Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
26
Set 17

"Fui ali ver aquele Centro Unesco e fiquei maravilhado, apesar de não ter nada por dentro. Mas está belíssimo. Mas, a par destas coisas boas, há uma espécie de não-pensamento."

castanho-1845.jpg

 

"Mas a ideia que tenho é que não existe aqui uma representação de artistas. O Alentejo tem uma cultura muito forte e deveria haver um qualquer lugar onde se pudesse ver a obra de todo e qualquer artista da região, vivo ou morto. Um sítio onde tivesse também os livros dos escritores, a poesia dos poetas… Há uma identidade muito marcada entre as pessoas, nós não divergimos muito. Divergimos mais por coisas pessoais… temos aí excelentes artistas. Onde é que hoje se pode ver uma pintura do Relógio? O Carlos Montes, um artista que não era letrado, tinha uma pintura muito interessante ao nível da abstração e era necessário ter essa obra exposta, uma vez que hoje não pode ser vista em lado nenhum. Os artistas que vão morrendo, como o [Leonel]Borrela… era necessário ter desenhos que mostrassem as preocupações gráficas que ele deixou…"

 

"Agora faz mais sentido fazer alguma coisa com artistas regionais. Naquele tempo, Portugal tinha muito pouca coisa em termos de arte contemporânea. Agora os tempos são diferentes. Temos de nos pensar como região, porque também é dessa forma que a Europa nos vê. Trabalharmos esta cultura mais enraizada, embora em diálogo com a contemporaneidade, com mais tecnologia e menos obra de instalação, com outros protagonistas… O mundo mudou."

 

Extratos da entrevista de Jorge Castanho ao Diário do Alentejo, com Texto Paulo Barriga e foto Rui Cambraia

