Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
18
Ago 15

A DORBE do PCP recorda que, correspondendo aos anseios e reivindicações das populações e das autarquias e dando corpo ao compromisso assumido de reposição das freguesias extintas, o seu Grupo Parlamentar apresentou mais de uma centena de projectos de lei de criação de freguesias, incluindo a reposição de freguesias extintas no distrito de Beja. Era intenção do PCP, como é prática na Assembleia da República, submeter estas iniciativas legislativas a votação no último plenário.
PS, PSD e CDS-PP impediram a votação para evitar que tivessem de tomar uma posição sobre estas iniciativas, uma atitude que só revela a cobardia política destes três partidos, que querem esconder das populações a sua verdadeira posição contra a reposição das freguesias extintas. Manuel Reis, da DORBE do PCP, afirma que a extinção das freguesias foi um “embuste”.

publicado por Zé LG às 01:00
Esconder, só se for a próxima extinção... de municípios. Saiu-nos cá um lírico este PCP. Com o deficit das contas do estado em progressão, para não dizer aceleração, como é que um partido responsável pode ainda pretender aumentar a despesa do país?
Anónimo a 18 de Agosto de 2015 às 07:05
A julgar pelos niveis atuais de produtividade do trabalho na câmara de Beja, pela percentagem de funcionários que faz mesmo alguma coisa e pelo esvaziamento de conteúdo dos serviços em geral, poderíamos ser tentados a concluir que o PCP em Beja é que tem um plano secreto para a extinção desta autarquia. Mas isso só podem ser as más línguas a falar!
Anónimo a 18 de Agosto de 2015 às 08:18
Não...não são más línguas! É mesmo verdade! Uma vergonha o que se passa em Beja. E o Zé Povinho, cego, não vê...ou será que vê?
Khan a 18 de Agosto de 2015 às 10:18
Portugal é um país pequeno em superfície e não justifica 4000 freguesias e 300 câmaras Municipais. Quanto mais vasta fôr a administração, menos capacidade tem para resolver problemas, quando as freguesias se resumem a uma só povoação, os recursos finançeiros serão escassos.

Aqui no Alentejo, são as Autarquias quase os únicos empregadores, porém como não produzem riqueza, são um peso na dívida pública, agravado que é este problema com o excesso de trabalhadores para um mesmo serviço, como se verifica em determinadas câmaras.

Restaurar freguesias encerradas só agrava ainda mais esta situação. O problema neste País, foi sempre e será o excessivo peso da despesa com a função pública, que atinjiu a cifra de 750.000; um verdadeiro exército. Mas há outro exército de políticos com subvenções vitalícias, de que não se fala mas, que aumenta continuamente desde o 25 de Abril, com um enorme peso na despesa pública, igualmente.
António Martins a 18 de Agosto de 2015 às 12:01
Façam uma moção conjunta com os parceiros aliados do PSD e apresentem ao governo, ou querem amanhar o jogo de modo a ganharem as que restam? Como falhou a vinda da força aérea da Coreia do Sul, podem propor a vinda dos coreanos do norte e assim fica a ditadura que querem implantar protegida.
anonima a 18 de Agosto de 2015 às 23:14
A minha freguesia: S. João do Monte do Concelho de Tondela,tem 17 povoações numa área de 48 Km2. No programa do actual governo, é para extinguir. Alvito tem duas freguesias, com uma povoação cada, numa área de 200Km2. A minha freguesia tem comércio e industria. Alvito tem um comércio incipiente, industria nenhuma e agricultura nas grandes herdades, pastam gado bovino e ovino, explorações sustentadas por subsídios comunitários, mas emprego não dão em numero e qualidade.
Este problema tem raízes históricas, entre o latifundio e o minifundio, respectivamente Alentejo e Norte do País. Uma vêz que na monarquia o filho mais velho na grande propriedade herdava tudo e os irmãos viviam na sua dependência, bem como se fosse familia nobre herdava também o título, esta situação só foi alterada com a República, que considera os filhos herdeiros em partes iguais. Esta situação fêz com que se concentrasse a grande propriedade, anulando o povoamento nestas grandes regiões do Alentejo, onde hoje não há trabalho que permita o repovoamento do interior. Com o decrescimo demográfico a agravar a situação - no futuro - desaparecerão muitas aldeias e vilas e mesmo cidades de província perderão habitantes, num abandono que originará uma especie de extinção da humanidade neste País. O problema é transversal a toda a espécie humana: Poucos detém a riqueza, e demasiados vivem na miseria, para enriquecerem os primeiros. Agora, que abdicamos da nossa soberania, delegando-a na União Europeia, que decide por nós, o nosso futuro não augura nada de bom, para a solução deste gravíssimo problema social.
