Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
25
Set 15

* A realidade é dura e o tempo é de urgência. Mas em democracia há sempre - sempre - alternativas.
* No dia 4 de outubro a escolha que teremos que fazer é muito clara: ou legitimamos a direita que nos tem governado ou damos um sinal inequívoco de mudança e de alternativa governativa à esquerda.

* A direita em maioria no parlamento e no governo dos últimos quatro anos, à boleia de falsos argumentos económicos e contabilísticos, degradou as condições de vida da maioria da população, desprotegeu os mais fracos, rasgou o tecido social, destruiu o serviço público e agravou fatalmente as desigualdades.

* O voto no Livre / Tempo de Avançar é o voto que melhor assegura a existência de uma maioria parlamentar de esquerda, comprometida com a mudança de rumo no governo da próxima legislatura.

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* O L/TDA devolve o poder a quem o deve exercer: todos os cidadãos. As listas de candidatos em todos os círculos resultam não de decisões de uma direção partidária mas de eleições primárias abertas e da vontade popular expressa no voto dos nossos concidadãos, num processo inédito na democracia portuguesa.

* O programa eleitoral do L/ TDA contou com a participação de centenas de pessoas na sua elaboração, esteve durante muito tempo sujeito a discussão pública e centenas de emendas foram votadas numa convenção cidadã. Mais uma vez foram os cidadãos a decidir com que programa se apresentam a eleições, naquele que será talvez o mais participado programa eleitoral da história democrática portuguesa.

* O L/ TDA assume-se como uma candidatura de esquerda, ciente da urgência que exige respostas e soluções de governo. A convergência de todas as forças de esquerda que queiram formar uma proposta governativa destinada a combater a austeridade, proteger os cidadãos e reedificar o Estado Social é imprescindível.

* O L/ TDA tem como prioridades inadiáveis o combate ao desemprego e ao emprego precário, a dignificação do trabalho e a proteção dos desempregados, a reestruturação da dívida para resgatar a economia, a criação de um fundo de financiamento para salvar das dívidas as famílias e as empresas, abrir a política à participação cidadã.

* A abertura do L/ TDA à sociedade e a convergência que se propõe fazer são duas razões fundamentais para ver nesta candidatura o caminho certo de participação política e de solução governativa. Só o diálogo livre de preconceitos e o trabalho em conjunto para assumir posições comuns permitirá derrotar a austeridade e governar de novo com, para e pelas populações.

* Por uma maioria de esquerda no parlamento, por um governo e uma política que tenha como objetivo melhorar a vida das populações, por uma esquerda progressista, europeísta, ecologista, justa e solidária, dia 4 de outubro voto Livre / Tempo de Avançar.

publicado por Zé LG às 00:03
Sabe bem ver António Costa a sofrer.
Henrique Raposo, in O Expresso

Apetece dizer que as expressões “levado ao colo” e “boa imprensa” foram inventadas para António Costa. Mesmo antes de destronar Seguro, o actual líder do PS foi envolvido numa enjoativa unanimidade, Costa ou a barbárie!, ele é o salvador!, o ungido!, o homem que levará o país ao paraíso anti-austeridade e que vencerá nas calmas as eleições de 2015 com uma maioria absoluta que envergonhará as maiorias de Cavaco!
Quais eram as causas desta boa imprensa?
Só encontro uma: a questão social, ou melhor, a questão “lesboeta”.
....
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 09:17
PORTUGAL PRECISA DO PS NO GOVERNO!
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 12:26
Precisa tanto como de sarna! Não chegaram já os anos de mau governo e de corrupção à vista de todos?
Só porque passaram quatro anos já ficaram limpos de toda a culpa na destruição das contas do país?
Claro que para os amigos e para os potenciais tachos era bom.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 12:47
É TEMPO DE DERROTAR A DIREITA. FORÇA, PS!
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 13:28
Concordamos. É preciso derrotar a direita e, mais do que ter um governo PS, ter um PS que governe à esquerda. Isso só acontece com uma maioria clara de esquerda no parlamento, que faça acordos e, ao mesmo tempo que suporta um governo PS, assegure que o PS governa em direção oposta à da direita austeritária. É justamente essa âncora à esquerda que o L/TDA representa no parlamento.



