Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
03
Mar 09

A Assembleia Municipal de Castro Verde aprovou, por unanimidade um voto de louvor a Fernando Caeiros, proposto pela CDU, considerando que o antigo presidente da Câmara “desempenhou o cargo autárquico durante um período de 32 anos consecutivos, com elevado sentido de responsabilidade, isenção, rigor e profissionalismo, grande dedicação e disponibilidade, colocando bem alto os interesses do concelho, contribuindo, desta forma, para o seu desenvolvimento sustentado e para a sua afirmação em termos regionais” e propôs ao Executivo Municipal que preste lhe uma homenagem, por ocasião do Feriado Municipal.

publicado por Zé LG às 13:01
Falar de Caeiros, é falar de todo o período do nosso poder local democrático desde o 25 de Abril de 1974.
Em condições normais, com pessoas normais, e em 32 anos, obrigatóriamente deve-se fazer muita coisa, sobretudo se tivermos meios ao nosso dispor para agirmos.
Ter a maior mina de cobre de toda a Europa Ocidental no seu concelho, foi um verdadeiro milagre que ajudou muitíssimo.
Independentemente da informação objectiva que cada um possa ter para poder medir com insenção e objectividade o desempenho desta personalidade, aí fica a minha avaliação feita em Português Suave, e em verso, sobre o exercicio dos trintas e tais anos do PODER LOCAL em Castro Verde:

Manuel António Domingos disse...
Aí fica um trabalho meu, ( CENSURADO ) como homenagem ao meu Conterrâneo e amigo, até que eu não abri os olhos. concorri com estes versos aos Jogos Florais de 2007, organizados pela Câmara Municipal de Castro Verde. Ao contrário do que estava escrito, nunca foram dados a conhecer ao povo todos os trabalhos concorrentes.
" Modalidade: Poesia ( 30 versos )
Escalão: 4
Título: 30 Anos de Poder Local Democrático
Pseudónimo: ÁGUA MOLE
Data: 23/03/2007
Tema / Mote

Trinta anos de poder local democrático
Num concelho transformado por muita gente
Na condução do poder autárquico
Esteve sempre o mesmo presidente

Sem a revolução dos capitães de Abril
Como seria o nosso concelho ?
Como seria o nosso redil ?
O que reflectiria o nosso espelho ?

De um Partido Comunista
Com muita implantação
Nasceu o colectivo progressista
De uma grande Coligação

Muitas foram as pessoas
Que com espírito altruísta
Construíram coisas boas
Para a revolução socialista

Com trinta e três anos de democracia
E trinta de poder local
Foram os votos da maioria
Que mudaram Portugal

No concelho de Castro Verde
Deste Portugal democrático
Há uma fogueira que arde
Com muito suor autárquico

Como em todo o Portugal de Abril
A vida do povo melhorou
As obras são mais de mil
Mas a luta não acabou

Em todos os domínios da vida
Houve mudanças radicais
Muita obra já foi lida
Mas por ler, ainda há mais


Habitação, água e saneamento
Foram a primeira prioridade
Enquanto o nosso desenvolvimento
Precisava que houvesse solidariedade

Com a iniciativa tão nobre
De procurar minerais
Descobriu-se o rico cobre
E também outros metais

Foi com Neves e Corvo
Que a mina foi baptizada
E onde nasceu de novo
Uma esperança reforçada

Nascida e criada a SOMINCOR
A volúpia do município crescia
A vida tomava mais calor
Augurando um novo dia

Ter a sede da maior mina
De um precioso metal
Aumentou a auto estima
De um povo que era maioral

O concelho de Castro Verde
Deste país que é Portugal
Nunca mais teria sede
Nesta Europa Ocidental

Consolidado que foi o poder
Vieram os Fundos Comunitários
E com tanta coisa por fazer
Os investimentos foram vários

Enquanto os Fundos iam jorrando
E se fortalecia a nossa sapiência
As prioridades foram mudando
Fazendo uma nova exigência

Surge intensamente a palavra Derrama
E cada vez com mais pujança
Castro Verde ganha mais fama
É bem visível a mudança

Ainda com maior intensidade
Surge a palavra Cultura
E alguns toques de modernidade
Em rotundas e escultura

Os avultados apoios às Colectividades
Batem todos os recordes distritais
Havendo mesmo fortes probabilidades
De sermos campeões nacionais

Chegados a este patamar
Surge uma interrogação
Será isto para continuar
Ou entrará em regressão?

