Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
30
Jan 14

O Conselho Municipal de Educação de Beja reuniu esta semana.  

Em cima da mesa estiveram alguns dos constrangimentos que marcaram o início do ano lectivo como a falta de técnicos na área das necessidades educativas especiais e a falta de auxiliares de acção educativa.

O Conselho Municipal decidiu criar um grupo de trabalho que vai fazer o levantamento “exaustivo” dos problemas dos diferentes agrupamentos, disse o vereador Vítor Picado. Depois de concluído, o documento final será remetido à DGEstE- Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares para que no início do próximo ano lectivo os problemas estejam resolvidos, acrescentou o autarca.

In:http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=3009

 

Acabei de ler esta notícia e não sei se hei-de rir ou chorar. Então o vereador do pelouro reúne o Conselho Municipal de Educação de Beja, pela primeira vez, 100 dias depois de ter tomado posse e decide criar um grupo de trabalho que vai fazer o levantamento “exaustivo” dos problemas deste ano lectivo para que no início do próximo ano lectivo os problemas estejam resolvidos. Mas será que não se dão conta do ridículo das decisões que tomaram?! Primeiro, criam um “grupo de trabalho”, que é a forma mais utilizada para adiar ou não resolver um problema. E depois, vão fazer um levantamento dos problemas deste ano lectivo para resolver no próximo.

Foi para tomar estas “bonitas” decisões que o vereador do pelouro da Educação demorou 100 dias a convocar a primeira reunião do Conselho Municipal de Educação?!

Senhor vereador e restantes membros do Conselho Municipal de Educação não brinquem com coisas sérias, não brinquem com crianças que têm o seu desenvolvimento dependente de apoios especiais! É ASSIM QUE DEFENDEM A ESCOLA PARA TODOS?!!!

Não bastava já o governo para termos agora também a Câmara Municipal a “lavar as mãos” e a “chutar para a frente”. Se não podem ou não querem fazer alguma coisa para resolver o problema digam isso. Mas não gozem connosco!

publicado por Zé LG às 00:11
Penso que quando se comenta uma noticia deve-se no mínimo tentar esgotar todas as fontes para perceber o que se passa. O Conselho Municipal da Educação só reuniu agora porque houve pressão por parte da CMB sobre os presidentes das CAP's pois estes ainda não tiveram a amabilidade de indicar os representantes dos ciclos, ou seja se não sabe deve procurar perceber/informar-se quem faz parte do CMEducação. Como pode um órgão da educação funcionar sem ter representantes????? A CMB não tem culpa nenhuma muito pelo contrário, marcou e bem este conselho para pressionar a que indiquem os representantes. Preocupe-se em colocar aqui ideias e propostas construtivas e deixe lá a politica de lado, se realmente se preocupa com as crianças, onde é que andou estes anos anteriores? É que que já vi aqui anteriormente um comentário seu acerca da alimentação das crianças, não me diga que desconhecia o problema????? Falem de coisas que ajudem a sociedade, não de coisas que não são verdade e são mera politiquice.
MFF a 30 de Janeiro de 2014 às 09:31
relativamente á composição do CME , penso que para que exista legitimidade , deveria ter existido eleições de docentes dos diferentes níveis de ensino. Os professores que fazem parte são eleitos pelos seus pares e não nomeados por uma qualquer Direção , cessando o seu mandato quando cessa o mandato do Presidente da Camara.
Quer-me parecer que o Vereador Picado deve ter caído nalguma esparrela , pois reuniu um CME cujo quorom , pelo menos a nível de docentes , não teria qualquer legitimidade.
anonimo a 30 de Janeiro de 2014 às 13:29
não tenha duvidas que as CAP se estão perfeitamente borrifando para o CME.
Só se começarão a preocupar com a CMB daí a 2/3 meses quando forem convocadas eleições para as eleições para Director.
Aí veremos as CAP a engraxarem a CMB , os Pais e os colegas para se manterem nos seus postos e continuarem o miserável " trabalho " que têm realizado.
Nessa altura iremos assistir ao namoro PSD/PC , ou seja o Grupelho do PSD que pretende controlar a Educação de Beja com a Benção e a Extrema Unção do Rocha e do Picado.
anonimo a 30 de Janeiro de 2014 às 13:36
MFF: Sou pai de uma criança com necessidades especiais de educação, que esteve quase dois meses desde o início do ano lectivo sem esses apoios e depois passou a tê-los aquém das necessidades e do que a legislação prevê. Sei bem o que isso representou para o desenvolvimento do meu filho. Existem outros pais com mais razões de queixa do que eu.
Acha ainda que não sei do que falo e que só agora despertei para estas questões?
Poderia ter evitado escrever o que escreveu se tivesse lido o que aqui tenho escrito sobre este e outros assuntos com ele relacionado.
Pelo que diz, a CMB levou 100 dias a reunir o CME por falta de indicação de alguns dos seus membros. Mas depois diz, se percebi bem, que esta reunião se realizou mesmo sem eles. Se assim foi, porque não reuniu antes?
Mas, mais importante do que isso, gostava de saber - até pelo que escrevi no início deste comentário -,gostava de saber o que a CMB vai fazer para resolver ou atenuar este problema da falta de apoios aos alunos com nee ainda este ano?
Zé LG a 30 de Janeiro de 2014 às 21:53
Caro LG com todo o respeito e admiração que tenho por si, reforço tudo e que disse e mais posso lhe dizer que se não fosse a CMB em conjunto com uma APEE no final do 1º período escolar, trabalharem para resolver uma das questões, ainda haviam crianças com NEE que não iam há escola imagine porque não tinham transporte. Não era por falta de técnicos ou docentes mas sim de transporte imagine. Tem toda a razão em querer resultados....mas a CMB não tem legitimidade para fazer mais, tal como já aqui e no facebook mencionaram esteve presente alguém da DGESTE, esses sim fazem promessas que não cumpre quando trabalham diretamente com a tutela e poderiam resolver, bastava haver vontade. Prometem, empurram para as CM e para as juntas as suas responsabilidades é uma vergonha. É verdade que o boicote é das CAP's que não indicam os representantes dos ciclos para que o CME funcione em pleno.
MFF a 31 de Janeiro de 2014 às 10:29
Infelizmente, sou um dos responsaveis por isto ter chegado a este ponto, pois pouco ou nada ligava a política.De qualquer das formas, não há problema, a continuar a tendencia, vamos deixar de ter crianças, afinal, dão muito trabalho e pouco interessam ao estado pois não pagam impostos.

