Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
31
Out 17

O programa Prós e Contras da RTP1, realizou-se, ontem à noite, em Reguengos de Monsaraz, em torno das questões da (falta de) água, despovoamento, desertificação e esquecimento do Alentejo, em particular, e do Interior, em geral. 

A moderadora Fátima de Campos Ferreira, revelou a sua habitual falta de capacidade de moderação, ao intervir excessivamente e ao cortar frequentemente a palavra aos intervenientes, não lhes permitindo concluir o que estão a dizer. Alguns dos intervenientes também não ajudaram, falando pelos cotovelos e revelando dificuldades em falar nas coisas concretas. Deu demasiado tempo de antena ao ministro da Agricultura, chegando a parecer um debate na AR sobre o estado da Nação...

Os representantes do movimento Beja Merece + estiveram bem, conseguindo mostrar ao país como Beja tem estado a ser votada ao ostracismo pelo poder central, designadamente através da não concretização ou conclusão das acessibilidades essenciais ao desenvolvimento e as tentativas que têm vindo a ser desenvolvidas para acabar com a ligação ferroviária a Lisboa. O presidente da Câmara de Beja foi pouco veemente no apoio aquelas posições do Movimento, optando mais por transmitir uma visão optimista do futuro da região.

Apesar de tudo, parece-me que resultou clara a necessidade de uma melhor gestão da água, um maior investimento no Interior, de forma a combater o despovoamento e a desertificação e a fixar as populações, e de melhorar as acessibilades a Beja.

 

publicado por Zé LG às 08:42
É comum dizer-se que não há uma segunda oportunidade para causar boa impressão num primeiro encontro.
Até pode ser exagerada esta afirmação, mas que ela tem um fundo de verdade, lá isso tem.
Paulo Arsénio, o novo presidente da Câmara de Beja, desiludiu na primeira oportunidade pública, e logo de grande audiência, de mostrar que presidente vamos ter nos próximos 4 anos.
A sua intervenção no programa da RTP deixou os bejenses com enorme sentimento de frustração.
Valeu-nos o acerto do Bruno Ferreira.
É por causa deste tipo de comportamento, típico do PS de Beja, que a região está como está.
A bem do concelho espero que o nosso presidente tenha a possibilidade de corrigir o seu posicionamento.

PS: Para quem foi tão virulento na crítica a João Rocha, pela sua pouca habilidade argumentativa, deixem-me dizer: prefiro um autarca de fraco discurso, mas de posições fortes, a um autarca submisso.
Bejense a 31 de Outubro de 2017 às 09:10
Pena que não vi o programa.Alguem que possa retratar e ou criticar algo que valha a pena.
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 09:34
Concordo que o PA poderia ter sido mais incisivo, mas as condicionantes do tempo também não ajudou. De qualquer forma, não é com vinagre que se apanham moscas. Ou acreditam que a excelente intervenção do BF irá dar frutos ?
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 10:29
Muito engraçado este argumento do vinagre para apanhar moscas. Até há bem pouco tempo o que se defendia era uma intervenção musculada em defesa de Beja e do Baixo Alentejo. Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.
Terra Minha a 31 de Outubro de 2017 às 11:46
Não deve ter compreendido. Na verdade a mim pouco me interessa se é com vinagre ou com mel. Se for necessário uma intervenção musculada, estarei na linha da frente. É necessário é acontecer. Mas lá está, a tal questão da faca e do queijo.
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 12:01
Aos movimentos compete reivindicar, exigir, defender.
Aos autarcas compete fazer o mesmo (defender as populações) mas num registo que também revele otimismo que atraia investidores aos seu território sob pena de toda a gente que está a ver na TV poder ficar com a ideia de que tudo está mal.
Por isso, no papel que cada um desempenha, as intervenções do Movimento e do Presidente da Câmara (muito curta por falta de tempo) foram assertivas.
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 12:47
Fiquei na dúvida se foi mesmo por falta de tempo que o PA não protegeu as vozes daqueles que exigem melhores acessibilidades e transportes para Beja ou se foi porque é um socialista convicto e por consequência tem de ser submisso a todas as decisões do partido que por acaso está a governar o pais. Espero sinceramente que seja apenas por falta de tempo, ou pelo nervosismo de ser a primeira vez a discursar na televisão como presidente de câmara, que fez que em vez de aproveitar o pouco tempo que teve em criticar as opções do governo para a região, resolveu dizer que as coisas estão muito melhores. Espero que na próxima vez faça juz ao « SEREMOS A SUA VOZ », porque desta vez não o fez, e meteu quem nele votou, com alerta amarelo!
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 13:38
O mais engraçado agora são os inteligentes de Beja que se julgam capacitados para questionar as competências da Fatima Campos Ferreira e por conseguinte de quem a mantém no lugar que ocupa ha mais de 25 anos, simplesmente para defender o PA. Já vi criticas de pessoas que nem para gerir a casa delas têm condições, quanto mais para julgar os responsáveis de RTP.
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 13:47
mais uma vez o PA demonstrou que nao tem perfil para ser Presidente da CMB.dado que se deslocou em funcoes Institucionais seria de bom tom que nao se fizesse acompanhar pelo sequito que apareceu na TV.
anonimo a 31 de Outubro de 2017 às 14:36
Antes das eleições isto estava tudo numa miséria , agora que é presidente é tudo uma maravilha.
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 14:48
Acho que o comentário do Anónimo às 12:01, é perfeitamente elucidativo do que esteve na origem do optimismo do PA. Não se pode 'vender' o produto a dizer mal dele. Mas na verdade, tenho cá para mim que o PA sabe que agora irá ser sempre 'preso' por ter cão e por não ter. Se diz bem da cidade, é vergonhoso porque ela não está assim tão bem. Se diz mal, a vergonha ainda é maior. Enfim......
Anónimo a 31 de Outubro de 2017 às 15:08
“Permite-me que discorde Pedro! Quando se debate acerca de Património, Cultura, Economia, Educação, Mobilidade, Finanças etc. Estamos a escrever acerca de poder: europeu, nacional e local. Não consigo dissociar, e debater o assunto, sem mencionar política (independente da ideologia de cada um, a mim também pouco me importa se são verdes, vermelhos, rosa ou azul escuro, desde que saibam governar), lobbies, a banca, os grandes grupos empresariais e o comum do cidadão.
Falar de Poder, é falar de todos nós, que temos o poder de sermos elegíveis e de eleger. Mais do que debater ideias, via Facebook, é necessário que os cidadãos se desloquem às urnas e exercem o seu direito e dever de votar!”

