Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
11
Fev 17

Foi hoje publicado em Diário da República o Decreto-Lei que regula o novo Regime Jurídico e os Estatutos aplicáveis às unidades de saúde.

O diploma estabelece as novas normas para o sector da saúde e introduz, como novidade, nas Administrações das Unidades Locais de Saúde, “um vogal proposto pela respectiva Comunidade Intermunicipal”.

O documento determina que “os mandatos dos membros dos conselhos de administração das ULS, E. P. E., cessam na data da entrada em vigor do presente decreto-lei, mantendo -se os titulares em funções até à sua substituição”.

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Assinala-se neste sábado, o Dia Mundial do Doente, este ano com o tema "Contribuir para a Difusão de uma Cultura Respeitadora da Vida, da Saúde e do Meio Ambiente". Uma data que é celebrada também, no Hospital de Beja, com um conjunto de iniciativas.

publicado por Zé LG às 10:11
CELEBREMOS!
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:11
Espera-se que o PS não cometa o dislate de repescar uma certa figurinha com um histórico de "irregularidades"...
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:17
Penso que o Diário Alentejo trás uma noticia com o futuro presidente do CA.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:37
Ah ah ah
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:38
O bimbo espertalhão repete o padrão de sobrevivência: mal tem a certeza de que um CA vai sair, arranja uma confusão para oportunamente se demarcar, para depois colar-se ao seguinte. Os que se precipitaram deram-lhe uma boa oportunidade para ele ficar por cima...
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:46
Em relação à primeira notícia, estava no Programa do Governo, como é relembrado no Conselho de Ministros de 15 de dezembro "6. Foi aprovada a uniformização dos regimes jurídicos das entidades integradas no SNS afetas à rede de prestação de cuidados de saúde e relativos às unidades de saúde do SNS com a natureza de Entidades Públicas Empresariais, bem como as integradas no Setor Público Administrativo.

Este diploma constitui um instrumento fundamental para uma reforma da prestação de cuidados de saúde que aposte no relançamento do SNS.

A medida integra-se no Programa do Governo, visando dar prioridade às pessoas e melhorar a governação do SNS, de modo a obter mais e melhores resultados face aos recursos disponíveis." http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/cm/comunicados/20161215-com-cm.aspx

Aqui fica o articulado ontem publicado que, para além da inovação do vogal executivo do CA proposto pela Comunidade Intermunicipal, acrescenta a novidade do vogal indigitado pelo Ministério das Finanças nos CAs das ULS nacionais: http://www.homepagejuridica.net/destaques-do-diario-da-republica/9375-decreto-lei-n-18-2017-de-10-de-fevereiro.html
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:42
Obrigado pela informação, Sra. Governadora Civil, perdão, Sra. Embaixadora.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:49
De nada
Ass: uma cidadã que (tenta) estar informada, enganou-se em "ambos os 2" títulos que me atribuiu.
Muito bem Dra Ana, assim é que se fala contra os "corajosos" anónimos.
Já agora anónimos, fiquem sabendo que o sr da praça da republica tem montado um complicado sistema de espionagem, se pensam que ficam anónimos (como ele, que tem mais de 10 nicknames diferentes, aliás) desenganem-se, o sr é tao esperto que até sabe em que nome está o contrato da net que vocês usam, cuidadinho, muito cuidadinho (já agora, o que é ilegal)....e sabe inclusive quando vocês comentam outros blogues....como este!!
(bem sei que ele agora está a pensar apanhei-te! mal sabe ele o que nós temos bem guardadinho sobre ele...ui!
será que é ela? a 26 de Fevereiro de 2017 às 15:51
PS: Outro aspeto DL 18/2017, de 10 de fevereiro, a reação da FNAM:

"Ex.mo Senhor Presidente da República
Palácio de Belém Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa

Excelência
No passado dia 6/2/2017, as duas organizações sindicais tiveram uma reunião com o Ministro da Saúde e com os dois Secretários de Estado da Saúde para debater várias matérias pendentes a nível da Carreira Médica.

No decurso da reunião, o Ministro da Saúde afirmou que estava a aguardar promulgação por V.Exa um novo decreto-lei sobre a Gestão Hospitalar.

De imediato, foi colocada a questão que uma matéria destas estava inserida no âmbito da negociação sindical porque teria implicações directas sobre a organização do trabalho médico, horários, esquemas remuneratórios, entre outros, dado que uma das medidas aí contempladas seria, segundo foi afirmado, a recriação dos Centros de Responsabilidade Integrados (CRI).

Hoje foi publicada em Diário da República essa legislação através do DL nº 18/2017.

Como se pode verificar, são estabelecidas, entre outras, novas regras de organização do trabalho médico e é até recriado o regime de dedicação exclusiva que não existe na Contratação Colectiva da Carreira Médica.

Vimos, assim, alertar V.Exa que este decreto-lei que institui o novo regime jurídico de gestão hospitalar não foi precedido da consulta, audiência e pronúncia das Associações Sindicais, em violação do direito de negociação coletiva legalmente consagrado e, como tal, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), em defesa coletiva dos direitos legalmente protegidos dos trabalhadores médicos filiados nos três Sindicatos que a integram (Sindicato dos Médicos do Norte, Sindicato dos Médicos da Zona Centro e Sindicato dos Médicos da Zona Sul), irá desencadear os correspondentes procedimentos com vista ao seu pedido de declaração de ilegalidade.