É muito triste, mas foi por estas e por outras, que fui-me embora....
Daniel a 30 de Janeiro de 2014 às 14:48
Pois se as matérias são tão complexas e até há pouco tempo os representantes dos professores ainda estavam por ser escolhidos para o efeito.
Porque é que LG, sem estar devidade por dentro da situação se põe a mandar bocas com estas?
Anónimo a 30 de Janeiro de 2014 às 16:07
Agradeço que leia o comentário que escrevi acima e talvez fique esclarecido.
Zé LG a 30 de Janeiro de 2014 às 21:57
ZLG- estou totalmente solidário contigo..
Independentemente de politicas e políticos é lamentável o que tem acontecido com as crianças com necessidades educativas.
Não seria necessário afectar mais recursos financeiros , unicamente com mais dedicação , mais empenho , mais trabalho , mais amor teria sido possível resolver a maior parte destas situações. Já imaginaste o que será o drama de um Pai , de um miúdo de uma qualquer freguesia rural do nosso concelho , sem acesso á informação e á comunicação que tu tens , sem o espirito de combate que tu tens, ver definhar o seu Filho ? unicamente vendo uma série de trogloditas , alguns provavelmente não sabendo o que é amar um filho , dizendo que vão constituir um Grupo de trabalho e para o próximo ano lectivo logo se verá ???
anonimo a 30 de Janeiro de 2014 às 23:12
Não preciso de imaginar porque conheço alguns desses dramas, não só nas freguesias rurais como também na cidade. Não é só pelo meu filho que esta situação tanto me indigna e me faz agir. É também - e, neste momento, principalmente -, por outras crianças e outros pais que têm menos voz ou mais necessidades do que nós.
Zé LG a 30 de Janeiro de 2014 às 23:49
Estou totalmente de acordo. é necessário dar voz a quem não tem voz.E pelos nossos filhos , netos, e por toda aquela pequenada que agora vai começando a viver, é necessário que sejamos exigentes e lutadores para que sejam tratados de uma forma digna e solidária.
anonimo a 31 de Janeiro de 2014 às 00:00
Acabei de ler alguns comentários a um POST que colocou no FACEBOOK acerca deste assunto .
Para mim ressaltou de imediato a situação de que um Representante da Direcção Regional de Educação tinha feito mil e uma promessa. Se for a pessoa que foi um perfeito lambe botas da ex- Presidente de uma Escola de Beja , que só conseguiu ser prof. graças a um concurso aberto á sua medida , e que na 1 ª oportunidade espetou uma FACADA nas costas de quem profissionalmente lhe estendeu a mão , então não podem esperar nada de bom.
anonimo a 30 de Janeiro de 2014 às 23:53
O que se está a fazer, não é brincar com a educação, é gozar, desrespeitar, utilizar para algo e para alguém, que não os alunos.
Assiste-se a uma constante destruição da escola pública, desrespeitando-se constantemente alunos, pais e professores.
Fala-se, contesta-se, lamenta-se, mas a ação devia ser efetiva, coletiva e unida.
Quanto às CAP, nada mais são que uns conformistas do sistema, de um péssimo sistema, que obedecem seguemente às diretrizes da tutela do ministério da educação. A presunção, prepotência, incompetência e arrogância, são atributos que tomaram conta das CAP e de quem os nomeou, em sintonia com a linha de ação do governo insencível, surdo, incompetente, que odeia o seu povo, mas que se alimenta dele, explorando-o com um cinismo tremendo.
Para as escolas o ano letivo começou mal, mantendo-se problemático e presume-se que vá terminar pior ainda. O que se passou e passa com a situação dos alunos do ensino especial parece irreal, mas infelizmente não é; é de uma crueldade, insensatez e insencibilidade arrepiantes. Só é mesmo possível existirem estas situações e outras inaceitáveis porque o conformismo, o pacifismo, a desunião e a falta de sentimento coletivo e solidário imperam.
Localmente, pode e deve fazer-se mais e melhor; os elementos das CAP, todos e não só alguns (porque há quem se queira pôr fora do barco, mas continua lá, sem coragem para saltar) devem ser responsabilizados pelos seus actos. O conselho municipal de educação pode também fazer mais, é para isso que existe.
Quanto aos utilizadores do sistema, que funciona terrivelmente mal, têm que deixar de ser meros espetadores e comentadores, passando a ser mais ativos e lutadores contra o mal que se instalou.
Star a 31 de Janeiro de 2014 às 11:53
--SR. STAR-a incapacidade de resolução de qualquer assunto está directamente relacionada com a paralisia total em que as CAP´s de Beja vivem.
Os gestores estão permanentemente ocupados e preocupados nas guerrilhas de poder , não sobrando tempo para se debruçarem sobre os alunos e famílias.
o Funcionamento interno é um perfeito caos , não se cumprem as regras , os prazos de execução de tarefas são nunca são cumpridos , inclusivamente numa das CAP já ninguém sabe quem manda , se é o n1 , se é o nº 2 ou se o nº 4 manda qualquer coisinha. Este nº 4 que até era uma pessoa responsável e organizada já está ao nível do 1 , 2 ,3 , 5. Esta situação só é possível , em 1º lugar porque a Inspeção do Ministério da Educação é inexistente , e em 2º lugar porque os dirigentes da ex-DREA dão de uma forma vergonhosa total cobertura a esta situação.
Por fim existe uma óbvia incapacidade da CMB no acompanhamento desta situação.
anonimo a 31 de Janeiro de 2014 às 18:24
Uma pena que o Lopes Guerreiro, desde que se tornou esquerdalha, tenha perdido a sua capacidade de isenção. Se fosse antes, atacaria o governo que, esse sim, retirou os meios às escolas, a todos nós. Atacava o governo que retira dinheiro ás camaras e lhes deixa os meninos nos braços. Atacaria as politicas de direita, o capitalismo selvagem que só age pelo lucro e se esquece das pessoas...Mas não, agora está é contra a camara ....haja paciência.
comuna a 2 de Fevereiro de 2014 às 15:09
É verdade. E é pena.
Esta sua derivação para as proximidades do BE, tornou-o em mais um dos ditos cujos. Que convém lembrar, mais do que um partido, se trata de uma aliança contranatura entre trotskistas, stalinistas, ex-PCP e outros. Com única e exclusivamente interesses em termos de poder. E que se encontram dentro do espaço de eleitorado a que pertence também o PS.
Daí que os seus adversários políticos, sejam como é óbvio os partidos de direita, mas também o PCP.
Pelo que não admire ninguém que este blog, se tenha tornado num foco permanente de oposição sistemática e persistente ao atual executivo camarário de Beja.
Faça J. Rocha aquilo de bom que fizer, aqui terá sempre alguém a tentar descobrir alguma coisa para o mandar abaixo.
Anónimo a 2 de Fevereiro de 2014 às 19:15
Assim se vê a Força do PCP.Alguem quer melhor prova que o PCP vive parado no tempo ?

