Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
27
Jul 16

O presidente da Câmara de Beja afirmou, na reunião de Câmara de 15/06/2016 (páginas 6 e 7 da ata), que “… não é nas Portas de Mértola nem na sede do PS, ou PCP, ou Bloco de Esquerda que isto se trata mas sim na autarquia e foi para isso que foram eleitos” e que "o executivo está aqui fruto da democracia”.

Ficamos, assim, esclarecidos acerca dos conceitos de democracia e gestão participada do presidente da Câmara de Beja, ou seja, porque o executivo foi eleito democraticamente, não tem nada de discutir os assuntos fora das reuniões da autarquia, mesmo que não tenham constado das promessas eleitorais e alterem o que antes tinha sido aprovado. 

Tendo em conta o que sempre defendeu em relação ao estilo de trabalho dos seus autarcas, só nos resta perguntar se será agora esta também a posição da CDU sobre a democracia a gestão participada.

publicado por Zé LG às 13:57
o meu amigo está certamente em melhor posição, pela experiência político-partidária que possui, para responder a essa preocupação!...Pela minha parte, já nada me surpreende, em razão do esvaziamento de moral e de valores que grassa no nosso meio político!
Enfim, fica-se com reflexões desta natureza:

"O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte do desenvolvimento superior dela - em segui-la pois mimeticamente com uma insubordinação inconsciente e feliz." F. Pessoa
Ecce Homo a 27 de Julho de 2016 às 14:07
Tal e qual, admira-me é certas pessoas que hoje parecem ficar indignadas,não conhecerem o artigo e terem elogiado o mesmo para o fato que consideram agora apertado e se sentem mal.
anomimo a 27 de Julho de 2016 às 14:26
Quando o Lopes Guerreiro era presidente da Câmara também tinha toda essa abertura que agora apregoa? Ouvia regularmente os seus adversários políticos? Levava em contra as suas opiniões? Geria a autarquia de acordo com o que soprava na praça de Alvito? Acha possível governar seja o que for dessa forma? Que raio de democracia participada quer o senhor quando nem sequer nos órgão próprios o seu (nosso) movimento toma posição? Eu sei que custa muito, mas a dor de cotovelo por termos tido o resultado que tivemos nas eleições algum dia ha-de passar. A mim já me passou e confesso que prefiro esta à Câmara do Pulido.
Anónimo a 27 de Julho de 2016 às 18:07
Não. Claro que não.
Anónimo a 27 de Julho de 2016 às 18:44
Absolutamente de acordo com o anónimo das 18:07.
O Sr. Lopes Guerreiro está a revelar-se um invejoso de primeira linha, e um ressabiado por o João Rocha não lhe passar cartão nenhum. Quem o ouve falar, ou ler as coisas que escreve, deve pensar que é o pai da democracia. Gostava que aparecesse aqui algum do tempo de Alvito, para explicar como era a atitude dele enquanto presidente da câmara.
Anónimo a 27 de Julho de 2016 às 19:25
Então para o Rocha autarquia é o edifício da Câmara???
Anónimo a 27 de Julho de 2016 às 23:04
Os que fizeram comentários até agora parece que estão mais interessados em discutir o meu desempenho em Alvito (já lá vão mais de 15 anos!...) do que o que se passa agora em Beja... Fica bem claro o que pretendem e o que querem evitar.
Zé LG a 28 de Julho de 2016 às 01:08
Da minha parte gostava apenas de ver as diferenças entre um ex presidente democrata, e um presidente a quem o ex presidente alcunha de ditador.
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 01:31
Não me atribua o que não escrevi. Não acusei ninguém de ditador. Achar que o presidente da Câmara não tem o entendimento de democracia e gestão participada que a CDU sempre defendeu não é chamar-lhe ditador.
Zé LG a 29 de Julho de 2016 às 01:03
É uma forma mais simpática de o dizer, não acha?
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 10:39
Não, não acho! Esse é o seu entendimento. Se fosse o meu tê-lo-ia escrito, sem eufemismos.