Com os nossos melhores cumprimentos

Lisboa, 10/2/2017
P’la Comissão Executiva da FNAM"
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:45
Em relação à segunda noticia, trago para aqui o que escrevi no meu FB há pouco "Falava eu um destes dias dos legados salazarentos no Portugal interior, a igreja e a tuna juntas. Enfim." (a crítica é para uma comemoração institucional num Estado laico).
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:47
Ai ai, que o Bispo não vai gostar...
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:51
ui, ui que medo.
Está a fazer-se a mais um cargo, Dra?
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 10:58
ehehheheh se fosse meu estar "fazer-me a cargos" não tinha vindo para Beja e tinha aceitado outras coisas em paragens bem mais perto da minha casa.
Aqui há mais oportunidades... "Em terra de cegos..."
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:16
Isso tem um nome, é um mecanismo de defesa imaturo chamado "projeção".
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:17
A boyada do PS já esfrega as mãos de contentamento.
Vamos estar atentos às suas nomeações.
E verificar até onde se vai aplicar a sua habitual regra de três simples.
Ou seja, antes de se olhar para a competência da pessoa para o lugar, em primeiro está lugar está a boyada, em segundo a boyada e em terceiro continua a boyada.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:17
Também a direita ditou a tese do matematicamente impossível...
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:19
Mas assume no facebook queixas do atraso das gentes do interior.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:17
No FB assumi estados de alma, disse assim "Sentimentos paradoxais é isto: o gozo de conhecer, trabalhar e lidar com o Portugal interior é diretamente proporcional à irritação com o Portugal interior. Tanto a fazer, tanto. Tantas marcas dos 48 anos pré abril.
PS: não é nada comigo diretamente"
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:21
Ainda sobre o "interior", claro que há interior e interior, nada se aproxima desta boçalidade http://jugular.blogs.sapo.pt/agonia-de-facto-3936491

Estamos a falar deste espécie https://www.google.pt/search?q=%22manuel%20agonia%22&rct=j
Ana Matos Pires a 13 de Fevereiro de 2017 às 10:18
Maus hábitos, de quem "assentou praça em general"...
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:22
PS2: De qq modo para mim a notícia hoje é esta, 10 anos de lei em factos http://expresso.sapo.pt/multimedia/259/2017-02-09-Ha-menos-abortos-menos-reincidencia-e-nenhuma-mortalidade-materna-10-anos-de-IVG

Uma década de um país mais decente, o dia em que as pernas me tremeram sem parar e sem controlo a caminho do Altis. O orgulho de ter lutado, muito.
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:29
Eh,Sra.Ana Matos Pires, que notícia tão pouco notícia.Encanta -se com muito pouco.Esses fundamentalismos feministas já foram chão que deu uvas.
Olhe, ouvi dizer que tem receios de baixar de patente.Tenha calma e entusiasme-se com outras coisas mais nobres.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:52
(e uma coisita assim mais inteligente, não?)
Retirado do diploma: "os procedimentos com vista à nomeação de diretor de serviço devem ser objeto de aviso público, de modo a permitir a manifestação de interesse individual."
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 11:57
clap. clap, clap há anos que defendo isso. Vou, aliás, mais longe, acho que o diretores de serviço devem apresentar um programa que deve ser avaliado antes de completados os três anos de exercicio de função, se não estiverem cumpridos pelo menos 75% dos objetivos propostos nem se devem poder recandidatar. Mais responsabilização e mais autonomia das direções de serviço contribuirão seguramente para um maior desempenho e eficácia.

Um dos aspetos inovadores do diploma é, aliás, legislação sobre Centros de Responsabilidade Integrados.
Mais transparência, mais compromissos explícitos.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 12:19
Quem sera que tem unhas psra tocar essa viola no hospital?
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 12:25
Isso.
Ana Matos Pires a 11 de Fevereiro de 2017 às 12:29
Cometi uma imprecisão da qual só me apercebi agora, ao ler o comunicado critico da FNAM ao 18/2017. De facto o articulado fala em "Centros de Responsabilidade Integrada" e não, como deveria e como referi no comentário que aqui deixei, em "Centros de Responsabilidade Integrados". Faz toda a diferença.

