Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Jan 14

Tendo em atenção o novo enquadramento legal proposto pelo Governo para as assembleias distritais, que visa a extinção das mesmas, na reunião extraordinária efectuada ontem, foi proposta também, a criação de um quadro que permita garantir o futuro dos postos de trabalho, assim como nas responsabilidades e funções do Museu Regional, uma perspectiva para os próximos tempos, que faça desta instituição uma entidade com maior projecção.

Naquele contexto, o presidente da Assembleia Distrital avançou com a proposta de uma passagem, gradual, da responsabilidade do quadro de pessoal e Museu Regional, para a Câmara de Beja.

A ideia é que a mesma seja feita num determinado espaço temporal, de cerca de oito anos, e implica que o Município de Beja fique, de ano para ano, com uma maior percentagem à sua responsabilidade do Orçamento e que vá absorvendo, de forma gradual, os seus funcionários.

A proposta foi bem recebida pelo Município de Beja e pelas restantes autarquias que integram a Assembleia Distrital.

In: http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?go=noticias&id=1975

Santiago Macias defende transferência “faseada” do Museu Regional para a Câmara de Beja

publicado por Zé LG às 08:50
Essa decisão causará danos negativos para a cidade e para o museu. O museu deixará de ser regional, como tal, perderá influência, bem como a cidade, que perde a centralidade em termos museológicos. Além disso, estão os custos de manutenção, fora, as obras de manutenção e reparação que são necessárias.
Não concordo com a decisão, mas se tiver que ser, que não fique sem suporte, tanto o museu como os seus funcionários.
Mais Beja a 20 de Janeiro de 2014 às 00:11
Algumas questões que se colocam face à pretensa solução apresentada:
1 - a lei obriga à redução anual de 2 % no pessoal das autarquias. Como é que a CMB ultrapassa esta limitação para poder admitir, ainda que gradualmente, todos os funcionários do Museu, se na atual situação já se torna muito difícil cumprir aquela obrigação?
2 - o orçamento da CMB tem obrigatoriamente que diminuir e a estrutura fixa da despesa não pode aumentar sob pena de não ser possível cumprir a lei dos compromissos e dividas em atraso. Como é que a CMB pode aumentar significativamente os encargos financeiros com a comparticipação nas despesas do Museu Regional? Onde corta para conseguir as disponibilidades para esse fim? Onde vai buscar recursos financeiros para "alimentar" a intervenção do Museu Regional, já para não falar da manutenção e conservação dos imóveis e espolio?
Por tudo isto e muito mais continuo a defender que a entidade herdeira, natural e lógica, é a Cimbal.
Jorge Pulido Valente a 21 de Janeiro de 2014 às 12:44
Não sei se será ou não viável a solução proposta pelo Santiago Macias. Mas se for parece-me que seria uma boa solução porque facilitaria a integração do Museu na gestão e na estratégia do Município de Beja, o que tão pouco tem acontecido. Não me parece que Beja tenha ganho com a situação vigente.
Zé LG a 22 de Janeiro de 2014 às 00:00
Olha o "sombra" remetido aos blogs. Então o "executivo sombra" não tem plataformas próprias para intervir? Ou o PS de Paulo Arsénio retirou gás ao "sombra". Continue meu caro daqui a 3 anos vai ser candidato pelo PRD.
Anónimo a 22 de Janeiro de 2014 às 10:31
Ainda bem que continuo a incomodar com as minhas opiniões algumas pessoas escondidas cobardemente atras do anonimato e que são tão democratas que me querem cortar a liberdade de expressão. Ou será que este blog e outros sao exclusivos so para alguns?
Jorge Pulido Valente a 22 de Janeiro de 2014 às 17:07
Não vale a pena ficar tão susceptível, pode continuar a bramir as suas opiniões, não era o objectivo do post. Era só para constatar que acho o "executivo sombra" muito parado. Porque será?
Anónimo a 22 de Janeiro de 2014 às 23:54
Não é só o executivo-sombra que está muito parado. Andam todos muitos acomodados...
Anónimo a 22 de Janeiro de 2014 às 23:58
o JPV tem obviamente toda a liberdade de manifestar a sua opinião sobre o que muito bem entender.
É lamentável que os " comunas " queiram condicionar o direito que cada cidadão tem de se expressar livremente.
Pulido Valente continue a dizer o que pensa.
anonimo a 22 de Janeiro de 2014 às 19:49
Fiquei esclarecido face à explicação apresentada. Mas, tal como no passado, quando algumas competências, nomeadamente na parte escolar foram transferidas para as câmaras, neste caso o mesmo deveria acontecer, ou seja, mais responsabilidades com o Museu, mais dinheiro transferido para a câmara de Beja. Mas a crise mantém-se e sempre fomos um País que não olhou para o seu património cultural, como tal não será agora...

