Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
19
Fev 15

O Grupo Parlamentar do PS pede, através de um projecto de lei, a revogação da Portaria que estabelece a reforma do Serviço Nacional de Saúde, porque a reorganização da rede hospitalar “veio agravar ainda mais o sentimento de insegurança nas populações e prejudicar o acesso aos cuidados de saúde”.
No projecto de lei, o PS lembra que “as alterações sugeridas por este diploma implicam percorrer maiores distâncias entre as várias unidades de saúde do país e que essas distâncias implicam tempo, custos e meios”. No distrito está em causa a perda de serviços, como é o caso da maternidade no Hospital de Beja.
In: http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=6373

publicado por Zé LG às 00:35
Sabias que o Pulido Valente é o novo vice-presidente da CCDR?
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 08:17
Parabéns ao Pulido Valente e ao Xico Marques, grandes bofetadas de luva branca aos comezinhos da politica local, o pulido ainda vai dar cartas a esta mediocridade de vaidades locais da santa aliança.
anonimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 22:19
O Pulido foi colocado numa parteleira dourada, para aí passar os poucos anos que lhe faltam para a reforma. E não chatiar mais aqui em Beja.
Anónimo a 20 de Fevereiro de 2015 às 08:54
Muito bem!
Munhoz Frade a 19 de Fevereiro de 2015 às 08:29
Um dos vice-presidentes,via Cresap.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 11:51
Mas houve alguma reforma hospitalar ? Não dei por nada, deve ser falha minha.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 11:57
Veremos a reforma hospital que o PS fará quando chegar ao governo.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 12:37
Na melhor das hipóteses será identica à do PSD/CDS.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 15:12
Disparate!
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 15:45
Cá estaremos para ver daqui por poucos meses, ó Disparate.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 16:40
Claro, daqui por alguns meses quando o PS for governo, o dinheiro que agora não há e mais o que irá ser gasto até às eleições, nesta demorada campanha eleitoral em que já nos encontramos. Vamos buscá-los aos capitalistas ou à burguesia, ou então vai aparecer como por milagre da santinha D'Aires.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 16:45
Mas a reforma que por aqui discutem é a que reduziu as camas ao Hospital de Beja, as tais do sexto piso, onde está agora o poder do CA?
Mas essa não foi uma reforma .Foi a decisão deste CA que achou por melhor economizar desta maneira.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 16:47
Uma trapalhice dramática.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 17:09
Uma reformazinha, que se vai ficar por nove camas de psiquiatria.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 17:12
Mas essa camas não custam balurdios, são baratuchas.
Anónimo a 19 de Fevereiro de 2015 às 17:34
Em todo o País reduziram-se 430 camas hospitalares. A responsabilidade pelas consequências, em ultima instância, é do Governo. Os executantes dos encerramentos cumpriram ordens. Mas os que podiam impedir que se fizessem as malfeitorias não ficam ilibados.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 10:29
A quem se refere?
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 11:51
Ora, à eminência parda que aconselhava o Diretor do Departamento de Medicina.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 12:13
Eis o que nos espera depois das eleições...
E eu não sou do PSD/CDS.

"O governo socialista de François Hollande vai tornar legais os despedimentos sem justa causa.

A medida está prevista num novo pacote legislativo para “o crescimento, a atividade e a igualdade das oportunidades económicas”. Com a nova lei, o despedimento sem justa causa passa a ser possível mediante indemnização. O objetivo é facilitar o processo negocial entre trabalhadores e empresas e evitar o recurso aos tribunais.

Atualmente, a indemnização de base prevista pela lei para o despedimento sem justa causa é de 20% do salário mensal por cada ano de antiguidade, ou seja, cerca de 6 dias por cada ano de trabalho.
... "
Anónimo a 20 de Fevereiro de 2015 às 20:17
Bem, aqui estão as linhas gerais para uma reforma:

