Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
19
Nov 08

Manuela Ferreira Leite, uma vez eleita presidente do PSD, remeteu-se ao silêncio. Incomodados, militantes e dirigentes, simpatizantes e adversários, reclamaram que falasse. Embora contrariada, passou a falar e, então, toda a gente percebeu porque se queria manter em silêncio: Sempre que fala revela-se e mostra que “não tem vida” para aquilo e como está fora do nosso tempo.

Como se tudo isso não bastasse, veio agora sugerir que se fizesse um intervalo de seis meses na democracia, se “metesse tudo em ordem” e se voltasse, depois, à democracia. Ou seja, para Manuela Ferreira Leite, a democracia não passa de uma bagunça, que precisa de uns intervalos autoritários para por ordem no país.

 

publicado por Zé LG às 12:33
É evidente que bagunça não falta. Como é que se resolve ? Ao menos que o desabafo rirva de reflexão, para todos nós sem excepção!
Manuel Antonio Domingos a 19 de Novembro de 2008 às 14:08
No meu mal frequentado blogue já deixei a pergunta e repito-a aqui: as palavras tontas de Ferreira LEite foram muito diferentes do que escreveu Mario Soares no DN?
h - V&P a 19 de Novembro de 2008 às 14:48
Meu caro: Como escrevi no seu blogue, não me parece ser a mesma coisa, pretender um "intervalo na democracia" ou exercer a democracia com envolvimento dos principais interessados.
Até pode ser que a Senhora quizesse dizer o mesmo mas o "lapsus linguae" (é assim que se escreve?) é grave. Freud talvez explicasse isso...
Zé LG a 19 de Novembro de 2008 às 16:37
As palavras de um…

"Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia...". "Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".

"Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar - porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos".

… e as do outro!

É um fenómeno grave e que está perigosamente, para todos, a generalizar-se. Tenho amizade e admiração pela sr.ª ministra da Educação, dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues. Acho que, no que respeita ao fundamental, tem razão. Mas o modus faciendi não tem sido feliz. Tem havido, por outro lado, muita incompreensão intencional e alguma demagogia. Ver e ouvir crianças de 12 e 13 anos a gritar, alegremente, em escolas fechadas a cadeado "Ministra, para a rua, ministra para a rua" não é nada que possa agradar a alguém com um mínimo de senso pedagógico ou de responsabilidade. Bem como atirar ovos e tomates para cima da ministra. Inaceitável, em democracia.

Tenho-me sempre pronunciado no sentido de que não é possível, em democracia, fazer uma reforma do ensino contra a vontade generalizada dos professores, como fazer uma reforma da saúde contra os médicos e os enfermeiros ou uma reforma da justiça contra os magistrados. Mas é também exacto que um Estado de Direito - legitimado por uma maioria democrática, como é o caso - não pode transigir ou aceitar que os interesses corporativos se situem acima do interesse geral ou muito menos ainda que os governos caiam por manifestações de rua.