João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 17:24
Concordo. O que não obsta a que analisemos que no caso do círculo de Beja os vossos votos não contribuírem para essa maioria parlamentar.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 17:29
No círculo de Beja deveríamos contribuir para a eleição do segundo deputado do PS. Se essa meta não for atingida por menos votos do que o Livre tiver, será uma incoerência vergonhosa para esse partido.
Subscritor do Tempo de Avançar a 25 de Setembro de 2015 às 18:08
Pela parte que me toca, discordo que haja resultados assegurados a priori. Um voto vale um voto. Nenhum partido é dono dos votos. E no fim fazem-se as contas.

Mas o que propõe o caro subscritor? Desistimos todos em favor do PS? Desistimos de fazer campanha e de alertar para os problemas, de debater propostas ee apresentar a nossas soluções? Ou apelamos ao voto num partido ao mesmo tempo que somos candidatos de outro? Não seria isso sim uma grande incoerência?

Eu percebo que ao PS interesse bipolarizar a campanha e fingir que só há dois partidos a concorrer. Mas há mais. Se o PS quer eleger dois deputados terá que ter um resultado que o permita, às custas de apresentar melhores propostas do que os restantes concorrentes, e não por falta de comparência.

E vergonha teria se, uma vez formada a nova maioria parlamentar, o L/TDA não apoiasse um governo de esquerda. Isso sim, seria uma incoerência vergonhosa.

João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 19:34
Bem, falta pouco para vermos a importância democrática de cada partido. Não adianta estigmatizar a dita bipolarização, porque gostemos ou não o que caracteriza estas eleições é a opção esquerda/direita.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 19:43
Pois falta. E, apesar da luta desigual em termos de cobertura e acesso aos eleitores (sem qualquer vitimização, é um facto - há 15 forças políticas candidatas as eleições no círculo de Beja) não me verá a ter a ingenuidade de pensar que um partido com dois anos e que uma candidatura pela primeira vez a legislativas terá o mesmo peso eleitoral dos restantes históricos. Mas o primeiro passo eleitoral dá-se agora.


Nada contra a dicomotia esquerda/ direita. Pelo contrário. É urgente tirar está direita do governo. Agora onde não concordamos é que o PS tenha o monopólio da utilidade à esquerda.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 20:07
Ó J. Gaspar. Ninguém aqui defende o monopólio de nada. O pensamento é livre. Mas a política, em democracia, tem ciclos e tempos de pragmatismo. Os movimentos de opinião são importantes, desde que sejam ouvidos por quem deve ouvir antes de decidir. Mas as maiorias que resultam em governos derivam inexoravelmente da matemática!
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 20:29
Ciclos políticos e pragmatismo é uma coisa, voto útil é outra e, outra muito diferente, é ouvir repetidamente o cabeça de lista do PS, ainda esta tarde no debate da rádio pax, dizer que a eleição é entre a cabeça de lista do PSD/CDS e o segundo do PS, acrescentando que o votar em quem não elege é desperdiçar votos. Estava mais habituado a ouvir este discurso desrespeitador da democracia à ala conservadora da direita.

Desperdício é não votar.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 23:56
Sem ingenuidades e porque sabemos que a luta é complicada e o enraízamento popular não se faz sem tempo, o sentimento é de urgência e não descartava já uma surpresa eleitoral.

Temos ideias para o país e para a região. Identificámos problemas e propomos soluções.

Fazemos diariamente uma campanha séria nesse sentido, tentando alertar e discutir os principais problemas do Baixo Alentejo.

Passámos das palavras aos actos. Fizemos uma acção de protesto na Casa Branca em defesa da ferrovia, apresentámos o manifesto eleitoral no aeroporto e estamos a chegar de uma ação conjunta com a caravana nacional e os candidatos de Setúbal em Santa Margarida do Sado, pela reabilitação do IP8.

