Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
31
Out 17

O programa Prós e Contras da RTP1, realizou-se, ontem à noite, em Reguengos de Monsaraz, em torno das questões da (falta de) água, despovoamento, desertificação e esquecimento do Alentejo, em particular, e do Interior, em geral. 

A moderadora Fátima de Campos Ferreira, revelou a sua habitual falta de capacidade de moderação, ao intervir excessivamente e ao cortar frequentemente a palavra aos intervenientes, não lhes permitindo concluir o que estão a dizer. Alguns dos intervenientes também não ajudaram, falando pelos cotovelos e revelando dificuldades em falar nas coisas concretas. Deu demasiado tempo de antena ao ministro da Agricultura, chegando a parecer um debate na AR sobre o estado da Nação...

Os representantes do movimento Beja Merece + estiveram bem, conseguindo mostrar ao país como Beja tem estado a ser votada ao ostracismo pelo poder central, designadamente através da não concretização ou conclusão das acessibilidades essenciais ao desenvolvimento e as tentativas que têm vindo a ser desenvolvidas para acabar com a ligação ferroviária a Lisboa. O presidente da Câmara de Beja foi pouco veemente no apoio aquelas posições do Movimento, optando mais por transmitir uma visão optimista do futuro da região.

Apesar de tudo, parece-me que resultou clara a necessidade de uma melhor gestão da água, um maior investimento no Interior, de forma a combater o despovoamento e a desertificação e a fixar as populações, e de melhorar as acessibilades a Beja.

 

publicado por Zé LG às 08:42
Só mais uma comentário, para ficarmos a pensar.

"Beja recuou, regrediu 10/15 anos"
Ana Lúcia Serafim a 31 de Outubro de 2017 às 18:36
Beja definha a olhos vistos na comparação com Évora, há décadas.
Responsáveis, de todos os quadrantes, mais que identificados. Discussões, muitas, argumentos batidos, muitos.
Paulo Arsénio e o seu habitual “nim”, o meio-caminho entre o tudo e o nada, que agrada a todos em geral e a ninguém em particular. Por aqui, nada de novo. Também.
A “estrela” Bruno Ferreira, homem à procura do seu rumo, bom moço, sem dúvida. A profissão de fazer narrações para anúncios da televisão não envergonha ninguém e é uma carreira digna. Já que a de humorista/actor não pôs propriamente o mundo a falar dele e na casa dos quarentas é tarde para outros vôos artísticos, pois que faça a malta pensar que comprar um
Peugeot é uma boa opção.
Vamos estar atentos a este homem de Beja, fora de Beja, com muito amor à camisola. A aura de herói está a ser construída (moço, vê lá se és menos rude... um menino há tanto tempo a respirar os ares de Lisboa devia ser mais... polido).
Já que o humorismo é um sonho lindo não realizado, pois que venha a política. É legítimo aspirar. É honesto mas sarar o jogo logo no início. É que a malta não é totalmente para, ó Bruno.
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 19:58
Beja Merece+. Merece bem mais do que apenas o que se viu - um disparar de lugares comuns, tão típicos do tipo de discussão a que a região, nos últimos anos, tem produzido. Os culpados são sempre "os outros" e os coitados "somos nós". Mesmo que o "nós" passe por alguns exercícios de auto-promoção de alguns, à boleia de um movimento que se tem sustentado mais em emoção que em razão.

O próprio nome - Beja Merece+ - é bem expressivo da sua limitação - Beja merece? E Ourique? E Castro? E Aljustrel? E Serpa? E Barrancos? E Mértola? Desde quando é que o Baixo Alentejo se resumiu a Beja?

Beja quer+. Quer tudo, custe o que custar. Independentemente do preço, independentemente se faz sentido ou não, independentemente de ser o que a região mais precisa, independentemente de existir, ou não, uma estratégia de desenvolvimento de médio/longo prazo.

O que interessa é ter um combóio que venha até Beja, transportar os milhares de Bejenses que anseiam por transporte, tal como já o faziam há 10/15 anos, cuja enorme procura até permitiu reduzir o passivo da CP. Ou ter um aeroporto, cheio de aviões, cheios de passageiros, nem que se tenha que subsidiar os mesmos para aqui aterrarem. Beja merece+, e se os passageiros não pretenderem aterrar em Beja, pois que se crie uma lei, ou uma quota, de voos para aterrar em Beja, que, afinal, ter um aeroporto só não chega e aqueles milhões de passageiros que, supostamente, já por cá deveriam ter aterrado (de acordo com os "estudos" da altura) mas, saiba-se lá por quê, não o fizeram. Incompreensível...

Saiba-se lá porquê, também não "aterraram" as imensas empresas, que até se acotovelavam à espera que o aeroporto ficasse concluído, para se instalarem cá! Resmas delas, dizam os "estudos", que até davam como exemplo de caso, um aeroporto irlandês. E do setor aeronáutico então, elas até se chatevam umas às outras. Como se compreende que estas tenham decidido instalar-se em Évora??? Mas se eles nem têm aeroporto???