“Na minha humildade, sabendo que tenho de começar a " interpretar português e também a escrevê-lo. " Assumindo as minhas limitações (na pontuação então). O que tenho lido por aqui, entristece-me. E ainda me escrevem, que o que se escreve por aqui, não é Política!? É vil, é de uma mesquinhez repugnante, a Política que por aqui se canta, com canções de Escárnio e Maldizer! Citando Francisco Sá Carneiro " A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha".
Sei que irá ser assim até 1 de Outubro - " Spartacus". E que alguns, dos que por aqui se manifestam nem às urnas se deslocam. “

Dei por mim, a pensar se BejaMerece +? Será que os BejensesMerecem +? Será que BejaNosMerece? Nem em algo, que é para prol de todos somos UNIDOS!

Para mim, Beja é a MELHOR cidade do Mundo, é a minha terra, é o meu porto seguro, as raízes estão cá, ainda que os ramos possam morar em outro qualquer lugar (e já aconteceu). Circulei anos na linha de comboio. Tomara Eu, ter euros como quilómetros percorridos: Beja/Lisboa Lisboa/Beja, acartar com tudo ir apanhar o barco, e depois o conforto de ir directo, passando a ponte. Acredito no potencial da minha Cidade e vê-la ser enxovalhada...Indigna-me! Deixando-me de me rever no grupo (até porque, as raras vezes que me manifestei fui "mal interpretada"), e como me ensinaram que quem está mal é que se deve retirar...Fui!”
Ana Lúcia Serafim a 31 de Outubro de 2017 às 18:13
Foi com estes últimos comentários que me despedi do Grupo “Beja Merece +”
Ontem, tal como muito dos Baixo-Alentejanos e Bejenses assiste ao programa televisivo Prós e Contras transmitido na RP1.

Vou tentar não me alongar, e fazer um breve resumo do que vi, assimilei e interpretei. E focar-me no ponto que para mim é fulcral que é o Baixo Alentejo e nomeadamente a sua capital de distrito, Beja.

Saliento no entanto, José Roquette, um visionário, uma pessoa que anda a anos-luz, da nossa Governação. Uma pessoa que dá gosto ouvir, fala com saber, com conhecimento de causa, não olha para o hoje, mas para o amanhã.

Do mesmo modo, que sou crítica e deixei de me identificar com o grupo supracitado, não na sua essência, mas porque, aos meus olhou deixou de fazer sentido.

Gosto de enaltecer, o que, aos meus olhos, é feito e bem feito.
Ao fim de muitos anos, senti que fui Representada, que alguém de forma muito explícita disse publicamente o que penso, o que sinto e o que vivo por viver em Beja!
E quem me representou, foi o Bruno Ferreira e o Florival Baiôa. Obrigada!

Beja não merece, nem mais nem menos. Beja PRECISA!
Urge, é para ontem aquilo que “pedinchamos”, são direitos básicos.
É a única Capital de Distrito que não é servida por uma auto-estrada, que não temos ligações ferroviárias nem a norte nem a sul, um (sérias dificuldades de designação, que para mim Aeroporto é um local de transporte de pessoas e ou carga por via área) Aeroporto onde foram investidos milhões, que não cria postos de trabalho, que simplesmente está parado. De uma região, que tem vindo a produzir, a exportar cada vez mais, criando riqueza, contribuindo para o crescimento da Economia, quer nos sectores da agricultura, pecuária e Turismo, e que não tem retorno nenhum.

E fica a frase, nem no Gana, nem no Zaire. E todos sentimos isso, é triste.

Onde depois do exposto, o único membro do Governo (que não consigo qualificar, nem quantificar sem ser extremamente mal educada), diz que é um “CHORADINHO”!
Que aqui foi feito o maior investimento o Alqueva! Como que a mandar em cara, do que se queixam? Sim, foi construído o maior Lago Artificial, mas quanto tempo levou? 30, 40 anos? Foi um luxo, ou uma necessidade básica?

Baixo Alentejanos, Bejenses, moradores, é momento de esquecermos partidos políticos, egos, divergências pessoais, andamos ao tempo a discutir uns com os outros e não nos FOCAMOS no PRIMORDIAL, somos todos diferentes, isto é por e para todos.

Como assistimos ontem, estamos vetados ao abandono! Temos que ser nós a unir-nos e reivindicar os nossos Direitos!


Ana Lúcia Serafim a 31 de Outubro de 2017 às 18:14
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