Zé LG a 29 de Julho de 2016 às 17:40
E esta é a reposta que tens a dar sobre a tua própria noção de democracia participada? Pois é, quando estiveres em condições de falar de ti enquanto democrata aí sim, terás moral para falar dos outros.
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 08:52
Já lá dizia o outro. Faz aquilo que eu digo, não faças aquilo que eu faço.
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 16:03
Sintomática a expressão "já lá vão mais de 15 anos". Acontece quem quer intervir no espaço público, nomeadamente questionando comportamentos, terá sempre de estar sugeito à avaliação sobre os seus próprios comportamentos. A questão é por isso pertinente: Como era o comportamento do autarca LG no seu processo de decisão?
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 17:40
Deixou tantas saudades que ninguém de Alvito vem aqui ao blogue dar a sua opinião.
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 17:51
O porco espinho bloqueou-me no seu blogue. E até deixou escapar uma ameaça. Vejam bem, um bebado daqueles! Tem a mania que é esperto, e que sabe das novidades todas, agora até diz que em Ourique vão haver novidades. O de Ferreira não pode vir; O rocha vai perder; qual Zandinga, qual Dr. Barriga a adivinhar as coisas? Este bebado é que é o supra-sumo da adivinhação! Além de bebado e adivinha, ta visto que é o Giló cá do sítio!
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 18:02
Agradeço que modere os termos que usa nos seus comentários. Pode criticar quem entender mas não deve ofender as pessoas, nomeadamente quando o faz a coberto do anonimato.
Zé LG a 29 de Julho de 2016 às 00:59
Acabaram os bilhetes de borla do tempo do Pulido para o Pax Julia e as festas da câmara. O bicho anda revoltado, isso anda...
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 18:07
E se fossem todos arrefecer as cabeças com um mergulho em água fresca?
Anónimo a 28 de Julho de 2016 às 20:23
Apesar de considerar que com isso se pretende fugir ao debate sobre o assunto que aqui alvitrei, mas porque gosto de responder às questões que me são directamente colocadas, aqui fica a minha descrição de alguns aspectos da minha prática de gestão democrática e participada enquanto presidente da Câmara de Alvito: Sempre procurei os consensos nas decisões mais importantes, tendo retirado alguns assuntos das reuniões por entender que tal consenso não estava criado (recordo que "governei" em com maioria relativa e maioria absoluta na Câmara e sempre com minoria na AM). Normalmente, para a elaboração dos planos de actividades eram pedidos contributos aos serviços municipais, a todos os vereadores, às Juntas de Freguesias, apresentados e discutidos com todos os trabalhadores da Câmara e com as populações, para além da discussão no PCP e na CDU e nos órgãos autárquicos. Tinha reuniões de coordenação semanais com os responsáveis dos serviços municipais e, pelo menos, duas ou três por ano com todos os trabalhadores. Projectos de maior impacto foram apresentados e discutidos com a população, como por exemplo a remodelação da Praça da República ou o PULA. No campo social, ainda antes das CLAS, criamos a CASCA - Comissão de Acção Social do Concelho de Alvito. Quando foi alterada a legislação sobre as escolas profissionais, foi, por minha iniciativa criada uma cooperativa de interesse público - a NOVALVITO -, integrando as autarquias entidades privadas. O Boletim Municipal, em formato de jornal, publicava notícias enviadas pelas diversas entidades, bem com entrevistas com pessoas da comunidade, tal como acontecia no programa que a Câmara tinha numa rádio local, sem que alguma vez tivesse havido da minha parte qualquer limitação à sua liberdade de expressão, mesmo quando foram extremamente críticos do meu desempenho.
Aqui ficam algumas informações factuais do que foi o meu (nosso) desempenho na Câmara de Alvito, para que possam julgá-lo.
Mas, recordo mais uma vez, que ninguém, até agora, respondeu à pergunta que fiz neste alvitre.
Zé LG a 29 de Julho de 2016 às 01:36
LG: É a visão das coisas sob o teu prisma.
