Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
21
Jan 09

A coordenadora da Rota do Fresco propôs uma parceria à AMCAL, que não só recusou como rescindiu o contrato que tinha com Catarina Vilaça, que decidiu agora fazer a gestão do projecto através de uma empresa que possui.

Alimentar esta polémica não serve a ninguém. Quanto perde a AMCAL com a eventual mudança do nome da rota ou com a sua aplicação a outros territórios? O que ganha a sua coordenadora com o eventual impedimento de acesso aos monumentos e pinturas que fundamentaram a criação da actual rota?

O poder, o sentido de posse e a propriedade, por mais legítimos que sejam, não devem ser levados ao extremo de prejudicar o bem comum e o interesse colectivo.

A importância deste projecto para o território para que foi concebido (Alvito, Cuba, Vidigueira, Portel e Viana do Alentejo) deve exigir dos seus responsáveis bom senso, visão e capacidade negocial para encontrar uma saída para o diferendo existente, de forma a contribuir, cada vez mais, para a sua promoção.

publicado por Zé LG às 19:23
por mim já devia ter acabado, alimentar essa sr.ª drª. é que não. a ancal pode efectivamente reactivar ou iniciar uma nova rota do fresco e já agora de pintura mural. por já tinha acabado
enoiro a 21 de Janeiro de 2009 às 21:21
LG : Sem querer duvidar de ti, gostaria que tal como fazem outros países mais desenvolvidos, em que todo e qualquer projecto tem que ser mais do que um conjunto de boas intensões. Nos digas e quantifiques as mais valias que esta Rota tem para esta região, de modo a que seja correcto continuar a financiá-la com o dinheiro dos nossos impostos.

Se porventura tal se venha a provar. de facto é uma pena que a AMCAL tenha acabado com esta parceria.
Caso contrário, este agrupamento concelhio não fez mais do que a sua obrigação. E a Sra. Dra. Catarina tem todo o direito uma vez que acredita nele, de continuá-lo às suas expensas e para tal deve ter todas as condições possíveis

Agora sem se provar que este é um projecto de interesse devidamente comprovado para a região e que traga mais-valias que justifiquem o dinheiro aí investido, não.
Manuel a 21 de Janeiro de 2009 às 22:09
"às suas expensas"?

De quem é o autocarro? Quem paga aos técnicos que fazem as visitas? Quem tem algumas despesas de manutenção com edifícios?

Durante anos, ela gastou tudo menos euros neste projecto. O que ela fez, foi criar condições para agora fazer o que fez.

Promover um projecto às nossas custas (contribuintes) e agora que o trabalho de promoção está feito, ficar ela e só ela com todos os créditos e ganhos monetários.

Tenham dó. Melhor táctica do que esta, ainda não vi.