A solução é uma autoestrada! É disso que precisamos! Qual IP com zonas de 4 faixas, qual quê! O que precisamos é de uma autoestrada, que a malta tem elevados índices de rendimentos e os condutores não se importarão de pagar portagens! Os transitários que o digam, que o gasóleo até já está baratinho.
E não duvido que, construindo uma autoestrada a terminar em Beja, não deverá faltar dinheiro para arranjar as várias estradas nacionais e municipais, que também já só precisam de um toquezinho. E é o que costuma contecer, certo? Onde se constrói uma autoestrada, assiste-se a um investimento reforçado nas vias periféricas...

Beja merece+... O Baixo Alentejo, logo se verá.
Para já, ficamos com alguém que confunde debater pontos de vista, num debate nacional, com falta de educação e meia dúzia de atoardas popularuchas. Lá diziam os Imperadores Romanos que, para distrais a populaça do que é importante, o Circo era óptimo. Deve ser herança histórica...

Hugo Rego a 31 de Outubro de 2017 às 22:24
Parabéns. No seu comentário encontramos algumas das explicações para a situação em que se encontra o Baixo Alentejo. E que tal tomar como referência (e analisar) o que se passou em Évora nos últimos 20 anos? Pelo menos não têm um aeroporto... mas sim um cluster aeronáutico.
Paixão_pelo_pote a 1 de Novembro de 2017 às 09:03
Nunca vi um comentário tão desprovido de bom senso como este ao qual estou a responder. Eu nunca comentei, mas neste caso, estou disposto a fazer uma excepção.

O nome 'Beja merece' refere-se à capital do Baixo Alentejo, na qual o movimento se foca principalmente. As outras localidades que referei fazem também parte do distrito de Beja.

Sim, é importante ter comboios e aeroportos a funcionar, para bem dos cidadãos de Beja, que têm a necessidade de se deslocar de ou para Beja, e é essencial também para o investimento, visto que ninguém vai criar investimento num pólo isolado.

"e se os passageiros não pretenderem aterrar em Beja, pois que se crie uma lei, ou uma quota, de voos para aterrar em Beja"
- não entendo esta parte. Nunca o movimento Beja Merece fez tal sugestão.


Eu pessoalmente, sinto-me orgulhoso de ter uma figura como Bruno Ferreira a defender os interesses da nossa região. Alguém carismático, inteligente, com boa capacidade de comunicação e que cita factos.
Se fossêmos todos como o senhor Beja não duraria muito mais tempo, isso é certo.
Eu a 1 de Novembro de 2017 às 21:36
Eu não tenho por hábito tecer comentários sem me identificar devidamente, e vou manter essa premissa.

"Sim, é importante ter comboios e aeroportos a funcionar, para bem dos cidadãos de Beja, que têm a necessidade de se deslocar de ou para Beja, e é essencial também para o investimento, visto que ninguém vai criar investimento num pólo isolado."

Pois bem, Beja teve um intercidades até há alguns anos. O intercidades foi suspenso por razões mais do que óbvias - o volume de passageiros tinha caído para níveis quase ridículos e ausência de procura pelo transporte de mercadorias. Só quando foi suspenso, é que se gerou uma "onda" de indignação. Sobre a suposta premente e ainda mais suposta necessidade, de tal serviço, carecem dados de suporte.
Quanto ao aeroporto, ele está a funcionar. Não tem é passageiros, mas está a funcionar, mas lá que está a funcionar e funcionante, está.

Ora, este dois factos per si, demonstram duas coisas: entre o que você acha e a realidade, existe um mundo de factos e dados. É minha opinião que se um aeroporto funcionante não tem procura naquilo que deveria ser a sua vertente determinante - transporte de passageiros/mercadorias - então algo de errado se passa. Ou passou. Há duas hipóteses: ou o Mercado está certo, ou o Mercado está certo. Um aeroporto é (devia ser) uma estrutura logística de resposta a uma procura/necessidade de serviços, e não uma estrutura que, ao se criar, induza/crie necessidade desses serviços. Mas, lá está, se o aeroporto não tem tráfego, a culpa é de quem? Dos outros, claro está! É de Évora, de Lisboa, de Espanha, de Marrocos. Parar um bocadinho e perguntar-se se, por acaso, a análise e a estratégia não estão assim, como que a modos, erradas, isso é que não. De mais a mais, é mais fácil fazer umas musiquinhas, ou empunhar uns cartazes junto do Prof. Marcelo. Dá menos trabalho do que estudar dossiers. E sempre dá para partilhar nas redes sociais...

Claro que, por cá, se insista em reinventar a roda. Só que quadrada e sem ninguém a necessitar dela. Pelo menos não estamos sós no disparate. Nuestro hermanos e os Cannucks também o cometeram, e com "investimentos" (este termo, aqui aplicado, tem contornos hilariantes) bem superiores.

Quanto à parte que não entendeu, a "defesa do aeroporto de Beja" é um pouco menos recente que o Beja Merece+.

Quanto à figura de Bruno Ferreira, é uma questão de opinião. Tal como o resto. Excepto no que toca a factos. Opiniões e achismos não são factos.
Hugo Rego a 1 de Novembro de 2017 às 22:09
Não é uma questão de opinião. Bruno Ferreira é um orgulho da região, no meio de politicamente corretos e de apparatchiks. Que é o que vimos por todos os lados.
Tiro-lhe o chapéu pela coragem e atrevimento, que até eu honestamente não teria.
Anónimo a 1 de Novembro de 2017 às 22:57
É questão de opinião, sim.