Agora, o que transparecia sempre na altura, era o teu radicalismo e prepotencia em relação a todas as tomadas de decisões. Ou seja, tu até podias ouvir o que os outros diziam, agora a sua opinião pouco ou nada contava.
E não me parece que esteja enganado.
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 09:16
É de facto um verdadeiro democrata, que ouve as pessoas. Mas parece que utiliza a democracia vertical: uns mandam, outros obedecem!
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 10:40
À democracia o que é da democracia, às empresas o que é das empresas...
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 12:13
Sim. O processo de tomada de decisão pode ser democrático, mas depois a execução das medidas decididas pode não ser.
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 12:23
Sim também me parece que é muito mais importante discutir se o LG foi ou não um bom democrata enquanto presidente da Câmara de Alvito do que analisar o trabalho do atual executivo municipal de Beja. É capaz de ser mais relevante para o presente e o futuro dos bejenses!
Se se concluir que o LG era um ditador em Alvito já é mais aceitável que o Rocha também o seja aqui. Será isso?
Eu não percebo, mas isso deve ser porque não alcanço a sofisticação do pensamento político dos comunistas, é dialética muito vanguardista, muito à frente.
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 21:27
Anónimo das 09:16 - Naturalmente que é a minha visão. Mas, como escrevi, procurei referir factos sem os apreciar, deixando isso para os que quiserem julgar.
Zé LG a 29 de Julho de 2016 às 17:37
Não seria politicamente correto, até porque os tempos passam, e só os burros é que não mudam. E neste aspeto, LG tem toda a razão.
Mas a coerência dos comunistas, ou pelo menos daqueles que mais considero, teria uma resposta bem diferente.
A titulo de exemplo, refiro a resposta de Fidel Castro há aí 20 anos a uma jornalista americana, quando confrontado com a "falta de democracia" em Cuba face aos EEUU da América.
Somos países diferentes, com realidades diferentes, e o que são os vossos valores não são certamente os nossos.
Não deu exemplos, mas a jornalista percebeu de imediato, e não faz mais nenhuma pergunta sobre o tema.
Exemplos, dou agora eu. Enquanto nos EEUU existe uma jornalismo e uma imprensa livre, em Cuba não.
Mas enquanto em Cuba existe uma Serviço Nacional de Saúde e um sistema de ensino universal, gratuito e de uma qualidade impar, nos EEU não existe nada disso. Quer a um que a outro, apenas têm acesso as classes mais privilegiadas. Em relação ao primeiro, só agora com o Obama Care, se começou a dar os primeiros e tímidos passos, e ninguém lhe prevê grande futuro. E em relação à educação e ao ensino, têm que continuar a importar "cérebros" de todo o mundo, porque o sistema de ensino que têm e por seu demérito, não os consegue formar em quantidades necessárias
Anónimo a 31 de Julho de 2016 às 11:01
Existindo um bom sistema de saúde e de educação (discutível se o que existe em Cuba é um bom sistema de educação, porque educar não é só formar profissionais, mas sim e sobretudo formar cidadãos livres e com capacidade de pensamento crítico), a liberdade de pensamento e de opinião passa a ser secundária. Esta é a premissa básica do comunismo, portanto, de acordo com o comentário das 11h01.
Não digo que o marxismo não tivesse feito sentido na conjuntura histórica em que surgiu, pelo contrário desempenhou um papel fundamental na evolução da sociedade e na introdução de valores como a justiça social, mas quem é que hoje, na posse de todas as faculdades mentais, pode aceitar submeter-se a um regime despótico, que se alimenta do medo e se sustenta no conceito de povo enquanto massa amorfa e desprovida de qualquer individualidade. Não é a nossa diversidade e dignidade enquanto indivíduos que nos torna humanos?
Defender o comunismo é defender a menoridade mental, o que dá jeito a muita gente, a alguns porque de facto são pequenos e não ambicionam a ser mais que isso e a outros porque esse sistema lhes permite o exercício do poder autoritário e inquestionável, que é a forma mais fácil e segura de exercer algum tipo de "governação".
