Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
03
Set 13

«JOSÉ JORGE MUNHOZ FRADE, LICENCIADO EM MEDICINA, PORTADOR DA CÉDULA PROFISSIONAL Nº 21433, EXERCENDO EM REGIME DE EXCLUSIVIDADE AS FUNÇÕES DE ASSISTENTE HOSPITALAR GRADUADO DE MEDICINA INTERNA NO HOSPITAL JOSÉ JOAQUIM FERNANDES – BEJA, VEM, POR IMPERATIVO DEONTOLÓGICO E PERANTE A ACTUAL INEXISTÊNCIA, NA UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO BAIXO ALENTEJO, DO RESPECTIVO ÓRGÃO TÉCNICO DIRIGENTE DE TOPO HIERÁRQUICO – DIRECÇÃO CLÍNICA – PUBLICAMENTE DECLARAR NÃO ESTAREM GARANTIDAS NO HOSPITAL DE BEJA AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS AO ADEQUADO TRATAMENTO DE DOENTES ONCOLÓGICOS, DESIGNADAMENTE QUANDO O SEU INTERNAMENTO EM SERVIÇO ESPECÍFICO É IMPRESCINDÍVEL.
BEJA, 3 DE SETEMBRO DE 2013»

Munhoz Frade a 3 de Setembro de 2013 às 09:58, in: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2515181.html?view=5692653#t5692653

 

Obrigado, Munhoz Frade, pela tua persistência no esclarecimento da opinião pública sobre o que se está a passar no nosso Hospital e que tantos problemas poderá trazer a uma população tão carenciada, como é a da nossa região!

Quando muitos (quase todos) se calam e se acomodam como se nada de grave se estivesse a passar e, apesar, da tentativa de te calarem, tu não te calas perante o que consideras ser uma maldade que nos estão a fazer.

Vamos ver quem, perante mais este teu grito de alerta, vai reagir na defesa das condições necessárias ao adequado tratamento de doentes - oncológicos hoje, amanhã de qualquer outra especialidade.

