Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Dez 14

111220140006-93-Enfermeiros.jpgOs enfermeiros com contrato individual de trabalho no Hospital de S. Paulo, em Serpa, exigem o direito de opção à semelhança dos seus colegas.
De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), a ARS-Alentejo e a Unidade Local de Saúde pretendem transferir estes profissionais para a Santa Casa da Misericórdia de Serpa, entidade que vai gerir o Hospital. Aos enfermeiros com contrato de trabalho em funções públicas foi concedido o direito de optarem pelo serviço público ou pela Santa Casa da Misericórdia.
Edgar Santos, coordenador do SEP, em Beja, diz que se trata uma decisão injusta que prejudica os profissionais com contrato individual.
In: http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=5794

publicado por Zé LG às 00:17
Impõe-se que os dirigentes sindicais vejam um pouco mais longe. Isto não diz respeito apenas aos trabalhadores do hospital de Serpa. Isto não é apenas um problema de direitos laborais, apesar de também o ser. É muito mais do que isso.
Anónimo a 12 de Dezembro de 2014 às 08:30
Não te preocupes com os sindicatos, pois eles sabem muito bem que fazer.
E neste caso, ainda mais. Pois está em jogo a sua sobrevivência.
Cada empresa pública que passe a privada, a primeira coisa que sucede, é os sindicatos irem à vida.
Anónimo a 12 de Dezembro de 2014 às 08:39
O q me preocupa não são os sindicatos. Os cidadãos não tem quem os defenda tão bem.
Anónimo a 12 de Dezembro de 2014 às 09:53
Sem dúvida.
Anónimo a 12 de Dezembro de 2014 às 15:31
"Um jarrão chinês de uma dinastia com jarrões de porcelana muito preciosos. Preciosos quando inteiros, claro está, que partidos não valem nada. Este jarrão pertence a Portugal e aos portugueses, está exposto e todos olham para ele muito impressionados e inchados com tal preciosidade.

Só que este jarrão está todo partido, todo aos pedacinhos. No seu interior estão milhares de pequenos adesivos a colar os pedacinhos do jarrão. São os profissionais de saúde. De fora, não se vê, só se observa o jarrão, aparentemente intacto e valioso.

De vez em quando, um dos adesivos fraqueja, ou morre, ou se reforma ou emigra. Os pedacinhos do jarrão que estavam fixos por esse adesivo começam a sair do sítio, aumentando a tensão sobre todos os outros adesivos. Então os adesivos gritam uns aos outros “alguém vá segurar aqueles pedaços! Senão isto cai tudo!”. E os adesivos adjacentes lá se esticam mais um pouco para segurarem os pedacinhos soltos. E já todos os adesivos estão esticados, a segurarem mais pedacinhos do que conseguem. E os adesivos já quase se rompem, e os pedacinhos nem estão bem fixos. Mas, do lado de fora, não se vê, só se observa o jarrão, aparentemente intacto e valioso.

Cada vez há menos adesivos e cada vez mais pedaços do jarrão se vão partindo.

Do lado de dentro do jarrão, todos os adesivos olham uns para os outros e para as paredes fragmentadas. É para eles óbvio que não há solução para a situação. Mais cedo ou mais tarde o jarrão vai desfazer-se. Com estrondo e de forma completa e irreversível. Há tanto tempo que os adesivos são responsáveis por manter o jarrão de pé, que ainda nenhum teve coragem de ser o primeiro a deixar cair pedacinhos. Queixam-se, refilam, fazem avisos sobre o perigo, mas continuam a esticar-se e a segurar mais pedacinhos do que conseguem. E do lado de fora, não se vê, só se observa o jarrão, aparentemente intacto e valioso.

O director da exposição não pensa assim. E mostra o aparentemente bonito jarrão aos outros. E tenta provar o bom estado do jarrão ao conseguir manter o seu bom aspecto usando cada vez menos adesivos.

