agora não interessa nada, como dizia a outra?
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:39
Bora, vamos lá discutir a saúde no Baixo Alentejo.O financiamento não deu discussão como o LG pretendia.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:52
Para fórum de discussão sobre a Saúde no Baixo Alentejo, mal ou bem utilizado, o Alvitrando tem servido. Veio aqui quem quis. Veremos se agora mais algum dos doze magníficos virá, assumindo a sua identidade.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 23:04
Ponto 1, essa dos "magníficos" deve DE ser para o(a) mandar à fava. Se se assumem posições públicas é porque se assumem posições públicas, se não se assumem posições públicas é porque não se assumem posições públicas.

Ponto 2. Era o que mais faltava que as pessoas se sentissem obrigadas a participar em discussões blogosféricas. Nunca dei pela presença de qualquer dos meus outros 11 colegas por estas bandas - pq não lhes apetece, pq não lhes interessa, pq não querem... sei lá, estão no direito deles - pq deveriam (deverão) fazê-lo agora?
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 23:11
1. Se a Dra. está a condensar os objetivos na motivação para um fórum, de facto podia ter aberto um blogue específico.
2. Parece que a Dra. está a tentar esvaziar o significado interno (na ULSBA) desta tomada de posição coletiva.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 23:29
ahahahahahahahahahhahahahahhahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahaha lá m'engasguei outra vez.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 23:32
Disfarce, que Freud explica.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 23:37
Já cá faltava o tio Freud, coitado quase sempre tão mal "chamado" tsc tsc tsc
(não me apetece desconversa, pelo menos hoje, nem conversa mole)
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 23:41
Dra., confesse que foi uma iniciativa um tanto ou quanto “naïf”...
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 00:20
Se considera "naif" que médicos se preocupem com a saúde das populações que servem então... sim. Que quer que lhe diga, que quer que faça para além de ironizar?
Ana Matos Pires a 6 de Fevereiro de 2018 às 00:25
Não se considera tal se o pensam, mas expressá-lo assim.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 00:33
A propósito de Lidador, este título de hoje é falso "Beja: Doze diretores de Serviços do Hospital ameaçam demitir-se". Não houve qualquer "ameaça" de nada.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:53
Se o tivessem feito, até podiam ter sido levados a sério.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 00:21
Claro, o que interessa é avançar sempre, e logo, para a ameaça, para o derrotismo. Implicarmo-nos nos problemas e na tentativa da sua resolução é limpar o rabinho a meninos e não tem qualquer interesse, sobretudo é um tédio sem graça nenhuma. Estranha maneira de exercer cidadania, ética e deontologia.
Ana Matos Pires a 6 de Fevereiro de 2018 às 00:28
Dra., o que as pessoas na ULSBA não entenderam ainda é porque raio estes diretores que estiveram tão calados partem agora para pôr em público as suas preocupações. Querem demarcar-se de quê?
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 00:36
"Demarcar-se", neste contexto, é a palavra mais infeliz que podia ter usado, mais infeliz, inapropriada e patética.

Nem comento o "sempre calados".
Ana Matos Pires a 6 de Fevereiro de 2018 às 09:29
Pois não comente porque é verdade e mais que verdade,verdadinha.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:02
O objetivo? Olhe, por exemplo ser ajudado pela Ordem dos Médicos, dar voz a Beja e às gentes desta terra https://www.jn.pt/local/noticias/beja/beja/interior/ordem-alerta-para-falta-de-medicos-no-hospital-de-beja-9099261.html

