Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
13
Fev 09

«É uma voz de medo, baixa titubeante que me fala. Os olhos escuros, pequenos emoldurados de fartas sobrancelhas refugiam-se nas mãos atrapalhadas.
O corpo é o de uma menina-mulher do campo, de pele curtida e andar pesado.
-
Que se casou com um brasileiro, dizem-me, alto e gordo como essa porta, há mais de seis anos. Que tem com ele uma menina.
Ele já lhe enganou os sonhos de menina com a irmã, já lhe bateu no café à frente da aldeia que não se moveu. Já lhe bateu em casa, na rua, em frente da filha e até dos pais.
Quando a aldeia a apanhou sozinha criticou-a porque não apresentou queixa na polícia. Ela, coitada, que ninguém disse nada, ninguém o impediu quando ele lhe moía o corpo. E a filha?
então não sabem que já me disse que foge e me leva a menina para o Brasil?
Algumas vozes berram-lhe que não, que ele não quer a menina para nada, ela que faça queixa para ao menos estar prevenida.

Percebo tarde de mais, que a menina mulher foi outra vez espancada, agora pelas palavras sonoras das colegas que se sentam com ela. E ficou ainda mais sozinha.»

 

Este relato vivo de um caso de violência doméstica foi retirado, com a devida vénia, do blogue Um tempo novo.

publicado por Zé LG às 00:28
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