Faremos debates e tertúlias sobre temas importantes para o desenvolvimento social e económico do Alentejo. Sobre o desenvolvimento territorial amanhã em Mértola, sobre cidadania em Beja na segunda feira e desafiámos todas as candidaturas, os órgãos de gestão da área da saúde e a comunicação social para debate sobre a saúde na região.

Até agora, o desafio foi aceite pela Ordem dos Médicos, Sindicato dos Enfermeiros e a Presidente do CA da ULSBA. O silêncio dos restantes também é muito revelador.

Depois, claro está, quem manda é cada um dos votos. Nada está decidido antes das eleições.

PS (salvo seja): o nosso Manifesto Eleitoral para o distrito de Beja está disponível online em: http://tempodeavancar.net/?page_id=13574

João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 18:10
E em que dia se vão juntar essas celebridades para tertuliar a saúde de Beja?
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 18:27
Para evitar constrangimentos de agendas, o desafio foi lançado no início da campanha, sem data marcada. Na próxima segunda-feira tentaremos conciliar agendas com as entidades que responderam afirmativamente ao desafio e propor uma data.

Se quiser enviar-nos um email para beja@tempodeavancar.net depois damos-lhe novidades sobre o assunto.

Se preferir, poderá estar atento a
http://facebook.com/tempodeavancarbeja2015 e terá certamente resposta à sua pergunta na próxima semana.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 19:20
E ainda diz "sem ingenuidades"?
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 19:25
Eheheh. Pois. O sem ingenuidade de há pouco tinha mais a ver com a percepção clara de que não iria ser nada fácil fazer campanha fora do arquinho do assento parlamentar.

Mas olhe que, se havia alguma ingenuidade no desafio, já nos valeu respostas de várias entidades com responsabilidades de gestão da saúde. Se as forças políticas e os OCS ignoram a discussão alargada e aprofundada e preferem a cacofonia a quatro, cada um tirará as conclusões que entender.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 19:41
Por onde tem andado de há uns anos a esta parte? Fora do âmbito dos partidos "clássicos", em Beja houve vários debates públicos sobre o tema da Saúde. Estou a lembrar-me de um promovido pelo movimento Beja por Todos e outro pela Fundação SNS.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 20:34
Pois é! O Dr. Munhoz Frade participou em ambos.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 20:50

É um debate sempre necessário. E ter havido outros não invalida novas abordagens ao tema. Ou acabaram os problemas?

Mas o Por Beja Com Todos e a fundação SNS não concorrem agora a eleições, pois não? É um debate particularmente imprescindível em sede de campanha eleitoral legislativa.

E acresce o facto de todas as candidaturas assumirem a saúde como ponto fundamental dos respectivos programas. Têm elementos nas listas e na orgânica das campanhas ligados diretamente à saúde, discute-se em todo o lado (e muitas vezes nestas caixas de comentários) a gestão da saúde e o CA da ULSBA, e depois em período de campanha os partidos e os órgãos de comunicação fazem de conta que a discussão já não tem que ser alargada.

Os assuntos não morrem só porque a discussão sobre eles acaba. As redes rodoviária e ferroviária, por exemplo, também foram alvo de acção por parte de agentes políticos, económicos e grupos de cidadãos e lá por isso não deixa de fazer sentido trazer o tema à discussão em campanha eleitoral para um parlamento que tem efectivamente poder para decidir sobre o tema.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 21:12
Verdades de "La Palisse".
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 22:01
A propósito o que teriam dito os partidos,no dito debate,sobre a saúde do Distrito? Teriam mostrado quais as suas propostas? Ouvi dizer que as perguntas da saúde foram algumas...
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 22:46
Por acaso a pergunta foi só uma "como fixar clínicos?" mas nem essa foi respondida. Honra seja feita, João Ramos foi o melhor preparado nos 4 temas postos a debate - aeroporto, Alqueva, acessibilidaes e saúde - e o que, na área da Saúde, melhor elencou os problemas.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 01:06
O anónimo de cima sou eu
Ana Matos Pires a 26 de Setembro de 2015 às 01:16
«A propósito o que teriam dito os partidos,no dito debate,sobre a saúde do Distrito? Teriam mostrado quais as suas propostas?»

