Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
04
Nov 08

A Câmara Municipal de Castro Verde promoveu um questionário por inquérito junto da população e vai agora apresentar as conclusões na sua página on line, discuti-las com os autarcas e com as populações, e editá-lo, por forma a fazê-lo chegar interessados, conforme garante Francisco Duarte, o presidente da Câmara.

Os resultados da consulta à população revelam uma ampla participação das comunidades, um elevado grau de empenho e de comprometimento colocado na forma de participar, demonstrando confiar no instrumento, no processo e nos seus representantes, escreve Sofia Monteiro, da Estud@lentejo, responsável técnica do estudo, na introdução ao texto “A palavra ao munícipe”, publicado n’ O Campaniço.

publicado por Zé LG às 00:16
Bom Dia

LG, todas as iniciativas que permitam recolher junto das populações os indicadores necessários de quais devem ser as actuações dos governantes, locais ou nacionais, são sempre positivas.

No entanto, e já sei que vai pensar que estou novamente pelo contra, este inquérito foi mais plebiscitário das intenções do então Presidente da Câmara do que, propriamente, o instrumento de consulta da vontade das populações.

Perguntar à população de um concelho o que acha de um empreendimento apresentado dias antes como o El Dorado alentejano, é falacioso; perguntar o que acham da criação de uma Fundação para promoção da cultura e questões sociais é, sem explicar as implicações e os verdadeiros objectivos, intelectualmente desonesto; perguntar o que se pensa de um determinado programa de actividades para um determinado período, é legitimar novamente o que já foi legitimado nas eleições, e colocar-lhe a capa de práticas de democracia participada.

É mais ou menos como perguntar a quem tem um buraco à porta de casa se acha Muito Bom/BOM/Razoável/Mau/(N/R) que o tapem e arranjem a rua.

Numa situação destas, o que responderia?

Portanto, e não sei se conhece o inquérito, talvez a coisa não seja assim tão linear como parece.

Lamentavelmente não consegui uma cópia, nem aliás, a Câmara se dignou a colocá-lo na sua página.

Porque será? Será receio de a coisa se tornar tão óbvia?
castro.verde.blog a 4 de Novembro de 2008 às 08:59
JNS- subsescrevo integralmente o que escreve, à excepção do questionário na Net ( Em determinada altura esteve na NET )
Veja-se o meu comentário em 31/10/08 CASTROMAISVERDE:
Vejam o Campaniço on line na página 5, sob o titulo: A PALAVRA AO MUNICIPE
É Curioso ver como a sintese dos questionários "preenchidos pelos municipes de Castro Verde" e assinada por Sofia Monteiro, coincide quase a 100%, com as Grandes Opções do Plano para 2008, feitas sob a batuta do senhor presidente da CMCV, que ainda continua, por enquanto, com o mandato suspenso.
De entre as diversas conclusões, sublinho o facto da população ter considerado extremamente importante a criação de uma FUNDAÇÃO, para desenvolver actividades culturais, sociais e económicas.
Sejamos honestos, que informação é que cada um de nós tem sobre a necessidade e o modo benéfico da criação de uma FUNDAÇÃO?
A crise financeira internacional não estará a afectar este misterioso PLANO?
Não seria , ou será, o tal grande BIO-PARQUE da CAVANDELA o epicentro desta iluminada ideia?
A mim parece-me que os tempos não estão a correr de feição para DEBUTANTES nestas engenharias financeiras com contornos incertos e desconhecidos!
E já agora, o que diria o nosso grande poeta Manel Alegre da NOVA VIA DA ESQUERDA, (depois de trocar impressões com o seu camarada João Cravinho) aos seus apoiantes ( F.S.C. ) que lhes aparecessem com tão esquisitas ideias, para não dizer outra coisa, próprias dos mais fiéis dignatários do NEO-LIBERALISMO?
E por aqui me fico...
P.S.

JNS - Quanto ao LG Guerreiro conhecer o questionário, simplesmente lhe digo, que óbviamente o conhece...