“O SNS deve ouvir mais os seus utilizadores e organizar-se de acordo com as preferências destes, focando-se na qualidade do serviço, promovendo disponibilidade, acessibilidade, comodidade, celeridade e humanização. Deve fazê-lo indo ao seu encontro na família, na escola, no trabalho, na comunidade, na cultura e no lazer, criando um ambiente favorável à promoção e defesa da saúde. Para o reforço do Serviço Nacional de Saúde são domínios de ação fundamentais: a promoção da eficácia, o aumento da eficiência do SNS, a promoção ativa da equidade, a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde e o aumento da literacia bem como potenciar a participação do cidadão nas esferas de decisão.
Ações-chave:
Melhorar a articulação entre hospitais, cuidados primários e continuados.
Reforçar a rede de Unidades de Saúde Familiar e garantir que todos os cidadãos têm médico de família.
Desenvolver a rede de cuidados continuados.
Reformular o financiamento responsabilizando a gestão.
Terminar progressivamente com a acumulação da prática pública com a prática privada.
Alcançar um compromisso entre autarquias e o poder central.
Diferenciar positivamente os cidadãos mais vulneráveis.
Rever as medidas de moderação de consumo evitando as barreiras de acesso.
Fomentar a inovação na promoção da saúde e no combate à doença.
Avaliar a tecnologia em saúde.
Prevenir a infeção hospitalar.
Desenvolver a educação para a saúde, a literacia e os autocuidados.
Aumentar a liberdade de escolha.
Aumentar a participação dos cidadãos na definição das políticas.
Modernizar e integrar as redes de tecnologia e de informação.”
(in Agenda para a Década)
Militante do PS a 22 de Fevereiro de 2015 às 09:18
Uma agenda que em que algumas das ações já fizeram parte de uma agenda de uma ou duas décadas atras, ou estão permanentemente em agenda, sem que se vislumbre uma luz de concretização.
Então para uma agenda para a próxima decada há que avançar um pouco mais .Por exemplo para a ação-melhorar a articulação entre cuidados hospitalares,primários e continuados .Entao para que foram criadas as Unidades Locais? Querem melhor articulação do que a palavra"articulação"?No entanto essa integração transformou-se em maior afastamento no que respeita à prestação de cuidados porque até as boas vontades dos profissionais,baseada em conhecimento mútuo ,foram-se gradualmente dissipando.
E a ação -terminar progressivamente com a acumulação da pratica.....então o que é isto de progressivamente? Não é também esta uma ação de há mais de uma década , para o PS? Então qual a acção que permitiria separar claramente estas águas?

Recomendo ao Anonimo,militante do PS:

Um debate público deve dissecá-las uma a uma porque algumas destas ações que apelam à abertura , transparência, inovação, participação pública,articulação/coresponsabilizacao,responsabilização de gestores ,porque são mais mais actuais/interessantes/necessárias .


Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 13:05
“algumas das ações já fizeram parte de uma agenda de uma ou duas décadas atras” – pois é, continua a ser necessário concretizá-las…
“há que avançar um pouco mais” – de acordo. O modelo das Unidades Locais tem cabimento para articular melhor, mas em algumas zonas do País não seria praticável para além de uma certa base territorial.
“o que é isto de progressivamente?” – é gradualmente, pois então!
Agradeço a proposta, se bem que nesses fóruns, como sabe pelas amostras, é impossível dissecar as ações “uma a uma”.
Recomendo que aguarde melhor definição das açãoes, no Programa Eleitoral.
Mil-i-tantus a 22 de Fevereiro de 2015 às 14:19
Naturalmente quis dizer palavra"integração" .
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:09
Caro Mil-i-tantus:
Eu vou aguardar,sim,pela ação concreta,digo o cumprimento do programa eleitoral, por parte do PS. Então , alguma vez os programas eleitorais têm correspondido às práticas ou às campanhas eleitorais?
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:25
Talvez possa utilizar a sua experiência profissional para analizar as taxas de realização dos programas. Essa estatística teria de ser complementada com os movimentos tendenciais desencadeados pela ação governativa, quiçá perceptíveis a partir das entrelinhas dos programas...
Mil-i-tantus a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:39
Essa das estrelinhas,está boa! Então acha que sou tão pouco politizado que nem sei ler as estrelinhas....essas e outras que por aí abundam,irei analisar com a minha experiência profissional e de vida;quiçá fazendo umas continhas por onde ando e analisando onde achar oportuno.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:47
Muito bem, faça isso e contribua para o debate.
Mil-i-tantus a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:49
"Desenvolver a rede de cuidados continuados",diz o militante do PS.Mas a rede já está muito satisfatória. Será que uma rede existente , paralela a outras, não põe em causa a sua funcionalidade,promovendo a desarticulação entre cuidados prestados aos utentes ?
Rita a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:55
Não creio que esteja suficientemente desenvolvida. A Rita terá trazido essa ideia da sessão dos bloquistas?
Militante do PS a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:57
Ora essa,logo ia copiar a minha ideia dessa sessão! Não me diga que aqueles palestrantes partilham desta minha ideia? Ele há coincidências.
Não , a minha afirmação resulta do que penso, do que vou observando da minha actividade profissional. Pense um pouco! Existem camas de cuidados continuados geridas por uma rede paralela,sediada nas ARS, que dispõem as vagas por todo o território sendo a articulação entre equipas hospitalares e cuidados domiciliários e as próprias equipas dos cuidados continuados, escassa para não dizer outra coisa; tem hospitais dentro do perímetro de uma ULS, o que acresce essa problemática da articulação e do pagamento, considerado o conceito de financiamento "per capita" ;os hospitais precisam de referenciar os seus doentes para cuidados continuados , senão ficam a ocupar camas de agudos,sem sombra de dúvida mais caras; essa referênciacao deve ser o mais perto dos familiares e domicílio ,pelas razões óbvias. Porque continuam os hospitais com camas de agudos ocupadas por doentes de cuidados continuados e convalescença? as camas do Distrito alocacas ,criadas para este efeito não são tão poucas assim,porque quase todos os concelhos já tem unidades de cuidados continuados a funcionar.Precisamos de criar mais unidades ou colocar as que existem a responder às necessidades?
(Simples apontamento técnico)
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 16:42
Isso tem pouco a ver com os cuidados primários, mas concordo que tem algo a ver com a articulação...
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 16:56
Tem a ver com o desenvolvimento dos cuidados continuados, uma ação proposta pelo militante do PS. Precisamos sobretudo que funcionem , os que existem.
Rita a 22 de Fevereiro de 2015 às 20:21
Como já aqui foi dito, foi uma criação de um governo socialista. Assim que iniciou funções, o ministro Paulo Macedo atacou-o fortemente, ameaçando cortar-lhe todo o financiamento. No entanto, a necessidade dos Cuidados Continuados não é nenhuma fantasia. Agora, o ministro da Saúde anuncia como uma vitória da sua governação o número de camas abertas nessas unidades...
Militante do PS a 22 de Fevereiro de 2015 às 21:11
O silêncio da miséria
VASCO PULIDO VALENTE Os socialistas que gritem por aí, António Costa não se compromete para não se desdizer.