António Martins a 19 de Agosto de 2015 às 17:03
Seria interessante que fosse feita uma avaliação séria e rigorosa deste período, em que têm estado a funcionar as uniões de freguesias, será que alguém deu pela diferença? As populações estão pior? Houve ganhos de eficiência e de escala? Houve poupanças? O resultado global é positivo ou negativo?
Alentejo dos pequenitos a 20 de Agosto de 2015 às 09:38
A. Martins: Embora concorde com tudo o que diz, há que retirar as devidas conclusões e sobretudo tecer considerações sobre o futuro das freguesias rurais do Alentejo. O problema que se coloca é de facto a sua sobrevivência futura, e a sensação que se tem é que as estruturas do Estado parece estarem a chutar para o lado. Não falo do poder central que se limita a apoiar apenas as grandes obras e os grandes investidores, esquecendo por completo tudo o resto. Mas custa e de que maneira, que poder local nada faça para estimular o seu desenvolvimento. Pois passado que foi a época das obras muitas delas de fachada entre as quais pontificaram os campos de futebol com relva sintética. Agora que seria lógico apostar e estimular o desenvolvimento local, nada mais fazem do que reivindicar os lugares políticos, festas e romarias, e lavar as mãos para o poder central da mais que esperada falência dessas freguesias.
Anónimo a 20 de Agosto de 2015 às 11:17
Muitas das freguesias extintas não faziam qualquer sentido assim como alguns concelhos o não fazem, há que estruturar o país de modo sustentável... haja coragem!
Anónimo a 20 de Agosto de 2015 às 19:14
Terá sentido existirem concelhos com menos população que muitas freguesias??? Só para dar tachos a alguns...
Anónimo a 20 de Agosto de 2015 às 19:18
Impressiona por vezes, quando se reúnem em eventos destinados para o efeito nas sedes de concelho da nossa região. Todos os elementos políticos e para-políticos da autarquia e das juntas de freguesia, com toda a frota de automóveis e carrinhas distribuídas para o efeito. E a pergunta que sempre se nos coloca é a de que como é que há tanto dinheiro e recursos para manter esta autentica máquina de guerra politica?
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 11:29
O grande erro do PC nesta matéria é ser contra a extinção das freguesias, sem apresentar razões objectivas. Mas essa é outra questão e tem a ver com a "cassete".
Considero que a manutenção de muitos serviços da administração pública é defensável, desde logo porque quem vive no interior também é gente e é normalmente afectado por factores graves de exclusão, tais como as carências económicas, os baixos níveis de escolaridade e literacia, a inexistência de oportunidades de emprego com um mínimo de dignidade, entre outros, e necessita, de facto, de respostas específicas e de um maior acompanhamento por parte dos serviços estatais - não esqueçamos que afinal, o Estado deve ser o principal garante da igualdade de oportunidades.
O problema é que para além da "companhia" e de algum apoio logístico às populações mais isoladas, a existência de juntas e freguesia em localidades muito pequenas não parece ter outras vantagens ou auto justificar-se, num país massacrado por fortes limitações financeiras, sentidas em todos os sectores (veja-se a educação e a saúde, por ex.); o problema é que as juntas (e as autarquias, em geral) para justificarem a sua existência na presente conjuntura, tem de se reinventar continuamente, para poderem criar valor para os seus territórios. Criar valor significa criar dinâmicas que favoreçam a criação de emprego, a qualificação das populações, a abertura dos territórios ao exterior, a procura constante de oportunidades de desenvolvimento, o estabelecimento de parcerias com agentes locais e do exterior tendo em vista valorizar os recursos locais e captar apoios, investimento e também habitantes.
Todos concordamos que os territórios do interior do Alentejo são riquíssimos em potencialidades, mas não podem mesmo continuar fechados sobre si próprios. Os responsáveis políticos dos serviços públicos têm de perceber de uma vez por todas que o mundo mudou e ninguém ganha se se passar a vida a botar discursos estéreis a pedir mais dinheiro para polidesportivos, parques e estradas, ignorando que não é isso que fixa as populações e aumenta a sua qualidade de vida.