Onde você vê coragem e atrevimento, eu vi populismo, divisionismo, falta de educação e ausência de conteúdo. Trump também é politicamente incorreto. Entre outras coisas incorretas. Presumo que seja uma espécie de pacote.

Há uma linha que separa um cidadão inconformado, com um cidadão exaltado. O que separa um José Roquette, de um Bruno.

Nesta vertente é mesmo uma questão de opinião. E Trump até ganhou as eleições, por isso...
Hugo Rego a 1 de Novembro de 2017 às 23:28
"o volume de passageiros tinha caído para níveis quase ridículos"

- vou precisar de evidências para esta afirmação.

Quanto ao resto, o facto de não haver procura para os transportes públicos na região, de quem será a culpa? Não será parcialmente do governo que insiste em discriminar o Baixo Alentejo e tratá-lo como se de uma região secundária no panorama nacional de tratasse? Até concordo que a própria inércia e falta de empreendedorismo dos alentejanos em geral é um facto importante, talvez até mais importante do que o abandono por parte do governo central. Mas nada justifica esta discriminação de Beja em relação ao resto do país.
O distrito de Évora tem 168 034 habitantes (2009). O de Beja tem 152 758 habitantes (2011). Quanto à população dos conselhos capitais de distrito, Évora tem 56 596 e Beja 35 854. Será que esta diferença de população por si só justifica a preferência de Évora em relação a Beja? Não é possível, ou até provável, que o diferencial de tratamento entre as duas regiões seja mais por lobby político e não tanto pela dinâmica do mercado livre?
Eu a 1 de Novembro de 2017 às 23:30
Poderá encontrar as evidências que necessita nos vários relatórios de atividade da CP/REFER e do IMTT. Apenas a título elucidativo, por altura da decisão da suspensão do Intercidades, a CP referia que chegou a ter composições a circular com apenas dois ocupantes - um passageiro e o revisor.
Claro está que estas terão sido situações muito pontuais, mas também sintomáticas de uma realidade: a tendência de procura por transporte ferroviário estava em queda acelerada e sem sinais de inversão.

Quanto ao resto, e apesar dos números que referiu estarem francamente desatualizados, estes são irrelevantes quanto ao argumento. Isto não é uma questão de direitos ou igualdades. É uma questão de necessidades e soluções eficazes, numa óptica de optimização de recursos que, já de si, são escassos.

Este tipo de reinvindicações que movimentos como o Beja Merece+ tem defendido, é um bom exemplo de Risco Moral.
Hugo Rego a 2 de Novembro de 2017 às 09:10
"Poderá encontrar as evidências que necessita nos vários relatórios de atividade da CP/REFER e do IMTT"

Link?

"a tendência de procura por transporte ferroviário estava em queda acelerada e sem sinais de inversão."

Mais uma vez, vou precisar de evidências para esta afirmação. Não sei se a procura estava a diminuir assim tanto no momento em que perdemos o serviço intercidades para Lisboa, mas sei que a procura aumentou significativamente nos últimos anos, o que contradiz essa suposta tendência negativa (fonte: http://da.ambaal.pt/noticias/?id=10936).

"Quanto ao resto, e apesar dos números que referiu estarem francamente desatualizados, estes são irrelevantes quanto ao argumento."

Admito que estejam um pouco desactualizados, mas duvido que a população tenha crescido ou decrescido assim tão significativamente em poucos anos. E porque é que é irrelevante? A população de uma localidade não é, juntamente com outras variáveis, um dos factores que mais contribui para a utilização do comboio?

Assim, o senhor fala muito em factos e dados, etc, o que acho fantástico. Mas até agora falhou em revelar esses dados que sustentam a sua opinião.
Ainda mais, acho incrível como alguém que assumo seja de Beja, ou do Alentejo (posso estar enganado), esteja tão motivado para elogiar o governo e maldizer o movimento Beja Merece. Será Síndrome de Estocolmo, em que o senhor, juntamente com outros que já vi nos comentários, foram vítimas da incompetência e/ou desinteresse do governo por tanto tempo que até já começam a desenvolver sintomas de amizade e afecto ao seu agressor? Talvez seja uma estratégia psicológica para lidar com o abuso por parte do governo central. Seja como for, isto foi só um aparte. Espero ansiosamente pelos seus dados que vão, supostamente, o abandono e a extinção do Baixo Alentejo.
Eu a 2 de Novembro de 2017 às 15:42
Só uma correcção...

*Espero ansiosamente pelos seus dados que vão, supostamente, -justificar- o abandono e a extinção do Baixo Alentejo.
Eu a 2 de Novembro de 2017 às 15:51
O que escreveu é muito bonito, principalmente a parte do síndroma de Estocolmo.
Só resta é acrescentar que quem esteve no poder em Beja desde o 25 de Abril de 1974 foi o PCP, os 4 anos do PS ofereço-lhos.
Anónimo a 2 de Novembro de 2017 às 20:36
Caro Eu (Anónimo), assim que encontrar os ficheiros com os dados que me foram fornecidos, há uns anos, com o relatório de síntese operacional de transporte e carga, tentarei carregar numa página criada para o efeito e colocarei aqui o link.