Por isso, embora em Cuba existam bons médicos e em Beja o circo e os foguetes sejam grátis o ano inteiro, eu ainda assim prefiro viver num regime democrático, em que as questões importantes, com impacto no bem estar social e económico sejam participadas e debatidas abertamente.
Os desafios que se colocam atualmente em Portugal, em particular em concelhos deprimidos como Beja, não se compadecem com ditaduras cegas, impreparadas e incapazes. Mais cedo ou mais tarde até o circo acaba (o pão já há muito que vai escasseando, como se sabe)!
Anónimo a 31 de Julho de 2016 às 13:18
Como bem salienta o anónimo das 13:18h, o marxismo desempenhou um importante papel histórico. Daí a afirmar que é menoridade mental defender o comunismo, só forçando a realidade dos factos. Na verdade, tão útil é repensar o essencial do legado teórico de Marx como analisar os erros da praxis comunista. De resto, essa análise tem de ser feita em conjunto, teoria e prática, para ser metodologicamente aceitável. Não obstante reconhecermos que o engajamento de muitos nas tais fileiras ditas vanguardistas escondia inconfessáveis objetivos egoístas, estaríamos no entanto a chamar néscios a todos os intelectuais que sincera e desinteressadamente o defende(ra)m?
Por outro lado, parece-me abusivo martelar esse repúdio histórico-ideológico na situação de Beja. Não é de todo argumentação honesta comparar contextos de ausência de liberdade com a situação portuguesa atual. Em Beja existem inibições aceites e traços de autoritarismo tolerado, mas um projecto alternativo, socialista, tem de se definir a partir da afirmação de um conteúdo propositivo consistente, e não num obsoleto e improdutivo discurso de rejeição.
Munhoz Frade a 31 de Julho de 2016 às 15:06
Ninguém pode retirar do que disse às 11:01, que estou a defender o que quer que seja, e muito menos o regime cubano, o qual atualmente ameaça ruir como um baralho de cartas. Já que foram desaparecendo um após outro os apoios internacionais de que carece para a sua subsistência.
O que eu salientei, foi outra coisa bem diferente e não exclusiva apenas de LG, mas também do PS enquanto governou a autarquia de Beja.
Ou seja, não se pode pedir enquanto na oposição que o poder seja uma coisa, e quando se lá esteve funcionou-se de forma idêntica ou similar aos que agora lá estão.
Não pode.
Anónimo a 31 de Julho de 2016 às 16:10
Não é estalinismo (era o que faltava!), mas tem de convir que é o mais próximo que por cá temos tido! E no que a mim me diz respeito, o autoritarismo nunca deve ser tolerado, muito menos por quem está no papel de fazer oposição política. Esses têm uma responsabilidade acrescida como guardiões dos valores democráticos. Ou deveriam ter.

PS: Continuo à espera dessas propostas consistentes.
Anónimo a 31 de Julho de 2016 às 18:38
As propostas consistentes surgirão, pois o contexto governativo é favorável. O Governo tem base parlamentar de esquerda. Para os que se arrepiam com a simples referência a Marx, notem que o nosso sistema já integra muitos elementos de justiça social, tendentes à materialização da máxima "a cada um segundo o seu trabalho" e até do princípio ideal de "a cada um segundo as suas necessidades". Se fôr preciso, eu explico.
Munhoz Frade a 31 de Julho de 2016 às 20:33
Paramos para pensar um pouco no que aqui lemos, e so da vontade de rir (tambem faz falta)!
Todos temos razao, os outros estao todos errados...so nos somos democratas,, os outros sao todos faxistas., as nossas ideias sao sempre as melhores, os outros so dizem, pensam e fazem merda!
Se fossemos nos a fazer seria a perfeicao, os outros vao fazer mais uma cagada...nos somos de cá e nos é que sabemos, os outros sao umas bestas quadradas... Enfim somos apenas nos mesmos!
Anónimo a 29 de Julho de 2016 às 23:46
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