publicado por Zé LG às 23:49
Obrigado Lopes Guerreiro. O Alvitrando tem tido um papel importante nestes alertas.
Munhoz Frade a 4 de Setembro de 2013 às 11:36
A administração diz que é mentira, escondendo que fechou onze camas.
Anónimo a 4 de Setembro de 2013 às 12:41
Nada será de admirar de uma Administração da qual faz parte o mentor do Mario Simões.
DUQUE a 4 de Setembro de 2013 às 12:54
O que ainda alguns se admiram é da proteção que o PC dá a esta administração.
Marquês a 4 de Setembro de 2013 às 22:08
Oh Duque, voce tem coragem de apelidar aquele grupelho de Administração?
isso é uma ofensa para os Administradores meu caro, aquilo é um bando de incompetentes que não se enxerga, e que nos vão deixar na ruina sob todos os pontos de vista, não esqueça isto!
Anónimo a 4 de Setembro de 2013 às 23:09
Tem toda a razão, de facto trata-se de um Grupelho sem qualquer nivel pessoal e profissional.
Como hoje em dia " são farinha do mesmo saco " do Simões
DUQUE a 4 de Setembro de 2013 às 23:26
De grupelho em grupelho politicos,sem quaisquer competências evidenciadas vao gerindo o Hospital ,agora qualquer coisa chamada ULSBA, esbanjando dinheirinho do nosso.Isto há dez a 14 anos ainda não se fez outra coisa, com estas pseudo-gestões de tachos politicos e interesses próprios.Qualquer um serve para comprar o que lhe apetece e agora para acabar com o resto e alguma qualidade que ainda havia...O pior são os doentes e uma organização completamente desmotivada.É só gente aí pelos passeios e cantos...já viram isso? cada vez pior...
Anónimo a 5 de Setembro de 2013 às 13:20
Quem acha que "isto é uma guerra pessoal", ainda não percebeu o que está em causa...
Quanto à questão forte em causa - a do número de camas, alguns dos meus colegas ter-se-ão deixado desarmar por uma certa pseudo-argumentação, ilusória, a de que a retirada dos residentes no conselho de Odemira deveria implicar um ajustamento da lotação, nomeadamente um 'downsizing', em linguagem gestionária.
Ora, na verdade, o ratio do Hospital de Beja em número de camas por cem mil habitantes é de 181,5 (população de Odemira excluida...), enquanto que a média nacional é de 276,5. Pode dizer-se que nem a redução populacional do Baixo Alentejo atenuou a assimetria desse recurso de saúde...
Munhoz Frade a 5 de Setembro de 2013 às 00:14
Para a Rádio Voz da Planície, este assunto não merece notícia. Amizades, amizades...
Anónimo a 5 de Setembro de 2013 às 10:06
Uma vez que a Administração respondeu que o que afirmo não corresponde à verdade, tendo em conta a minha responsabilidade profissional e em prol da transparência dos bens de utilidade pública, tenho a reafirmar:
1. Condições necessárias para tratar os doentes oncológicos não são apenas ter os recursos humanos especializados, dispôr de fármacos apropriados e de unidade de quimioterapia;
2. É também condição necessária a existência de capacidade de internamento específica para os doentes desse foro;
3. Para esse efeito, até agora dispúnhamos de camas localizadas na ala do Piso 6 agora encerrada.
4. Regista-se pois, objectivamente, uma restrição das condições anteriormente existentes.
A verdade é facilmente verificável, enquanto o Hospital de Beja não fôr transformado num bunker.
Munhoz Frade a 5 de Setembro de 2013 às 12:36
Quem vai lendo estes posts, pasma, mas só o Dr Munhoz trabalha, vive e sente o pulsar do HJJF.
Onde estão as outras centenas de funcionários, aqueles para alem daqueles que se arrastam pelos cantos..., sim os que trabalham, não os mandriões, que tambem os há?
Porque não vem a terreiro tantos, que tanto sabem e comentam diariamente nos corredores, na fila pro café ou refeição, aqueles que diáriamente "vibram" com as machadadas que sentem ser desferidos no mais intimo daquilo que alguns, felizmente ainda muitos consideram a sua 2ª casa?
Anónimo a 5 de Setembro de 2013 às 21:46
Bem, digamos que o facto de ter sido o Director Clinico responsável pela criação da Especialidade de Oncologia Médica no nosso Hospital me levou a ter de intervir. Nas oito camas da oncologia foram no primeiro semestre deste ano tratados 126 doentes. O Conselho de Administração mandou-as para o armazém, para transformar os quartos em gabinetes!...
Munhoz Frade a 5 de Setembro de 2013 às 23:08
Há muita gente,dos que trabalham(outra parte faz pouco ou nada) que sente o pulsar do hospital!Mas haja prudência e bom senso,exige-se!
Anónimo a 6 de Setembro de 2013 às 21:12
Há muita gente que trabalha(uma outra parte faz pouco ou nada)que sente o pulsar do hospital,a tal segunda casa.Mas ,nestes momentos é preciso muita prudência e bom senso precisa-se!
Anónimo a 6 de Setembro de 2013 às 21:22
GRAVISSIMO!
Extinta Unidade de Cardiologia do Hospital de Beja!
Anónimo a 6 de Setembro de 2013 às 11:46
Ai estão os incendiários, sim o termo certo é esse, e logo agora que os bombeiros andam a apagar fogos noutros lados.
Anónimo a 6 de Setembro de 2013 às 13:31
É a própria administração que anda a atear fogos no Hospital.
Anónimo a 6 de Setembro de 2013 às 13:38
Depois de encerrarem oito camas para oncológicos, a Administração da ULSBA prepara a desqualificação do Seviço de Cardiologia. Onde estão os partidos que dizem defender os interesses da população? O pretenso paladino dos alentejanos, o PCP, finge que não acontece nada, acobertando os amiguinhos do PSD.
Indignado a 6 de Setembro de 2013 às 15:34
Esta é uma "interessante" forma de atribuir responsabilidades - quem está no governo e no CA da ULSBA são o PSD e o CDS e atribui-se esta gravíssima maldade que estão a fazer ao Hospital de Beja, que já foi um dos melhores do país, à oposição, designadamente ao PCP... É preciso ter muita vontade de lançar a confusão e desculpabilizar os únicos responsáveis.
Todos temos de nos levantar contra a degradação dos serviços do Hospital de Beja que está a acontecer. O CA é o directo responsável, porque é o executante, destas medidas lesivas do Hospital e, consequentemente, da população. Se, porventura, não concorda com elas o que deve fazer é solicitar o apoio das forças vivas e dos cidadãos para as contesta. Não o fazendo, somos nós que, de todas as maneiras ao nosso alcance, temos de lutar contra a degradação das condições de funcionamento do nosso Hospital.