Até lá, deixo-o com o link de uma das várias notícias que divulgaram o comunicado da CP a justificar a supressão da ligação Beja-Funcheira, à data, muito contestada pela sua "absoluta necessidade" (presumo que por bem mais pessoas do que as, em média de 4, costumavam circular).

https://www.dn.pt/portugal/sul/interior/comboios-deixam-de-passar-a-partir-de-1-de-janeiro-2191885.html

Importa também referir que a partir do momento que se melhorem as acessibilidades rodoviárias (nomeadamente, se se vier a estender a autoestrada até Beja), isto irá ter um impacto profundamente negativo na procura por transporte ferroviário, tal como aconteceu com Évora-Lisboa.

Some-se a isto a perda acelerada de população como fator de pressão negativo para a sustentabilidade de determinados investimentos na região. O Baixo Alentejo não tem 150 mil habitantes mas sim menos de 119 mil, tendo perdido uma média de 1.000 hab/ano nos últimos 16 anos, com a tendência a não dar sinais de desaceleração/inversão.

Em relação ao transporte ferroviario, a CP tem consciência de que a sustentabilidade da operação de transporte de passageiros está profundamente comprometida (isto não é exclusivo de Beja/Baixo Alentejo; as únicas linhas com potencial de auto-sustentabilidade são as linhas de alta-frequência), e a de transporte de mercadorias está fora de questão, sobretudo com a criação da linha Sines-Caia.

Acresce a isto que a alteração dos perfis de produção agrícola, induzidos pelo Alqueva, colocam em causa a pertinência do recurso ao transporte de mercadorias por via ferroviária que, já por si, tem uma expressão reduzida (a nível nacional) no transporte de mercadorias (Rodovia e Marítimo representam mais de 85% do transporte total de mercadorias), sendo penalizadas as mercadorias de baixo valor/peso e baixa densidade.
Mesmo assim, a oferta deste tipo de transporte fica assegurado numa plataforma logística multimodal, em que faz todo o sentido estar centralizada em Évora, por uma questão de centralidade geográfica da região (Évora e Beja não têm "culpa" da sua localização geográfica mas tal não pode servir de argumento para investimentos em função de egos e não em função de soluções custo-eficazes.

Quanto à irrelevância da questão da população de Évora ou Beja, prende-se exatamente com o que expús acima - não é uma questão de "povos", é uma questão geoestratégica de procura por soluções custo-eficazes. Uma plataforma logística central, onde já existe uma ligação à Rede Ibérica, e que com uma boa rede de acessibilidades viárias, permitiria criar uma plataforma multimodal competitiva.

E lamento informá-lo, mas o que se passa com o Aeroporto é um bom exemplo - não, não é fruto de "um lobby". É fruto de uma má análise, de uma péssima estratégia e de uma incapacidade em perceber quando se errou. Mas como a fatura é diluida por cerca de 10 milhões de portugueses, está tudo bem, não é? No meio disto tudo, ainda há-de aparecer quem defenda que "Nós é que estamos certos e o Mercado está errado".

Claro que está que também se pode defender colocar uma variável económica, na dependência de um princípio moral - o da igualdade de tratamento. Nesse caso, podemos já começar a apertar o cinto porque a aplicação deste princípio, em todo o País, implicará uma 2ª bancarrota em tempo recorde.

Hugo Rego a 2 de Novembro de 2017 às 23:55
"O Baixo Alentejo não tem 150 mil habitantes mas sim menos de 119 mil"

Fonte? Duvido muito que tenhamos perdido 33 mil habitantes em apenas 6 anos, quando entre 2001 e 2011 perdemos apenas 9 mil, e isso num período de 10 anos. Mas vou manter uma mente aberta, pois posso estar enganado.

"E lamento informá-lo, mas o que se passa com o Aeroporto é um bom exemplo - não, não é fruto de "um lobby"."

Eu não me estava a referir ao aeroporto, mas sim a todos os serviços de que Beja dispunha e perdeu, ou foi prometido mas não cumprido. A auto-estrada A26 originalmente era para ter sido concluída em Setembro de 2012. Estamos em 2017. Será que a nossa posição geoestratégica no mapa de Portugal é justificação para não se cumprir o prometido? Mesmo o Alqueva, que agora é elogiado como um fantástico sucesso para a região, demorou o quê? 30, 40 anos a ser construído? E então e o hospital de Beja que continua a perder médicos e o governo parece estar minimamente interessado em remediar a situação?
Havia outros exemplos que eu poderia ter referido, mas não o fiz, com o intuito de poupar tempo e espaço.
Parece que qualquer investimento feito a sul de Évora e a norte do Algarve, por algum motivo, é preciso que se lute por ele até à exaustão, enquanto que para outras regiões do país é algo quase natural.
Isto não tem a ver só com o mercado. Estamos a falar de serviços prestados pelo governo às populações. E o governo falhou completamente na tarefa de apoiar as populações do Baixo Alentejo.