António Costa é acusado de não dizer nada e, pior ainda, de não ter nada a dizer. O que o põe na melhor e mais velha tradição portuguesa, desde que por cá se inaugurou um regime representativo ou, pelo menos, qualquer coisa parecida, com um parlamento e alguns (poucos) direitos do cidadão.

Mesmo nesses tempos remotos de 1820, o grande objectivo político era impor ou criar a unidade das facções, que tinham aparecido em cena com a liberdade, de resto limitada e efémera, do novo regime. Não para garantir uma defesa sólida contra D. Miguel, mas porque não se via e, de facto, não havia razão para que não houvesse um único partido. Só existiam divisões tácticas e até essas sem grande consequência. A paralisia geral das forças revolucionárias, e a sua fraqueza, não permitiam mais do que divergências retóricas. E, às vezes, nem isso.

Depois da guerra civil de 1832-1834 (ou, mais precisamente, de 1826-1834), quando a Monarquia limitada da Carta Constitucional se instalou e o Infante foi expulso de Portugal, a pressão para que os políticos se reconciliassem e trabalhassem juntos para a salvação da Pátria nunca abrandou, nem sequer quando o radicalismo tomou conta de Lisboa e parte da província. A Constituição de 1838 copiava a Carta e a tendência centrípeta do país político levou rapidamente ao regresso da Carta e a outra tentativa de unificação política, o famoso “cabralismo”, que durou o que podia durar com vários distúrbios militares e uma guerra civil pelo meio. Tudo acabou em 1850-51 com a Regeneração, ou seja, com a aliança dos que a si próprios se consideravam “empíricos” e sensatos.

Daí em diante a paz prevaleceu. Por um lado, Portugal estava na miséria. E, por outro, a dívida, já enorme, não autorizava veleidades de uma mudança séria. Os governos pagavam os juros, pagavam aos funcionários e pediam dinheiro em Inglaterra e França para “melhoramentos materiais” (estradas, linhas de comboio e portos). Fora isto, não faziam mais nada. As reformas eram caras e aumentavam sempre o número de funcionários. Os credores, que participavam nos “melhoramentos materiais”, não financiavam o “progresso” social e político português, com que não ganhavam um tostão. Pelo contrário, já nessa altura queriam que o Estado reduzisse a despesa e, por exemplo, amalgamasse os municípios. “Gerir a dívida” consistia muito simplesmente em explicar aos credores o que Portugal aguentava, ou não aguentava, e em impor aos portugueses o que os credores mandavam. Neste aperto, a melhor saída era não abrir a boca e não mexer um dedo.

António Costa percebeu a inevitabilidade desta receita. E não se tem dado mal. Os socialistas que gritem por aí, ele não se compromete para não se desdizer; e conservar a esperança de que um belo dia (de nevoeiro, com certeza) vai aliviar a nossa triste sorte.
É claro que a miséria é má conselheira. Mas fico a pensar que uma interpretação catastrofista da nossa história pode produzir uma crónica assim para o... miserável.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2015 às 17:00
Catastrofista, pessimista, etc, eram os epítetos com que os PSs dos primeiros anos do socratismo classificavam Medina Carreira. Que por sinal foi brilhante Ministro das Finanças de dos governos de Mário Soares.

Afinal,... tinha razão em tudo que havia previsto. Cá está o povo a pagar os dislates dos seus políticos.
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