E onde é que anda o Conselho Consultivo? Não tem nada a ver com isto? Não tem a obrigação de nos alertar para os problemas que afectam o Hospital e a todos nós? Para que é que existe? E o representante das autarquias e, consequentemente, das populações nada faz?
Perante este estado pantanoso para que estão a atirar o nosso Hospital, não podemos ficar comodamente a assistir, temos de reagir e exigir esclarecimentos e, depois, acções que assegurem uma boa prestação de serviços de saúde à população. Não podemos aceitar, passivamente, que retirem competências ao Hospital para depois fecharem camas com a justificação de que o Hospital não dispõe dessas competências.
Zé LG a 6 de Setembro de 2013 às 22:38
Pois, parece que os senhores que ocupam as cadeiras de maior responsabilidade do hospital desconhecem a sua história. O hospital tinha poucas especialidades medicas, e só no final dos anos 90 foi possível ampliar o quadro. Esse alargento resultou numa grande melhoria do acesso a cuidados de Saude. Foi também no final dos anos 90 que se criaram as Unidades Intensivas. Foi tudo conquistado contra a forte oposição dos lobis regionalmente centralizadores. Quer-me parecer que são precisamente esses lobis que podem colher o beneficio se o Hospital de Beja for desqualificado.
Indignado a 7 de Setembro de 2013 às 09:59
Estultos sois, vós todos, que discutides a excelsa clarividência dos que, no CA da ULSBA, carregam, por dever, honra e serviço, sobre os massacrados ombros a hercúlea tarefa de governar. Cessai de os acicatar e aceitai as benesses que sobre vós descerão em resultado dos esforços e sacrifícios que por vós aí fazem. Aguardai com serenidade e tereis a prova da bondade das excelsas decisões aí emanadas
Não vos cumpre discutir, ou questionar.
Não esqueçais que, tal como no passado é já tardia a hora de obedecer ao que tão nobremente vos for mandado.
Post hoc, ergo, propter hoc a 7 de Setembro de 2013 às 22:40
Deus queira que um destes "jovens" que tomam decisões destas nãp precise de cuidados médicos
ll a 7 de Setembro de 2013 às 12:27
Afinal, quem obriga a administração da ULSBA a fechar camas?
Anónimo a 7 de Setembro de 2013 às 21:06
è uma decisão tomada em Conselho de Ministros, e o Hospital de Beja não é o único no país a ser afectado.
Mais camas irão ser fechadas, não é nenhum segredo...agora quantas não sei, mas sei que não vão ser só as do 6º piso...o tempo mais dirá sobre tal assunto.
sabe-sabe a 7 de Setembro de 2013 às 23:08
"Toda Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; O acaso é simplesmente o nome dado a uma Lei desconhecida; há muitos Planos de Causalidade, porém nada escapa à Lei."
Post hoc, ergo, propter hoc a 7 de Setembro de 2013 às 23:36
Complexo ,meu caro..Há outros factores conexos..
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 12:30
Será que este sabe-sabe sabe mesmo ou quer que acreditemos?
Já se sabe que a Cardiologia perderá três camas e que vão acabar com a unidade dos avc. Será mesmo um segredo ministerial ou uma mentira engendrada em Beja?
Sherlock a 7 de Setembro de 2013 às 23:38
Elementar. O mentor da mentira é quem reforça o seu poder.
Watson a 7 de Setembro de 2013 às 23:44
Sherlock, queres mais? Então aguarda, porque irás ver mais...o Hospital está em falência técnica, o dinheiro não chega para fazer face às despesas, e foram dadas instruções para cortar o máximo possível e onde se puder. Já foram feitas avaliações e tomadas decisões...agora é só esperar e ver.
Depois não haverá mais nada a esconder.
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 22:11
Mas so agora está em falência técnica?Já há tanto tempo que isso duro...anos.
Só agora deram por isso?
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 23:19
Os elementos do Conselho de Administração do Hospital José Joaquim Fernandes devem ser uns primos bem próximos do Prof. Moriarty. Gente da pior espécie, com um passado tenebroso, que conseguiram enganar quem lá os pôs, e agora dedicam-se à bandidagem, a fazer mal e maltratar todos os baixo-alentejanos.
Enganaram-se contudo se pensam que levam até ao fim os seus intuitos, pois existem pessoas bondosas e desinteressadas, que vieram ao mundo para proteger os fracos, os indigentes e os manipuláveis. E zás, ei-los numa luta sem tréguas contra aqueles facínoras.
Certamente que irão vencer. Isto, para daqui a uns anos quando estiverem então à frente do Hospital, estes atos de barbárie nunca mais se voltem a repetir.
Conan Doyle a 8 de Setembro de 2013 às 09:55
Esses grupelhos políticos tão habilmente descritos como "os bons" e os "maus" deviam ambos desaparecer em quaisquer "cataratas",também lá bem longe,prá Suiça,deixando que assuntos sérios sejam resolvidos por gente séria,em trabalho normal de gestão de tão nobres casa,como o nosso HOSPITAL.Não precisamos cá do retorno dos "bons",esse é cenário de filme...não interessa para aqui...
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 11:31
Sr. Arthur, fique certo de que o personagem de maior protagonismo maquiavélico tem traços comportamentais comparáveis a grandes vilões de romances ou do cinema. É uma realidade inacreditável.
Edgar Allan Poe a 8 de Setembro de 2013 às 11:35
Sr. Edgar:

Quem então é o personagem, protagonista principal deste romance?já teve tempo para pensar...Será o presente?algum que ambiciona substitui-lo?ou ainda algum de um passado recente que já ambiciona voltar?

deve ser tudo farinha do mesmo saco!E tudo a sobrar para o Zé pagante!
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 12:16
Há aqui algumas tentativas ridículas de confundir o propósito de quem luta contra um conjunto de modificações no hospital, que podem ter como consequência a sua destruição enquanto unidade diferenciada.
Munhoz Frade a 8 de Setembro de 2013 às 13:06
Isto já vai longe e eu só sei que nada sei.MAS SEI QUE GESTÃO A SÉRIO E TRATAMENTO DE DOENTES COM ALGUMA QUALIDADE É COISA QUE NÃO SE AVIZINHA.
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 10:42
Grandes comentários por aqui reinam!até os nicknames são elementos indispensáveis para a investigação!o assunto já está refinado e desafia mentes ilustres!
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 10:50
Se fosse ficção seria um best-seller. Infelizmente, não é literatura.
Anónimo a 8 de Setembro de 2013 às 11:29
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