Beja tem potencial para se desenvolver. Muito potencial, diria eu. Temos uma agricultura desenvolvida, estão a começar a emergi as agro-indústrias, estamos numa posição estratégica, entre Algarve, Alqueva, litoral alentejano e Évora, e a poucas horas de Lisboa. Temos um aeroporto! E temos também muito potencial para nos tornarmo-nos um destino turístico de excelência.
Mas isto tudo não vai acontecer sem acessibilidades. Sem comboio. Sem estradas.
Quanto às questões geo-estratégicas/económicas, isso já são assuntos técnicos dos quais um leigo como eu sabe pouco (ou nada). Mas qualquer pessoa pode ver que a cidade de Beja tem um potencial fantástico, apesar da nossa situação actual infeliz. Mas para isso precisamos de vontade política por parte do governo central, algo que simplesmente não tem existido.
E mais. O desenvolvimento económico/social de Beja seria também uma ajuda preciosa ao país. Basta referir que há alguns anos atrás Portugal só produzia 40% do azeite que consumia, se não estou em erro, e agora exportamos para fora. Beja é o maior distrito do país em área. Um Baixo-Alentejo forte seria extremamente benéfico para o país. (https://www.publico.pt/2012/10/28/economia/noticia/exportacoes-de-azeite-disparam-40-e-ja-valem-mais-de-161-milhoes-de-euros-1569152)

Quais das alternativa é que consideraria que seria mais vantajosa para o país ao longo prazo?

A) O governo gasta algum dinheiro (não muito comparado com outros projectos em outras partes do país) para eletrificar a linha de comboio e terminar a auto-estrada para depois o país beneficiar, ao longo de largos anos,de todo o potential florescimento económico que daí verá com mais exportações, em especial agrícolas e agro-industriais e potencialmente outros tipos de indústria também, como indústrias ligadas à aeronáutica.

B) O governo continua a fazer o que tem feito até agora, o distrito de Beja morre, aldeias e vilas desaparecem do mapa, e Beja torna-se numa simples vila de 8000 habitantes com um enorme deserto à sua volta. Perde-se todo o potential agrícula e económico e perde-se ainda toda uma cultura e uma região líndissima em termos de património.

Qual das opções lhe parece melhor, para os bejenses e para Portugal? E até para o próprio governo. Embora o governo obviamente já escolheu a sua opção há muito tempo.
Então e nós, que somos do Baixo Alentejo? Deveremos conformar-mo-nos e aceitarmos a nossa eventual extinção simplesmente porque a CP quer fazer algumas poupanças? (Se de facto foi esse o motivo por detrás das acções da CP).
Eu digo não. Eu digo que devemos lutar por Beja, e encontrar soluções para o nossos problemas, para melhorarmos o nosso nível de vida e para contribuirmos para o desenvolvimento de toda uma cidade e região.
Viva Beja! Viva o Baixo Alentejo!
Eu a 3 de Novembro de 2017 às 00:49
Não vai acontecer sem comboio? Porque? Isso é sustentado em quê?
Sem estradas? O Baixo Alentejo tem estradas. A esmagadora maioria está é em mau/péssimo estado. E uma autoestrada não vai, miraculosamente, arranjar as outras. Questão: o investimento numa autoestrada até Beja custaria quanto, e esse valor permitiria recondicionar quantos quilómetros de estradas secundárias?

Hugo Rego a 3 de Novembro de 2017 às 13:09
Fonte? Pordata. (Só uma coisinha, por favor, podia dar-se a algum trabalho em consultar/pesquisar dados/factos? É que já vai cansando...)

Quanto à autoestrada, os estudos da altura indicavam que os fluxos rodoviários potenciais seriam insuficientes para cobrir o investimento e a operação (há critérios). Seria sempre preferível um traçado de IP com zonas de 2x2 faixas, com custos de utilização mais baixos, mais flexível em termos de criação de acessibilidades e integração na rede viária da região, sobretudo se complementado com investimento nas vias secundárias (que eu considero essencial).

A questão do Hospital é uma consequência da perda de atratividade da região (entre outros fatores). Uma questão: o modelo de financiamento é por capitação, a perda acelerada de população e o aumento do peso demográfico da população mais idosa (com maior índice de consumos de serviços de saúde).
A não ser que se altere o modelo de financiamento (isto inclui o atual modelo de incentivo/penalização do desempenho institucional que, atualmente, induz uma distorção perversa de diminuição de capacidade sistemática em unidades mais fragilizadas financeiramente/contextualmente), ou a fórmula de cálculo tendo em conta o referido contexto (case-mix), a orçamentação irá sofrer pressões para a sua diminuição, colocando em causa a capacidade operacional e de resposta. Os profissionais vão ganhando consciência disto e um dos grandes problemas assenta na dimensão da população-alvo. A sua diminuição implica menos capacidade para, sequer, investir em equipas especializadas em determinados segmentos/clusters. Alguns jovens altamente especializados, e com vontade de evoluir, não encontram reunidas ceterminadas condições para os "seduzir" a fixar-se cá. Isto tem que ser abordado com seriedade. Não é uma questão de "lobby's".