Exacto. Isso gostava eu de saber. Saúde em Serpa e contrato com a Misericórdia, a situação profissional dos enfermeiros vindos de Serpa, a prestação de cuidados à população de Odemira nas diferentes especialidades, articulação e autonomia da gestão em relação ao poder central e à ARS. O que querem fazer?

A fixação de clínicos é uma falsa questão. Ou melhor, é uma questão importantíssima mas cujas respostas não têm a ver especificamente com a área da Saúde. É certo que a Saúde é o principal empregador da região e a qualidade e reconhecimento entre pares dos serviços e valências do SNS no Alentejo deve ser assegurada, mas fixar-se-ão clínicos quando se fixarem outras categorias profissionais e população em geral. Fixam-se quadros quando houver boas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e as pessoas não estiverem a horas de distância das respetivas famílias, fixam-se quadros quando as perspectivas de vida familiar futura forem aliciantes e não com um cheque mais chorudo ao fim do mês, fixam-se populações com uma educação pública de qualidade, com garantias de acesso à justiça e de um desenvolvimento socio-económico sustentável. A fixação de quadros superiores estará sempre relacionada com a qualidade de vida que uma região possa garantir. Seja em que setor de atividade for.

João Gaspar a 26 de Setembro de 2015 às 01:24

O Henrique Raposo é o Henrique Raposo que semanalmente escreve idiotices no Expresso, não é?

O Henrique Raposo daquela crónica em que, em plena convulsão social de 2013 contra a TSU, uma semana depois da maior manifestação em Portugal nas últimas décadas, dizia às pessoas para fazerem «filhos e não manifs.», não é?


E, mais grave ainda, o Henrique Raposo que escreve uma crónica de memórias de infância, em que descreve as longas distâncias que percorria a pé com o pai, ou o avô ou o tio para ver o Cruyff no Mundial de Argentina 78, quando o Cruyff não jogou um único minuto desse mundial.


Não tenho nada a ver com aquilo que o Raposo gosta de ver. Se é o Costa a sofrer, que faça bom proveito até dia 4, que pelo que se vai vendo, o Costa tem muito que penar até lá.

A mim não sabe nada bem é ver o Expresso, outrora referência, continuar a albergar as palermices do Raposo.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 12:42
Ó Joãozinho, você não se enxerga.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 13:23
Insisto em ler o Expresso e em lembrar -me do que leio , não é?
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 14:01
Tenha a modéstia, se se lembra de tudo o que leu, de admitir que é preciso ter nível para fazer críticas...
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 14:17
Então explique-me lá qual é o nível necessário para podermos criticar uma crónica que é insensível e desajustada da realidade e outra que é factualmente mentirosa?
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 15:59
O nível de perceber que ninguém é perfeito, e que é injusto fazer generalizações.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 16:05
Ah, ok. Nisso concordamos. Temos visões diferentes é quanto à generalidade das crónicas do Raposo: eu acho que na maioria são palermas, o meu amigo ou minha amiga achará que o palerma sou eu. Nada de insanável.
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 16:16
A sua camarada chama esse jogo de vitimização.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 16:47
Não, de vítima não tenho nada.

O meu amigo ou minha amiga é que estava a desmerecer um comentário meu baseado no facto de para si eu ser um puto.
Isso é condescendência paternalista, pelo que deduzo que haja uma idade a partir da qual deixe de ser puto ou, sendo puto, a ideia não seja desmerecida pela idade mas sim por me apresentar uma ideia contrária.



João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 17:18
O que está em causa não são as ideias, nem criticar. O que se recomenda é um tom mais respeitoso.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 17:26
«O que está em causa não são as ideias, nem criticar. O que se recomenda é um tom mais respeitoso.»
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 17:26


Este comentário tinha-me escapado. Constato com prazer o avanço: afinal podemos ter ideias contrárias e criticar-nos uns aos outros (o que estaríamos aqui a fazer se não pudéssemos?).