Precisa de um desenho a cores ou está esclarecido(a)?
Toca a avançar, rápido e com eficácia.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 01:07
Vamos fazer o fórum de discussão, aberto aos calados e aos rezingões, com a voz do Conselho de Administração .
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:21
Sempre quero ver isso!
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:46
Ou é pateta ou faz-se.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 21:51
”discriminar”,foi engano óbvio.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 22:21
Com o anterior CA tinham processos disciplinares porque a imagem da empresa estava sempre em causa, por qualquer funcionário que abrisse a boca para dizer verdades que todos sabem.
Esperemos que os socialistas não sigam o mesmo desígnio.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:06
Bem diz a Dra. que não foi preciso coragem.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:29
Coragem para um assunto que é uma verdade “la pali...”,não é necessária.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:54
Uma lapalissada é o que este anónimo quis dizer , cálculo.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:56
A sério, tudo isto me deixa tão triste. O que interessa é a pseudo-política de trazer por casa, o medo, a crítica gratuita, a guerrinha da tanga. O que está em causa, meus senhores, não é nada disso. O que está em causa é querer mais e melhor saúde de um modo claro, é pedir ajuda e mostrar disponibilidade para resolver problemas graves para toda uma população que merece todo o nosso respeito, é discutir políticas de saúde e estratégias de saúde locais... é a melhoria da prestação dos cuidados médicos.

Acham mesmo que um Conselho de Administração que integra dois médicos e um enfermeiro - sem desqualificação dos outros dois elementos mais "burocratas", por acaso um deles com formação de base na área da saúde - não quer o mesmo? Tenham juízo.
Se fica triste sabe que antidepressivo usar. Não diga que ainda não percebeu que o provincianismo bejense é mesmo assim.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:02
Tristeza não é sinónimo de depressão, mal de nós se perdemos o direito a estar tristes. Recuso-me a aceitar esse tipo de menorizações generalistas.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 21:50
A pseudo política parece-me mesmo o termo indicado para esta eminência parda chamada “manifesto”.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:05
Então o PS votou contra na Assembleia da República para a abertura dos concursos médicos , no prazo de um mês.
Todos a favor,incluindo o PSD, e PS contra!
Então Sr.Ministro oque pretende? Que os médicos saiam todos?
Cada vez entendo menos disto...
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 20:55
A determinação de "vínculo de emprego público na modalidade de contrato de trabalho em funções públicas" levanta-me muitas questões, nomeadamente da justiça comparativamente a outras profissões.
Se querem concursos abertos e recuperação do que tem sido destruído num passado recente, abertura imediata dos concursos.
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2018 às 08:54
Sem dúvida, e já vai tarde, existem recém-especialistas de duas épocas de 2017 e nenhum concurso hospitalar aberto (exceção feita para os Açores, pq tem a possibilidade de decisão local - e, segundo o Alexandre Lourenço da OM, conseguiu que 48% dos seus recém-especialista ficassem no arquipélago).
Sugestão para análise do problema no contexto específico do Hospital de Beja: taxa de provimento de assistentes formados no Hospital em vagas do quadro hospitalar versus a mesma taxa quando já não há quadro de pessoal.
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2018 às 10:58
Provavelmente diminuiu, como diminuíram as idoneidades formativas dos serviços, certo? Uma correlação não é, nunca, um fator causal, atenção. Se fizermos a análise dos especialistas que, por vontade própria, passaram de contrato em funções públicas para CITs ou prestação de serviços também vai aumentar ao longo dos anos.

De qualquer modo proponho uma outra avaliação paralela, por questionário direto, aos recém-especialistas formados na ULSBA: "O que prefere,fazer um contrato em funções públicas ou um CIT com discriminação positiva?". E aos médicos internos: "É mais importante ter a garantia que lhe fazem um contrato em funções públicas no final do seu internato ou uma melhoria das condições formativas durante o mesmo?".