"Beja tem potencial para se desenvolver (...) Temos uma agricultura desenvolvida, estão a começar a emergi as agro-indústrias, estamos numa posição estratégica, entre Algarve, Alqueva, litoral alentejano e Évora, e a poucas horas de Lisboa. Temos um aeroporto! E temos também muito potencial para nos tornarmo-nos um destino turístico de excelência.
Mas isto tudo não vai acontecer sem acessibilidades. Sem comboio. Sem estradas."

Por partes:
A posição estratégica que referiu não necessita de ferrovia. O Transporte Comercial Rodoviário apresenta flexibilidade mais elevada e custos operacionais mais baixos, se se apostar numa rede viária como a que já referi, e não numa autoestrada que será de utilidade mais limitada e servirá quase que apenas para gerar mais umas quantas cláusulas compensatórias a pagar pelo contribuinte.

O aeroporto. Sem comentários. O Mercado já demonstrou que o seu potencial primário - transporte - é nulo. Ponto.

Potencial Turístico de Beja. Presumo que se refere ao Baixo Alentejo. Existem duas realidades - Litoral e Interior. No Litoral existe um determinado potencial, na vertente Praia/Sol, com algumas limitações de ordem ambiental. O Interior, enquanto destino turístico, apresenta, hoje, um potencial extremamente discutível, sendo reduzidíssimo quanto à procura externa (exemplo disso, a tentativa de criação de operações charter, que redundaram em fracasso).

Não vai acontecer sem comboio? Porque? Isso é sustentado em quê?
Sem estradas? O Baixo Alentejo tem estradas. A esmagadora maioria está é em mau/péssimo estado. E uma autoestrada não vai, miraculosamente, arranjar as outras. Questão: o investimento numa autoestrada até Beja custaria quanto, e esse valor permitiria recondicionar quantos quilómetros de estradas secundárias?

Hugo Rego a 3 de Novembro de 2017 às 13:10
(Cont.)

A) Onde é que está a fundamentação da afirmação "a eletrificação de(..) irá produzir "todo o potential florescimento económico que daí verá com mais exportações, em especial agrícolas e agro-industriais e potencialmente outros tipos de indústria também, como indústrias ligadas à aeronáutica."?
Boa-vontade e ilusão não contam.

B) Explique de que forma é que uma autoestrada até Beja ou um aeroporto, vão impedir as aldeias de morrer quando nunca houve uma política de remuneração de trabalhadores agrícolas que permitisse aumentar a atratividade para esse perfil de trabalho (note que qualquer aumento de emprego no setor serviços, geralmente concentrados nas freguesias urbanas, vai aumentar a pressão negativa sobre o trabalho rural).

Provavelmente estamos do mesmo lado, só que com perspetivas muito diferentes sobre o que é que a região estrategicamente necessita.
Acho bem que lute, não por Beja, mas pelo Baixo Alentejo. Veja lá é se não anda a defender dar espadeiradas nas próprias pernas.
Hugo Rego a 3 de Novembro de 2017 às 13:11
Quem é o Hugo Rego? Existe mesmo ou é um daqueles escribas tipo que o Sócrates pagava para escrever nos blogs?
Terra Minha a 3 de Novembro de 2017 às 10:16
É alguém que pensa e que está para além do debitar de lugares comuns...
Rodinhas a 3 de Novembro de 2017 às 12:49
Um sindicalista, com um curso de gestão que não é de Beja, nem gosya de cá estar.
Bagaço a 3 de Novembro de 2017 às 15:04
Uma pequena correção: Um Profissional de Saúde, que também é Sindicalista, que não nasceu em Beja mas já cá vive há 20 anos e que adora cá estar e viver, caso contrário, já tinha mudado de sítio. E que se identifica.

De qualquer forma, excelente participação. Ficamos todos bastante mais elucidados sobre o que está em debate!

Saúdinha da boa e cuidado com o consumo do álcool...
Hugo Rego a 3 de Novembro de 2017 às 15:17
"Não é uma questão de "lobby's". "

Eu não teria tanta certeza.

"e não numa autoestrada que será de utilidade mais limitada e servirá quase que apenas para gerar mais umas quantas cláusulas compensatórias a pagar pelo contribuinte"

A auto-estrada foi prometida. O facto de ainda não ter sido construída é mais um exemplo do desrespeito completo dos governantes pelo povo alentejano.
Se a auto-estrada é assim tão desnecessária como diz, então porque é que a sequer começaram a construir para depois abandonar a construção? Porque é que tantos autarcas e empresárias a defendem e dizem que é um investimento essencial? Será que o senhor entende o que é preferível para os empresários melhor do que os próprios empresários? (http://www.correioalentejo.com/?diaria=8296)
Você pôe, supostamente, tanta ênfase em dados e estudos, mas recusa-se a mostrar esses dados e estudos.

"O aeroporto. Sem comentários. O Mercado já demonstrou que o seu potencial primário - transporte - é nulo. Ponto."

Independentemente de considerarmos o aeroporto como uma boa ou uma má ideia, e o consenso é que foi uma péssima ideia, a realidade é que o aeroporto está construído. Temos de o aproveitar, de uma forma ou de outra. É preciso também termos em atenção que as condições não são as melhores. Um aeroporto não faz sentido sem acessibilidades rodoviárias e ferroviárias.