Agora o problema é com o tom e essa coisa bafienta do respeitinho que é muito lindo.

E faltei ao respeito a quem? Ao Raposo, porque disse que escreve palermices? Quem escreve mentiras (dou de barato que as palermices são matéria de opinião) é que falta ao respeito para com os leitores que se dão ao trabalho de gastar o seu dinheiro num jornal.

E «recomenda-se um tom mais respeitoso»?

Por razões de dialética, admitamos que tinha tido um tom pouco respeitoso (que até podia ter tido, mas não foi o caso).

Recomenda quem? Devo ter faltado a essa aula de etiqueta no comentário de blogues. E, não tendo absolutamente nada - mesmo nada - contra o anonimato na internet, é curioso receber conselhos sobre tom e respeito vindo de quem nem sequer tem a consideração pelo interlocutor de assinar o comentário.
João Gaspar a 27 de Setembro de 2015 às 01:57
Sobre o tom e o respeito. Se respeitarmos o interlocutor, mesmo anónimo, educadamente, estaremos a contribuir para um debate limpo, o que exclui ofender. Quer-me parecer que a grande maioria dos que aqui exercem a expressão do seu pensamento sob anonimato o fazem responsavelmente.
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 09:56
«Sobre o tom e o respeito. Se respeitarmos o interlocutor, mesmo anónimo, educadamente, estaremos a contribuir para um debate limpo, o que exclui ofender. Quer-me parecer que a grande maioria dos que aqui exercem a expressão do seu pensamento sob anonimato o fazem responsavelmente.»
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 09:56


Estamos totalmente de acordo. E, se bem me leu, até frisei que não tenho mesmo nada contra o anonimato. A discussão por aqui - é como tudo - tem dias. Agora um comentário não é válido e responsável ou deixa de o ser por vir de anónimo(s).

Continuo sem crer que o tenha desrespeitado enquanto interlocutor. Não que nunca o faça ou venha a fazer, mas neste caso limitei-me a dizer que o Raposo escreve palermices. O meu amigo ou minha amiga discorda e achará que quem escreve palermices sou eu. Tudo bem. Mas se eu achar que o Raposo escreve palermices o/a ofende, não posso fazer nada quanto a isso.


Um aparte e já que aqui estamos neste tema do anonimato: por uma questão unicamente de conseguir seguir melhor os diálogos cruzados, dava(-me) mais jeito um pseudónimo que continuaria a assegurar a confidencialidade e, se assim fosse o desejo, ir criando e mantendo uma espécie de alter-identidade, em vez da proliferação de anónimos de diferentes horas. Enfim, esquisitices.


João Gaspar a 28 de Setembro de 2015 às 15:56
Sr. Dom Gaspar: se lhe dá jeito um alterónimo, também se arranja. Tinha dito que ia de férias e aqui já voltei. Já parece mania sua pensar obsessivamente que os anônimos que aqui pululam são todos advogados da honra de um articulista de semanário.
Zobaida a 28 de Setembro de 2015 às 16:15
«Sr. Dom Gaspar: se lhe dá jeito um alterónimo, também se arranja. Tinha dito que ia de férias e aqui já voltei. Já parece mania sua pensar obsessivamente que os anônimos que aqui pululam são todos advogados da honra de um articulista de semanário.»

eheheh, obrigado pela consideração, Dom Zobaida.

Mas eu não penso nada sobre os anónimos que pululam. Leio os comentários sem me importar nada com o que assinam. Concordo / discordo ou são-me indiferentes, sejam do casimiro ou do papa. Prefiro o alterónimo por uma limitação minha: a incapacidade de seguir dezenas de comentários anónimos sem perceber quantos interlocutores e discursos diferentes tenho à frente, só isso.
João Gaspar a 28 de Setembro de 2015 às 16:27
Errado, não chama porque estaria a fazer uma má categorização da atitude - em última análise um "mau diagnóstico de situação -, chama, isso sim, paternalismo serôdio à sua posição.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 01:09
O anónimo de cima sou eu
Ana Matos Pires a 26 de Setembro de 2015 às 01:17
Há putos que inda agora chegaram à política e já querem dar lições de moral a muita gente séria...
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 16:10
Mas quais lições de moral? Apontei dois factos.
E qual gente séria? Pensei que estávamos a falar do Raposo.

