Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
07
Ago 12

Em Junho a taxa de desemprego subiu para os 15,4% - o nível mais alto de sempre. Meio milhão de desempregados já não tem acesso ao subsídio de desemprego e, se nada for feito, as novas regras vão tornar o quadro mais negro - os subsídios vão ser pagos durante menos tempo e os montantes serão menores. É neste contexto que o governo tem a sórdida iniciativa de anunciar que um desempregado pode acumular parte da prestação do subsídio de desemprego com trabalhos a tempo completo, que paguem abaixo do subsídio de desemprego recebido. Diz o governo que: "é um apoio financeiro para os desempregados que recebem subsídio de desemprego e que voluntariamente aceitem ofertas de emprego, a tempo completo, com um salário (bruto) inferior ao valor do subsídio que recebem." É urgente desconstruir a propaganda deste governo – não há aqui qualquer apoio financeiro. O que se pretende é usar parte do salário que os trabalhadores descontaram para a Segurança Social para pagar parte do salário do seu novo emprego. Isto é inaceitável. Se o desempregado passa a trabalhar em horário completo deixa de ser desempregado e passa a trabalhador no activo - logo tem que ter um contrato de trabalho e receber a totalidade do salário a que tem direito pago pela nova entidade empregadora – e não pelo estado. O MSE repudia e combaterá mais esta medida que acentua descaradamente a precaridade e desresponsabiliza as empresas dos seus deveres para com os trabalhadores.

publicado por Zé LG às 20:30
Este governo já morreu. o Funeral será nos próximos 6 meses. Segue-se Costa e Rio.
Anónimo a 7 de Agosto de 2012 às 22:36
"O que se pretende é usar parte do salário que os trabalhadores descontaram para a Segurança Social para pagar parte do salário do seu novo emprego."

Não sei quem escreveu isto mas certamente não sabe fazer contas porque se soubesse perceberia que não tem pés nem cabeça aquilo que publica. Vejamos. O apoio que o Estado está a dar significa que um desempregado contratado a partir de agora passa a poder acumular parte do sub. de desemprego com o salário. Sabendo que o limite do apoio é de 500 euros, ricos de nós que os descontos mensais de um trabalhador que recebe o salário mínimo (só quem for contratado para receber o salário mínimo é que pode usufruir do dito apoio) conseguisse descontar o suficiente para pagar o seu próprio apoio. Esta ajuda do Estado, saliento a palavra AJUDA porque não passa de isso mesmo, não beneficia em nada os contribuintes pois quem paga os seus impostos vê um desempregado sair da asa do Estado e mesmo assim continuar a receber. O único beneficiado é a pessoa que para alem do salário ainda recebe mais 200 ou 300 euros do Estado por estar a trabalhar. Há milhares de pessoas a receber o salário mínimo e eu não as vejo receber ajuda nenhuma. São menos que os desempregados?

Só uma coisa se pode dizer mais deste absurdo artigo do mse. Tal com o nome indica, a única coisa que este tipo de movimentos procura é atenção. Não se satisfazem com nada! Estes tipo de movimentos são necessários, obviamente. Mas, tal como os sindicatos, a partir do momento que só exigem sem nada ceder e sem nada os satisfazer tornam-se cancros para a sociedade e economia. Movimentos como este e sindicatos como a cgtp e a fenprof deviam de ter vergonha de aparecer. Dizem aquilo que as pessoas querem ouvir ao irrealista estilo comunista dando a ilusão às pessoas que o Estado é uma entidade sobrenatural completamente independente da sociedade com fundos infinitos. O Estado não é pai de ninguém e se querem ser bons cidadãos fica aqui uma boa lição: não é o cidadão que deve viver à custa do Estado mas sim o Estado à custa do cidadão. Se os nórdicos são o que são não é por ser melhores que nós. É por saberem que os impostos devem ser pagos na sua totalidade pois só assim o país vê as necessidades colectivas satisfeitas. Mas essa nossa falha não é uma falha económica. É cultural!!! Povos do sul... Que se pode fazer?
Luís a 7 de Agosto de 2012 às 23:20
A questão que se põe, na comparação com outros países, é a de se saber como são aplicados os impostos. Estes devem ser usados para redistribuir a riqueza produzida com maior justiça. Será que isso acontece em Portugal como noutros países, designadamente nos que referiu?
Zé LG a 8 de Agosto de 2012 às 12:45
Luís, abra a pestana homem.
Anónimo a 8 de Agosto de 2012 às 23:07
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