publicado por Zé LG às 19:30
Boas reflexões.
Ana Matos Pires a 26 de Setembro de 2017 às 20:57
Excelente. Mudemos então os protagonistas ...para bem de todos...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 21:16
É bem mais fácil criar bonecos...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 21:18
Porque deixou ele Beja?
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 21:20
quem? o Chico Santos?
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 21:26
O Castanho.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 21:41
Quando ele usava o cabelo mais comprido deram-lhe a Galeria dos Escudeiros.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:16
Se fez bom currículo, foi fora de Beja.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:19
Não dá para comentar aqui nada... a malta do hospital tomou conta disto...
Parece que estão na cafetaria...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:11
Ora essa, o que não lhe faltam são posts e temas para comentar.
Aproveito e realço a qualidade da troca de comentários que refere, conversas produtivas e informativas valem mesmo a pena.
Dra não a conheço, mas se for a conversar como é a postar, ser seu amigo é um trabalho a tempo inteiro.
Cumprimentos
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:21
eheheheh sou pior.
Um abraço
Ana Matos Pires a 26 de Setembro de 2017 às 22:26
A malta do Hospital anda por cá há muitos anos.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:29
Que eu veja pelo menos desde Junho....dsss
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:33
Tem visto não,mesmo muito mal.Junho de que ano?
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:50
A malta do hospital também sabe comentar sem ofender.Autarquicas e tudo!Ou pensa que não?
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:58
A maltinha da ofensa ainda não chegou...mas a culpa não é só deles...alguém lhes dá palco...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:03
É verdade, vou-me mudar para o Praça da Republica, não posso dizer asneiras nem ofender ninguém mas pronto...sempre é melhor do que aqui que não deixam por a espingarda á cara...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:17
A propósito desta excelente entrevista gostava de perguntar o que diz o Paulo Arsénio para a Cultura. É a acefalia do costume no PS, mais até do que no PSD.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:40
Cultura é com o rocha... um indivíduo extremamente culto!
Colador de posts e depósitos a 26 de Setembro de 2017 às 22:43
Tem feito mais do que muitos executivos PS por este país fora e com mais recursos.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:53
Koltura PIMBA!
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:54
Já lá vai o tempo em que Beja teve Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal poetas.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:56
Cultura nos partidos de Beja? Que grande anedota!
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:53
Ao menos o Rocha não é como o Pulido, que tinha a mania de eventos para as elites, com o nosso Rocha é Horse Ball, modalidade do nosso povo...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 22:56
Ah ah ah
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:00
O PC de Beja sempre se deu mal com a elite cultural. Só vai até ao cante e ponto final.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:03
o Andarilhas é o quê? vão-se catar todos. falta uma livraria a Beja, pois falta, mas querem que o Rocha vá lá abrir uma?
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:05
Quem abriu uma Biblioteca Municipal completamente inovadora na época foi o Carreira Marques. Justamente batizada de José Saramago, no auge teve o Figueira Mestre. As Palavras Andarilhas são uma realidade que as escolas utilizam para grande proveito das crianças. Assim se defende a Língua Portuguesa. Se calhar, hoje as autarquias geridas pela CDU recusam ter papéis como esses, porque acham que é responsabilidade exclusiva do tal de Poder Central (é curioso ouvir esse termo no carro de som do PSD...).
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:12
Olha.. não era má ideia....fazia-se uma festinha...talvez com o Rubem... 2 ou 3 foguetinhos....
Oh Picado, por que raio não te lembras-te disto???
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:14
O Ruben ainda vai ter que fazer uma maratona pelas freguesias até 6ª feira. Já começou hoje em Baleizão.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:16
Camaradas, alguém que vá dar uma ajuda ao homem...
Quem é que sabe cantar?
Eu cá só sei assobiar...para o ..lado
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:19
Olhe que não, olhe que não...
Desde que hajam bons eventos vê-se pessoal de todas as cores, não vale a pena estar a querer rebaixar...
(epá até já defendo a CDU)
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:07
E pimba são os outros concelhos todos que trazem Tonys e Damas. Este aqui de Beja ao menos escolheu fora do pimba.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:06
Estão a esquecer-se do Toy, trazido pelo Chico Santos.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:13
E trazido pelo Rocha para a campanha de 2013 e depois por arrasto para várias festas do concelho. Este ano não vem? Que pena!
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:15
Estão a ser injustos com o Rocha. Ele foi buscar alguém da terra para lhe fazer um hino eleitoral - O Rocha, Pá! - o malogrado Nicolau Brainer.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:18
Grande Nicolau...senhor triste senhor contente...
Já o Rocha parece que só contenta uns poucos...
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:22
N. Bryner teve grandes projetos para Beja (como um grande estúdio cinematográfico) mas o sectarismo da CDU afugentou-o.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:28
Vendo bem estes últimos 4 anos de Rocha foram um filme... de terror.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:44
Terror de quê? Quer especificar? O que é que ficou pior?
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:46
Essa pergunta vai ter de a fazer aos funcionários camarários, pois é essa a expressão que eles utilizam quando se fala da governação Rocha.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:49
o mais importante de uma sociedade...as relações interpessoais...ou não deu conta desse facto?
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 08:33
De facto, o mais importante. Com franqueza e verdade. Com abertura e receptividade para o outro. Pondo de parte reservas e calculismos. Sem esperar lucrar por estar com alguém.
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 08:39
"um grande estúdio cinematográfico" em Beja... lol
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:45
realmente. era isso que ia alavancar a cultura em beja.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:48
Sem entrar em partidarites, há pessoas em Beja, de diferentes quadrantes, com capacidade de projectar agendas culturais diversificadas.
Anónimo a 26 de Setembro de 2017 às 23:52
Quem acompanha o Diário do Alentejo percebe que a Cultura vai bem por estas bandas. Não é só o cante. Há boa música, gente a escrever muito bem, artes plásticas, dança, teatro, etc. Há profissionais e há amadores, todos criam e fazem beleza. Tocam as cordas do nosso coração e também nos fazem pensar sobre a vida e a Paz e o Mundo dos Homens. Tudo isso é necessário, para que haja Humanidade solidária. Mas só existe por impulsos individuais, não se impõe. Por isso depende mais da iniciativa dos cidadãos do que do apoio estatal.
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 08:30
Pois é, mas hoje em dia, os setores culturais que movem multidões são a música e o cinema. Estão industrializados, têm peso económico. Os investidores neles apostam, porque se vende bem. Essas fortes presenças influenciam o gosto dos consumidores. No entanto, Cultura é diversidade, por isso há tensões e disputas por apoios entre os setores culturais mais pequenos...
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 09:04
Então temos de nos resignar que o que dá lucro é para o privado e que o que não dá deve ser suportado pelo Estado?
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 09:06
Na diversidade cultural, os regionalismos dirigem-se a pequenos nichos de apreciadores, enquanto as formas de arte mais transversais têm um público mais vasto. Essa é uma contradição insanável. Devem por isso coexistir, sem exclusões mútuas. A extinguir-se aquilo que agrada a minorias, acabar-se-ia a diversidade, ficaríamos sem alternativa a gostarmos todos do mesmo.
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 11:44
Por isso mesmo, para garantir o apoio à diversidade cultural, as autarquias deviam deixar certo tipo de eventos para os distribuidores de cerveja e utilizar os recursos públicos com critérios de qualidade.
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 13:19
Alavancar, boa palavra. O BE gosta muito de usá-la. Mas não basta que a alavanca seja de bom tamanho. O fulcro onde se apoia não pode esboroar-se.
Anónimo a 27 de Setembro de 2017 às 09:13
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