E há uma idade mínima para poder dizer que uma mentira é uma mentira, é?
E ter opinião, já agora, posso com que idade?
João Gaspar a 25 de Setembro de 2015 às 16:25
Há quem nunca atinja a maturidade.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 16:48
Exacto. Totalmente de acordo. Lá está, a idade não interessa para nada aqui.
Joãozinho a 25 de Setembro de 2015 às 17:20
Pode ter todos os defeitos do mundo, mas num aspecto, o Raposo tem toda a razão.
Nunca passou pela cabeça de António Costa e dos seus apoiantes, não estar neste momento com a certeza absoluta de dar uma abada no Passos & Portas.

Basta ver a agressividade do seu discurso, para perceber que não está bem. Demonstra até muito nervosismo, que aliás não se conhecia na personalidade.

Isto independentemente do resultado final eleitoral e das sondagens que vêm à baila. Aliás todos os partidos importantes as têm.
Pelo que ele deve saber bem o que se estará a passar neste momento.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 18:51
E mais.
António Costa com os nervos que anda, começou a dar tiros nos pés todos os dias.
Isto porque as sondagens até esta semana deram grosso modo, o voto militante. E que mantem o PS e a coligação num empate técnico.
Restam apenas para conquistar os votos dos indecisos, os quais de um forma geral, voam para o partido que lhes der mais garantias de estabilidade governativa.
E daí que, os discursos inflamados e arrivistas de António Costa não são em nada compatíveis com quem quer estabilidade e diálogo, sobretudo se como tudo indica não houver um partido que atinja a maioria.
Logo estes votos, que são independentes da ideologia e da partidarite, tenderão a ir no sentido da coligação.
Ou seja, senão muda de discurso, Costa arrisca-se a fazer ainda pior que Seguro nas eleições para o Parlamento europeu.
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 22:44
«Nunca passou pela cabeça de António Costa e dos seus apoiantes, não estar neste momento com a certeza absoluta de dar uma abada no Passos & Portas.»

Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 18:51


Sendo sempre matéria especulativa (não sabemos realmente o que passa na cabeça dos outros), a sensação com que fico é a mesma. E aí tem o meu amigo - e o Raposo - toda a razão.


João Gaspar a 27 de Setembro de 2015 às 02:24
vivem no mundo da utopia, os comunistas caviar de hoje apenas pensam em manter as mordomias inerentes aos cargos.., defendem ideias há muito ultrapassadas, defendem utopias e vendem ilusões qual malabaristas e ilusionistas, eles na realidade sabem que tudo podem apregoar, porque sabem que nunca chegará o dia em que se poderiam ver a braços com a necessidade de cumprir as esfarrapadas ideias da miscigenação económica e social..enfim sós!
Anónimo a 25 de Setembro de 2015 às 23:29
Ena, um Pinto Coelho em Beja. Gosto sempre de observar de fora quem alude à "miscigenação económica e social" como uma menos valia.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 01:13
O anónimo de cima sou eu
Ana Matos Pires a 26 de Setembro de 2015 às 01:18
O problema do Bloco e também do Livre é que dificilmente se irão ver livres do justo rótulo de Esquerda Caviar.
O que os diferencia e coloca um barreira de fundo em relação ao PCP. Esse sim, mesmo com o assalto dos burgueses e revisionistas, sem dúvida o partido representante das lutas do operariado e trabalhadores.

Embora eu com ou sem razão, associo sempre o Bloco à antiga UDP e aos trodsyquistas e o Livre ao ex-MES. O que os diferencia e de que maneira, sendo este último tal como foi o MES nos seus tempos, o partido onde me revejo ou pelo menos gostaria até de militar.
isto porque tenho a presunção de me considerar um intelectual de esquerda, pelo que até certo ponto me julgo culto ou pelo menos amante da cultura, solidário com as minorias e sobretudo com os trabalhadores no verdadeiro sentido da palavra.