Com a liberdade de quem sempre escreveu que MFL nem ganha as eleições para o condomínio do prédio, acho que, com menos habilidade, reflecte a mesma ideia que MS.
h - V&P a 19 de Novembro de 2008 às 16:48
Insisto: Manuela Ferreira Leite admitiu a possibilidade de "Fazer um intervalo na democracia" o que Mario Soares não fez.
A questão de gostarmos ou não das pessoas, concordarmos ou não com elas, não deve ser para aqui chamado. Como você por várias vezes (e eu também) tem escrito devemos discutir ideias e não pessoas.
Zé LG a 19 de Novembro de 2008 às 23:30
Provavelmente expressei-me mal: quando assumo que não tinha simpatia pela aparente lider do PSD, falo de simpatia pelas ideias políticas; admito que seja uma adorável avó e uma senhora encantadora.
Sobre a célebre frase ou a parte da frase que as noticias destacam, honestamente, pareceu-me uma frase infeliz, num contexto, em tudo semelhante ao de MS.
h - V&P a 19 de Novembro de 2008 às 23:45
Uma história de assustar... uma história para pensar...
Alvito é notícia pelas piores razões, pois, na passada sexta-feira (14 Novembro à noite) converteu-se num cenário de guerra aberta contra um grupo de jovens (filhos da terra) que simplesmente, à semelhança de outros dias, saíram para beber café e colocar a conversa em dia.
O saldo é de pelo menos um com a cabeça partida e de outro quase esfaqueado, numa onda de cólera que estalou com a tentativa obstinada de comprar álcool e tabaco. Agitados e com actos de elevada violência, foram distribuindo agressões gratuitas sem dó nem piedade.
Alguns moradores viram a tranquilidade do seu lar ameaçada devido à confusão que emergia na rua e, na tentativa legítima de perceberem o que se passava, depararam-se com uma situação de violência que avizinhava graves consequências levando-os a chamarem as autoridades.
Tratando-se de um grupo de jovens agredidos por alguns elementos da comunidade de etnia cigana residente, também, em Alvito torna desde logo a situação mais delicada e todos nós sabemos porquê.
Afinal, como fica esta situação? Que consequências terão os agressores? Que consequências terão os agredidos? Se nada for feito: aos agredidos acresce o medo e a insegurança e, aos agressores acresce a força...
bom cidadao a 19 de Novembro de 2008 às 15:03
O mínimo que se exige é que seja feita justiça, penalizando os responsáveis e indemnizando os prejudicados.
O exercício da autoridade do Estado e a justiça não podem ser exercidos em função da delicadeza da situação e dos envolvidos mas em função das infracções ou crimes praticados.
Zé LG a 19 de Novembro de 2008 às 16:29
A solução para o problema já foi encontrado vejam como no Cidade de Agar.
José Rocha a 19 de Novembro de 2008 às 16:18

Deixo um mail que enche as caixas de correio electrónico dos Alvitenses:

"Uma história de assustar... uma história para pensar...
Alvito é notícia pelas piores razões, pois, na passada sexta-feira (14 Novembro à noite) converteu-se num cenário de guerra aberta contra um grupo de jovens (filhos da terra) que simplesmente, à semelhança de outros dias, saíram para beber café e colocar a conversa em dia.
O saldo é de pelo menos um com a cabeça partida e de outro quase esfaqueado, numa onda de cólera que estalou com a tentativa obstinada de comprar álcool e tabaco. Agitados e com actos de elevada violência, foram distribuindo agressões gratuitas sem dó nem piedade.
Alguns moradores viram a tranquilidade do seu lar ameaçada devido à confusão que emergia na rua e, na tentativa legítima de perceberem o que se passava, depararam-se com uma situação de violência que avizinhava graves consequências levando-os a chamarem as autoridades.
Tratando-se de um grupo de jovens agredidos por alguns elementos da comunidade de etnia cigana residente, também, em Alvito torna desde logo a situação mais delicada e todos nós sabemos porquê.
Afinal, como fica esta situação? Que consequências terão os agressores? Que consequências terão os agredidos? Se nada for feito: aos agredidos acresce o medo e a insegurança e, aos agressores acresce a força..."

Pede-se resposta urgente das autoridades competentes.
Anónimo a 19 de Novembro de 2008 às 23:19
Alvito precisa de limpar o lixo que os ultimos autarcas têm permitido instalar nesta terra. Eles são os responsáveis por esta situação de intranquilidade.Fora com os ciganos...e com aqueles que os defendem.
Anónimo a 22 de Novembro de 2008 às 12:09
Porque não vais lá tu ...
Se calhar até já os viste a prevaricar e o que fizeste? Denunciate? Ou calastes?
No que é que tu és diferente dos autarcas dos últimos 16 anos? No quê?
És mais valente? O que já fizeste para mudar a situação?
Assinas como anónimo, és feito daquela mistela, não és?
José Maria a 22 de Novembro de 2008 às 18:40
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