PS: falo deste comunicado

"Comunicado da FNAM

A nova legislação sobre gestão hospitalar é a negação de uma reforma e a aposta no aprofundamento dos esquemas clientelares
O DL nº 18/2017, publicado a 10/2/2017, estabelece um novo quadro legal da gestão hospitalar aplicado a todas as entidades que se encontram neste nível de prestação de cuidados de saúde.
Desde logo, importa denunciar a gravidade do comportamento político do Ministério da Saúde ao enveredar por uma atitude de afrontamento e de violação ostensiva dos direitos legais e constitucionais das organizações sindicais, não submetendo à negociação este diploma quando o seu conteúdo possui matérias que a isso obrigavam.
Apesar do clima geral de conflitualidade verificado com as práticas e as medidas gravosas do ministério da saúde do governo anterior, nunca tal situação de violação do próprio princípio da negociação sindical se verificou.
A FNAM irá desencadear todas as iniciativas legais para solicitar a declaração de ilegalidade deste diploma.
Quanto ao conteúdo do decreto-lei, e independentemente da avaliação jurídica que está a ser desenvolvida para posterior divulgação, entendemos indispensável transmitir, desde já, a seguinte apreciação geral:
1 – Este diploma constitui uma oportunidade perdida de estabelecer as bases de um entendimento alargado no sector para desencadear uma indispensável e urgente reforma hospitalar em estreita articulação com a reforma dos cuidados de saúde primários e outros sectores de prestação de cuidados de saúde.
O Ministério da Saúde ao enveredar por uma prática autocrática e por uma acção política de aberta hostilização das organizações sindicais de todo o sector da saúde criou obstáculos de difícil superação para encontrar soluções que são urgentes para o sector hospitalar e para a sustentabilidade do próprio SNS.
O conteúdo do decreto-lei é uma mera reedição da generalidade da legislação anteriormente em vigor, compilando anteriores diplomas e agravando em múltiplos aspectos uma concepção de gestão militarizada das unidades hospitalares.
Por outro lado, verificamos que até a designação de uma estrutura intermédia de gestão a criar, o CRI, revela uma profunda ignorância dos autores do articulado, ou seja, ao designarem essa estrutura como “centro de responsabilidade integrada”, quando a designação correcta é centros de responsabilidade integrados, tendo em conta que não é a responsabilidade que é integrada, mas são os centros que são integrados porque têm como uma das principais missões integrar serviços e funções.
Importa lembrar, que em 1999 foi publicado o DL nº 374/99, onde foram criados, pela primeira vez, os CRI, como uma forma de agregação funcional e de uma mais adequada departamentação de serviços.
Esse decreto-lei foi negociado com a então ministra da saúde Drª Maria de Belém ao mesmo tempo que o diploma das USF, estabelecendo como forma inovadora uma política de incentivos em função da concretização de objectivos contratualizados, sendo mais tarde revogado pelo ex-ministro Luís Filipe Pereira.
2 – Dentro da compilação da legislação anterior, este novo diploma abrange todas as unidades hospitalares, centros hospitalares, unidades locais de saúde (ULS) e inclusivé as PPP.
É elucidativo que defina como um dos instrumentos do financiamento das unidades hospitalares o modelo de “capitação ajustada pelo risco”, modelo este importado das H.M.O. americanas e que tanta polémica tem suscitado.
O artº 9º estabelece a recriação dos CRI, mas não faz qualquer referência à departamentação , nem a uma política de incentivos salariais.
Simultaneamente, estabelece no artº 10º a aplicação obrigatória da “exclusividade de funções” que é um regime de trabalho que já não existe a nível da Carreira Médica para novos contratos desde 2009.
No entanto, esta aplicação obrigatória da exclusividade de funções possui logo a seguir uma redacção directamente destinada aos “amigos” clientelares ou referir que “salvo em situações excepcionais autorizadas pelo conselho de administração”.
Muito claro nos seus propósitos!
3 – Refere a existência de estruturas como os “Centros Académicos Clínicos” e da “Comissão Nacional para os Centros de Referência” cujo papel não é perceptível nesse articulado.
(cont)
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"4 – Quanto aos processos de recrutamento refere que se devem caracterizar pela “igualdade de oportunidades, imparcialidade, boa-fé, não discriminação e imparcialidade” para logo a seguir acrescentar “excepto em casos de manifesta urgência devidamente fundamentada” (artº 28º).
Mais uma vez uma excepção para passar a ser a regra ?
5 – Cria uma nova disposição ao estabelecer que os directores de departamento e de serviço têm de estar inscritos nos colégios da especialidade da Ordem dos Médicos (artº 28º).
E quanto à nomeação dos directores de serviço “ devem ser objecto de aviso público, de modo a permitir a manifestação de interesse individual” (artº 28º).
Ou seja, ao contrário dos apregoados propósitos de implementar concursos públicos para o preenchimento dos cargos, é definida uma curiosa modalidade de “aviso público” como se isso fosse impedimento para a manutenção das nomeações político-partidárias. E como se a tal manifestação de interesse individual tivesse algum efeito prático, mais parecendo uma nota de humor.
6 – No Anexo II, no respectivo artº 6º, está prevista a limitação dos cargos dos orgãos de gestão a dois mandatos, o que sendo uma inovação não aparece inserida em nenhum contexto de reformulação organizacional e de descentralização do processo de decisão.
Nas competências do conselho de administração surge a disposição de “definir as políticas referentes a recursos humanos, incluindo as remunerações dos trabalhadores” (artº 7º).
Deixará de haver negociações salariais e de contratação colectiva ficando as remunerações dependentes das administrações de cada unidade hospitalar?
7 – Os directores clínicos poderão acumular com a actividade assistencial remunerada mediante autorização do ministro (artº 13º).
Depois da experiência de largos anos com esta promiscuidade de actividades, este diploma volta a instituir a mesma disposição.
Para os profissionais a inserir em CRI é obrigatória a chamada “exclusividade de funções” e para os nomeados políticos nas administrações e direcções clínicas já é possível acumular com actividade privada.
E no Anexo III, artº 6º, relativo às ULS até podem ser nomeados dois directores-clínicos dentro do mesmo conselho de administração.
8 – A FNAM desenvolverá todos os seus esforços na contestação a este diploma e à forma como foi publicado em clara violação do direito constitucional à negociação sindical.
Estamos perante uma grave situação de degradação dos serviços públicos de saúde e do SNS, que urge pôr cobro!!!

Lisboa, 13/2/2017

A Comissão Executiva da FNAM"
Depois deste poderoso sindicato "mandar abaixo" (queriam...) a nova lei, irá o PCP colaborar na sua implementação? Predominará novamente a cegueira? Condenar-se-á um conjunto de inovações que se espera venham a vivificar o SNS? Quando o interesse eleitoral se sobrepõe ao interesse de cooperar localmente, no trabalho de procurar soluções para os problemas, os políticos prestam um mau serviço aos cidadãos. Não aceitemos que seja um sindicato enquistado em Lisboa suficiente para bloquear o que a Saúde do Baixo Alentejo precisa!
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 08:31
Eish que coisa mais demagógica. "Adalbertista" confessa, apoiando no geral as propostas das políticas de saúde propostas pelo PS no seu programa de Governo, acho que há criticas justas a este diploma - algumas, nem todas, plasmadas neste comunicado. A recente legislação fica, desde logo, muito aquém do que devia e é demasiado generalista, é um remendo e não uma verdadeira mudança estrutural, encerra uma cobardia política que gostava de ter visto ultrapassada.

Enquanto as políticas de saúde nacionais e regionais forem vistas através de uma lente liputiana caciquista a discussão não avança e o SNS perde, também no Baixo Alentejo.
Parece ser essa lente liliputiana que o sindicato usou...
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 08:58
Discordo, acho que levanta questões pertinentes, outras nem tanto.

O olhar acrítico é sempre mau, tão mais ruim quando vem do "nosso" lado da barricada. Ser de esquerda é, do meu ponto de vista e antes de mais, ser implacável com a crítica à esquerda quando ela se justifica. Depois de o ler com atenção acho o articulado legal pífio e tenho pena, perdeu-se uma excelente oportunidade de fazer mais, melhor e muito diferente, perdeu-se a oportunidade de marcar uma verdadeira mudança estrutural - e ó se o SNS precisa disso.
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:07
Ó Dra, rejeita possibilidades de melhoria estrutural e funcional? Prefere o status quo?
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:13
"Ó Dra, rejeita possibilidades de melhoria estrutural e funcional? Prefere o status quo?" Ora releia lá tudo o que escrevi - se precisar de aulas de interpretação de texto diga, peço ajuda à Edite Estrela, é amorosa, está de certeza disponível.
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:16
Como não sabe para onde caem as modas, a Dra. dá uma no cravo e outra na ferradura.
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:02
"Como não sabe para onde caem as modas, a Dra. dá uma no cravo e outra na ferradura." eheheheheh eis o caciquismo e a fulanização em todo o seu esplendor. Sabe que mais? Sempre caguei para onde "caem as modas" quando se trata de dar a minha opinião, a minha "moda" é e será sempre a luta clara por aquilo em que acredito e defendo. Nesse sentido, repito: sou sempre muito mais implacável com o meu lado da barricada.
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:14
Eish, que demagógica!
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:18
nhã nhã nhã disse primeiro.

