“Beja Capital”
Todas as acções e projectos nos sectores fundamentais que contribuem para os pilares do “Beja Capital” estão lançados e em curso. Os resultados estão a aparecer agora e serão mais evidentes no final de um período de intervenção. Daquilo que depende de nós, estamos no rumo e no tempo certos.
Área económica
Nós reorganizámos todo o parque industrial, sobretudo os lotes que estavam sem aproveitamento, alguns há 10 anos, e todos estão com investimentos de micro e pequenas empresas. A esse nível as coisas estão a correr bem. O aproveitamento das oportunidades geradas pelos projectos estruturantes também está a correr muito bem, quer no que diz respeito ao Alqueva, ao aeroporto ou no turismo.
Aquilo que temos estado a trabalhar preferencialmente é a instalação e fixação de empresas na área da indústria aeronáutica. Esse trabalho tem estado a correr muito bem.
Imagem do executivo
As expectativas foram colocadas bastante altas porque as pessoas estavam à espera que houvesse uma alteração radical e em tempo recorde. Portanto, houve um período em que essas expectativas baixaram muito e as pessoas sentiram algumas fragilidades. Penso que agora as expectativas e a perpectiva que as pessoas têm deste executivo estão a ser colocadas no ponto certo. Um executivo com grande capacidade de trabalho e empenho, que herdou uma situação muitíssimo complicada que foi agravada pela conjuntura nacional e local. Os resultados começam a aparecer…
O que não correu bem
Desde logo a questão financeira. E quando a administração central nos tirou o tapete, tornou-se mais grave. Isso trouxe uma maior dificuldade ao nível da reestruturação e reorganização interna dos serviços. O mais complicado são os [trabalhadores] que estão na Câmara, identificados com a força política anterior e que têm uma actividade permanente de combate político, misturando muitas vezes a política com o seu trabalho. Para mim, uma contrariedade grande é o “terrorismo político” por parte da oposição.
Dívidas
Recentemente diminuímos em cerca de dois milhões de euros o valor dessa dívida de curto prazo e vamos continuar nesse caminho. O valor andará entre os três e os cinco milhões, o que é muito aceitável em comparação com os 11 milhões que tínhamos no início do mandato.
Despesa fixa
Foi reduzida substancialmente. A Câmara era uma desorganização pegada em termos financeiros. Não tivemos alternativa e, durante mais de dois anos, tivemos de pagar a factura do mandato anterior, que foi um descalabro. Felizmente estamos no bom caminho em termos de reequilíbrio financeiro.
Estes são extractos de uma entrevista publicada no Correio Alentejo (edição nº 321, de 2012.08.03), que mostram que para Jorge Pulido Valente, o presidente da Câmara de Beja, tudo está a correr bem com “Beja Capital” e se não está a correr melhor isso deve-se ao governo, à conjuntura nacional e local, à pesada herança, aos trabalhadores identificados com a força política anterior, ao “terrorismo político” por parte da oposição, até porque as pessoas reconhecem que têm “Um executivo com grande capacidade de trabalho e empenho”.
Estranho não ter lido nem ouvido críticas a esta entrevista, designadamente das oposições. Será que é esta, de facto, a apreciação que os bejenses fazem do executivo camarário e do seu desempenho nestes três anos de mandato? Tudo está a correr bem ou muito bem em Beja e se não está a correr melhor ainda é por culpa dos “outros”?