Só mais uma crítica metodológica à proposta, esse tipo de aferições não devem ser feitas com amostras pequenas mas antes utilizando todo o universo nacional, porque a lei é geral, pelo menos neste momento (tv usar "puxar" pelo exemplo açoreano valha a pena). Mas concordo, discutir assim é preciso.
* o usar está a mais, esqueci-me de apagar depois de ter escrito "puxar"
Ana Matos Pires a 10 de Fevereiro de 2018 às 11:43
Não negando a lógica das leis que abrangem todo o território nacional, as especificidades, assimetrias e carências do interior do país necessitam medidas específicas para serem corrigidas. As regiões autónomas têm algumas possibilidades que também na nossa região seriam úteis.
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2018 às 12:54
Completamente de acordo, é desse tipo de coisas que falo qdo falo em "discriminação positiva".
Ana Matos Pires a 10 de Fevereiro de 2018 às 12:55
Quando digo que essas possibilidades específicas devem ser dotadas, proponho também que exista autonomia suficiente para uma estratégia própria de desenvolvimento da unidade local de saúde.
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2018 às 13:01
Outra vez de acordo.
Ana Matos Pires a 10 de Fevereiro de 2018 às 13:04
A possibilidade de desenvolver projetos profissionais muitas vezes é o fator que falta para a fixação de novos especialistas.
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2018 às 13:15
Isssssssssso. Obrigada, marreca de dizer isso, marreca.
Ana Matos Pires a 10 de Fevereiro de 2018 às 13:16
Desafio: Srs jornalistas dos órgãos de comunicação local, dêem voz aos internos da ULSBA e perguntem-lhes o que precisariam para ficar.
Ana Matos Pires a 10 de Fevereiro de 2018 às 13:17
Os servičos do hospital de Beja estão em colapso, e todo o mundo sabe,há muitos anos.Ficaram velhos e não foram substituídos a tempo , em quantidade e muito menos em qualidade.A imagiologia não tem idoneidade para internos há anos.A Urologia fica com um só médico dentro de pouco tempo e mesmo esse já não vai para novo.A cardiologia são só dois há muito tempo.E por aí adiante. Só a Psiquiatria teve um grande investimento em recursos físicos e humanos que permitem o seu crescimento.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 19:07
Ainda há dias alguém aqui dizia que a saúde da ULSBA estava bem e recomendava-se...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 13:35
A Saúde da ULSBA está boa e recomenda-se! É porque o amigo (a) não é felizmente frequentador do Serviço de Urgência, ou de outro Serviço/ Especialidade, senão não falava assim, ou então é porque ainda acredita no “Pai Natal”!
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 14:35
Ainda vão acreditando no Pai Natal alguns parvos que por cá andam.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:03
O Sr.Ministro ainda vai perguntar hoje, onde fica esse hospital.Beja! Não há problema.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:12
Cidade de Beja em colapso total à muito tempo.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:08
Há, de haver!
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 20:28
“COLAPSO” é uma palavra muito forte. E como responde o CA? Veja-se a tibieza:
“Face ao manifesto público subscrito por doze Diretores de Serviço do Hospital José Joaquim Fernandes, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, EPE deixa expresso que, reconhecendo as dificuldades existentes em várias especialidades médicas, e os constrangimentos em atrair e fixar novos profissionais médicos na região, tudo faz, e continuará a fazer, para encontrar soluções concretas para os problemas já conhecidos.
Existe uma preocupação constante, aliada a um forte sentido de missão, no que respeita à prestação de cuidados assistenciais de qualidade à população da área de abrangência da ULSBA. E esta preocupação maior, traduz-se na certeza de que estaremos sempre disponíveis para, todos juntos, discutirmos problemas, definirmos estratégias e encontrarmos as melhores soluções.”
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 09:11
Podia ter sido um comunicado escrito há vinte anos .
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 09:57
Anódino. Irrelevante.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:05
Mas há vinte anos em vez de ULSBA,EPE teríamos Hospital Distrital de Beja-Jose Joaquim Fernandes e os administradores pouco burocratas da altura diriam em vez de “abrangência “área de influência do hospital de mais de 180 mil habitantes.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:13
Não vale a pena recordar isso.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 10:21
Música celestial!
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 21:15
Em 2013, o Dr. Frade sozinho conseguiu maior impacto mediático do que esses seus doze colegas.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 21:23
Nem tudo é impacto mediático. O que aqui importa é o impacto institucional, sobre os responsáveis e governantes.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 11:15
Um texto xoxo, uma posição frouxa, e uma porta-voz que esvaziou o balão.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2018 às 21:46
No tempo da administração nomeada pelo governo da direita a situação já era a mesma e eles estiveram calados.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 11:20
Estes doze foram nomeados pela anterior administração...
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 13:34
A primeira coisa que fiz qdo o novo CA entrou em funções foi colocar o meu lugar à disposição. Cabeça tão piquirritxa, credo.
Isso é normal, se bem que desnecessário, por redundante: quando os nomeadores cessam funções, também todos os por eles nomeados cessam. Para continuarem, legalmente deveriam ter sido formalmente reconduzidos, isto é, serem novamente nomeados.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 15:32
O atual CA bem podia aproveitar o pretexto para cumprir a lei no que respeita às nomeações de diretores de serviço, designadamente através de procedimentos concursais.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 15:37
Errado, não são procedimentos concursais.

