Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
26
Jan 17

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publicado por Zé LG às 17:47
Querem a todo o custo transformar um ladrão em herói...
Anónimo a 27 de Janeiro de 2017 às 12:16
lol....grande verdade. cativa muito pela sua simpatia e sorrisso nos labios
Anónimo a 27 de Janeiro de 2017 às 23:12
"Criaram uma Geringonça. E ela ainda não foi ao fundo!"

Janeiro de 2017. O retrato de Portugal, por Clara Ferreira Alves.

Portugal não tem dinheiro. Não tem fluxos de capital nem stocks de capital. Não tem um sistema bancário funcional. Não tem um crescimento económico que assegure o pagamento da dívida sem pedir mais emprestado. E não tem capacidade para sustentar o Estado social e a administração pública.

Nos hospitais públicos falta equipamento, faltam medicamentos inovadores, faltam técnicos e as esperas são quilométricas sempre que há um surto de doenças de inverno. Os hospitais servem de asilo a velhos cujas famílias não têm meios de os cuidar.

Na educação, basta averiguar a penúria das universidades e a sua incapacidade para renovar os quadros docentes e pagar salários decentes (existem jovens professores a trabalhar sem remuneração), para perceber a ginástica dos orçamentos e a falta de recursos financeiros que ditarão o envelhecimento e a degradação do ensino superior público.

A máquina da justiça é o que é, incapaz de produzir uma acusação a tempo e horas e entregue à demagogia dos tablóides, corporativa e disfuncional.

A rede de transportes públicos é desorganizada, obsoleta e controlada por sindicatos comunistas que resistem à mudança e determinam o calendário de trabalho com greves. Em compensação, a extensa rede de autoestradas apresenta a sua esplendorosa desolação devido ao preço das portagens. A estrada nacional Lisboa-Porto está atulhada de camiões.

Em Lisboa, o metro está decadente e é curto, servindo a periferia e não os habitantes e trabalhadores da cidade, a Carris circula vazia às horas de ponta no centro, os comboios da CP estão podres e os carros suburbanos enchem os cofres dos parques privados e da EMEL. A poluição e o congestionamento são insuportáveis, o ar na Avenida da Liberade é irrespirável.

Responsáveis, para variar, não há, como na Caixa Geral de Depósitos, no BES/Novo Banco ou no Banif. A camarilha que manda nisto tudo protege-se atrás dos partidos e só muda de poiso.
Anónimo a 28 de Janeiro de 2017 às 11:03
Um belo contributo de quem se põe de fora do trabalho de procurar soluções para os problemas nacionais. Basta ser crítico(a), cultivar a imagem de grande intelectual que não suja as mãos...
Anónimo a 28 de Janeiro de 2017 às 14:09
Não entendeste nada do que acima foi escrito.
A critica mais do que às geringonças, é a quem delas se aproveita em beneficio próprio.
Anónimo a 28 de Janeiro de 2017 às 17:55
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