Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
07
Fev 12

Os governantes falam muito da necessidade de aumentar a produtividade, como se esse aumento fosse a chave para a resolução dos problemas que atravessamos. Este aumento pode ser importante, mas também pode contribuir pouco para a resolução dos principais problemas e até agravá-los, aumentando o desemprego, a concentração da riqueza e as desigualdades.

O que importa mais é criar mais postos de trabalho, produzir mais o que mais falta faz, e distribuir melhor a riqueza. Este é o caminho para o crescimento, o desenvolvimento e a justiça social.

Prosseguir o caminho, que tem vindo a ser seguido, do aumento do desemprego, da concentração da riqueza e do acentuar das desigualdades só contribui para a recessão económica e para a destruição do estado social.

Quantos menos trabalharem mais têm de contribuir para manter os que não trabalham, porque o não podem fazer, por incapacidade, porque ainda ou já não têm idade para trabalhar ou porque não conseguem arranjar trabalho.

O cerne do problema está neste último grupo. Para que serve aumentar a produtividade e o tempo de trabalho se continuar a crescer o número de desempregados, a não ser para aumentar os lucros de algumas grandes empresas e os dividendos escandalosos dos respectivos accionistas? O que mais importa é criar condições para que todos os que possam e queiram trabalhem e produzam, porque assim, para além de assegurar o crescimento económico e o progresso social, se evitam também problemas de saúde pública e se combatem eficazmente os défices.

Por tudo isto, é vergonhoso e ofensivo da dignidade das pessoas governantes falarem dos trabalhadores como se fossem preguiçosos e não quizessem trabalhar, como se existissem postos de trabalho para quem queira trabalhar. Governantes que assim actuam não são dignos de exercer os cargos que ocupam.

