Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Nov 15

É um lugar comum dizer-se que as crianças são o futuro. É uma verdade à la Palisse.

Porque são o futuro, as crianças devem ser o melhor tratadas que for possível. Devemos investir nelas tudo o que pudermos.

Parece tratar-se de uma questão consensual e arrumada mas não é. Em resultado de políticas erradas, designadamente dos governos da direita, acontecem situações, que parecem surrealistas mas que infernizam as vidas das crianças e das suas famílias.

Um professor entrou de baixa por um período previsível de duas semanas. Esperava-se que, como era pratica corrente, fosse substituído por outro colega, os chamados professores de substituição. Mas não! Porque a lógica da gestão pública que impera é a da redução de custos e quanto mais cortarem mais as gestões são apreciadas pelas tutelas, não existem mais, pelo menos em número suficiente, professores de substituição e os alunos do professor que entrou de baixa são distribuídos por outras turmas, incluindo de anos diferentes. E os alunos com necessidades educativas especiais (nee) são "depositados" na sala de multideficiência. E a complicar ainda um pouco mais a situação, nalguns casos, os professores de ensino especial, em número insuficiente (4 em 11 necessários) são convocados para as referidas substituições, deixando os alunos com nee totalmente entregues a auxiliares de educação, que, por mais profissionais que sejam, não têm a obrigação que aqueles têm. 

Não é desta forma que se cuida do futuro!

publicado por Zé LG às 14:00
Claro que a direcção vai dizer que não pode contratar professores de substituição. Que não lhes é permitido e tal e tal. Vai dizer que está a fazer tudo o que pode mesmo que os alunos estejam sem professor titular há um mês. Os alunos são distribuídos por turmas que não conhecem, a professores que já estão fartos dos seus, imagine-se agora levar com mais cinco ou seis!!! A coisa resolve-se já a seguir com outra baixa. Os pais bem podem perguntar o que se passa que o sistema pode blindar-se.
Ega a 11 de Novembro de 2015 às 14:15
Ora vamos lá esclarecer novamente os factos:
De facto um professor de uma turma com quatro meninos com NEE entrou de baixa. Nessa turma existe um professor de Educação Especial (que não faz parte do contingente de 4 que foram colocados este ano, mas sim do do grupo de professores do Quadro de Agrupamento), que costuma dar apoio algumas manhãs seguidas nessa turma aos vários meninos e que dado os largos aninhos que por cá anda costuma pensar em várias coisas:
Em 1º lugar pensou que o lugar dos meninos com NEE é na sua turma juntamente com os seus colegas e não entre quatro paredes sozinhos com um professor de Educação Especial, como tal nas duas manhãs que lhe competia esta nessa turma optou por ficar com todo o grupo para minimizar o impacto que os "seus meninos" sentiriam por estar a semana toda sem o grupo (os apoios nunca foram cortados aos alunos com NEE, quer dessa turma, quer das outras. Nem o professor tem por hábito empurrar meninos para a Unidade para ficar com outros)
Em 2º lugar pensou nos outros meninos da turma, tentando diminuir-lhes o stress pelo facto de serem distribuídos.
Em 3º lugar pensou nos meninos e professores das outras turmas tentando-lhes aliviar a situação por esses breves momentos em que poderia ficar com eles, já que o professor, mesmo doente e a muito custo,preparou as aulas e materiais para todos.
Só não pensou que iria ficar com muito mais trabalho, nem que iria ficar mais horas na escola do que lhe competia, nem que iria dar azo a que a direção fosse criticada por ter "convocado" um docente de Educação Especial para fazer substituições.
Isto não é verdade - os professores de Educação Especial não fazem substituições. Felizmente a direção conhece bem o docente em causa e sabe que as decisões que toma são sempre a pensar no melhor para todos os alunos.
Se não houve durante quatro dias professor para substituir o docente doente é porque existiam mais docentes na mesma situação e não é a escola que pode ir à pressa contratar um professor por uma semana.
O professor sente que cumpriu o seu dever e não prejudicou os alunos com NEE, pois trabalharam, divertiram-se, estiveram bem e muito felizes.
Anónimo a 14 de Novembro de 2015 às 10:59
Caro(a) Anónimo(a): Vejo que tomou como suas as dores que atribuí às políticas erradas.
Não critiquei - até porque a conheço e sei da sua dedicação -, a professora de ensino especial, que sei agir em função das crianças.
Esta, como outras situações semelhantes, acontecem porque não existem professores de substituição. E tal deve-se às tais políticas e à "lógica da gestão pública que impera é a da redução de custos e quanto mais cortarem mais as gestões são apreciadas pelas tutelas". Não quero acreditar que foi isto que tentou defender com o seu comentário...
Zé LG a 15 de Novembro de 2015 às 23:41
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