Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Set 17

A dedicação de um trabalhador não se compra. É uma condição subjectiva que acontece quando o contratado entende ter interesse na empresa além do ressarcimento do seu trabalho nela. É o que se chama estar motivado, vestir a camisola. Depende acima de tudo da atitude dos empregadores e gestores para com os colaboradores.

Anónimo a 23 de Setembro de 2017 às 20:51, AQUI.

publicado por Zé LG às 01:49
É esta postura moderna na relação laboral que custa a engolir aos "velhos" comunistas...a sucessão de falácias leva-os de Marx a Stalin e rápidamente a Kim Jong Un, assentes em pressupostos com mais de um século...um prestador de serviços é metido no mesmo saco de um operário com subordinação hierárquica e relação contratual directa...e no estado? no funcionário Público, quem é o "Capitalista Explorador" ?
Anónimo a 24 de Setembro de 2017 às 09:12
E quem é o "capitalista explorador" de uma grande multinacional? Os "mercados financeiros" são quem? A exploração existe sem que tenha de haver um ser humano na sua origem, a beneficiar pessoalmente disso. Essa divisão entre operário e funcionário de serviços é artificial, ilusória e perversa. Deixe essa formatação obsoleta. Veja como se vestem os operários de uma fábrica de automóveis moderna, onde não há vestígios de manchas de óleo. De facto, estão vestidos como "funcionários de serviços". Tudo mudou! Os operários especializados trabalham com tecnologias avançadas. Também são "intelectuais"! No mundo de hoje, os informáticos também são operários. A estrutura social e do mundo do trabalho é tão diferente da que existia na economia industrial do final do século XIX que as teorias dessa época já não têm utilidade. O que se mantém é a exploração da mais-valia produzida, mas já não existe o capitalista gordo, de cartola e fumando charuto das caricaturas. O explorador é o sistema, de que alguns beneficiam, mantendo a injustiça e a miséria. Por isso essa coisa de pôr uns trabalhadores contra outros é facilitar esse sistema. Há muito tempo que a esquerda percebeu que o caminho da força política é a unidade. Tornar nas nossas mãos a "coisa pública", a começar pelas empresas do setor social, será a estrada a seguir, para um mundo mais justo, sem exploração (do homem pelas "máquinas"...) e sem miséria. Porque quando falamos em Mundo, não devemos pensar unicamente nos países desenvolvidos. Existe África, Índia, Indochina, América Central, etc etc.
Anónimo a 24 de Setembro de 2017 às 11:32
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