Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
03
Fev 18

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"A reunião foi positiva, no sentido em que tivemos a possibilidade de transmitir à tutela as nossas preocupações. Mas tive a oportunidade de dizer pessoalmente ao senhor ministro que não viemos optimistas com aquilo que nos foi transmitido", revela Vítor Proença, autarca de Alcácer do Sal e presidente da CIMAL.
No encontro dos autarcas com os governantes estiveram em discussão os problemas existentes na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), nos constrangimentos na prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares e no financiamento da ULSLA.
Em concreto, os autarcas manifestaram ao ministro a sua preocupação com a falta de pessoal médico, de enfermagem, assistentes técnicos, assistentes operacionais e técnicos de áreas especializadas.

publicado por Zé LG às 00:29
No B.A o divórcio entre saúde e poder autárquico foi e é total.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 09:30
Sem dúvida que sim.
Os autarcas do B.A. colocam sempre do lado de fora dos problemas da saúde, em nome " da defesa dos interesses das populações", dizem eles.
Ou seja, não se querem envolver em nada que a este assunto diga respeito, para depois poderem pôr o "rabinho a salvo" e dizerem que nada têm a ver com o assunto, pois cabe em exclusivo ao poder central.
Deixando o caminho livre aos interesses privados, que cada mais impõem a suas regras e a sua filosofia a doentes, médicos e enfermeiros do negócio da saúde.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 10:04
A saúde no Distrito está em paz e recomenda-se.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 10:05
A ULSBA repousa em paz???
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 10:16
Tudo está bem no reino da saúde.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 10:22
Ao neutralizar o Dr. Frade o PS calou a voz crítica de sempre sobre a saúde em Beja.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 17:12
Não neutralizaram só o Dr.Frade.Fecharam o bico a alguns .
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 18:23
O único que pia e manda é o novo Director das urgências dos Pisos 3 e 4 e lá na malta médica.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 19:07
Deixem o Dr Frade em paz. Não digam parvoíces.
Ou então, metam no mesmo saco M. Raposo. E assim já são dois, os "neutralizados".
O problema vem de trás e bem de trás, e tem a ver com esta dita de regionalização. Que sabe-se lá porquê, até tem alguns defensores no burgo e na região.
Que os haja e muitos por Évora, entende-se e bem. Agora por aqui?
Não vale a pena mais conversas e discussões. A aposta é num grande hospital central para o Alentejo. E depois, para que serviria estar a repetir a dose a 80 Km?

Além de que há o problema já referido das autarquias da região não se quererem meter nas competências do poder central.
Pelo que não há mesmo mais nada a fazer e a dizer. O resto são conversas da treta.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 19:15
Muito bem analisado.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 20:27
Muito mal analisado.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 20:33
Aí sim então em que anónimo vamos acreditar?se está mal analisado contraponha,se faz favor
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 21:35
O conceito da regionalização é um fator que pesa muito pouco na problemática aqui abordada. Veja-se a recente notícia de que o Hospital de Bragança está a fazer um estudo para apurar que tipo de incentivos poderiam levar os médicos jovens a fixarem-se no interior. Parece que por cá os opinadores inveterados ainda não perceberam que o problema não é político, mas sim sócio-económico.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 21:53
Isso é algo bem diferente, que convém não misturar.
Que é manter o pouco que resta do hospital e dos serviços de saúde da região.
Pois lá como cá, com exceção da enfermagem, uma vez que também existe uma escola para o efeito. Os serviços de saúde sobrevivem muitas vezes com médicos já com mais de 60 anos.
E quando um se reforma, dificilmente conseguem que venha um outro de fora para o substituir.
Aliás, e tirando as habituais exceções à regra, até mesmo aqueles que aí são formados se vão embora logo que podem.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2018 às 22:25
Daqui a meia dúzia de anos vão ver o que temos, com todos os estudos e aplicação de incentivos ...
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2018 às 10:05
.. e com esta regionalização em curso.
Concordo em absoluto.
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2018 às 11:09
Com palavras se engana, com obras se convence.
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2018 às 12:46
Aí, sim... mas só alguns.
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2018 às 12:54
,,, e poucos. Muito poucos.
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2018 às 18:15
O texto enviado às entidades nele referidas:

“Porque não podemos, nem queremos, ficar indiferentes” - Um manifesto público

Passou o ano e já findou janeiro, as dificuldades persistem.