A Angela Merkell disse que os bonitos túneis e auto estradas da Madeira em nada contribuem para a competitividade. São ou não são pertinentes essas observações?
Porque será que se está sempre a culpar o governo, este, ou todos os outros por tudo o que ainda não se fez, mas que racionalmente seria prioritário, e raramente é apontado o que está ali ao nosso lado executado pela nossa autarquia onde foram gaspilhados milhões e milhões de euros, que não deixaram postos de trabalho criados , nem serviços económica e socialmente essenciais, e porque não até sustentáveis?
Manuel António Domingos a 8 de Fevereiro de 2012 às 08:55
Não o conheço mas o seu ódio à sua autarquia já parece patológico.
Até aposto que nas suas conversas de café e no futebol com os seus amigos não tem outro assunto.
Liberte-se disso, vai ver que passa a ser uma pessoa melhor.
ABROLHOS a 8 de Fevereiro de 2012 às 09:56
Abrolhos;
Talvez nos faça falta ( a ambos ) encontrar o equílibrio. Como dizia o meu avô; ( ames dois )
" O PREÇO A PAGAR PELA TUA NÃO PARTICIPAÇÃO NA POLÍTICA É SERES GOVERNADO POR QUEM É INFERIOR (PLATÃO) "
Manuel António Domingos a 8 de Fevereiro de 2012 às 10:33
Senhor MAD
Percebi a sua intenção mas aquilo que o senhor escreve aqui (apenas o conheço por isso), é muito mais do que "participar na politica".
O senhor, em assunto ligados a autarquias em geral e è sua em particular, assume postura e opiniões dignas de terrorismo politico.
O meu conselho era mesmo genuíno mas se considera que essa é a atitude mais correta , então continue.
Cumprimentos
ABROLHOS a 9 de Fevereiro de 2012 às 10:14
ABROLHOS;
Vc. diz que não me conhece. Acha que eu o conheço a si, pelo menos de vista?
Sabe que eu fui presidente da Junta de Freguesia de Entradas, de 1989 até 2005?
Sabe que eu enquanto membro da Assembleia Municipal, sempre procurei ser um elemento informado e responsável sobre o ambito das competências autárquicas em geral, e as minhas em particular?
Sabe que sempre me preocupei em tomar posições baseadas em conhecimento e informação sobre as mesmas?
Sabe que continuo apaixonado sobre tudo o que mexe com matérias autárquicas em geral, e aqui sobre a minha autarquia em particular?
Sabe que procuro ao máximo, só afirmar aquilo que posso provar?
IMPORTA-SE DE ME DAR UM SÓ EXEMPLO SOBRE AS MINHAS DIVERSAS ABORDAGENS , QUE DO SEU PONTO DE VISTA SE ENQUADRAM NA CLASSIFICAÇÃO DE TERRORISMO POLÍTICO?
Vc.está verdadeiramente convencido que um comportamento diferente e raro de um nosso semelhante, apenas pode ser considerado como sinónimo de portador de uma qualquer patologia?
O direito à diferença diz-lhe alguma coisa?
Sinceros cumprimentos.
Manuel António Domingos a 9 de Fevereiro de 2012 às 10:55
A política deste governo, mais se assemelha a uma peça de teatro do faz de conta. Para não alarmar a confiança dos mercados financeiros, lá vão dando uma falsa garantia de que estamos no bom caminho e, a toda a hora afirmam que somos diferentes, e Portugal não é a Grécia. Sem sinais de recuperação da nossa economia, não vamos conseguir pagar a dívida mais os juros e, isto porque todo o nosso PIB está a caír progressivamente, em consequência da destruição de todo o nosso aparelho produtivo, consubstanciado no encerrar de empresas e no aumento assustador do desemprego. O patronato continua insatisfeito... quer mais medidas ainda, para além das que foram negociadas em consertação social.Mas, quem tem que mover a economia são os empresários, os honestos e empreendedores que não estão à espera que seja o governo a por-lhe todos os meios nas mãos, inclusivamente a própria Lei. Dos trabalhadores, dizem que são improdutivos... mas não são improdutivos se, aceitarem trabalhar sem receber, o que parece uma contradição. Enfim... não temos empresários só patrões, estes últimos pouco ou nada interessados em criar emprego, o que faria a diferença para a retoma da economia. A continuarmos assim, vamos para a bancarrota.
António Martins a 8 de Fevereiro de 2012 às 18:14
Concordo em absoluto.
Luis a 8 de Fevereiro de 2012 às 21:01
António Martins: Costumo aqui ler o que escreve com atenção. Até porque além de escrever bem, diz coisas válidas e acertadas, com as quais todos aprendemos algo.

Mas desta vez confesso que fiquei um pouco baralhado, e sobretudo no triângulo trabalhadores, empresários e patrões.
Como penso que é natural de Alvito, onde o principal patrão é o próprio estado, gostaria caso concorde, de lhe perguntar como analisa as relações entre os três, e quais as soluções que preconiza?
Luis D'Cunha a 8 de Fevereiro de 2012 às 20:12
Sr. Luis D'Cunha, tenho o maior prazer em o esclarecer: Não sou natural de Alvito mas, optei por residir aqui e não obstante as dificuldades desta terra, gosto de por cá andar. Sobre o tal triângulo que refere, patrões são aqueles como um que servi, que afirmava que a sua empresa era dele, e portanto ele era a lei, o sindicato e deste modo estava-se marimbando para os direitos dos seus servidores. Empresários verdadeiros, são aqueles que vêem para além da sua empresa, tem capacidade de investir ou tem a ambição para o vir a fazer, não estando só à espera de facilidades. Por último; trabalhadores: que dependem profissionalmente dos dois primeiros. Admito também que alguns destes últimos, nem não são realmente trabalhadores produtivos. Quanto a Alvito; é o problema do Alentejo, criado pela PAC (Política Agrícola Comum), que destruiu o único meio produtivo desta região, aliada à má capacidade dos políticos, que não compreenderam a dimensão do problema, dando orígem a que hoje, importamos muito do que consumimos, em termos alimentares. Uma consequência criada por um "Patrão", o Estado. Os meus cumprimentos.
António Martins a 9 de Fevereiro de 2012 às 11:05
Vou responder no outro post que LG destacou.
Luis D'Cunha a 9 de Fevereiro de 2012 às 20:00
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