Mas o J. Rocha , além de umas festarolas já vez alguma coisa ????? ZERO !!!!!!
anonimo a 2 de Fevereiro de 2014 às 21:28
J Rocha será tudo isso, mas também o facto de ainda haver quem não conseguiu engolir o sapo da sua eleição.
Tá mesmo dificil, hem!?
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2014 às 17:03
O que critico é o poder e a forma como ele é exercido, independentemente de quem o exerce. Um qualquer acto praticado não é bom se exercido por alguém de quem gostamos e mau se exercido por quem não gostamos.
Neste alvitre, ao contrário do que alguns escreveram, não responsabilizei a autarquia por não terem sido colocados os técnicos necessários ao apoio das crianças com nee, cuja responsabilidade é do governo. O que critiquei foram os factos do (1) CME só ter reunido 100 dias depois da tomada de posse dos órgãos autárquicos; de ter sido criado um grupo de trabalho para estudar a situação; e de se terem acomodado à situação existente neste ano lectivo.
São factos, que merecem a minha crítica veemente, porque a autarquia pode e deve fazer mais porque até está presente nos conselhos de escola...
Zé LG a 3 de Fevereiro de 2014 às 23:02
As Direcções das Escolas positivamente não passam cavaco á CMB , permanecendo a autarquia e os seus serviços de Educação perfeitamente acomodados. Isto é uma sequência de pessoas que não querem nem chatices nem responsabilidades.
anonimo a 4 de Fevereiro de 2014 às 13:41
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