Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
29
Ago 17

É muito significativo o facto de nenhuma das forças políticas em condições de disputar as autarquias no distrito de Beja ter abordado com a devida seriedade, a importante matéria que é a Saúde. Por que nível de cuidados se irão bater, que responsabilidades estarão dispostas a assumir. Até parece que fogem do assunto. Estamos em 2017, meus senhores! Ainda vêem as tarefas das autarquias como há quarenta anos?

Anónimo a 28 de Agosto de 2017 às 22:50, AQUI.

publicado por Zé LG às 22:43
NADA! Que a Saúde é área para médicos especialistas!
Valentim a 30 de Agosto de 2017 às 19:26
Literacia em Saúde é preciso, como se prova.
Não será tanto uma questão de literacia, mas de evitar promiscuidades locais que não têm dado bons resultados, como se sabe!...Não tenho nada contra a discussão sobre a temática da Saúde que diz respeito a todos, desde que se envolva os agentes que mais sabem sobre o assunto, e que me quer parecer, que não são propriamente a maioria dos nossos boçais autarcas!...Para meio entendedor...
Ecce homo a 31 de Agosto de 2017 às 01:14
Qdo apelei à necessidade de promover a literacia em saúde no contexto do meu comentário anterior tinha sobretudo que ver com a necessidade de "ensinar" que todos somos parte ativa na promoção da nossa saúde e da saúde da comunidade em que vivemos, todos deveremos ser parte ativa na discussão das políticas de saúde locais (que são escassas, é verdade, pq as diretivas políticas em saúde são essencialmente centrais, mas mesmo assim importantes) e para isso precisamos estar informados.

Qto ao resto, claro que como em qq área os aspetos técnicos e formais devem ser da responsabilidade dos técnicos mas o envolvimento do poder local é importante. Relembro, por exemplo, a ausência de um vogal efetivo no CA da ULSBA a ser indigitado pelo conjunto das autarquias do distrito. Que têm os partidos políticos e os grupos independentes de candidatos autárquicos a dizer sobre este assunto?
Dra...será nomeado após as eleições autárquicas seguramente e nesse caso , com mais propriedade e credibilidade...há ai pessoas que foram do PS e ultimamente e oportunísticamente deixaram de ser viraram a agulha dos afectos para a CDU na esperança de poderem ser nomeados se a CIMBAL se mantiver controlada por essa força partidária...deixe correr o marfim...se a CIMBAL passar para as mãos do PS como tudo indica , a 1 de Outubro eu conheço pelo menos um que trabalha no Hospital que pode tirar o cavalinho da chuva...boa tarde para si e continuação do bom trabalho que está a desenvolver no Hospital
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 13:40
A lei é de fevereiro, não entendo como é que umas eleições vários meses depois aumentam a "propriedade e a credibilidade" dos órgãos (também) eleitos anteriormente. Enfim, faz-me mta impressão o não uso de uma possibilidade legal cujo objetivo é o aumento de representatividade da população através de um representante de um órgão de eleição direta como são as autarquias, é uma prova de desinvestimento institucional e de desrespeito pelo eleitorado. Tudo o que são tricas políticas rasteirinhas, venham de onde vierem, só me entristecem e irritam. O sufrágio direto traz responsabilidades acrescidas aos eleitos, as obrigações são para cumprir e as responsabilidades para assumir.

(obrigada pelas suas palavras, o trabalho desenvolvido é fruto de uma equipa excecional, não é meu individualmente)
Dra Ana isto deve-se à falta de competência de quem lidera a CIMBAL, a CDU e mais concretamente João Rocha. Já foi assim com o Museu e agora é com a ULSBA. Deve ser das CIM mais inoperantes do país porque é gerida aos solavancos, com medidas avulsas em cima do joelho. Quem lhá trabalha pode confirmar isso.
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 13:53
Parece-me que se deve à falta de responsabilidade dos diferentes autarcas, nunca ouvi uma posição pública sobre o assunto vinda seja de onde fosse e tb ainda não vi, li ou ouvi nada de nada sobre o assunto nesta fase de pré-campanha.
Tem toda s razão .E uma vergonha para qualquer autarca.
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 20:38
Ecce homo: em relação a "promiscuidades", supondo que se refere à integração de conhecidos médicos nas listas candidatas, parece que todos gostam de utilizá-los. Não querendo colocá-los em lugares executivos, os políticos locais gostam de "enfeitar" com esses especiais profissionais as suas candidaturas. Essa suposta promiscuidade - a participação de médicos na política - até tem tido alguns resultados, para a CDU... Veja-se que Beja já teve dois médicos a presidir à Assembleia Municipal e um o executivo camarário. Desses três, parece que só o primeiro deixou algumas saudades...
Anónimo a 1 de Setembro de 2017 às 09:10
Nada mais errado, Sr. Valentim. Essa é uma crença do século XIX.
Anónimo a 30 de Agosto de 2017 às 22:51
As autarquias não querem nada com a saúde, apenas e tão só "reivindicar" os inaliáveis direitos dos seus munícipes à dita cuja.
Ou seja, nada de responsabilidades, para que a partir daí, se poder exigir tudo aquilo a que as respectivas populações têm direito. Isto, sobretudo em épocas eleitoralistas ou de baixa popularidade, pois não há nada melhor do que arranjar um motivo qualquer como a crónica falta de médicos no interior devido à falta de incentivos ou de condições para a sua fixação, para justificar uma justa luta reivindicativa.
E como o poder central, mesmo no caso de Alentejo, está bem longe e inacessível destes corajosos actos em prol do povo trabalhador, mandam-se entre outras manobras, por exemplo as massas cercar os centros de saúde e chatear quem lá trabalha e que nada tem a ver com toda a problemática em jogo. Acabando depois sempre essa grande jornada de luta com um comício, em que o senhor presidente discursa a essas mesmas massas. E indo depois tudo para as suas respectivas casas e ficando tudo na mesma, com excepção do enxovalho aos profissionais de saúde.
Afinal, teria que haver alguém a ter que pagar pelas falhas dos serviços de saúde, e ninguém tem culpa de serem aqueles que estão na linha da frente, local errado e no momento errado.

