... para quem não teve oportunidade de celebrar o São Martinho.
... para quem não teve oportunidade de celebrar o São Martinho.
A Fundação Eugénio de Almeida promove no próximo dia 13 a conferência Sociedade Civil e Comunicação, integrada no Curso Intensivo de Gestão para Dirigentes do Terceiro Sector.
“Lá nos campos, tristes campos,
Da solitária planura,
Nasceu a minha revolta,
Nasceu a minha amargura.”
Apesar de, ao contrário do Poeta alvitense Raul de Carvalho, nunca termos abandonado estes campos, quantas vezes não sentimos revolta, e mesmo amargura, por não conseguirmos alterar para melhor esta sociedade em que vivemos, nem fazer esta terra progredir, nem reforçarmos e melhorarmos o funcionamento deste instrumento para a acção que é o Partido?
Devemos manter bem vivas as nossas disponibilidade e disposição de luta, pelo que não nos devemos acomodar perante as dificuldades, devemos alimentar o nosso inconformismo perante as injustiças, o que só se consegue através do estudo e da análise críticos da realidade que nos permita manter uma consciência social e política activa, em consequência de convicções ideológicas e políticas firmes, confirmadas pela correcção das nossas orientações e práticas.
Ora, para que tudo isto aconteça não devemos falhar na definição dos nossos objectivos nem escamotear os nossos erros e insucessos.
Infelizmente é isso o que tem vindo a acontecer.
…
O Partido não alargou a sua influência social, política e eleitoral nem reforçou a sua organização, porque não melhorou a sua ligação e a sua acção junto das massas populares.
Não fortaleceu a organização nem imprimiu uma nova dinâmica junto dos trabalhadores e outros sectores, porque não foi capaz de adoptar medidas adequadas às situações concretas.
…
Ao referirmos estes insucessos não pretendemos, ao contrário do que alguns insistem em dizer, autoflagelarmo-nos, mas apenas enfrentarmos as dificuldades, avaliarmos com realismo o trabalho realizado e apurarmos as responsabilidades de todos e de cada um.
É verdade que a responsabilidade é de todos, mas não é menos verdade que é mais de uns do que de outros. A responsabilidade é do colectivo partidário, mas é sobretudo de quem, ao longo destes anos, o dirigiu, quantas vezes sem dar ouvidos a quem apontou outros caminhos e outros métodos para alcançar os objectivos definidos.
Mais uma vez, insistimos na necessidade de respeitar a norma estatutária (nº2 do art.º 21), que estabelece que “A responsabilidade colectiva de direcção não elimina, antes pressupõe, a responsabilidade individual e a iniciativa de cada membro.”
Parte da minha intervenção (corrigida) na 4ª Assembleia da Organização de Beja do PCP, em 20.02.2000.
“A mais nobre e popular de todas as festas de Marvão está de volta a 14 e 15 de Novembro.
Centenas de artistas de animação nas ruas;
quatro magustos colocados em sítios estratégicos da vila com excelente castanha assada e vinho da região;
mais de 80 postos de artesanato do mais autêntico e português,
área de enchidos e queijos;
Concurso de Doçaria com castanha na Casa da Cultura;
área de compotas, licores, doces caseiros
e a tenda dos produtores locais,
são motivos mais que suficientes para que não falte a esta chamada irresistível.”
Veja o programa aqui.
Veja aqui a reportagem da festa e do convívio, com que a equipa que faz o semanário de Portalegre assinalou a efeméride.
Muitos parabéns!