Os abaixo assinados, diretores de diferentes serviços do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, manifestam a sua preocupação pela situação de absoluta carência de médicos para fazer face às necessidades assistenciais da população pela qual a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) é responsável.

Em particular alertamos para o risco eminente de colapso nas urgências de Pediatria e Obstetrícia e para as graves dificuldades que estão a passar a Anestesiologia, a Radiologia, a Cirurgia Geral e mesmo a Ortopedia.

A não abertura de concursos para recém especialistas em 2017 e as dificuldades acrescidas de atrair e manter novos clínicos nesta região são problemas que urge discutir e tentar resolver.

Não existem soluções fáceis, bem o sabemos, a interioridade e os acessos deficientes são dificuldades acrescidas, mas sem uma discussão alargado e sem sugestões realistas e concretas os problemas não serão ultrapassados.

Manifestamos a nossa disponibilidade para, em conjunto com o Conselho de Administração da ULSBA, a ARS Alentejo, o Ministério da Saúde e as Autarquias Locais, avançarmos com esse fórum alargado de discussão. Disso damos conhecimento público em simultâneo com o envio do presente texto às instituições referidas.

Beja, 5 de fevreiro de 2018

Ana Matos Pires
Ana Teresa Gaspar
Aniceta Cavaco
Cláudia Norte
Isabel Santos
José Vaz
Luísa Elisiário
Luíz Palma
Mª José Janeiro
Pedro Costa
Rogério Mestre
Rosa Bento
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 08:21
Saudemos a inédita e coletiva tomada de posição pública! Há muito que o Hospital de Beja precisava de atitudes corajosas.
Munhoz Frade a 5 de Fevereiro de 2018 às 08:45
Não lhe chamaria corajosa, antes justa e preocupada. Estamos, todos, para em conjunto tentar encontrar soluções.
faltou *disponíveis, "Estamos disponíveis, todos, (...)"
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 09:05
Durante a administração anterior, era impossível tal movimento. Era suposto que com a nova administração isto não fosse necessário.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 09:23
As questões estão muito para lá daquilo que o CA, sozinho, pode fazer, daí ser necessário um trabalho conjunto para o qual apresentamos a nossa disponibilidade e pedimos ajuda alargada.

(pela parte que me toca nunca me senti impossibilitada de dizer o que achava justo durante a administração anterior)
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 09:28
Tire o cavalinho da chuva quem quiser ver neste Manifesto uma luta anti quem quer que seja ou dele tirar dividendos politico-partidários ou pessoais, vai de carrinho. O objetivo, que me parece claro, é unir esforços em prol de quem precisa de cuidados de saúde - a população da área de abrangência da ULSBA - e mostrar que os signatários estão preocupados e querem ser parte da solução. Ponto.
O exemplo de luta que o Dr. Munhoz deixou começa a frutificar? Espero que ainda vão a tempo...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 11:04
Tire o cavalinho da chuva se pensa tirar dividendos pessoais. Este é um facto com significado político, como é óbvio. O ministro está a prazo.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 11:30
ahahahahahahahahahhaahahahahahahahahahahahahahahahahaha até m'engasguei com essa do "tirar dividendos pessoais" ahahahahahahhahahahahahahahaha

Claro que é um ato, mais que um "facto", "com significado político", os signatários querem discutir políticas de Saúde na área de intervenção da ULSBA "à séria".