Já em relação ao Bloco, como antes em relação à UDP e aos seguidores de Trodsy, nunca lhes achei muita piada.
Os primeiros porque embora todos filhos da média burguesia, tinham como modelo o regime albanês de então. O mais atrasado e marreta sistema politico que já existiu na Terra.
E os segundos, por serem de tal forma fanáticos, convencidos e arrogantes, que faziam jus à forma como o seu ídolo foi morto.
Ou seja, tal como ele, também mereciam uma martelada na cabeça todos os dias.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 12:56
Senhor intelectual de esquerda, de que Trodsy é que está a falar? É que eu não sendo intelectual mas sendo de esquerda por acaso até conheço um Trotsky, companheiro do Lenine em 1917 e que depois o Estaline mandou matar no México. Com uma picareta de gelo, por sinal.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 14:49
OK. Podem então escolher entre uma picaretada e uma martelada.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 15:47
«Embora eu com ou sem razão, associo sempre o Bloco à antiga UDP e aos trodsyquistas e o Livre ao ex-MES. O que os diferencia e de que maneira, sendo este último tal como foi o MES nos seus tempos, o partido onde me revejo ou pelo menos gostaria até de militar.»

Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 12:56


Não dava nenhuma marretada (nem picaretada) ao Trotsky, nem creio que as várias visões de organização social sejam completamente incompatíveis a uma esquerda abrangente, mas também me revejo mais nos princípios fundadores do MES.

Tenho aliás, permitam-me a nota pessoal, um desgosto inútil de ter nascido meia dúzia de anos depois do PREC e não ter vivido esses tempos de fervor intervencionista na sociedade.


Na associação que faz da UDP ao Bloco, não só tem toda a razão como a UDP foi um dos 3 movimentos fundadores do Bloco (juntamente com o PSR e o Política XXI).
Mas olhe que dos três o PSR até era mais trotskista que a UDP, que tinha uma génese marxista-leninista.


E agora uma curiosidade pessoal: se gostava de militar no Livre, porque é que não o faz?
(desculpe a pergunta. não é provocação, é mesmo curiosidade de perceber motivações e falta delas. se preferir
responda-me por mail que eu garanto confidencialidade.)

João Gaspar a 27 de Setembro de 2015 às 02:21
«Mas olhe que dos três o PSR até era mais trotskista que a UDP, que tinha uma génese marxista-leninista.»

Respondi-lhe eu há bocado mas agora reparo que tresli a sua frase. Pareceu-me ler que associava o Bloco à UDP os trotskistas, mas agora vejo que escreveu «à UDP e aos trotskistas».