DL 18/2017
Artigo 28.º
Processos de recrutamento
1 - Os processos de recrutamento devem assentar na adequação dos profissionais às funções a desenvolver e assegurar os princípios da igualdade de oportunidades, da imparcialidade, da boa-fé e da não discriminação, bem como da publicidade, exceto em casos de manifesta urgência devidamente fundamentada.
2 - Os diretores de departamento e de serviço de natureza assistencial são nomeados de entre médicos, inscritos no colégio da especialidade da Ordem dos Médicos correspondente à área clínica onde vão desempenhar funções e, preferencialmente, com evidência curricular de gestão e com maior graduação na carreira médica.
3 - Sem prejuízo do disposto no n.º 1, os procedimentos com vista à nomeação de diretor de serviço devem ser objeto de aviso público, de modo a permitir a manifestação de interesse individual."
Um aviso público, a que podem responder candidatos interessados, é um concurso.
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 00:03
Não não é.
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 00:11
O anónimo das 00:11 sou eu, por lapso não me "loguei".
Ana Matos Pires a 8 de Fevereiro de 2018 às 00:19
Então como lhe chama?
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 04:02
Nomeação por escolha do CA, em qualquer concurso médico há prestação de provas coisa que aqui a lei não obriga.
Refere-se a concursos para graus ou para categorias?
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 08:46
O que é certo é que Conceição Margalha não quis fazer os tais avisos públicos para os lugares de direção de serviço, optando por manter em funções os servidores da gestão anterior. No Hospital de Beja, não houve mudança resultante da geringonça. Uma leitura é legítima: ou as opções estratégicas da atual administração são a continuação das anteriores, ou os diretores executam de igual modo (acrítico) uma coisa e o seu contrário desde que continuem nos seus poleirinhos.
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 08:33
ahahahahahahahaah outra palavra deliciosamente inapropriada tendo em conta o atual momento: "(acrítico)". Vou iniciar uma coleção.
Apropriadissima. Mas há mais. Se a situação tem as suas raízes em contextos que se desenvolveram durante anos, os diretores que foram contemporizando com os problemas e as dificuldades de que só agora se queixam roçam a HIPOCRISIA. Fazem-no agora talvez por sentirem alguma fraqueza da administração, esperando ter com um pouco de pressão pública maior peso negocial.
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 08:52
ahahahahahhahahahahhahah outra deliciosa "negocial" neste contexto.
Aceitou a hipocrisia...
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:16
Tungas, fui descoberta, é o meu nome do meio: Ana Hipocrisia Matos Pires

(antes que venham para aí berrar... estou a utilizar 2h da minha "gorda" bolsa de horas para tratar do cartão de cidadão que entretanto caducou, o que me permite um tempo alargada para espreitar por aqui e responder)
Ana Matos Pires a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:29
A Dra. faz disto uma espécie de Facebook. Não há fórum que resista...
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:47
Faço disto o que isto é, uma conversa numa caixa de comentários num post de um Blog, ora essa.
Ana Matos Pires a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:49
Bora lá com a conversinha de chacha?
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:52
PS: depois de tanta explicação como é que ainda há gente que não percebeu - ou quer fazer crer que não percebeu porque o que importa não é a tentativa de resolução de problemas mas "fazer sangue" - que o Manifesto não é contra o CA, antes a favor da união de esforços?