E os outros concordam e dizem “este jarrão é uma grande conquista! Ai de quem o queira destruir!”. E quando algum dos adesivos tenta dizer que o jarrão vai partir, que não é mais possível segurá-lo, zangam-se com ele.

Mais cedo ou mais tarde, o jarrão vai desfazer-se. Com estrondo e de forma completa e irreversível. Quando isso acontecer, os outros vão achar que a culpa foi dos adesivos, que não seguraram indefinidamente os pedacinhos do jarrão partido, permitindo que todos continuassem a vê-lo aparentemente intacto"

In. Público
SNS/Jarrão chinês a 13 de Dezembro de 2014 às 11:37
Mas q metáfora tão estúpida! Não tem nada a ver com a realidade.
Anónimo a 13 de Dezembro de 2014 às 12:12
Não?
Anónimo a 13 de Dezembro de 2014 às 18:22
Uma alegoria destas é a outra face da futurologia catastrofista de meia-tijela.
A a 13 de Dezembro de 2014 às 12:49
É a forma mais fácil de lidar com um e qualquer problema, seja ele qual for. Fingir que não existe.
Anónimo a 13 de Dezembro de 2014 às 18:23
Reconhecer q existe um problema não significa necessariamente atribuir-lhe um destino fatal
Anónimo a 13 de Dezembro de 2014 às 18:30
Ministério da saúde vai perdoar 43,3 milhões de euros de divida que cinco hospitais têm a fundo criado em 2008 que serviu pagar valores que estavam em atraso a fornecedores.
A medida, publicada hoje em Diário da República e que entra em vigor amanhã, vai abranger cinco unidades: Centro Hospitalar da Cova da Beira, Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Centro Hospitalar Lisboa Norte e Unidade Local de Saúde do Alto Minho.
O capital a ser entregue a estes hospitais vai servir para liquidar os empréstimos que têm com o Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamento (FASP) do Serviço Nacional de Saúde, criado em 2008 e que serviu para as unidades terem dinheiro para pagamentos de dividas em atraso a fornecedores.
Adesivos a 13 de Dezembro de 2014 às 20:13
COLOCADA NA RUA PELO HOSPITAL JOAQUIM URBANO NO PORTO!

Uma mulher debilitada com cancro, teve alta do Hospital Joaquim Urbano no Porto mas, sem ter casa para onde ir. Acabou na rua a céu aberto!

Passou uma tarde nas escadas de uma igreja, até a Segurança Social lhe arranjar um quarto. O inferno em que vive está agora escondido numa pensão.

Os Portugueses estão na mão de crápulas, que a única coisa que lhes interessa é mostrar resultados. Isto ultrapassa todos os limites mínimos exigíveis ao respeito pela dignidade humana!