Não quero com isto dizer que os serviços mais próximos das populações não deverão continuar a preocupar-se com as necessidades mais prementes dos mais desfavorecidos e considero louvável que uma junta, por ex., canalize os seus escassos recursos para criar serviços de saúde para aqueles que não têm possibilidade de os obter de outra forma.
Não estou também a escamotear os inúmeros casos de capacidade de iniciativa e de boa questão autárquica ao nível das freguesias. Felizmente há alguns. Mas, no geral, é preciso mudar de paradigma. O passado já lá vai. Mesmo querendo muito, o tempo não volta para trás. Também a administração local tem de entrar no séc XXI, sob pena de se tornar obsoleta.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 12:29
Um excelente comentário. Podia ter sido assinado.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 14:15
Então os comentários a nónimos não são excelentes?
Este tal como outros é um bom comentário que pode trazer discussão e luz sobrem a reforma a fazer ao nivel da administração local , que está ,de facto, OBSOLETA.
Alensul a 21 de Agosto de 2015 às 14:53
Pois, este é um exemplo de excelente comentário anónimo. De facto, a nível da administração pública, pode germinar uma revolução silenciosa.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 15:41
O único senão em relação ao excelente texto/comentário é se os serviços de proximidade que justificam a seu ver a continuação de lugares políticos não podem ser substituídos por técnicos qualificados para o efeito. E que até já existem, independentemente dos lugares políticos. Daí a duvida sobre a absoluta necessidade dos políticos ou não, ser efetiva.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 17:54
Este anátema sobre os políticos é coisa assaz estúpida. Já o Eça dizia que têm de ser mudados como as fraldas, pelas mesmas razões. No entanto, há mais marés que marinheiros. Os políticos vão mudando, mas também eles são filhos do povo. Sim, são feitos da mesma massa, e os seus defeitos são os nossos defeitos. Fazem o que por nossa vez faríamos. E também usam as virtudes, as qualidades e sonhos que são os nossos. Não são membros de uma casta. Não são diferentes. São cidadãos como nós.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 21:53
Idealmente não precisariamos de políticos em nenhum nível de serviço público. Existem até experiências bem sucedidas a nível mundial com sistemas alternativos de tomada de decisão por cidadãos, devidamente assessorados por equipas técnicas.
Mas não se podendo pedir tudo de uma vez, ao menos que os políticos se "qualifiquem", que procurem legitimar o poder que detém através de um exercício sistemático de análise do contexto em presença e de ponderação estratégica.
O nível da tomada de decisão não pode é ser substituído totalmente pela intervenção dos técnicos, pois assim estariamos a criar uma nova classe de decisores potencialmente mais arbitrária nas acções e certamente menos comprometida ainda com o interesse público.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 22:40
Pois é, entre a autogestão anarquista e a tecnocracia burocrática ainda prefiro a democracia, que com todos os defeitos, é o menos mau dos sistemas.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 22:46
Os tais sistemas ditos alternativos de tomada de decisão apenas funcionam em pequenas organizações. Quando se trata de gerir, isto é, decidir como utilizar recursos, os sistemas autárcicos não podem subsistir isoladamente, nem sem coordenação que integre os pequenos sistemas. A sociedade é um sistema aberto, não é uma espécie de condomínio.
Anónimo a 21 de Agosto de 2015 às 22:51
Quando se toca nos interesses da corporação dos políticos, aparece sempre a sua reação e de forma violenta. Como é aqui o caso, de forma que qualquer tentativa de debater o tema de forma democrática vai logo às urtigas. É pois deveras interessante esta constatação da parte de quem enche a boca de democracia e direitos do povo, mas pelos vistos com limites. Os seus próprios e muito específicos.
Anónimo a 23 de Agosto de 2015 às 10:46
Não tenho qualquer dúvida de que essa é a realidade e de que não vale a pena ter ilusões. Mas é tranquilizador saber que há outras pessoas a pensar da mesma forma, que o jogo sujo que é hoje a política partidária ainda não matou toda a capacidade de pensamento crítico.
E haja esperança, toda a mudança começa de mansinho. Não podemos é demitir-nos da responsabilidade que todos os cidadãos tem de contribuir, das formas possíveis, para as transformações que consideram necessárias.
Anónimo a 23 de Agosto de 2015 às 11:58
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