LG, dadas as tuas anteriores responsabilidades nesta matéria, sobretudo aquando presidente do município de Alvito, queres tecer algum comentário sobre este assunto?
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 10:35
Os autarcas e os responsáveis regionais da saúde dão-se sempre muito bem, e vão se vendo nos almoços e visitas ... de trabalho.
Anónimo a 1 de Setembro de 2017 às 22:22
Quem se lembra do escândalo da Morgue do Hospital de Beja lembra-se que o então Presidente da Assembleia Municipal de Beja não apenas não evitou ter a iniciativa de falar para os media sobre o assunto, como ainda foi mais longe, na defesa do interesse dos munícipes, contribuindo para o saneamento desse "pântano" de corrupção. Era o Munhoz, não se lembram?
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 22:19
O PCP trabalhou muito para apagar a memória incómoda desse membro rebelde, tão destacado...
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 22:28
Ninguém discute a base tudo isto acontecer, até 2030 há aldeias no distrito de Beja sem habitantes! Os bejenses quando querem cuidados de saúde, ou consulta da especialidade vão a Évora.
viverBeja a 31 de Agosto de 2017 às 22:48
Uma semana antes da data das eleições autárquicas, se algo efetivamente acontecer mudará a história da espécie humana.
Anónimo a 31 de Agosto de 2017 às 22:58
Aproveito este pertinente post para lançar um repto às candidaturas dos partidos que dão suporte político ao Governo. Consultem os respectivos programas eleitorais e expressem aqui o que defendem para a Saúde no distrito de Beja.
Munhoz Frade a 5 de Setembro de 2017 às 17:47
Uma contribuição pessoal (apresentada em 16 de junho de 2015):

"(...)
• reduzir desigualdades de acesso aos cuidados
• desenvolver mecanismos participativos na gestão do SNS
• aumentar o número de Médicos de Família
• fazer uma reforma hospitalar
• aumentar a capacidade dos Cuidados Continuados
• incentivar a motivação dos profissionais
• reforçar a autonomia das unidades e a responsabilidade dos seus gestores.

(...) importa a nível local contribuir com propostas decorrentes das nossas especificidades, o que implica a articulação entre os programas eleitorais dos distritos, que não podem estar em contradição. Este princípio é especialmente pertinente para distritos que fazem parte de uma mesma Região Administrativa.

Uma vez aprovado pelo escrutínio eleitoral, passando subsequentemente a integrar o Programa de Governo, o trabalho de definição das medidas concretas não acaba.

Utilizando empenhadamente as estruturas de participação democrática teremos de procurar “enriquecer” o conteúdo programático, no dia-a-dia da futura prática governativa, com medidas dirigidas às necessidades loco-regionais, dentro de uma estratégia coerente de desenvolvimento sustentado."
Munhoz Frade a 5 de Setembro de 2017 às 17:56
Como é do conhecimento público, sou co-autor de uma carta dirigida ao Dr. António Costa, solicitando uma reunião de trabalho sobre as linhas propostas no documento conhecido como Manifesto dos 1001. Esclareço que sendo membro do Partido Socialista, tal posição não significa que pretenda assumir a função de porta-voz para a Saúde da Federação do Baixo-Alentejo do PS.
Munhoz Frade a 5 de Setembro de 2017 às 18:22
Você até podia pensar nisso, de ser porta-voz do PS, mas não tem qualquer hipótese. Nunca será nada no PS. Roma não paga a traidores!
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 20:49
O traído foi ele!... E há romanos que não sabem onde fica Roma...
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 21:01
Peço desculpa pela ignorância. Não sou muito versada nessas coisas políticas. Mas o que foi que o Dr. Frade terá traído? Agradeço que me esclareçam.
Constança a 5 de Setembro de 2017 às 21:11
Ora, minha senhora, é simples: esteve com Sócrates, depois com Seguro e agora com Costa. O ciúme do Pedrito é enorme...
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 21:32
Não vejo contradição. Sempre com o Secretário-Geral. A não ser que o problema seja outro.
Constança a 5 de Setembro de 2017 às 21:38
Quem sente ciúmes são os boys. O Pedrinho sente perigo...
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 21:47
Munhoz Frade é assunto tabu no PS de Beja.
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 21:56
Não será assunto do passado?
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 23:07
Atualissimo!
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 23:23
Receiam que ele parta a loiça?
Anónimo a 5 de Setembro de 2017 às 23:52
Os bejenses não o vêem como político, mas sim como o médico que mais se tem batido pelo Hospital. À parte isso, as invejas dos partidos são coisas mesquinhas.
Constança a 5 de Setembro de 2017 às 23:59
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