Também há quem questione
Se as opções foram correctas
E se o toque do trombone
Tem as entoações certas

Uma coisa é mais que verdade
Uns dizem que é desenvolvimento
Outros que é o fruto da capacidade
De um homem cheio de talento

Quer esteja bem, ou esteja mal
Foi preciso haver muita dedicação
Para que Abril em Portugal
Parisse aqui, uma nova profissão

Com uma grande utopia e ideal
E um desejo classificado de altivo
Criámos um político profissional
Mas sempre em nome do colectivo

Comparando o nosso contexto regional
E os nossos recursos financeiros
Nunca ninguém teve tanto metal
Como o Presidente Caeiros

" O TRABALHO CONTINUA NO PRÓXIMO COMENTÁRIO DEVIDO A LIMITE DE CARACTERES "
MANUEL ANTONIO DOMINGOS a 4 de Março de 2009 às 09:11
"CONTINUAÇÃO DO TRABALHO EM VERSO SOBRE SOBRE A LONGEVIDADE E O DESEMPENHO DE CAEIROS NA CÂMARA DE CASTRO VERDE"

Para falar com sinceridade
Não privilegiámos a economia
Demos passinhos na solidariedade
Mas ainda está longe a utopia

Como em qualquer contabilidade
Ainda falta o Balanço Analítico
Sobre o saber e a capacidade
Do nosso dinossauro político

Que é positivo dirá a maioria
E que não há mesmo comparação
Com o que por cá havia
Antes desta feliz “aparição”

É indiscutivelmente verdade
Que já vivemos noutra terra
Onde existe muita cumplicidade
Com a beleza que encerra


Mas há sempre uma interrogação
Qual seria a nossa realidade
Com uma outra governação
Ou sem esta liberdade ?




Autor:
Manuel António Emília Domingos
MANUEL ANTONIO DOMINGOS a 4 de Março de 2009 às 09:15
LG - Tomei a ousadia de copiar o comentário de um anónimo no BLOG ROTUNDA DAS OVELHAS, sobre a homenagem a Caeiros.
Tu que és um homem amante da justiça e da igualdade de tratamento entre os cidadãos, gostava que o conteúdo daquele comentário merecesse da tua parte umas palavritas partilhadas com todos os que consultam o ALVITRANDO.
Aí de deixo este desafio, e cópia do comentário;

Anónimo disse...
É ridiculo o teor destes comentários, mas fazer homenagens a quem apenas fez o que devia, que raio de país este onde estamos a viver! Mais homenagens terão que ser feitas, a mais pessoas que durante muitos anos e de forma desinteresseira deram o seu melhor ao colectivo. Ou há dúvidas? Penso que a forma mais justa de fazer uma homenagem ao FC era no mesmo pacote e com o mesmo objectivo se homenageassem todos os que com ele trabalharam.Isso sim podia passar mais ou menos sem conflito. Todas as pessoas são importantes e necessárias e quando se toca ao trabalho em prol da comunidade merecem sempre mais destaque aqueles que o fazem sem receber nada em troca. Estou- me a lembrar tamb+em dos dirigentes das Associações, das IPSS, etc. Quem é que valoriza esse trabalho?Que eu saiba essas pessoas e sá quase sempres as mesmas, trabalham pelo bem colectivo a troca de rigorosamente nada, mesmo nada. Há até pessoas que se preocuparam em crias instituições de apoio aos mais desfavorecidos, criaram postos de trabalho para a comunidade e ninguém se lembra de os homenagear, porque será? Pensemos u pouco e sejamos mais justos com o que é objectivo e nunca passível de opiniões, porque está à vista.

4 de Março de 2009 12:04

MANUEL ANTONIO DOMINGOS a 4 de Março de 2009 às 13:59
MAD: Como todos sabemos (uns melhor que outros) o trabalho feito é colectivo e contou com a partcipação de muita gente, em particular, e da polpulação, em geral.
FC semptre referiu isso. Nunca chamou a si em exclusivo o mérito da obra feita.
Generalizar é fugir às questões, é desresponsabilizar ou não querer reconhecer mais mérito a quem o tem.
Quando se homenageia alguém está-se a homenagear todos os que contribuiram para a realização da obra, seja isso evidenciado ou não.
A história e a cultura habituaram-nos a homenagear individualidades como símbolos de obras colectivas.
Não creio, por tudo isto, que homenagem seja imerecida ou inapropriada. Antes pelo contrário, se há autarcas que a merecem Fernado Caeiros é, seguramente, um deles.
Zé LG a 4 de Março de 2009 às 14:48
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