Uma administração disponível para procurar soluções para problemas da instituição que dirige em conjunto com as pessoas que nela trabalham demonstra tudo menos "fraqueza".
Ana Matos Pires a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:37
É claro que sempre estiveram com todos os CA’s...
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 09:46
Tem tanta graça, se as chefias clínicas intermédias, cujas funções são essencialmente de gestão e coordenação clínica, são substituídas em função dos resultados de atos eleitorais é porque "ai ai ai ai, claro, já se estava à espera, jobs for the boys and girls em nomeações que não podem - e não são, digo eu - de escolha política - antes técnica, digo eu", se não são é porque "ai ai ai ai ai, claro, os gajos(as) querem é poleiro, cumprem acriticamente as determinações emanadas pelo CA, vindas da tutela, é tudo a mesma corja, então muda o poder político e os sujeitinhos(as) não são substituídos(as) para dar lugar aos jobs for the boys and girls porquê, hum?".

Como dizia o outro, decidam-se, porra!
O que é errado é fazer a generalização. Há duns e doutros...
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 08:53
Repare-se no padrão das respostas dadas pela Dra. AMP. Revida sistematicamente aspectos de forma, fugindo às questões de substância.
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 14:43
Isto é tão, mas tão bom. Ora dou cabo do "fórum", ora fujo às "questões de substância" eheeheheh (o meu outro nome do meu é Gazela, fujo a tudo).

A Dra. presume que é só uma pessoa que diz tudo...
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 16:50
Presumo nada, imagino que não é
Ana Matos Pires a 8 de Fevereiro de 2018 às 16:56
*do meio
Ana Matos Pires a 8 de Fevereiro de 2018 às 16:55
Não são coisas contraditórias...
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 17:44
Perdermo-nos em rodriguinhos - é isto que a Dra. chama estimular o debate?
Anónimo a 8 de Fevereiro de 2018 às 18:16
"Perdemo-nos" quem?
Quem se interessa pelo assunto.
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 01:03
Eu ajudo a recentrar

“Porque não podemos, nem queremos, ficar indiferentes” - Um manifesto público

Passou o ano e já findou janeiro, as dificuldades persistem.

Os abaixo assinados, diretores de diferentes serviços do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, manifestam a sua preocupação pela situação de absoluta carência de médicos para fazer face às necessidades assistenciais da população pela qual a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) é responsável.

Em particular alertamos para o risco eminente de colapso nas urgências de Pediatria e Obstetrícia e para as graves dificuldades que estão a passar a Anestesiologia, a Radiologia, a Cirurgia Geral e mesmo a Ortopedia.

A não abertura de concursos para recém especialistas em 2017 e as dificuldades acrescidas de atrair e manter novos clínicos nesta região são problemas que urge discutir e tentar resolver.
Não existem soluções fáceis, bem o sabemos, a interioridade e os acessos deficientes são dificuldades acrescidas, mas sem uma discussão alargado e sem sugestões realistas e concretas os problemas não serão ultrapassados.

Manifestamos a nossa disponibilidade para, em conjunto com o Conselho de Administração da ULSBA, a ARS Alentejo, o Ministério da Saúde e as Autarquias Locais, avançarmos com esse fórum alargado de discussão. Disso damos conhecimento público em simultâneo com o envio do presente texto às instituições referidas.

