Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
22
Fev 16

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publicado por Zé LG às 00:19
Estranho que aqui ninguém fale disto:
O editorial de Paulo Barriga no Diário do Alentejo:

“Não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão”. São conhecidas diferentes variantes e distintas paternidades para esta expressão. Mas é a António Guterres que a maioria das pessoas que costuma frequentar Portugal atribui a sua comovente autoria. E, na verdade, no início do seu segundo mandato, não muito antes de se ter raspado e de ter deixado o País de tanga (a interpretação é de Barroso), António Guterres empregou este precioso naco de filosofia para ensinar aos seus ministros que é no início da governança que se mostra às pessoas ao que se vem e a bondade daquilo que se traz. Nem por mero acaso, António Costa era dos que se encontrava entre os educandos de Guterres. O que lá vai, lá vai. E eis que Costa, sem saber ler nem escrever, mas com grande desembaraço no contar pelos dedos, chega a primeiro-ministro de Portugal. Logo, é-lhe dada a primeira oportunidade de causar uma boa primeira impressão. Como lhe coreu? Correu-lhe mal. Muito mal mesmo. Pelo menos no que toca ao Baixo Alentejo. Em apenas 15 dias de um fevereiro que ficará glorificado e gravado a negro na história trágico-política da região, António Costa (atenção, não perder de vista o Capoulas) veio a Évora assinar o contrato de instalação de mais uma fábrica de componentes metálicos aeronáuticos e não teve até hoje uma única palavra sobre o aeroporto de Beja. Mandou o ministro da Agricultura (bem vos disse para não o perder de vista) lançar o pânico sobre as finanças da empresa que desenvolve o projeto do Alqueva, que é a forma mais manhosa de dizer que o empreendimento vai ficar por aqui e ponto final. Instigou o ministro das estradas a vir a Beja dizer qua não havia dinheiro para o IP2 nem para o IP8. E, imagine-se, apresentou um plano de investimentos ferroviários para serem incrementados até 2020, no qual se exclui com total descaramento a eletrificação da linha entre Beja e Casa Branca e muito menos se inclui a revitalização da linha interior para o Algarve. É mau de mais para o ser, mas é a verdade. E António Costa ainda nem anunciou, como certamente o mandará fazer em breve, a redução de valências no Hospital de Beja em função da construção de um novo hospital central em Évora. Caso se atribua um nadinha de valor, mesmo pouco que seja, às palavras de António Guterres, no que toca ao distrito de Beja, entre todos eles, este foi o Governo que pior primeira impressão até hoje causou. Quando Guterres quis bazar olhou para trás e disse: “Faço-o para que o País não caia num pântano político”. Pois é nisso mesmo que os seus seguidores de então (que são os mesmos de agora) parece estarem metidos ou a caminho. Do atoleiro.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 09:15
Tendo em conta a referência que neste editorial é feita ao Hospital de Beja, aproveito o ensejo para reafirmar que entendo que o mesmo não pode ver reduzidas as suas valências. O conjunto de especialidades de que dispõe é consequente à identificação da existência de necessidades dos utentes pelos quais é responsável, pelo que a eventual amputação de qualquer delas imporia limitações ao acesso aos cuidados de saúde hospitalares. Tal situação seria de todo inaceitável. Já bastou o que aconteceu nos últimos anos. Continuaremos a opor-nos a uma continuação de práticas decisórias que se consumem sem definições estratégicas participadas. Nem pântanos nem atoleiros, muito menos desejamos a desertificação.
Munhoz Frade a 22 de Fevereiro de 2016 às 10:16
É isso mesmo, Dr.! A ULSBA tem de ter à sua frente quem se bata no terreno pelo SNS, não burocratas!
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 11:26
E eu digo mais: A ULSBA, concretamente o Hospital de Beja, não só não pode ver reduzidas as suas valências, como precisa de ter as suas contas equilibradas , produzindo "mais" a "menor custo" . Só assim poderá acompanhar uma dinamica de investimento indispensável ao equilibrio de qualidade em saude.
Rita a 22 de Fevereiro de 2016 às 17:31
Isto do Hospital Central de Évora tem sido agitado em Beja como um papão demagógico. Em termos de Especialidades Médicas, os utentes do SNS contariam com novas possibilidades de acesso, que atualmente está limitado. Está previsto que esse Hospital tenha Neurocirurgia, Cirurgia Vascular, Cirurgia Maxilo-Facial e Reumatologia. Não parece estar em causa qualquer "roubo" de valências a Beja...
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 14:34
Em termos populacionais, Évora está em vias de se constituir como uma extensão da Área Metropolitana de Lisboa. Quem tem responsabilidades de planear investimentos e distribuição de recursos, tem de contar com esse tipo de projeção. Beja nada tem a ganhar tentando isolar-se, antagonizando-se a Évora. No entanto a estratégia de desenvolvimento do Alentejo não pode caminhar no sentido de criar mais assimetrias e bolsas carenciadas. O que Beja tem de fazer é aproveitar para "alavancar-se"...
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 15:01
O nosso "papão" chama-se gestão e organização , como bem refere o Sr. Ministro da saúde!
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 17:33
Organizar e gerir, com rigor, é uma tarefa exigente, a ser responsavelmente desempenhada com seriedade e sentido de serviço, por pessoas capazes. Quem se põe em bicos de pés pensando que basta ter um cartão de partido, ainda que há muitos anos, para ser chamado a essas funções, está redondamente enganado! O amadorismo resulta em má gestão. Nunca foi tolerado nas empresas privadas, e nas públicas também já o não é.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 18:24
http://observador.pt/2016/02/22/transferencias-um-governo-cheira-lisboa/ foi para isto que Costa foi para o governo para distribuir tachos panelas e outros com a mão do PCP parece mentira,deve ser efeito das alterações climáticas!
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 19:51
Olhem para o hospital e levem para lá a cunhada do deputado.Fica tudo na família. depois chamam o MM e o parceiro no CA passado e para PCA um daqueles que diga amém a tudo do partido e lá em cima sirva para o mesmo destes,que é nada.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2016 às 21:43
Lindo!!!
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Sam a 24 de Fevereiro de 2016 às 16:05
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