(e atão puroquê?)
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:20
Lanço aqui um desafio à Dra: diga concretamente o que acha mal na lei que questiona. Não um juízo global, que esse já expressou, mas falta sabermos detalhes que a desgostam.
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:29
1. Não é uma mudança de paradigma
2. Concordo com as críticas da FNAM relativamente aos aspetos sindicais
3. Não gostos das ressalvas generalistas que faz depois de determinar um qualquer aspeto. Ex: as inúmeras "exceções" que tem necessidade de deixar expressas
4. No processo de nomeação dos diretores de serviço foi muito pouco audaz, avançou - e eu já aqui aplaudi - numa maior transparência da publicitação da disponibilidade das pessoas para o cargo mas não acrescentou necessidades que me parecem imperiosas, nomeadamente a obrigatoriedade dos disponíveis a apresentarem um programa de ação, passível de ser aferido e julgado
5. Repesca, e bem do meu ponto de vista, os CRI mas não objetiva suficientemente o seu funcionamento.
6. Em relação aos CA das ULS, aponta - e mais uma vez bem, na minha opinião - para a representatividade da comunidade local no órgão e do ministério das finanças no órgão mas não define funções, propósitos e critérios de escolha
7. Não toma qualquer posição clara face às obrigações das autarquias nos organismos locais de saúde. Discordo em absoluto da municipalização da saúde, acho um risco criarem-se "SNS locais" porque isso só iria agravar as diferenças entre cidadãos nos cuidados de saúde, mas parece-me muito importante e desejável a criação das "comunidades locais de saúde" com propósitos muito bem definidos
8. Não tece qualquer consideração sobre reformas nas estruturas das ARS que, em minha opinião, cada vez mais estão transformadas num bloqueio da ação de quem está no terreno a gerir uma instituição - uma maior autonomia na gestão dá, forçosamente, uma maior responsabilidade e obrigação nas tomadas de posição
9. Ainda em relação às ULS, não específica rigorosamente nada quanto à sua relação com os “Centros Académicos Clínicos” e da “Comissão Nacional para os Centros de Referência” - também eles, e como refere a FNAM, comum muito pouco percetível. Por exemplo, o que ganha a ULSBA por ter um protocolo com o curso de medicina da Un do Algarve, que até poderia ser estendido a outras áreas profissionais? Que relação deve haver entre a instituições de saúde e os politécnicos nos locais onde eles existem e têm licenciaturas na área da saúde?

Ps1: assim de rajada são apenas algumas das críticas que faço, agora não posso ficar aqui mais tempo

Ps2: com mais tempo também aqui deixarei os aspetos do comunicado da FNAM com os quais discordo
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 09:55
Mas que imprecação vesgada do Decreto -Lei, é o que de momento me apetece dizer.
Atentissimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 13:02
É ,com certeza, uma mudança de paradigma e muito mais ambiciosa,do que se poderia imaginar.
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 13:04
Quis dizer,obviamente,interpretação.
Atentissimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 15:29
Troque lá isso por uma critica pragmática e objetiva, pf. assim uma coisa ponto por ponto.
Ana Matos Pires a 15 de Fevereiro de 2017 às 00:12
Quando lhe aprouver dizer algo mais substancial be my guest.
Ana Matos Pires a 15 de Fevereiro de 2017 às 00:16
Sem querer contribuir para a.....do hospital, que alguns aqui frequentemente evocam, vou fazer uma primeira leitura apreciativa do Decreto Lei que já regula a gestão das unidades de saúde do SNS.
Assim, e porque o espírito da lei está sempre no seu preambulo, o caminho que este aponta é de maior abertura autonomia mas responsabilidade face aos resultados, no que que aos gestores respeita.
Parece-me que finalmente o conceito de "accountability "pode ser posto em pratica.Ate aqui,tem sido simplesmente um conceito teórico , que alguns defendem, mas não praticado.
Este caminho, no actual contexto privad/público,pode permitir inverter algumas dinâmicas instaladas no SNS que nos estão a conduzir para piores resultados em qualidade dos cuidados prestados aos utentes.Precisamente os aspectos que vemos referidos diariamente na imprensa, ou que sentimos todos os dias quando estamos doentes e queremos ter resposta às nossas necessidades, ao que julgamos precisar e ter direito.
Voltando ao decreto,teremos:
1.Organizaçoes,cuja matriz estrutural de gestão, pode corresponder ao novo paradigma.Gestao descentralizada.
-Conselhos de Administração, mais conhecedores da matéria saúde, muito maia autônomos para pôr em pratica , o tal"saber fazer".
-Conselhos de Administração mais responsabilizados ,pelos resultados em "valor", financeiro e em saúde,sinteticamente referindo.
-Conselhos de Administração e gestores intermédios mais articulados/envolvidos na estratégia da organização.Por conseguinte profissionais mais empenhados e motivados.
2.Nas Unidades Locais , uma nova experiência com um profissional das comunidades intermunicipais, no órgão de gestão do topo,pode ser um factor decisivo no incremento de valor, deste modelo organizativo, que ainda não provou o seu sucesso generalizado.
4.Modelo organizativo mais competitivo, com CRIs e outras formas,que acrescentarao valor à prestação de cuidados.
Mas a legislação também permite, pela sua abertura, já que não regula todos os aspectos, que "pouco ou nada mude", conduzindo para:

A "cristalização "da organização , se a autonomia e a liberdade criativa ora contemplados,não forem postas em pratica, por várias razões:competências em vários domínios,exercício do poder tradicional,desmotivação,"status quo"instalado e de interesses partidários.