A dra. é muito manhosa e esperta!
Anónimo a 22 de Janeiro de 2009 às 10:16
Parece que não leram nem ouviram as peças da Rádio Pax que deram origem a este meu alvitre. Aí, o presidente da AMCAL, Francisco Orelha, manifestou o desagrado pelo facto da Dr.ª Catarina Vilaça pretender gerir a Rota do Fresco através de uma sua empresa e ameaçou impedi-la de ter acesso aos monumentos nela integrados. Ou seja, a Dr.ª Catarina, face à não aceitação das suas propostas, decidiu avançar, por sua conta e risco, com o projecto. Se este constitui um peso para a AMCAL então por que não permitir que uma empresa privada o prossiga?
Zé LG a 21 de Janeiro de 2009 às 23:54
Para avaliarem bem, importava conhecerem bem a prepotente dr.ª catarina... eu conhecia no arranque do projecto rota do fresco e digo vos que não é nada facil desenvolver projectos/parcerias com esta sr.ª... ela é que sabe, ela é que conhece, ela é que manda. enfim é uma supra sumo e não sei se manda bem ou não na casa dela, mas pareceu me adorar mandar em casa alheia.
A AMCAL é gerida pelos municipios associados, que lhe dão sustentabilidade de gestão e financeira e gostam certamente de certamente de o fazer com alguma autonomia.
O projecto Rota do Fresco, foi criado e pago pela AMCAL, logo é a associação que cabe a decisão sobre o percurso que o mesmo deve seguir. Mas certamente que a cedencia do projecto a uma técnica oportunista não será certamente.....
anonimo a 22 de Janeiro de 2009 às 01:46
Por muito estranho que possa parecer, essa Srª. registou em seu nome tal projecto.Com que direito se a AMCAL foi quem o financiou, incluindo o chorudo ordenado que lhe pagava a ela? Achas correcto LG e ainda vens em sua defesa. Todos sabemos que foste tu que pra cá a trouxeste, mas daí a pactuar com as prepotências, luxos e caprichos da menina das pinturas, pera aí que já venho!
Anónimo a 22 de Janeiro de 2009 às 10:10
Caríssimo LG, eu até compreendo o seu lamento, mas, será preciso que venha uma pessoa externa para valorizar o património destes cinco concelhos? Então e os técnicos que as câmaras municipais tem nos seus quadros. Não acha que numa acção concertada com cabeça tronco e membros, esses técnicos, conseguiriam, não uma, mas várias rotas para estes concelhos. Deste os frescos à pintura Mural, desde as ermidas às igrejas, desde a paisagem à fauna e flora, ….
Caro LG, desta vez não posso estar de acordo com a sua posição…
enoiro a 22 de Janeiro de 2009 às 11:03
Salvo melhor opinião, a questão que se põe não é a de que lado está a razão mas como prosseguir este projecto, neste território, que sem dúvida deu notoriedade à região e até já contribuiu para a recuperação de alguns frescos.
Por aquilo que conheço da Dr.ª Catarina Vilaça não me parece merecer as críticas que aqui lhe têm feito, principalmento no tom utilizado.
O que considero fundamental é que a Rota do Fresco prossiga com este nome e neste território, promovendo a região e contribuindo para o restauro das pinturas e recuperação dos monumentos. A forma disso acontecer compete, naturalmente, a quem tem responsabilidades directas sobre ele.
Zé LG a 22 de Janeiro de 2009 às 13:47
A Catarina certamente não terá tudo mau, também deverá ter alguns encantos... Tem uns olhos bonitos é ?
anonimo a 22 de Janeiro de 2009 às 17:39
Sim parece que há por aí Malandrices.
Manuel a 22 de Janeiro de 2009 às 23:16
Caros amigos,

Pelo que li creio que a Catarina Vilaça pretende usufruir indevidamente de um património que não lhe pertence, mas que pertence a todos, independentemente que sejam alentejanos ou não. Muito do património existente em Portugal precisa de obras de conservação e restauro e creio que a empresa da Vilaça apenas serve para lhe encher os bolsos.

Falando um pouco do património de Alvito, a começar logo pela igreja matriz, os azulejos estão a precisar de consolidação e de restauro, caso contrário daqui a uns tempos começam a cair. Há duas ermidas em Alvito, a de S. Pedro e de S. Bartolomeu, que provavelmente para muitos não conhecem o seu interior... O qual é de bradar aos céus... Frescos lindos, que se não se fizer nada em breve hão-de deixar de existir, pois as suas condições estruturais deixam muito a desejar. O convento de S. Francisco em Alvito, que infelizmente não conheço o seu interior pessoalmente foi deixado ao abandono e a capela de Água de Peixe tem uma falha estrutural grave...

Esta é a realidade do património arquitectónico do concelho! Esta senhora quer associar a Rota do Fresco a uma empresa privada... Eu como licenciado em História e estando a trabalhar de momento em restauro, além de que tendo um carinho muito especial por Alvito, apesar de não ter nascido nesta terra, sinto-me ultrajado! Creio que esta senhora está a gozar com todos nós...

O património edificado tem que pertencer aos concelhos e os concelhos devem geri-lo, deste modo a minha proposta é a seguinte, deixar esta senhora fazer a sua empresa privada, podendo mostrar os edifícios que estão abertos ao público e a AMCAL gerir directamente a Rota do Fresco e os lucros que daí advirem servirem para o restauro do património edificado dos diferentes concelhos!

Um abraço a todos,
Viva Alvito
Bernardo Nunes a 1 de Abril de 2009 às 00:59
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