"Potencial Turístico de Beja. Presumo que se refere ao Baixo Alentejo. "

Na verdade, referia-me à cidade de Beja. Beja tem tudo para ser um destino turístico quase ao nível de Évora. Infelizmente nós bejenses não fomos capazes de aproveitar o potential imenso que temos neste aspecto. A cidade actualmente não tem uma estratégia para captar turistas, e as acessibilidades (sempre as acessibilidades) também não ajudam neste aspecto. Poucos estão dispostos a visitar uma localidade se esta está a vários quilómetros de distância com estradas em péssima condição. O comboio também faria sentido neste contexto, podendo atrair turistas do Algarve ou de Lisboa.
Mas, embora eu me estivesse a referir exclusivamente a Beja, é claro que existe muito potencial em todo o Baixo Alentejo, em especial no litoral mas também em localidades como Mértola ou Serpa.

"A) Onde é que está a fundamentação da afirmação "a eletrificação de(..) irá produzir "todo o potential florescimento económico que daí verá com mais exportações, em especial agrícolas e agro-industriais e potencialmente outros tipos de indústria também, como indústrias ligadas à aeronáutica."? "

Eu nunca fiz a afirmação de que a electrificação por si só iria originar num milagre económico. Mas acessibilidades são de facto extremamente importantes no desenvolvimento económico. E Beja, quanto mais isolada está, menos possibilidades tem de atrair empresas e pessoas. Novamente, isto é apenas sendo comum.
Eis um link interessante - (http://da.ambaal.pt/noticias/?id=10769)

"Explique de que forma é que uma autoestrada até Beja ou um aeroporto, vão impedir as aldeias de morrer"

Se esta política de abandono ao Baixo Alentejo continuar, acho que podemos dar como garantido que a nossa região, a longo prazo, vai desertificar-se até não restar quase nada. Para constatar isso pode olhar para os dados de população que você tem (e estranhamente insiste em não partilhar com mais ninguém...). Mértola na década de 1940 tinha uma população que quase atingia os 30 mil habitantes. Em 2011 era de 7 274. E o mais provável é que continue a diminuir.


"Provavelmente estamos do mesmo lado, só que com perspetivas muito diferentes sobre o que é que a região estrategicamente necessita."

Eu diria que temos atitudes diferentes. A sua consiste em fazer nada e esperar que milagrosamente o Baixo Alentejo comecem a desenvolver-se apesar do abandono a que estamos submetidos. O que não é impossível, o desenvolvimento económico já está a acontecer, mesmo sem a ajuda do governo. Mas assim torna-se muito mais complicado.

"Acho bem que lute, não por Beja, mas pelo Baixo Alentejo."

Porque não por Beja?
Eu a 3 de Novembro de 2017 às 22:18
(continuação)

"Só uma coisinha, por favor, podia dar-se a algum trabalho em consultar/pesquisar dados/factos?"

Afirmação algo irónica, sendo que eu fui o único até agora que se deu ao trabalhar de mostrar as minhas fontes. Para quando o relatório da CP/REFER?

"Quanto à autoestrada, os estudos da altura indicavam que os fluxos rodoviários potenciais seriam insuficientes para cobrir o investimento e a operação (há critérios)."

É de bom senso quando se referir a um estudo, mostrar esse estudo.

"A questão do Hospital é uma consequência da perda de atratividade da região"

É porque é que a região não é atrativa para os jovens (e não-jovens)? Não será, em grande parte, devido à absoluta inércia económica na nossa região? A indústria na cidade de Beja é praticamente inexistente. E isto não vai mudar enquanto as acessibilidades não melhorarem. As estradas, como diz, estão em péssimo estado. Porque (quase) ninguém quer criar fábricas se não tem condições de escoar os seus produtos. Isto é simples senso comum.
Eu a 3 de Novembro de 2017 às 22:23
População Residente
http://www.pordata.pt/DB/Municipios/Ambiente+de+Consulta/Tabela

Em relação a um dos artigos que referiu, experimente lê-lo até ao fim. (extraido do "seu" artigo)

"Segundo Filipe Pombeiro, o NERBE também defende o aproveitamento das infra-estruturas já construídas no âmbito da A26 para a requalificação do IP8 e "atendendo a uma relação de custo/benefício o mais baixa possível"
Isto é defender um IP, em linha com princípios semelhantes aos que defendi.

As "Dez razões para investir na linha do Alentejo". O Prof. Manuel Tao, com todo o respeito que possa ter pela pessoa, é um "especialista em comboios". Para ele, há o comboio e o resto é paisagem. Aliás, basta atentar à brilhante afirmação:

"A linha do Alentejo modernizada faculta a aglutinação de Beja, Vila Nova da Baronia e Cuba, num povoado único, com alargamento de escala demográfica e de mercados locais, os quais se somam ao aproveitamento de uma aerogare de Beja próxima, como estação intermédia, e viabilizada por ligações ferroviárias rápidas e competitivas, tanto em direção à península de Setúbal, como ao Algarve ocidental."

Sustentabilidade? Zero.