Em suma

A gestão pública dispõe agora de legislação que pode permitir dar um salto qualitativo para acompanhar e competir com a gestão das organizações de saúde privadas, que crescem e se multiplicam por todos os Distritos.Faltava este instrumento legislativo a alguns gestores de saúde,embora saibamos que tem algumas falhas e que não foram ouvidos,ao que parece,todos os parceiros sociais.

Muito mais pode ser analisado e discutido.

Mariana Raposo-AH a 15 de Fevereiro de 2017 às 11:29
Então, Dra. Ana Pires? Não rebate estas afirmações ou evita ser explícitamente especifica?
Anónimo a 15 de Fevereiro de 2017 às 14:39
O Adalberto chamou-a, para dar-lhe um puxão de orelhas...
Anónimo a 15 de Fevereiro de 2017 às 20:21
Nem ele o faria nem eu o permitiria. Na verdade acabei de sair da AR onde assisti à apresentação do anteprojeto do BE da lei de despenalização morte assistida, para o qual fui convidada enqto subscritora do manifesto inicial.
Ana Matos Pires a 15 de Fevereiro de 2017 às 20:31
A Dra. gosta tanto de temas "fraturantes" que se arrisca a ser uma grande fornecedora da ortopedia...
Anónimo a 15 de Fevereiro de 2017 às 20:37
(que sono, credo)
Ana Matos Pires a 15 de Fevereiro de 2017 às 23:38
Boa,Dra! Lá para a Assembleia da República é que estava bem.Precisam muito de deputados com o seu perfil.Força,não desista porque esse é o seu e o nosso caminho.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:48
Só falta um pequeno pormenor: precisa ser eleita.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:51
Para a próxima está no papo.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:58
E querer (ou ter querido, vá)
Ana Matos Pires a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:59
Mas sobre isso não tenha dúvidas.Tiro certeiro.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:13
Pq haveria do fazer? Não só não fui interpelada diretamente como já aqui deixei expressa a minha opinião, de modo explícito, específico e claro. Opiniões diferentes são por mim aceites, ora essa.
Ana Matos Pires a 15 de Fevereiro de 2017 às 20:28
*de o, queria eu ter escrito.
Ana Matos Pires a 15 de Fevereiro de 2017 às 23:39
Ps3: não estou contra a necessidade de um novo articulado, queria mais, só isso, e acho que se perdeu uma oportunidade de fazer uma discussão mais abrangente à anteriori da qual resultaria, seguramente, uma melhor lei.

(agora é que tenho mesmo de bazar, sorry, em podendo ficava aqui o dia inteiro a discutir políticas de saúde, acredite, dá-me imenso gozo)
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 10:02
Olhe, venho aqui num pulinho pq me esqueci de referir aquela que é a minha maior crítica política ao diploma: não ter deixado, sem qualquer equívoco, a determinação de que os CAs das instituições públicas de saúde, independentemente do seu estatuto jurídico, são lugares de nomeação política. Não acho nada mal que o sejam, parece-me difícil um CA cumprir determinações de um ministério com cujas políticas não se identifica, mas é preciso que esse assunto deixe de ser obscuro. Ou são de nomeação política e caem com o cair do poder político que lhes dá suporte, ou são órgãos técnicos independentes do poder político. Clarificar preto no branco este aspeto e assumir posição de uma vez por todas parece-me urgente e muito mais honesto politicamente, não o fazer faz-me lembrar a rábula que o Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela fizeram na altura do referendo do aborto https://www.youtube.com/watch?v=7xr9zKRYv4I

(agora vou ali trabalhar mais um cadichinho)
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 11:34
Oh,Dra.esta última nem parece sua!
Anónimo a 14 de Fevereiro de 2017 às 12:08
Não parece porquê? Já aqui o escrevi há bué, é só procurar.
Ana Matos Pires a 14 de Fevereiro de 2017 às 17:57
Porque, por vezes, em vez de discordarem, limitam-se a criticar quem tem opinião diferente, aqui fica o pensamento de um amigo, servindo o barrete para quem o quiser :)
"A tentativa de caricaturar a posição de quem defende ideias contrárias ou quem apresenta factos é uma defesa de quem não tem como se defender com argumentos racionais. Um verdadeiro lapso freudiano."
João Espinho a 14 de Fevereiro de 2017 às 13:41
Deixe-me informá-lo(a) que há novidades sobre este assunto. A solicitação da FNAM à PGR, que aqui deixo - "ao abrigo do disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 281.º da CRP, a FNAM solicita a V. Exa. se digne promover e requerer, junto do Tribunal Constitucional, a declaração de inconstitucionalidade e de ilegalidade, com força obrigatória geral, do Decreto-Lei n.º 18/2017, por referência às normas constantes dos seus artigos 10.º, n.º 2, 11.º, alíneas f) e h), 27.º, 28.º, 29.º, 30.º, 31.º, 34.º, bem como dos artigos 13.º, n.ºs. 2, 3, 4 e 5, dos Estatutos constantes dos seus Anexos II e III, e 12.º, n.ºs. 2, 3, 4 e 5, dos Estatutos constantes do seu Anexo IV - teve como resposta da PGR "o vosso pedido foi nesta data remetido ao Tribunal Constitucional".

Reitero o que disse, não concordo com todas as críticas da FNAM ao articulado mas há, de facto, aspetos que deveriam ter tido outro cuidado e que merecem ser melhorados. A união das esquerdas, que permitiu a Geringonça, não pode ser - e não é - um acenar de cabeça acrítico, não pode ser - e não é - a assinatura de uma folha em branco, não pode ser - e não é - um "encarneirar" opinativo. Utilizar os meios próprios para discordar, esclarecer e melhorar é um correlato de se viver em democracia e ser de esquerda é defender a democracia, sempre.
O 18/17 ainda é revogado pelo Tribunal Constitucional e o atual CA da ULSBA continua!
Anónimo a 25 de Março de 2017 às 20:49
Que falta de pachorra para este tipo de conversa, caramba.
Ora, que enjoadinha!
Anónimo a 26 de Março de 2017 às 04:05
Concordo, sem dúvida. Até ao lavar dos cestos é vindima.
Será que A.M.P. terá tomado alguma decisão precipitada e antes de tempo, certamente não por interesse pessoal que não precisa mas sim do seu serviço, a contar com a inevitabilidade da mudança no CA?
Julgo que não. Não só porque se trata de uma senhora muito inteligente, mas também porque a "malta de esquerda" está suficientemente politizada para não cometer um dislate dessa natureza.