Manuel Antonio Domingos a 4 de Novembro de 2008 às 09:22
Naturalmente que tudo o que se faz é susceptível de crítica e pode conter, mais ou menos falhas e erros.
Mas não se deve confundir a floresta com a árvore, porque não é por algumas destas poderem não estar nas melhores condições que aquela deixa de ser importante.
Repare-se que nos comentários se critica, por um lado, o facto de, no inquérito, ser perguntado o que as pessoas pensam do projecto da Cavandela depois deste ter sido apresentado numa reunião, e, por outro lado, ser perguntado o que pensam da hipótese de criação de uma Fundação sem explicar o que se pretende com isso.
Enfim, lá terão as suas razões mas, visto cá de fora, parece que é a força do hábito - malhar no mesmo.
Nota positiva: Aí está o debate, e, de acordo com o que o presidente da Câmara anunciou ir fazer para divulgar e discutir os resultados do estudo, não faltarão ocasiões para discutir estas e outras questões.
Seria interessante e, certamente, mais positivo que o debate se centrasse no futuro e nas pistas que o estudo aponta...
Zé LG a 4 de Novembro de 2008 às 11:09
LG

Com o devido respeito, está a misturar as coisas.

Apresentar a Cavandela como foi apresentada, como solução para todos os males do mundo, e, passado um mês perguntar se acha positivo, não pode ser comparado com a total ausência de informação das pessoas acerca da fundação, e o que se pretende com ela.

Quanto ao malhar no mesmo, eu assumi logo que esse iria ser o seu entendimento, portanto não estou surpreendido com essa sua conclusão.

Cumprimentos.
LG, aquilo a que tu chamas obcessão, da minha parte em relação a Caeiros, correponde a ti, a uma Caeirite aguda. Quem descaradamente engana o povo, sabes onde é que deveria estar?...
Sim , descaradamente!..., porque se acreditam naquilo que propangandeiam, é caso para dizer; Como é possível tanta ignorância da parte de pessoas, que tantos julgam ultra competentes, e disso têm tirado proveito próprio?
Assim não Lopes Guerreiro...
Manuel Antonio Domingos a 4 de Novembro de 2008 às 14:54
LG permite-me que me indigne com estes parágrafos tirados do teu comentário:
« Repare-se que nos comentários se critica, por um lado, o facto de, no inquérito, ser perguntado o que as pessoas pensam do projecto da Cavandela depois deste ter sido apresentado numa reunião, e, por outro lado, ser perguntado o que pensam da hipótese de criação de uma Fundação sem explicar o que se pretende com isso.
Enfim, lá terão as suas razões mas, visto cá de fora, parece que é a força do hábito - malhar no mesmo. »
Lopes Guerreiro o questionário não foi feito depois do Projecto da Cavandela ter sido apresentado, mas sim antes! Sublinho-te que o presidente Caeiros fez mesmo questão de divulgar durante a apresentação do projecto da Cavandela, que o inquérito à população não estava terminado, embora estivesse a decorrer a bom ritmo, e que dos questionários já recolhidos, tinha mandado tratar 200. O que considerava uma amostra representativa, e que os mesmos indicavam, que mais de 80% dos inquiridos, consideravam a Cavandela muito importante ( estruturante ) para o futuro de Castro Verde. Esta é a verdade, que eu ouvi no local com os meus ouvidos, bem como as dezenas de pessoas que lá estavam presentes, e que só por Caeirite aguda repito, não te fará mudar os argumentos.Quanto ao malhar no mesmo, espero que não demore muito a ser aplicado o provérbio; àgua mole em pedra dura, tanto dá até que fura...
Manuel Antonio Domingos a 4 de Novembro de 2008 às 15:35
Lamento mas não consigo atingir o que contraria o que escreveste o eu que escrevi...
E quanto ao futuro?
Zé LG a 4 de Novembro de 2008 às 17:27
LG - Hoje estamos no futuro de ontém. É diferente ou não, o questionário ter sido feito antes, ou depois, de haver ao menos, um simulacro de apresentação do Projecto da Cavandela?
Não seria possível outra actuação nesta fantochada?
Ser CDU não é uma responsabilidade acrescida?
Manuel Antonio Domingos a 5 de Novembro de 2008 às 08:29
LG, ainda te digo mais, tenho uma profunda convicção, de que o lançamento do questionário à população de Castro Verde, mais não visou do que dar resposta a uma encomenda, para dar credibilidade aos documentos que acompanharam o Plano de Pormenor da Cavandela.
Já agora em quanto teria ficado este favorzinho?
Será normal que seja a Câmara Municipal a pagar este trabalho, que em nada se justificava nesta altura, já com 3/4 do mandato cumpridos?
Seria por acaso, que sem o trabalho estar terminado, o senhor presidente Caeiros se apressou a mandar tratar 200 questionários, para na sessão pública de apresentação do PP da Cavandela, divulgar o que era mais que óbvio?
Grande saída, pela porta pequena, sem honra nem glória! ... ...
Manuel Antonio Domingos a 5 de Novembro de 2008 às 19:30
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