As minhas desculpas.
João Gaspar a 27 de Setembro de 2015 às 02:30
quem lhe poderá dar uma informação concreta acerca da ideologia professada por esses partidos da extrema-esquerda , é o CONDE do Hospital , o qual foi um activissimo militante desses grupos.
anonimo a 27 de Setembro de 2015 às 13:23
O eleitorado não liga a essas subtilezas.
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 13:26
Viva o MRPP!
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 13:43
mas devia ligar a essas subtilezas, esse conde e o pajem não valem a agua que bebem, nuncam tão poucos fizeram tanto mal a uma instituição, tem dado cabo de tudo com os seus cambalachos e falcatruas e cunhas. O expoente das cunhas está a revelar-se num funcionário que já terá passado por 6 serviços em 2 meses, inadaptação aos postos de trtabalho... e que continua passeando pelo hjjf rindo e dizendo que quem a pos lá vái tambem por o marido...
os auxiliares vão entrando não se sabe como, os enfermeiros idem, as pessoas estão escalfadas e faltam todos os dias, nunca se viu tanto desagrado naquela casa, e enquanto isto oconde e o pagem levam o tempo na campanha, não aparecem ao hospital, não há mais vergonha!
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 21:33
Nem aparece ele nem a PCA . Querem lá saber de gestão!
Têm que faça o trabalho ,espertos são eles.
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 21:40
são espertos? não diria!
mas o problema é que a manterem-se as sondagens vamos continuar a papar com a pca com conde e com o pagem, Deus nos valha
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 22:24
Ta visto, o conde foi beber essa sua capacidade dominante na comunidade local do PSD à sua actividade inicial da política, nesse partido extremista.Esta tudo explicado até o comando dele do hospital.
Anónimo a 27 de Setembro de 2015 às 14:01
Nem mais. Este comentário resume o problema da esquerda. Defendem um conjunto de princípios óbvios e transversais como os valores humanistas, as liberdades fundamentais e o bem estar geral, como se isso fosse alguma base para um programa de governo. Não ofendam a inteligência das pessoas. Governar é fazer opções e concessões e sempre assim será. Só quem espera nunca vir a ser chamado a arregaçar as mangas é que se pode dar ao luxo de fazer carreira apregoando chavões.
Os intelectuais e os filósofos têm o seu papel na sociedade, mas cada macaco no seu galho. Só deve aspirar a governar quem tem a capacidade de propor soluções realistas e viáveis para os problemas concretos do país. Ainda não vi nenhum partido de esquerda fazer isso. Limitam-se a despejar o rol de lamentações e acusações do costume.
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 14:26
«Este comentário resume o problema da esquerda. Defendem um conjunto de princípios óbvios e transversais como os valores humanistas, as liberdades fundamentais e o bem estar geral, como se isso fosse alguma base para um programa de governo. Não ofendam a inteligência das pessoas. Governar é fazer opções e concessões e sempre assim será.»

Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 14:26

Não tendo a pretensão de responder pela esquerda, no caso do L/TDA, além da partilha dos valores fundamentais, sabemos claramente que governar exige o compromisso e a negociação de ideias e propostas (desde que não ponham em causa as bases ideológicas fundadoras, como é óbvio).

Aliás, por termos assumido muito claramente isso, fomos desde cedo atacados com o jargão fácil de querermos ser "muleta do PS". Afinal, o tempo e a campanha mostraram que esse é o discurso certo, e vemos com agrado o bloco a aligeirar o discurso de irredutibilidade em apoiar um governo PS e até a CDU começa a assumir que poderá eventualmente fazer acordos pós-eleitorais. Se não houver aqui uma dose de bluff eleitoralista, é esta a postura que a esquerda deve ter. Diferenças, com certeza. Sem unanimismos, mantendo bases comuns e pensamento crítico. Mas com disponibilidade para, como diz e bem, arregaçar as mangas e governar em conformidade.
João Gaspar a 27 de Setembro de 2015 às 02:06
Pega outra, João, mais conversa não sustentada do HRaposo http://jugular.blogs.sapo.pt/3458442.html
Ana Matos Pires a 26 de Setembro de 2015 às 08:47
Na mesma onda:
Portugal é a Hong Kong da Europa"

23 Set 2015 Económico

Fundador do site estatístico Gapminder diz que não existe nenhum país com uma esperança média de vida tão elevada e um rendimento tão baixo.

"Não existe nenhum país do mundo que tenha uma esperança média de vida tão elevada e, ao mesmo tempo, um rendimento tão baixo", afirma o médico sueco Hans Rosling, fundador da Gapminder, citado pelo "jornal i".

O médico sueco esteve em Lisboa para o quinto aniversário da base de dados Pordata.

Rosling, que em 2006 se tornou famoso por tornar as estatísticas apelativas para o comum dos mortais, afirmou mesmo que "Portugal é a Hong-Kong da Europa" e "está a usar ao máximo os seus recursos para garantir boa saúde" aos cidadãos.

O sueco criticou os media por não olharem para os números como um todo. "Não podemos apreender todos os factos", admite, "mas precisamos de ter uma ideia-base do mundo".
Anónimo a 26 de Setembro de 2015 às 20:12
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