Só que assim sendo, não se percebe o aborrecimento com esta conversa.
Até porque existe alguma lógica para que assim seja.
Isto porque falta nomear o elemento da CIMBAL. A qual é controlada pelo PCP.
Ora sabendo-se que o PCP é contra este tipo de "descentralização" de competências. E como partido coerente que é. Faz todo o sentido que não nomeie ninguém para o novo CA.
Logo a falta deste elemento, inviabiliza toda e qualquer tentativa para que tome posse.

Estou certo, ou estou errado?
Como diria o senhorzinho Malta.
Anónimo a 26 de Março de 2017 às 12:27
Na mouche!
Anónimo a 26 de Março de 2017 às 13:30
Nada disso.Parece me que está errado.
O CA sairá de uma maneira ou de outra.Ha muita gente à espera da do boy Mestre entrar.O homem vem cheio de experiência central do INEM.
Anónimo a 26 de Março de 2017 às 14:00
Vou tentar explicar-lhe a minha falta de pachorra. O que comentei foi o pedido de fiscalização da constitucionalidade que a FNAM fez e ao qual a PGR deu procedência. A lei, até decisão formal e sustentada em contrário, está na rua e é para ser aplicada, assim sendo este pedido de constitucionalidade nada tem que ver com as decisões em curso para as diferentes estruturas de saúde, nomeadamente para as diferentes unidades locais de saúde. Passa-se exatamente o mesmo com o pedido de fiscalização da constitucionalidade que foi feita em relação à lei da +rocrição medicamente assistida -http://www.dn.pt/portugal/interior/psd-e-cds-avancam-para-constitucional-pelo-direito-a-identidade-pessoal-e-genetica-5640851.html -, a lei não foi alterada por este pedido.

Será que é pedir muito que se consiga fazer uma discussão mais abrangente - a que estou a fazer desde o início - e não ter uma visão umbiguista? A decisão de substituição do CA do ULSBA, como a de todos os CAs da diferentes unidades locais de saúde do país, está tomada à luz do 18/2017, ponto, este pedido de aferição da constitucionalidade não altera esse facto, não vale a pena manipular e baralhar para voltar a dar.
Ps: não percebi a questão da minha eventual "decisão precipitada". Se quiser ter a paciência de ir ver os comentários que desde o início deixei neste post verá que a minha linha orientadora foi sempre no sentido da discussão do 18/2017, nunca infleti, e que o meu comentário de ontem vem no mesmo sentido - retomar a discussão sobre o articulado legal, sobre as críticas a que a FNAM o sujeitou e sobre a minha posição face ao assunto.
Ps2: não sei nada do que se passa com a CIMBAL, e para falar verdade não me interessa, apenas quero fazer notar que mais uma vez se está a ter uma visão liliputiana e umbiguista do assunto "alterações determinadas pelo 18/2017": conhece algum CA de qualquer Unidade Local de Saúde do país que já tenha sido tornado público em DR ou após reunião do Conselho de Ministros? Se sim mostre-me, por favor, eu ainda não dei por nenhum mas pode ser falta de informação minha.
Ps3: falo das ULS da Guarda, Covilhã, Nordeste,Minho, Matosinhos, Litoral Alentejano e Norte Alentejo, para além da ULSBA.
Entretanto lembrei-me de outra coisa na sequência desta parte do seu comentário "Isto porque falta nomear o elemento da CIMBAL. A qual é controlada pelo PCP.
Ora sabendo-se que o PCP é contra este tipo de "descentralização" de competências. E como partido coerente que é. Faz todo o sentido que não nomeie ninguém para o novo CA.
Logo a falta deste elemento, inviabiliza toda e qualquer tentativa para que tome posse.".

Assim em versão telegrama:
1. Há uma lei geral nacional, não sei como se pode pensar que uma qq estrutura regional não a vai aplicar porque sim.
2. Os órgãos autárquicos responsáveis pela nomeação de um vogal para os futuros CAs das ULS souberam dessa necessidade antes da saída do articulado e não dei por nenhuma tomada de posição pública vinda de qq dessas estruturas, no Norte, Centro ou Sul do país onde existem ULSs.
3. Chamar a este passo "descentralização" parece-me inadequado, sobretudo tendo em conta (a) que é o elemento da comunidade que irá para o centro de decisão, o CA, e não o contrário e (b) que já estão em discussão em sede própria as chamadas medidas descentralizadoras relativas à Saúde, Educação, Segurança Social etc e delas não consta este aspeto particular do vogal executivo dos CAs das ULSs.