Beja, 5 de fevreiro de 2018

Ana Matos Pires
Ana Teresa Gaspar
Aniceta Cavaco
Cláudia Norte
Isabel Santos
José Vaz
Luísa Elisiário
Luíz Palma
Mª José Janeiro
Pedro Costa
Rogério Mestre
Rosa Bento
Vamos ao que interessa: o que conseguiram até agora?
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 08:35
Para além de uma posição formal da Ordem dos Médicos sobre o assunto, manifestada à Lusa, e de um comunicado público do CA, houve a disponibilidade imediata para a discussão do assunto por parte das estruturas da Saúde contactadas que se materializou numa reunião dos diretores de serviço - quase, quase todos, não só os 12 signatários - com o CA da ULSBA e o presidente da ARS Alentejo em representação do ministro. Além disso é assunto de capa do Diário do Alentejo de hoje. Em quatro dias não é despiciendo e traz-nos esperança na discussão alargada que propusemos.

Já agora, o que não conseguimos e que me parece significativo: qualquer resposta, pública ou privada, da CIMBAL e dos presidentes das câmaras da área de abrangência da ULSBA - exceção, de assinalar, feita para o Paulo Arsénio, presidente da CMB, https://www.radiopax.com/camara-de-beja-disponivel-para-discutir-problemas-da-saude/ , apesar da notícia referir uma frase que me deixou curiosa, surpreendida e preocupada "Sobre o Manifesto, a Câmara de Beja não se pronuncia." - porquê?
Boa. Uma reunião e uma declaração.
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 10:29
Atualização: Recebi, há pouco, um email enviado e assinado por um assistente operacional, e em CC para a Vice-Presidente, onde, e cito "a Câmara Municipal de Moura vem manifestar (...) a disponibilidade total para o agendamento de um fórum alargado de discussão".
Já é alguma coisa.
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 13:05
Notícia sobre as ações dos autarcas do Litoral Alentejano roubada ao Diário do Alentejo de hoje:

«AUTARCAS DO LITORAL NO MINISTÉRIO

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, acompanhado pela secretária de Estado da Saúde, Rosa Zorrinho, recebeu, no passado dia 31 de janeiro, em Lisboa, os cinco presidentes de câmara do Alentejo Litoral, correspondentes aos municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines. Foi uma reunião
em que “colocámos as nossas preocupações relativamente à falta de pessoal no Hospital do Litoral Alentejano, pois faltam pelo menos 22 enfermeiros, faltam médicos, assistentes operacionais e técnicos e algumas especialidades técnicas”, disse, em declarações à Lusa, Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (Cimal), no final do encontro. O autarca disse ainda que o ministro assumiu “um
compromisso” de “preparar um plano para o verão”, com “medidas excecionais”, estando prevista, para fevereiro, uma nova reunião de trabalho com a Cimal “comigo e com os meus colegas, e, até lá, tentar encontrar-se algumas soluções para atenuar as situações queatualmente se estão a viver”.»
Para Beja, o ministro vai prometer um reforço para o inverno... de 2019?
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 13:06
O Alexandre Lourenço quem é?
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 11:23
Presidente do CRSul da Ordem do Médicos.
Pensei que esse médico se chamava Valentim Lourenço.
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2018 às 12:51
Chama-se Alexandre Jorge Castanheira Valentim Lourenço, o nome clínico é Alexandre Lourenço.
Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2018 às 12:56
Dentro da ULSBA não há expectativas sobre os resultados do manifesto dos doze. Há indiferença.
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2018 às 14:46
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É verdade que destruiram a barragem? É, espero que...
Eclipsaram-se, com a mudança da autarquia,será?
aonde andam os Beja Merece +?
não me diga que arrebentaram com a barragem romana...
Já corrigi. Obrigado pela chamada de atenção.
Estava a fazer-me confusão não ter percebido o seu...
interviu?
Não percebi o que me queria dizer, desculpe.
Dr Ana , e se for informada que a UNIVERSIDADE de ...
Não, não opino sobre temas que não conheço com sol...
Ana Matos Pires tem opiniao acerca deste assunto ?
Efectivamente esta "enorme negociata" realizada en...
o post do anonimo daz 22h23m , colocado na noticia...
A bloquista Catarina Martins anda preocupada com a...
Oxalá que as conclusões cheguem à Assembleia da Re...
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