Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
08
Ago 12

Três anos após o início da crise da dívida soberana na Zona Euro, os países que mais esforços fizeram para corrigir as suas finanças públicas foram precisamente os que mais cortes sofreram nos seus ratings e aqueles onde os juros da dívida pública mais subiram.

Quatro avaliações da troika positivas, imagem externa de ‘bom aluno’ e cumpridor de metas orçamentais não foram suficientes para fazer descer os juros da dívida do Estado abaixo dos 10% e evitar cortes de rating. O regresso aos mercados em Setembro de 2013 é pouco provável e um novo pacote financeiro da troika ou uma reestruturação de dívida são admitidas pelos investidores.

Esta é a conclusão de um estudo BNP Paribas publicado no final do mês passado. Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália, por esta ordem, foram os ‘campeões da austeridade’ entre 2009 e 2012. E o resultado foi um resgate da troika ou mais um passo a caminho de um intervenção externa. Antes da crise, Portugal tinha um rating igual a Espanha, Itália ou Bélgica, e hoje tem uma classificação semelhante a Angola ou Bangladesh.

O BNP adianta que os investidores consideram que, apesar de necessários, os esforços de equilíbrio das contas públicas não são credíveis em países onde a dívida pública é demasiado elevada para ser corrigida só pelo Governo. Grécia (160% do PIB), Itália (120%) e Portugal (110%) detêm as maiores dívidas públicas de toda a Zona Euro. Mais do que a austeridade, a solução da crise do euro passa sobretudo pela resolução do elevado endividamento de muitos Estados, onde só acções concertadas a nível europeu – eurobonds ou mutualização da dívida – poderão ser eficazes.

publicado por Zé LG às 20:49
Para que nada falte aos LADROES,que a maioria ELEGEU!....
Anónimo a 8 de Agosto de 2012 às 23:03
BrTelecom quer comprar por US$ 115 mi empresa sem receita
O UOL News apurou que a Brasil Telecom pretende realizar uma assembléia no dia 26 de dezembro para comprar o provedor gratuito de Internet iG. Segundo especialistas que o UOL News consultou, o valor de mercado do iG se aproxima de zero, já que "é uma empresa que tem zero de faturamento", disse um deles.Para entender o que pode ser o motivo dessa compra, é preciso ter uma idéia da composição acionária do iG e da Brasil Telecom.
1) O empresário Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, é acionista da Brasil Telecom, da Telemar, e do iG;
2) A Telemar, o empresário Beto Sicupira, do Grupo GP, Sergio Andrade, da Andrade Gutierrez, e Daniel Dantas controlam o iG;
3) O BNDES tem 20% do capital da Telemar;
4) Beto Sicupira e Sergio Andrade também são sócios controladores da Telemar.
Logo, a operação, na verdade, significa o seguinte: Daniel Dantas pega US$ 115 milhões da Brasil Telecom e entrega US$ 115 milhões a Daniel Dantas, à Telemar (e 20% disso ao BNDES), a Beto Sicupira e a Sergio Andrade.
Ou seja, Daniel Dantas vende e compra. Compra (em nome da Brasil Telecom) por US$ 115 milhões uma empresa que ele vende (o iG) e que possui faturamento próximo de zero.
Segundo as mesmas fontes que o UOL News ouviu, a assembléia do dia 26 de dezembro será um jogo de cartas marcadas. O iG pediria US$ 140 milhões.
A Telemar faria oferta inferior a US$ 115 milhões - para fazer parecer que haveria competição. Em seguida viria a proposta da Brasil Telecom de US$ 115 milhões. E o iG aceitaria.
A data de 26 de dezembro teria sido escolhida a dedo, por atender a duas preocupações. Primeiro, no período de festas a divulgação seria menor e, portanto, não chamaria a atenção dos sócios minoritários. Segundo, porque em janeiro Daniel Dantas corre o risco de perder o controle da BrasilTelecom para a Telecom Itália, o que impossibilitaria a concretização do negócio.
Se essa transação se realizar, terá sido a segunda vez que Daniel Dantas venderá o iG a ele mesmo.
Primeiro, quando o iG era controlado por Daniel Dantas, Nizan Guanaes, Rede Bandeirantes, Beto Sicupira e Sergio Andrade, ele vendeu o iG à Telemar. Agora, venderia o iG à Brasil Telecom.
Essa operação, se realizada, poderia significar:
1) Uma descapitalização da Brasil Telecom e, portanto, dificuldades em desempenhar seu papel como concessionária de telefonia fixa. A Anatel, a agência reguladora da indústria de telefonia, portanto, poderia se interessar em analisar a operação.
2) Um "mico" para a Telecom Itália (com a qual Dantas está publicamente em disputa pelo controle da Brasil Telecom) e para os acionistas minoritários da Brasil Telecom - que seriam obrigados a engolir uma empresa cuja receita é zero por US$ 115 milhões. Como a Comissão de Valores Mobiliários cuida (ou deveria cuidar) dos direitos dos acionistas minoritários, ela deveria também analisar a transação. Embora, como o Teletime News já denunciou repetidas vezes, tanto o presidente da CVM, Luiz Leonardo Cantidiano, quanto uma diretora da CVM, Norma Parente, tenham trabalhado para Daniel Dantas.
3) A operação poderia levantar suspeitas também do Tribunal de Contas da União, que se perguntaria "como é que o BNDES vende por US$ 115 milhões uma empresa que fatura zero?"
Por tudo, o UOL News fez as seguintes perguntas:
Ao vice-presidente da Anatel, Antonio Carlos Valente (o presidente da Anatel, Guilherme Schymura, está em férias): "O senhor vai autorizar a Brasil Telecom a comprar o portal iG por US$ 115 milhões, sendo que o valor de mercado do iG é próximo de zero?"
Ao presidente da presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CV), Luiz Leonardo Cantidiano: "A CVM vai permitir que a Brasil Telecom empurre aos seus acionistas minoritários a compra do iG por US$ 115 milhões?"
Ao empresário Daniel Dantas, do Grupo Opportunity: "A Brasil Telecom vai comprar o iG por US$ 115 milhões?"
À presidente da BrasilTelecom, Carla Cico: "A Brasil Telecom vai comprar o iG por US$ 115 milhões?"
Ao empresário Sérgio Andrade: "O senhor vai vender o iG por US$ 115 milhões para a Brasil Telecom?"
Ao presidente do BNDES, Carlos Lessa:
"Levando-se em consideração que o BNDES controla 20% da Telemar, o que o senhor acha da informação de que a Brasil Telecom vai comprar o iG, que é controlado entre
carlos eduardo a 9 de Agosto de 2012 às 08:40
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