Como vê continuo a querer discutir aspetos gerais do articulado legal e a tentar justificar a minha falta de pachorra para guerras do alecrim e da manjerona.
É claro que isto não é regionalização. O financiador continua a ser o mesmo. Mas o facto de um vogal executivo ser indigitado por uma entidade sub-regional e de o órgão representativo e de prestação de contas à comunidade ser presidido por pessoa derivada do poder autárquico não é dispiciendo. Mais do que não haver bloqueio, o que é necessário é o envolvimento, é acreditar nessa novidade, que abre caminho à parceria e à conjugação de capacidades.
MF a 26 de Março de 2017 às 19:51
Nem eu disse que era, apenas esclareci que não entra no domínio daquilo que se pretende ser a descentralização (e muito menos a regionalização). Pela parte que me toca desejo que nos processos de descentralização - e mesmo de regionalização - o financiador continue a ser o mesmo, o estado.
Claro que será sempre o Estado o financiador dos serviços públicos. A Agência de Contratualização é que já está regionalizada na ARSA.
Anónimo a 26 de Março de 2017 às 22:55
(psssst gostava mesmo de perceber a que "decisão precipitada" minha se referia)
Boa parte do que por aqui se publica se baseia em presunções. A Dra. AMP lamenta, com razão, não ter interlocutores que usem argumentos precisos. Por aqui as pessoas habituaram-se às suposições, ao "diz que", "parece que"...
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 12:30
Entretanto li esta notícia que, a confirmar-se, mostra que estava errado qdo fez de sinhôzinho Malta http://www.lidadornoticias.pt/beja-novo-ca-da-ulsba-podera-ser-aprovado-esta-semana-em-conselho-de-ministros/
Como diz, "apenas" falta confirmar-se a notícia. Quando acontecer o facto geringoncico, o Sinhôzinho Malta joga-se da ponte abaixo...
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 16:07
Bom, tb não é caso para tal eheh
Nem sequer o Conde se joga por causa da notícia dos 15 mil euros...
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 16:51
Bem ele nem o outro do INEM.Nao sao gajos para cometerem suicidio.Sao gajos para pensar do no seu ego e no seu umbigo.
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 18:25
O Conde vai processar todos os funcionários que deram pareceres e que denunciaram a situação ao jornal.
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 18:36
Bem feito.
Há que assumir as criticas e as denuncias em termos públicos, e não esconderem-se no anonimato.
Haja coragem, ou calem-se.
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 19:34
O Sinhôzinho Malta pede desculpa pela leitura que fez, mas não se joga da ponte abaixo...
Gostaria, era só por curiosidade, saber onde e como é que o meu amigo Teixeira Correia tem acesso a estas noticias e em primeira mão.
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 19:44
... mas, pelos vistos, este CA nasce logo coxo.
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 19:47
Porque acha que nasce torto?E porque o que nasce torto,tarde ou nunca se endireita.
Deve ser por isso que a maioria dos médicos acha que vamos ficar muito pior.
Anónimo a 27 de Março de 2017 às 21:05
Matar-lhe a curiosidade não posso mas vexa pode matar a minha, explique-me lá a cena da "decisão precipitada", vá.
Do comunicado do Conselho de Ministros de hoje, com várias nomeações de CAs de cinco Unidades Locais de Saúde:

"12. O Governo aprovou, sob proposta do Ministro das Finanças e do Ministro da Saúde, cinco resoluções que procedem às seguintes nomeações:

António Maria Vieira Pires, Maria Eugénia André, Catarina Maria Alves Arizmendi Filipe e José Valdemar da Silva Rodrigues, respetivamente, para os cargos de presidente e vogais executivos do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco;

João Manoel Moura dos Reis, Vera Maria Escoto, Joaquim Duarte Araújo, Ana Amélia Ceia da Silva e Artur Manuel Caretas Lopes, respetivamente, para os cargos de presidente e vogais executivos do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano;

Carlos Alberto Vaz, Eugénia Maria Madureira Parreira, Maria Manuela dos Santos, Aida da Conceição Palas e Urbano José Castilho Rodrigues, respetivamente, para os cargos de presidente e vogais executivos do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste;

Maria da Conceição Lopes Baptista Margalha, José Aníbal Fernandes Soares, José Manuel Lourenço Mestre, António Sousa Duarte, Joaquim Manuel Brissos, respetivamente, para os cargos de presidente e vogais executivos do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo;

Luís Manuel de Sousa Matias, Horácio Carlos de Figueiredo Santos Feiteiro, Alda Maria Figueiredo Machado Pinto Dinis da Fonseca, Miguel Ângelo Madeira Rodrigues e Amaro Silva Pinto, respetivamente, para os cargos de presidente e vogais executivos do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano.

Todas as nomeações receberam parecer favorável da CRESAP. De destacar que nestas nomeações para Unidades Locais de Saúde são feitas ao abrigo do Regime Jurídico e os Estatutos aplicáveis às unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde, aprovado por este Governo, tendo passado um dos vogais a ser proposto pela respetiva Comunidade Intermunicipal."

PS: e a minha dúvida não foi esclarecida por si.
"Todas as nomeações receberam parecer favorável da CRESAP. De destacar que nestas nomeações para Unidades Locais de Saúde são feitas ao abrigo do Regime Jurídico e os Estatutos aplicáveis às unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde, aprovado por este Governo, tendo passado um dos vogais a ser proposto pela respetiva Comunidade Intermunicipal."

ESPETÁCULO!!!
Anónimo a 30 de Março de 2017 às 18:44
Teixeira Correia no seu jornal on line já o tinho referido.
Para quem lhe havia feito o seu funeral em termos jornalísticos, aqui um valente sopapo na cara.
Os meus parabéns ao dito.
Anónimo a 30 de Março de 2017 às 19:47
Neste conjunto de nomeações qual é então ,para cada uma, o Vogal executivo proposto pelas respectivas comunidades intermunicipais? Nenhum! Aguardemos.
Anónimo a 30 de Março de 2017 às 20:59
Não sei se algum dos vogais enumerados nos diferentes CAs foi indigitado pelas estruturas autárquicas locais, conhece-os todos? Eu não, daí a pergunta.
E que espertinha!
Anónimo a 26 de Março de 2017 às 14:28
E "espertinha" porquê, pode-se saber?
Este blog parece o blog do Hospital, até já enjoa tanta mosca à volta da ......
atento a 11 de Fevereiro de 2017 às 19:59
Se não quer contribuir para a M...não venha ao blog.
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2017 às 20:59
O Rocha deixa a Câmara para ir para o CA da ULSBA!
Anónimo a 15 de Fevereiro de 2017 às 23:38
Mas escolhido por quem?
O CA da ULSBA já está em andamento.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 00:03
Escolhido pela CIMBAL.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 00:05
Não é verdade.A CIMBAL tem outra coisa escolha, um médico reformado do PCP.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 06:53
Já agora levava o amigo Conde para assessor.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:44
A reciprocidade é muito bonita...
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:48
Qual deles?
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:19
Esse,o JR ,tem outra ambição .Quer ser presidente de todo o Alentejo.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:42
Então o PCP nao tem lá dois? então é um deles.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 07:54
De fonte fidedigna a informação aponta no sentido de um enfermeiro do hospital que tem o apoio do PS e do PSD.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:17
Bocas e especulações. Quem sabe ri-se disto tudo...
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:23
Tudo no silêncio dos deuses. Haverá surpresas.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:31
Qual silêncio! Diz se à boca cheia que virá o Zé Manuel Mestre e uma Dra do Centro de Saúde mandar nesta gaita outra vez para remendar os buracos que fez da outra vez e que estes não remendaram.Por isso veja lá o que nos espera.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:45
Gente com telhados de vidro não serve para endireitar a ULSBA.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:54
A ULSBA é para afundar de vez.Quer uns apostinha?
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 10:28
Grandes interesses em jogo. Investimentos pesados da privada...
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 10:35
Um para o CA, outro para o Conselho Consultivo. Os do PS ficam a ver navios.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:19
Os do PS ficam com o Conselho de Administração.Tambem de fonte fidedigna dizem que ja esta constituído e é quase igual ao anterior do PS. Tudo figurinhas de primeira qualidade tal como o actual. Mudam só as mosquinhas!
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:35
Se fôr assim, é o desastre!!!
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 08:42
O Conselho d Administracao da ULSBA já fechou o zoar.
O Diario do Alentejo informa que a médica Dra.Conceicao Margalha é a Presidente.Como vogais temos:
O Dr. Manuel Mestre que retorna aos comandos do barco que deixou sem rumo
Um Dr. vindo de Évora para tratar dos dinheiros
O Dr.Jose Aníbal como Director Clinico, ja que outros não aceitaram
É um estreante o Enfermeiro Brissos ja que outros também não aceitaram.