Colocar na rua um doente que não tem para onde ir, apenas para vagar uma cama para assim reduzir custos, quando existem dezenas delas vagas no mesmo Hospital, É UM ACTO HEDIONDO SEM PERDÃO!
Pensos rápidos a 13 de Dezembro de 2014 às 20:29
E a Nosa ULSBA,EPE não apanhara nada?
Anónimo a 13 de Dezembro de 2014 às 21:56
Pois, parece q não. Não tem lóbi. Mas em tempos foi contemplada, quando a dívida passou a capital social. Agora, outro galo canta.
Anónimo a 14 de Dezembro de 2014 às 07:59
Então o loby da ULSBA,afinal existe ou não? Não há para aí ninguêm capaz de explicar esta mareria? Ê que se não existe tem que ser criado,estão à espera do quê?
CJA a 17 de Dezembro de 2014 às 22:03
Aguardando o momento de viragem na correlação de forças.
Anónimo a 17 de Dezembro de 2014 às 22:40
E quem é que lhe está a atribuir um destino fatal?
Uma coisa é não querer ver os graves problemas que estão em cima da mesa e lutar pela sua resolução. Outra bem diferente, é ficar parado a dizer que está tudo bem, até a situação não ter mais saída alguma.
E nós portugueses, temos o exemplo da guerra colonial e até mesmo agora do BES, que ilustram muito bem a maneira de pensar de alguns, e até aonde se arrastam certas situações. Para depois nada mais haver a fazer do que incriminar os outros e dizer que afinal sempre se disse ou que fez, para salvar a pele.
E o povo é que paga a fatura.
Anónimo a 14 de Dezembro de 2014 às 10:47
Quando o maniqueísmo domina os pensamentos de alguns, só veem a realidade a preto e branco. Tudo ou nada. Oito ou oitenta. Se o SNS tem problemas, acabe-se com ele. Se aparece alguém a dizer vamos melhorá-lo, logo se apressam a dizer que o que quer é deixar tudo como está. Na verdade, com esta atitude só demonstram que preferem fazer a crítica fácil, porque é muito trabalhoso cooperar na procura de soluções para os problemas.
Anónimo a 14 de Dezembro de 2014 às 11:16
Mas que momento é esse? Os lobys não se constroem ao sabor de interesses de momentos? explique-se melhor.
Anónimo a 18 de Dezembro de 2014 às 15:14
O interesse existe a montante. Mas para se exercer como lóbi é necessário existir, a jusante, a oportunidade.
Anónimo a 18 de Dezembro de 2014 às 22:00
Trago para aqui um texto, que nos reporta para o Sindicalismo dos nossos dias, face à realidade destes tempos do Capitalismo.
Decididamente, se o mundo mudou e para pior, os sindicatos e os sindicalistas parece não se terem apercebido do facto, pelo que estão com graves problemas de o entender.
E assim sendo, ou se adaptam a ele e rapidamente, ou irão deitar tudo a perder; séculos de lutas dos trabalhadores.

"Três horas de reunião depois entre os sindicatos da TAP e o governo, a greve continua em cima da mesa.
Um prejuízo de 36 milhões de euros para a TAP - nove milhões por dia -, uma perda de 144 milhões de euros de receita turística, cerca de 120 mil passageiros afetados diretamente - 300 voos diários - e mais, muitos mais custos para economia nacional de uma greve geral - mais uma - de quatro dias convocada por 12 sindicatos de trabalhadores da TAP precisamente para o período entre o Natal e o Ano Novo.
Só para a transportadora aérea, que o governo tenta, mais uma vez, privatizar, o prejuízo destes quatro dias de greve é equivalente ao montante dos lucros registados em 2013.
E depois, há um mar de gente revoltadíssima, não se sabe bem se contra a TAP, se contra os sindicatos, ou se contra todos os trabalhadores da empresa.
Muitos não conseguirão tão cedo viajar com a TAP, pelo menos enquanto se lembrarem do que aconteceu ao longo do ano.
E nem querem saber dos motivos da greve. Ainda bem, porque não serve para grande coisa.
Os sindicatos querem travar a privatização porque, dizem, o governo está a excluir os trabalhadores do processo de venda de até 66% do capital da empresa, o que "coloca em causa a continuidade dos acordos de empresa em vigor, os postos de trabalho e os direitos contratuais estabelecidos".
Imagine-se, 12 mil trabalhadores de uma empresa decidem decidir que a dita empresa, detida pelo Estado, que somos todos nós, não deve ser vendida, imputando-lhe um prejuízo direto de 36 milhões de euros (60 milhões, se contabilizadas todas as greves de 2014) e pondo em causa a sua viabilidade.
Não é um "ato de egoísmo", conforme disse, de forma demagógica, Paulo Portas, é sim um ato irresponsável, sobretudo, é um ato inútil.
Não há memória na história das privatizações portuguesas de uma operação que tenha sido travada pelas greves dos trabalhadores, ninguém acredita que o governo irá interromper um processo que já está em curso só porque os trabalhadores se opõem. Ninguém a não ser sindicatos bacocos que não entendem a importância da arma que têm nas mãos: a greve." in.. Dinheiro Vivo
Complicado, hem? a 14 de Dezembro de 2014 às 11:25
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