Julgo que é assim que os políticos devem actuar: explicar as pessoas o porquê de cada medida tomada. Só assim teremos haverá uma democracia honesta e clara como a água.
Mais Beja a 26 de Janeiro de 2014 às 12:28
Jorge Pulido Valente não esgota a sua intervenção na esfera da sua função de vereador da oposição, nem como presidente do "executivo sombra". Tem todo o direito a expressar o que pensa, como cidadão e, sobretudo, porque até há uns meses atrás era presidente da CM Beja.
E expressar a sua opinião não pode nunca estar limitado no espaço em que a emite. Atacá-lo por aqui defender uma posição é ainda mais errado do que aquilo que muitos pensam de JPV.
Não concordo com a sua posição sobre o museu, aliás nunca concordei. Mas é a sua e respeito-a. Prefiro a solução discutida na Assembleia Distrital. E gostava que a discussão assentasse nas dinâmicas que o museu pode ter gerido pelo Município de Beja e os benefícios e rentabilidade que isso pode trazer, em todas as dimensões. O resto é muitas vezes falta de assunto e de visão e de compromisso.
Mas há uma coisa que devemos reconhecer: JPV, errado ou não, é coerente com aquilo que sempre defendeu. Acredito que está errado, mas o objectivo não é estarmos todos de acordo sobre as mesmas coisas.
É muito importante manifestar essas discordâncias, com coragem e frontalidade. Fazê-lo no anonimato sem ideias, apenas para colocar em causa o direito de opinião, é lamentável. E no fundo tem o efeito contrário...
Jorge Barnabé a 22 de Janeiro de 2014 às 21:07
Não Jorge Barnabé, embora ninguém ponha em causa pelo seu passado, a competência de JPV em todas as áreas a que se tem dedicado ao longo da sua vida profissional e politica. E muito menos condicionar a sua actividade como líder da oposição ao atual executivo camarário bejense. Quer aqui neste blog ou em qualquer lado que seja.

O que é também verdade é JPV, tal como qualquer outro ser humano, tem o direito de mudar de opinião acerca de um assunto, as vezes que quiser.
Agora, deveria como homem público e respeitável, explicar o porquê das mesmas.
E em particular, no que diz respeito ao Museu Regional.

Pois quando era presidente da Câmara Municipal de Mértola defendia que o dito deveria ser propriedade e da responsabilidade da autarquia de Beja.
E depois como edil desta cidade e agora como vereador da oposição, defende exactamente o inverso.
O que é que o fez mudar assim tão radicalmente de posição?
Apenas os condicionalismos que refere em relação à necessidade de reduzir pessoal no funcionários autárquicos?
Anónimo a 23 de Janeiro de 2014 às 17:49
Tem razão "anónimo"!
É verdade que JPV defendia uma solução contrária quando era presidente em Mértola. De facto esse detalhe escapou-me no comentário anterior, mas não foi propositado. Puro lapso de memória.
E às suas contradições só ele pode responder. Se existe razão profunda para isso ou não. Ou se é pequeno truque mediático de guerra de poder. Se for é triste e lamento-o, como tenho lamentado outras situações e outras oportunas contradições.
Mas o que me parece importante discutir não é o que JPV pensa, porque isso não condiciona coisa nenhuma. Importante é contribuirmos todos para ajudar com ideias a dinamizar um equipamento que pode trazer grandes ganhos económicos a Beja. E até aqui está muito aquém do seu aproveitamento.
Jorge Barnabé a 23 de Janeiro de 2014 às 18:29
meu caro , vivemos em 2014 , no meio de uma brutal crise económico-financeira.
Pensará que no meio desta crise a CMB terá recursos para isoladamente suportar os custos com o Museu ?
O Pulido já deixou Mértola talvez á 6 anos numa conjuntura totalmente diferente desta em que vivemos.
Infelizmente parece que TODOS os autarcas querem ver o Museu atrás das costas
anonimo a 23 de Janeiro de 2014 às 22:24
Quando maiores são as dificuldades financeiras mais cuidado é preciso ter nas opções que se fazem. O que será mais correcto fazer: cuidar do património existente ou construir novo "património"? Salvo algumas excepções (não há regra sem excepção), defendo a primeira opção.
Zé LG a 23 de Janeiro de 2014 às 23:00
O presidente-sombra tem todo o direito de dizer o que lhe vai na alma, concordemos ou não... Mas há uma coisa que ele não tem direito: de andar a escrever em blogues no horário de trabalho, porque eu é outros contribuintes não descontamos todos os meses, para pagar ordenados a funcionários públicos, que em vez de trabalharem e justificarem o seu ordenado, andam a brincar com o dinheiro dos contribuintes.
( reparem na hora que ele escreveu os posts)
Anónimo a 24 de Janeiro de 2014 às 01:34
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