Ofereço-lhe um estudo, como alternativa. É mais exaustivo a analisa as tendências dentro da Europa. Uma das conclusões:

"Restructuring in European railways is just taking its first steps, and a combination of downsizing and greater freight volumes is needed if this mode of transportation is going to prosper in the future, and take market share back from others. Restructuring within this sector will most probably result in increased internationalization, mergers and acquisitions, and intermodal transportation solutions."

http://www.emeraldinsight.com/doi/pdfplus/10.1108/17410400710731428

Autoestrada
http://da.ambaal.pt/noticias/?id=2225

""Acho bem que lute, não por Beja, mas pelo Baixo Alentejo."

Porque não por Beja?"

Porque Beja não é o Baixo Alentejo e essa perspectiva implica supostamente absorver recursos e iniciativas que deveriam ser aplicados ao Distrito. Não vá Beja ser acusada de "absorver tudo" e de "lobbys".

"Na verdade, referia-me à cidade de Beja. Beja tem tudo para ser um destino turístico quase ao nível de Évora."

Fundamentação?

No meio disto tudo, há uma afirmação sua que espelha bem a sua lógica.
"A auto-estrada foi prometida."

Não importa se faz sentido. Não importa se vai representar desperdício de recursos. "Foi prometida". E é isto.

Passar bem.

Hugo Rego a 4 de Novembro de 2017 às 13:49
Será que nunca mais aprendemos? Mais uma vez, em vez de nos unirmos em torno da exigência do que precisamos e de que temos direito (ou só nós não o temos?) e dos concentrarmos no essencial, viramo-nos para os aspectos acessórios e que mais facilmente nos podem dividir: o (eventual) aproveitamento dos protagonistas, o tom das intervenções, juízos de intenções,... Atacamo-nos (autoflagelando-nos?) por tudo e mais alguma coisa e elogiamos os outros, sejam eles quem forem... Importa assumir as nossas responsabilidades, mas não nos deixemos cair na tentação de considerar que todas as dificuldades por que passamos (a região) são da nossa exclusiva responsabilidade. Porque isso não é verdade. Porque existem responsabilidades a vários níveis. Vamos tentar não atacar tudo o que mexe para defender a nossa região. Acho que não é pedir muito...
Zé LG a 1 de Novembro de 2017 às 00:48
Será que nunca mais aprendemos? Aparentemente, não. O aeroporto não descolou ao fim de 10, 11, 12(...) anos? A culpa é de Évora. Ou Lisboa. Ou de Marrocos, que a minha tia para lá emigrou. Solução? Insista-se. Pode ser que, um dia, o milagre aconteça.

O comboio? Tornou-se uma "preocupação" a partir do momento em que se se perde o intercidades, já que essa preocupação nunca se traduziu em volume de passageiros (exceptuando o volume de fim-de-semana dos recrutas do regimento de infantaria). Já alguém procurou saber se, efetivamente, existem necessidades de transporte de mercadorias (volume) que justifique um investimento deste calibre? Ou a questão "comboio" é apenas uma questão de ego? Uma espécie de "deixe lá o comboio circular às moscas, que as nossas moscas têm direito a ter comboio"?

A autoestrada? Não brinquem! Quanto custaria uma boa IP? Alguém questionou que melhor solução serve uma região que, se quiser apostar fortemente na exportação, necessita de vias o mais eficazes e eficientes possíveis? Uma autoestrada representa um custo acrescido, quer direto (utilizador), quer indireto (impostos). E tendo em conta o atual modelo de gestão de autoestradas, o que vai acontecer? Baixos volumes de tráfego a terem que ser compensados por contrapartidas financeiras a pagar pelo Estado. Ou seja, pelo contribuinte.

A região precisa de uma autoestrada ou precisa de uma boa rede viária a ligar as várias localidades, de forma a aumentar a fluidez e qualidade de transporte? Desde quando é que Beja é o grande produtor de bens, que necessite de uma acessibilidade deste calibre? Em vez de se pedir para se gastar rios de dinheiro numa linha de transporte ferroviário, de procura e eficácia duvidosa, porque não investir esse mesmo dinheiro numa verdadeira rede logística que sirva os interesses de TODOS os municípios do Baixo Alentejo?

Assumam-se, então, responsabilidades. Pelo caminho, procure-se fundamentar racionalmente o que se pede, sob pena de isto se resumir a uma mera fogueira de vaidades.
Hugo Rego a 1 de Novembro de 2017 às 11:26
Boa!
maria a 3 de Novembro de 2017 às 09:43
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Passaram por cá
Contador de visitas

Desde 15.01.2011
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
É a mesma pessoa! o eng.º José Velez ex-vereador d...
Excelente debate que já há bastante tempo se impun...
Por muitos ilustres que cite não apaga a força do ...
Expus os meus argumentos com a mesma honestidade q...
Para começar, ter preferências é um luxo que todos...
Já vi que tem preferência pelo consumo de azeite d...
O que o PCP pretende no desenvolvimento agricola d...
Não, não sou a favor desse tipo de culturas.O que ...
Caro anónimo, não sei se é adepto deste tipo de cu...
Não precisa do futuro para estar enganado, já o es...
Estas reivindicações do PCP não são novas, são ali...
Só que nada fizeram até agora e que o engenheiro d...
ETAR de Vales Mortos: https://www.publico.pt/2017/...
qual situação?
A situação da "ETAR" de Vale de Vargo não é notíci...
blogs SAPO