(se o ministro está a prazo ou não, não sei, sei que tenho discordado inúmeras vezes, e publicamente, de várias decisões políticas que tomou. Olhe, a última foi no sábado https://www.facebook.com/ana.m.pires.1/posts/10156104349911170?pnref=story)
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 11:37
PS: ainda lhe digo mais, em termos pessoais sou tanto mais crítica quanto mais próximas das minhas posições ideológicas, de esquerda, as pessoas são ou se dizem.

Claro que a mensagem que queremos passar é para a tutela, queremos dizer, por exemplo, que é necessário pensar em estratégias de discriminação positiva para as áreas carenciadas do país, em particular o Baixo Alentejo. Estamos preocupados, queremos que o problema seja trazido para cima da mesa, queremos ser parte da solução e não queremos avançar com uma postura negativista e de guerrilha, antes com justiça, lealdade, frontalidade, disponibilidade e pró-atividade positiva.
Ótimo!
Munhoz Frade a 5 de Fevereiro de 2018 às 11:47
O Ministro já pensou nas medidas de descriminação positiva e vai dar-lhes mais uns dinheirinhos que não resolvem o problema.
E o que diz o Director Clínico do hospitalar?
Tudo bem...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 12:49
Ah, romperam-se as amarras.Finalmente há gente viva.Parabens à Dra.Matos Pires.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 12:53
E a quem tenha mexido pausinhos discretamente.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 13:06
Não houve cá "pauzinhos mexidos discretamente", há uma tomada de posição conjunta, justa e clara, que serve, também, para ajudar as posições de defesa da ULSBA por parte do CA da ULSBA junto da tutela.
Então o CA está a precisar de ajuda para um problema já velho e nacional?
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 14:59
Não tenho de receber quaisquer parabéns individuais, sou uma de doze signatários que queremos ajudar a encontrar soluções - difíceis, como bem sabemos.
Dra., deixe-se de falsa modéstia. Alguém tomou a iniciativa...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 14:37
O BE no seu melhor.Forca ao BE.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 15:00
Não sei se há votantes BE entre os signatários, eu não sou, sou independente de esquerda e votante PS (LIVRE nas duas eleições em que fui candidata). A minha última ação político-partidária foi ser membro da Comissão de Honra da candidatura de Fernando Medina à Câmara de Lisboa.

Tirem mesmo o cavalinho da chuva, não vão conseguir partidarizar este tomada de posição.
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 16:51
Um comjunto de clínicos preocupados e disponíveis.
*conjunto
Ana Matos Pires a 5 de Fevereiro de 2018 às 16:51
Mas a Dra. é a porta-voz.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 18:58
Não há porta-voz.
Ana Matos Pires a 7 de Fevereiro de 2018 às 14:33
A deputada do PSD já aproveitou. É inevitável o aproveitamento político destes problemas.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 11:29
Não sei a que se refere mas sempre lhe pergunto... e novidades da falta de vergonha? Vou gostar de (re)ouvir o que Nilza de Sena disse sobre Saúde na Região na altura da campanha eleitoral que a elegeu, vou pedir o som das peças às rádios locais.
Ana Matos Pires a 7 de Fevereiro de 2018 às 14:32
Mas que grande novidade! Quando se rompe o comodismo a esperança renasce.
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 09:03
Estranha-se algumas ausências...
Anónimo a 5 de Fevereiro de 2018 às 09:10
Era importante saber porque os outros diretores não subscreveram.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 15:17
A da Cirurgia não assinou. Foi a única Diretora de serviço nomeada pela atual administração.
Anónimo a 7 de Fevereiro de 2018 às 15:24
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Estava a fazer-me confusão não ter percebido o seu...
interviu?
Não percebi o que me queria dizer, desculpe.
Dr Ana , e se for informada que a UNIVERSIDADE de ...
Não, não opino sobre temas que não conheço com sol...
Ana Matos Pires tem opiniao acerca deste assunto ?
Efectivamente esta "enorme negociata" realizada en...
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