O Alvitrando vai ficar mais calmo sem os comentários ao Conde e sua trupe.Afinal até ficaram satisfeitos porque termina bem e começa bem.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 14:12
Cantando e rindo darão um salto... para o buraco.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 14:29
O lobby dos negócios novamente a determinar as nomeações.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 14:41
Negócios e incompetência .Assim se preocupam com a saúde noz Distrito.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 17:19
Negócios e incompetência .Assim se preocupam com a saúde noz Distrito.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 17:52
Então mas o PS ja se esqueceu do procssos do duplo Mestre e do que ele deixou no hospital?
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 19:53
Aleluia, Alelua, Liberdade, Liberdade, já não era sem tempo. Acabou-se a prepotência, o não saber ouvir, de tudo um pouco.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 23:08
Mas começa a roubalheira,a nova prepotência,as novas cunhas,a incompetência e as compras à Zé Manel.
Aí,se o Conde e a Condessa estarão contentes com o novo CA.
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2017 às 23:24
Não compreendo porquê! Deixaram de ter os seus tachos, e os seus cursos à conta do erário Público, além de não levarem nenhuma indemnização.
Anónimo a 17 de Fevereiro de 2017 às 00:21
Mas do mal o menor porque se veem substituídos por malta anterior ,tapando buracos uns dos outros , e que se encobrem permanentemente.
Anónimo a 17 de Fevereiro de 2017 às 07:31
Assim as clientelas defraudam as expectativas dos cidadãos. Mais uma vez se perde a oportunidade de mudar de paradigma. Continua o sistema de padrinhos e conluios.
Anónimo a 17 de Fevereiro de 2017 às 08:03
Virão poderes fracos. A nosso hospital não terá representantes a altura.Aqui totalmente diminuídos,
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 11:22
Desde que alguns continuem a contentar-se com umas migalhitas, vão fazendo o frete aos poderosos.
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 12:27
O Diario do Alentejo de amanhã traz a novidade do novo Conselho de Administração.Novidade velha, para os que cá andam.
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 16:28
Quanto mais for hospital dos pobrezitos, melhores são os indicadores publicitados.
Está de facto no bom caminho;dentro de dois anos o cumprimento deve rondar os 100%.
Atentissimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 18:45
Uma análise tristemente correta.
Só não concordo totalmente com a forma seca como refere o de Um Dr vindo de Évora para tratar dos dinheiros. Pois os dinheiros irão condicionar tudo o resto.

Ou seja, temos um CA obediente aos ditames partidários e à visão aliás aprovada recentemente de um único hospital para todo o Alentejo, sediado em Évora e onde serão feito todos os investimentos
Quedando-se o de Beja apenas por uma estrutura de apoio apenas com as valências básicas.
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 18:54
Espero que saiam rapidamente, e que todas as decisões tomadas deste o anunciado, sejam dadas como nulas.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2017 às 20:58
Até abriram concursos.La vai a malta apanhar mais una cunhazita.
Anónimo a 22 de Fevereiro de 2017 às 21:17
Não há administradores hospitalares na ULSBA? Não há nenhum capaz de gerir o hospital ?Nao servem e o PS tem que engolir um não Gestor vindo da ARSA?
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 11:30
Sim, falta a CIMBAL ESCOLHER PARA A SEMANA.
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 16:31
Quem será o PC que o JR vai mandar para a saúde?
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 21:37
Loff ?
anonimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 22:18
Já pensaram que esse Gestor comunista pode ser um braço forte da equipa de gestão da ULSBA?
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 22:20
Só se tiver conhecimentos para isso.
Anónimo a 24 de Fevereiro de 2017 às 07:49
O PS pode vir a ter como consequência deste tiro no pé um sério revés nas eleições autárquicas no distrito.
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 20:29
Não chega para isso porque a iletracia em matéria de saúde e gestão dela é,Infelizmente,muito grande.
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2017 às 21:12
A Presidente do Conselho de Administração da ULSBA.Dra.Margarida da Silveira,deve de ir substituir o Dr.Mestre como Vice Presidente do INEM,o que leva o processo a ser mais demorado por causa das provas da CRESAP.
Anónimo a 24 de Fevereiro de 2017 às 08:08
Nada disso.Quem vai prestar provas a CRESAPpara gestor publico é o Dr Jose Aníbal para futuro Director Clinico do Hospital. O Ministro precisa de saber primeiro se ele esta actualizado depois de uma triste experiência anterior e do interregno de baixa medica.
Os colegas aguardam também o texte de aptidao.
Anónimo a 24 de Fevereiro de 2017 às 08:17
Oh oh oh
Anónimo a 24 de Fevereiro de 2017 às 08:28
Não se percebe o critério desta escolha. Ainda não se escolheu melhor Diretor Clínico do que o Dr. Frade. Nesse tempo, o Hospital atingiu o auge.
Anónimo a 24 de Fevereiro de 2017 às 09:57
Ah ah ah
Anónimo a 24 de Fevereiro de 2017 às 08:28
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